Notas iniciais
Olá!! Prontos para a primeira parte da Sophie? Vamos lá!

“Um Desejo”

– Maio de 1998 – Azkabán

– Tem certeza disso? – perguntou Pierce. – Aqui não é lugar para você...

– Tenho. – confirmou Sophie – Não se preocupe pai, precisamos apenas conversar.

– Podem abrir. – disse a um dos guardas, que abriu a pesada porta de aço – Te espero aqui fora, qualquer coisa é só chamar...

– Obrigada pai. – sorriu antes de suspirar fundo e entrar na sala de visitas, onde uma mulher de cabelos bicolores a esperava de costas. – Sra. Malfoy?

– Sophie! – surpreendeu-se Narcissa ao virar o rosto e encontrar a ex futura nora. – O que faz aqui querida? Estava esperando a Violet mas...

– Ela não virá. – disse sentando-se à frente da mulher. – Ela... Está no St. Mungus.

– O que aconteceu? – preocupou-se.

– Ela teve uma crise há uma semana, atacou três amigos e quase os matou, agora está no hospital até se recuperar.

– Como ela está?

– Desequilibrada, não reconhece ninguém e várias vezes chamou pelos pais...

– Oh Merlin, pobre garota... Ela passou por tanta coisa! – comentou Narcissa, preocupada com a sobrinha – Mas ela vai melhorar não é?

– Em teoria, sim... Mas está difícil. A Sra. Prince afirmou que ela ficará internada no mínimo um mês, parece que pelo descontrole emocional a magia também foi afetada e ela se tornou perigosa... Só a Sra. Prince e o medico têm permissão para visitá-la... Temos esperança que eles possam ajudar e que a Violet volte.

– Tenho certeza que se recuperará, ela é mais forte do que imaginamos... – disse com a voz fraca, segurando as mãos de Sophie entre as suas gentilmente.

– Sim, é... – sorriu.

– Ellizabeth... – sussurrou logo algo lhe veio à cabeça, preocupando-a – Onde ela estava quando a Violet atacou os amigos?

– Oh não, não se preocupe, ela estava comigo. – tranquilizou-a. – Lizzie está bem.

– E o que acontece agora? Violet era sua tutora, mas estando nessas condições...

– Eu conversei com a minha mãe essa semana... – começou – Nesses casos a criança deveria ter um novo tutor ou ir a um internato ou orfanato até que o tutor tivesse condições de cuidar dela, mas demos um jeitinho e a Lizzie ficará comigo e minha família até a Violet se recuperar.

– Ahh Sophie, como pode existir pessoas assim ainda? Depois de tudo que aconteceu...

– A senhora salvou a minha vida! – sorriu – Se não tivesse me escondido um deles certamente me encontraria e sabe-se o que fariam comigo... Ainda não sei o motivo de ter feito isso, mas agradeço muito.

– Bem... Você esteve com o meu filho por um tempo e eu via como o deixava feliz... E mesmo não estando mais juntos, me afeiçoei a você, sempre tive esperanças de te ver como a Sra. Malfoy... – sorriu acariciando levemente o rosto da loira – Isso obviamente nunca acontecerá, mas gosto de pensar assim às vezes...

– Obrigada Sra. Malfoy, eu...

– Apenas Narcissa, por favor.

– Certo... Narcissa. – sorriu — Eu gosto da Lizzie, já tivemos contato por um tempo e acho que ela entendeu. Vamos nos dar bem.

– E seus pais?

– Eles quase não ficam em casa, só a verão à noite. E mesmo assim, não tem problema nenhum, Lizzie é um anjinho e não dá trabalho algum! Eu disse a ela que vocês estão viajando e que em breve mandariam cartas... O que acha? – perguntou tirando um pergaminho da bolsa e uma pena com tinta.

– Eu adoraria, obrigada Sophie... – sorriu pegando o pergaminho e começando a escrever a carta que começaria com “Querida Lizzie...”.

Sophie a visitava quase todas as semanas, sempre levando notícias de Lizzie e Violet, e evitando quando a conversa se direcionava à Draco Malfoy. Sophie dizia a si mesma que já o tinha perdoado e esquecido, mas todas as noites, antes de dormir, perguntava-se o porque de Draco ter mentido por tanto tempo e não confiado nela... Sophie era tão indigna assim de confiança?

Três meses passaram rapidamente para Lizzie, que divertia-se na casa de Sophie e tinha até conquistado a “Dama de Ferro” Seyfried, vulgo Ministra da Magia. Sophie ficava o dia todo em casa brincando com a garota, mas sentia-se sozinha... Lizzie era uma boa companheira, claro, mas não podia conversar nada sério ou falar o quanto sentia falta das noites em que sentava-se em sua cama em Hogwarts e jogava conversa ao ar junto às meninas... Mas uma estava morta e as outras duas no hospital.

Seus pais ficavam o dia todo no Ministério e agiam como recém-casados, até que, em agosto, Meryl deu a grande notícia...

– Estou grávida!

Sophie não poderia ter ficado mais feliz pelos pais, mas sentiu que cada vez mais ficaria sozinha... Entretanto, uma ideia passou a se fixar em sua cabeça e cada vez que ia ao hospital observava como Robert tratava os pacientes e passou a admirá-lo, tanto como pessoa quanto como médico. Ela se sentia tão pequena que o desejo de fazer o mesmo que ele crescia em seu peito, queria ajudar aquelas pessoas e ser “útil” àqueles que precisavam.

Certa vez, conversando com Robert sobre Violet e Alessa, chegaram ao assunto e ela perguntou, timidamente, como era ser médico, a sensação...

– É uma das melhores. – respondeu sorrindo – Mesmo tendo perdas e presenciar mortes sem poder fazer nada, eu conheço muitas pessoas e fico encantado quando alguém é curado. Uma vez eu cuidei de uma menininha com nove anos... E o brilho no olhar dela quando eu disse que teria alta foi impagável! Desde então eu me empenho para ver o mesmo brilho novamente... – sorriu – E a sensação de poder ajudar alguém é maravilhosa, faz um bem imenso! Fora a satisfação pessoal de curar pessoas, resolver enigmas... E tem suas vantagens,a Liv, por exemplo, já está flertando com um ex paciente.

– Régulus. – concordou, afinal, vira Régulus e Olívia saindo juntos inúmeras vezes nos últimos meses.

– Por que a pergunta?

– Porque eu estava pensando em fazer medicina... – assumiu – Eu vejo como você fala dos seus pacientes e converso com as enfermeiras quase todos os dias! Eu sempre gostei de ajudar as pessoas, mas não sabia o que fazer realmente... Até agora. Quero ser médica.

– Uau... Isso é incrível Sophie! E já pensou em qual área da medicina gostaria de seguir?

– Bem... Eu gosto de crianças.

– Pediatra. – completou sorrindo e, após a loira confirmar, ergueu a xícara de café para um “brinde” improvisado – Você tem um ótimo perfil para trabalhar com crianças, tenho certeza que se dará bem...

Desde esse dia Sophie passou suas tardes antes tediosas pesquisando sobre a profissão e a faculdade, decidindo-se pela Academia de Medicina Bruxa, a melhor do setor em toda a Europa. Estudava o que podia nos intervalos entre as brincadeiras com Lizzie e até mesmo acompanhou Robert para ver alguns pacientes e conversar com as enfermeiras. O desejo de seguir carreira como médica tornava-se ainda mais forte e, após uma conversa com os pais – extremamente satisfeitos pela escolha da filha – decidiu fazer a matrícula para começar no próximo semestre e adicionou como amigas de longa data diversas enciclopédias, sempre deixando uma na bolsa.

Quase no final de agosto, ao chegar ao hospital para visitar Violet e Alessa, encontrou Robert e Eileen conversando seriamente e inúmeras enfermeiras entrando e saindo do quarto da morena.

– O que aconteceu? – perguntou preocupada. – A Violet está bem?

– Mais do que bem eu diria. – brincou Robert – Ela acordou e parece estar recuperada.

– Isso é o que veremos em alguns minutos.

– Eileen...

– Vou conversar com ela, saber como se sente, a começar dos assuntos que a deixaram assim. – garantiu aproximando-se da porta do quarto da neta para logo em seguida dispensar as enfermeiras e entrar.

– Mas...

– Estou indo para o quarto da Alessa, quer vir? Conversamos no caminho. – propôs assinando um prontuário

– Como isso aconteceu? – perguntou acompanhando-o pelo corredor — Da última vez ela estava quebrando tudo no quarto e a Sra. Snape teve que estuporá-la.

– Magia e medicina combinadas podem fazer coisas incríveis... – respondeu abrindo a aporta do quarto da ruiva, ainda inconsciente. – Fora algumas poções que estamos testando, Eileen usou Legilimência para descobrir o que estava acontecendo na cabeça dela e tentou se comunicar quase todos os dias, ontem ela conseguiu e a Violet despertou por um momento... – disse enquanto verificava o prontuário de Alessa e checava os aparelhos. – Estava atordoada, claro, e voltou a dormir. Eileen ia fazer de novo hoje à tarde, mas parece que não precisou. – riu – Violet acordou e até conversou com as enfermeiras normalmente, eu a examinei e não tem nenhum problema clínico evidente, parece estar realmente recuperada.

– Uau... – respondeu impressionada, era exatamente aquilo que ela queria fazer, salvar pessoas.

– É incrível não é? Nós somos tão frágeis... – comentou subitamente, encarando Alessa profundamente – E mesmo assim conseguimos fazer coisas inimagináveis e sobreviver... O corpo é uma máquina misteriosa, cheia de surpresas... – aproximou-se lentamente da ruiva – Sabe, estou a três meses acompanhando o caso da sua amiga e só agora percebi que ela tem uma cicatriz no pulso... – falou passando os dedos levemente sobre a cicatriz sob os olhares atentos e desconfiados de Sophie, que sorriu com a ideia que lhe veio à mente.

– Ela sofreu um acidente de carro com os pais na infância, eles morreram na hora, mas ela só ficou com algumas cicatrizes.

– Como eu disse, somos sobreviventes... – comentou pousando a mão sobre a testa da ruiva com a desculpa de verificar a temperatura. – Ainda tenho esperança de conseguir trazê-la de volta, sabe... Só... Não sei o que fazer ainda...

– Sinto falta dela... – sorriu, porém, sua frase despertou o médico, que afastou-se rapidamente e, após estender a mão como se estivesse formigada, anotou algo no prontuário e foi em direção à porta.

– É... Bem, espero que no futuro você saiba o que fazer. – sorriu. – E pelo tamanho da sua bolsa aposto que está com aquela enciclopédia não é?

– Ah sim, eu aproveito para ler sempre que posso, embora algumas partes me deixem totalmente confusa...

– Em dez minutos vou almoçar, o que acha de me acompanhar? Posso te ajudar com esse “monstro de sete cabeças” – brincou abrindo a porta para saírem.

– Eu adoraria – agradeceu sorrindo.

Robert estava certo quando disse que Violet estava recuperada. Após uma longa conversa com a garota, Eileen se convenceu do fato e concordou com o médico em liberar a sonserina, que mal via a hora de reencontrar os amigos e retomar sua vida... Dessa vez para frente. Moody e Minerva concordaram em nunca mais deixá-la sozinha e, enquanto estavam em Hogwarts para reconstruí-la, Violet voltou para a mansão Prince junto à Eileen, ainda indecisa quanto ao que fazer pelo resto de sua vida, e as tias recém-descobertas.

Sophie, por outro, continuava suas visitas diárias ao hospital e quase sempre almoçava com Robert enquanto tirava suas dúvidas... O que levantou suspeitas dos amigos quanto aos sentimentos da loira, chegando mesmo a desconfiarem de um futuro romance entre Sophie e Robert, mas a garota garantiu que não havia nada a mais que amizade com o Dr. Tupper e era correspondida.

Não demorou para que Violet retomasse o ritmo de sua vida e levasse Lizzie para morar em sua casa novamente, e com isso Sophie encontrou ainda mais tempo para se dedicar aos estudos e, a cada página de conhecimento, seu coração disparava em ânsia por mais. Assim que setembro deu as caras, a loira partiu para a Academia e iniciou suas aulas.



Notas finais
Sophie foi uma fofura nesse capítulo... Ficou com a Lizzie enquanto a Violet estava internada e visitou a Narcissa com frequência! Essa loirinha é muito boa não? Fez até amizade com o Robert! Quase que a loirinha se apaixona pelo médico bonitão kkkkkkk Mas ele já tem dona, viram como ele agiu com a ruiva? Sinais de que já a admirava antes mesmo de conhecê-la realmente... E falando nisso... O que acham do desejo recém descoberto por medicina? Eu, particularmente, acho que a Sophie combina bastante com Pediatra ^^ Imaginem-na com crianças? É uma fofura ^^ Obs.: Devem se perguntar o que aconteceu com a Violet para ela ficar esse tempo todo internada não é? Fora as pequenas indicações ao longo do capítulo... Bem, ela fico MUITO mal, mas isso mostrarei mais para frente, não se preocupem. _______ Capítulo 6 – I Don’t Know (...) - Evitar os zonzóbulos. – respondeu Violet - Evitar o que? – repetiu Robert confuso. - Zonzóbulos. Seres invisíveis que podem entrar por seu ouvido e bagunçar o seu cérebro. – riu Violet. - Mas... - Não pergunte, eles estão vindo. – interrompeu assim que Robert ergueu a sobrancelha para rebater a explicação. _______ No próximo capítulo teremos casamento, noivado, nascimento... E nenhum da Sophie kkkkkkkkk Beijos e até a próxima! :D E não se esqueçam de comentar hein ^^