The Orphan: Endless Love

1 Capítulo 1 - Have My Word


Notas iniciais
Voltei!!!!!!!!!!!! ^^Vamos começar com a ruivinha mais amada desse mundo (para mim ao menos kkkkkk), a garota que dizia que estava à espera do verdadeiro amor... Então nos próximos três ou quatro capítulos vou desenvolver apenas a história pós-guerra dela, com sutis dicas dos outros personagens. Nesse primeiro capítulo, por exemplo, já tem pessoas casadas, outras noivando e outras se conhecendo, mas vamos nos ater à Alessa primeiro. Celtinho?Espero que gostem!!!!!



“Tem a minha palavra”

– 1999 -

Alessa ainda chorava quando, meses depois de acordar de um coma, deparou-se com um mundo diferente do que conhecera. Seu humor, entretanto, melhorara consideravelmente e sua mente já não se prendia ao passado, mas procurava sobreviver no futuro... E Robert era um dos grandes responsáveis pela mudança.

– Posso te fazer uma pergunta um tanto indiscreta?

– Estamos juntos ha meses, pode perguntar o que quiser. – brincou fazendo-a sorrir.

– Qual é a sua altura?

– Minha altura? – surpreendeu-se – Bem... Da última vez era 1,78... Por quê?

– Acho que não vou levantar então... Você é muito alto! Vou parecer uma anã de jardim...

– Ah, o que é isso... – sorriu encantado com o senso de humor da ruiva. – Você precisa caminhar, se não eu não posso contar minhas aventuras com a Alpha.

– Sabe que usar meu ponto fraco não vale...

– Ponto fraco? – sorriu maravilhosamente.

– Sou muito curiosa!

– Então, Srta. curiosa, chegamos! – disse parando a cadeira de rodas de frente para o imenso jardim sobre o telhado do hospital, com vista para o céu e grande parte da cidade.

Aquela era a primeira vez em anos que Alessa via um por do sol e flores de verdade, isso não deixou de emocioná-la levemente.

– Me dê sua mão... – pediu ele em pé bem na frente da ruiva, que hesitou.

– Quem sabe outro dia?

– Nada de outro dia. – disse abaixando-se até ficar ajoelhado frente à cadeira, olhos nos olhos. – Você precisa fazer seus exercícios se quiser sair daqui...

– E se eu não quiser?

– Eu ficaria lisonjeado de você ficar para me fazer companhia... – brincou – Mas não acho que sua família gostaria de te dividir comigo. Alpha é um tanto possessiva.

– Deve ter puxado o pai então... – sorriu – Tá, tudo bem... Mas se eu cair a culpa será exclusivamente sua. – disse aceitando a mão do médico.

– Eu te seguro. – garantiu Robert encarando-a profundamente. – Não vou te deixar cair.

Por um momento Alessa esqueceu que aquele homem era seu médico e chegou a elogiá-lo internamente pelos olhos castanhos esverdeados, o rosto irresistível e a voz encantadora, mas logo depois caiu em si e resolveu fazer o que ele pedira, levantar-se, mas não foi uma tarefa fácil. Há nove meses ficara deitada em uma cama sem movimento algum, e agora suas pernas pareciam travadas e, se não fosse o olhar confiante à sua frente, ela desistiria.

Calmamente colocou um dos pés no chão e logo depois o outro, Robert então puxou-a pelos braços lentamente e, pouco a pouco, Alessa viu-se em pé. A ruiva ficou extremamente feliz, mas apenas um segundo de distração foi o suficiente para que ela se desequilibrasse e, se não fosse pelos braços fortes do médico em sua cintura, teria ido ao chão.

– Sabe, essa é como se fosse sua primeira vez andando... – comentou ele ajudando-a a se ajeitar novamente.

– Isso soa tão infantil... Me sinto uma inútil. – brincou ela ignorando o calor que sentia em suas bochechas.

– Você não é inútil, apenas precisa reaprender a fazer certas coisas.

– Comer eu acho que me lembro.

– Graças a Merlin! Pensei que teria que te dar na boca e colocar um babador no pescoço!

– Muito engraçado... – ironizou sorrindo.

– Agora quero que caminhe ao meu lado, só precisa se concentrar nas suas pernas e movê-las, não tenha pressa...

Novamente a ruiva seguiu as instruções de seu médico e deu passos lentos, mas sua musculatura se contraia e a dor se espalhava lentamente por sua perna.

– Alpha não tem sardas... – comentou distraidamente sentindo o calor do sol em seu rosto.

– Não, não tem...

– Jullie nunca teve e nem eu... Só a Jack teve algumas, mas ela esconde com maquiagem. – sorriu sonhadora.

– Sabe, Alphie está aprendendo a andar também... Reg até que é bem responsável, mas às vezes tenho a impressão de que ele será um grande influenciador de travessuras...

– Isso é óbvio – riu. – Tanto ele quanto Sirius, duas crianças.

– Com a Alpha três. Você terá trabalho quando voltar para casa, eu diria até que ela é extremamente espoleta.

– Espoleta?

– Ah, desculpe... Eu fui criado numa família muito tradicional e ouvia várias vezes esses termos velhos e sem sentido.

– Na verdade, faz todo o sentido do mundo. – interrompeu ela finalmente conseguindo caminhar sem apoiar as duas mãos no médico, que dava-lhe apenas o braço direito. – Isso me lembra meus pais... Meu pai, principalmente, vivia dizendo que eu era espoleta e hiperativa e que tinha que seguir o exemplo da minha irmã mais velha. Eles falavam que quando eu fosse para Hogwarts não teriam mais paz porque eu ganharia muitas detenções e eles acabariam morando no castelo... Mas então sofreram um acidente e tudo acabou.

– Eu sinto muito... Se quiser não precisa falar.

– Não, tudo bem... – forçou um sorriso – Eu era tão novinha, tão pequena... Jullie, por outro lado, já era formada e tinha uma vida inteira pela frente, mas abdicou de tanta coisa para poder cuidar de mim...

– Ela fez um bom trabalho.

– Sim, ela fez... – sorriu enquanto lágrimas silenciosas começavam a rolar em seu rosto – Nós fazíamos tudo juntas e eu quase a chamei de mãe uma vez, mas ela não deixou. “Você tem que guardar a imagem da nossa mãe, nossa verdadeira mãe... Nunca se esqueça dela Ally” – disse agradecendo pelas mãos macias que limpavam suas lágrimas delicadamente — Eu fiz o que ela mandou, nunca esqueci o rosto da nossa mãe e tenho certeza que nunca esquecerei.

– Como ela era? – perguntou ainda segurando o rosto alvo em sua mão, enquanto a outra a apoiava pela cintura.

– Muito bonita. – sorriu ignorando a formigação em sua bochecha – Ruiva, olhos castanhos, alta... Tinha um rosto pacífico e a expressão doce, ela era gentil com todo mundo e amava incondicionalmente meu pai e minhas irmãs. Era o pilar da nossa casa.

– Normalmente a mulher é que resolve essas coisas... Eu diria até que ela é mais procurada pelos filhos que o pai.

– Nós nascemos dela afinal... Temos uma conexão não é?

– É... Mãe é o ser mais sagrado que existe. – disse encarando-a profundamente — Nenhuma delas deveria morrer...

– Eu era mais velha que a Alpha quando a mamãe morreu... E Jullie morreu sem nem ao menos conseguir passar boas lembranças à filha... – disse soluçando – Não é justo isso... Jullie não podia morrer, não podia...

– Eu sei que dói e imagino o quanto você amava sua irmã, mas a vida é assim... Pense que ela se sacrificou por um bem maior, para salvar o mundo!

– Eu sei, mas é tão difícil! – sussurrou fechando os olhos e aceitando quando Robert puxou-a para um abraço – Antes de tudo isso ela estava tão feliz com a gravidez e o casamento, tão viva! Agora acordo meses depois e descubro que... – parou e suspirou — Perdi minha irmã e Alpha a mãe.

– Eu sinto muito... – sussurrou acariciando levemente os fios ruivos.

Alessa não se importou em ser abraçada por um “completo estranho”, mas sentiu-se tão acolhida que sequer reclamou, apenas fechou os olhos e deixou que suas lágrimas rolassem livremente. De certa forma, aquele era o ponto de partida para que uma carinhosa amizade surgisse entre os dois... Conversavam quase todos os dias e abraçavam-se sem qualquer receio, o que foi um gerador de boatos entre as enfermeiras e, obviamente, entre os Black.

Sirius já estava preocupado com certos comentários vindos de Robert a respeito da cunhada, e isso só se agravou quando Régulus confirmou que quase todas as enfermeiras do hospital acreditavam que existia um romance entre os dois. Não demorou até que ele resolvesse tirar a história a limpo.

– Sente-se. – mandou Sirius fazendo o mesmo atrás da mesa de seu escritório.

– O que está acontecendo? – indagou Robert ignorando o pedido.

– Senta logo Robert, precisamos conversar.

– Ok, isso está estranho, aliás, vocês estão estranhos. Está me assustando Sirius...

– Ótimo, mantenha essa lembrança na sua cabeça daqui em diante.

– Senta logo Rob. – mandou Régulus colocando sua mão sobre o ombro do cunhado, que não viu alternativa senão sentar.

– Certo, o que aconteceu com vocês dois afinal?

– Quais suas intenções com a nossa irmã? – perguntou Sirius sem rodeios enquanto Régulus posicionava-se ao seu lado em pé, cruzando os braços.

– O quê? Do que está falando? – confundiu-se.

– Alessa. O que você quer com ela?

– Espera, vocês... Eu não acredito, o que estão pensando?

– Não se faça de tolo Robert, sabemos que não é. – rebateu Sirius enquanto Régulus apenas observava — Você está claramente interessado nela, fica vigiando seu sono à noite no hospital, vai visitá-la sempre que tem uma folga dos pacientes e quando acaba seu expediente fica conversando com ela por horas antes de ir embora!

– Dá para ver de longe o jeito que se olham... Você vive falando nela ou perguntando alguma coisa, então desembucha logo Robert, o que quer com a Alessa? Ela é muito jovem se comparada a você... É só uma atração física? Uma diversão de médico?

– Olha, eu não sei o que vocês estão pensando, mas garanto que somos apenas bons amigos. – garantiu, porém, Régulus o percebeu hesitar levemente. – Ela é bonita sim, aliás, eu seria louco se dissesse o contrário. Não vou negar que no início eu vigiava seu sono no hospital, mas eu tinha ouvido tanta coisa boa sobre ela! Eu fiquei curioso em saber como uma criatura tão frágil poderia ser tão forte quanto diziam... E eu também queria pensar em algo para trazê-la de volta. Eu admito que gostei desse hábito e por isso continuo fazendo... Ela fica tão serena quando dorme, em paz... Mas não passa disso Sirius, ela se tornou uma grande amiga para mim e eu gosto de tê-la por perto, é divertida, irônica, sarcástica e até delicada. E eu sei que ela é jovem demais para mim, caramba, eu tenho quase 15 anos a mais! Não sou idiota...

– Eu não estou dizendo que eu vá impedir que ela se apaixone e case com alguém futuramente, mas eu também não vou permitir que ela sofra, mesmo que para isso eu tenha que sacrificar uma amizade. – avisou Sirius – Escuta Robert, depois que a Jullie morreu e a Jackelinne desapareceu, Alessa ficou sozinha e nós dois somos a única família dela, nos sentimos na obrigação de cuidar dela e evitar que idiotas se aproximem. Não que você seja um, claro. Se realmente gosta dela eu não vou ficar entre vocês...

– Minha opinião não conta? Sou responsável por ela tanto quanto você Sirius. – rebateu Régulus sentando-se na mesa. – Eu sei que somos cunhados Rob, mas não vou permitir que ela sofra, nem que seja você. Ela é especial para mim e eu convivi mais tempo com ela que o meu irmão e me sinto um irmão mais velho.

– Ei, calma vocês dois, estão se precipitando! – disse Robert levantando-se, o que os irmãos Black também fizeram. – Nós somos apenas bons amigos, garanto que vou cuidar dela da mesma forma que vocês! Não pretendo magoá-la em hipótese alguma.

– Que bom que disse isso... – comentou Sirius aproximando-se, assim como Régulus, do médico, que logo viu-se entre os dois e, nervoso, resolveu encarar os quadros à frente. – Porque se eu souber que você a machucou de alguma forma, vai sofrer o dobro, tem a minha palavra.

– E a palavra de um Black é sempre honrada. – completou Régulus. – Se você gosta dela só como um amigo, não dê falsas esperanças... Do jeito que se comporta fica claro para qualquer idiota que sente algo a mais.

– Eu não...

– E se você se sente mais que um amigo... – interrompeu Sirius – Não a decepcione Robert, não se atreva a fazê-la sofrer. Terá dois Black’s furiosos te caçando depois. E um Black nunca desiste. Estamos entendidos então?

– C-claro. – gaguejou, tentando evitar olhar de Régulus à sua esquerda e Sirius à sua direita.

– Ótimo! Foi bom ter essa conversa... – riu Régulus dando-lhe um tapinha nas costas e afastando-se logo em seguida para abrir a porta.

– Bom, muito bom. Não é Robert? – riu Sirius fazendo o mesmo que o irmão. – Vamos? Temos que jantar ainda e o Rég não pode esperar para voltar para a esposa.

– Não posso mesmo, Liv querida! – exclamou indo atrás da mulher enquanto Sirius caminhava em direção à Alpha, que brincava no chão da sala.

Robert engoliu em seco e, após tentar, apenas tentar, digerir a conversa (lê-se ameaça) que acabara de ter, ignorou o calafrio ao pensar em ser caçado pelos Black e acompanhou os demais até a mesa, onde foi servido um delicioso jantar. Sirius e Régulus agiam como se nada tivesse acontecido enquanto Robert tentava, novamente apenas tentando, fazer o mesmo.

Foi uma noite tranquila, afinal.

Notas finais
Que fofinho... ^^ Muita gente disse na temporada anterior que gostaria de ver o Sirius interrogando o futuro namorado da Alessa, e que tal Sirius e Régulus? Foi uma noite tranquila kkkkkkkkkk Quem sofreu mais: Vitor (encarou Snape e Moody) ou Rob (irmãos Black)?? Dica: Atentem-se às datas. No último capítulo, First Date, era fevereiro de 1999, nesse começamos com cerca de três meses depois até chegar em dezembro de 1999. No próximo chegaremos em 2000 e muuitas surpresas aparecerão... ******** Capítulo 2 Just a Kiss, Goodnight [...] - Nossa Vi, você está destruída... Isso é o resultado da lua de mel? - Quando você tiver uma me conta... piscou rindo. [...] ******** O que me dizem, estão gostando? Esta é a última temporada...