P.O.V. Daniel.

Imaginem a minha cara quando a menina aparece diante da classe.

—Pessoal, por favor recebam sua nova colega de classe a senhorita Jean Mikaelson.

—Oi.

Disse ela enfiando uma das mãos no bolso traseiro da calça jeans e acenando timidamente com a outra.

Ela se sentou atrás de um garoto, o cutucou e lhe passou uma caneta.

—De nada.

—Como você...

—Segredo.

—Sou Scott.

—Jean.

—Eu sei.

Ela sorriu pra ele e ele pra ela.

A professora continuou dando a aula até que Jean diz:

—Foi feito em 1864.

—O que?

—O retrato, foi feito em 1864 em Mystic Falls na Virgínea. Esses são Stefan, Damon e Giuseppe Salvatore. A mãe deles Lilian morreu quando eles eram crianças.

—Como sabe tudo isso?

—Segredo.

—Bom, além da fotografia trouxe para estudo um livro encontrado nas ruínas de uma antiga casa.

Quando ela viu o livro seus olhos esbugalharam. Ela falou baixinho:

—É o grimório da Emily.

—O que disse?

—Eu disse que é o grimório da Emily. Emily Bennett.

Ela se levantou da carteira e tocou o livro.

—Não! O que? Você... você ainda está viva.

Ela abriu o livro e começou a folear.

E a ler. Seu latim era bom, bom demais.

—Vejo que temos uma conhecedora do latim entre nós.

—Eu sei. Você tem que devolver.

—Devolver?

—O grimório. Tem que devolver.

—Devolver pra quem? Emily Bennett?

—Não. Bonnie Bennett. Pertence a ela agora.

—Pertence a ela?

—Já ouviu falar de herança de família? Esse grimório tem cento e quarenta e cinco anos e deve voltar para o lugar aonde pertence. Para as mãos de um bruxa Bennett.

—Uma bruxa?

Ela recitou um dos feitiços do livro e a água do copo da professora congelou.

—Uma bruxa.

Ela pegou o livro e enfiou na bolsa.

—Pra onde pensa que vai levar isso?

—Pra tia Bonnie. Lógico.

—Você é parente dessa Bennett?

—Não. Mas, eu sou uma bruxa. Cem bruxas mortas tem milhões de descendentes vivas. Inúmeras linhagens, que com o passar dos séculos se fundiram, ficaram cada vez mais poderosas, mais fortes. No oeste da África, as chamam de Ache que significa mãe, de onde a minha avó Ester veio chamavam elas de Hexen e aqui vocês nos chamam de bruxas. Ao longo dos séculos os vampiros lutaram conosco e também contra nós, nos protegeram e nos queimaram. Como adversárias ou como aliadas temos sido uma força para se temer, nossa magia ancestral ancora essa cidade. Nunca houve uma bruxa toda poderosa até agora. Eu existo.

—E agora mesmo você vai voltar pra casa sob a minha proteção.

—Não vou mesmo.

P.O.V. Elijah.

Renesmee mostrou uns desenhos que Jean fazia no porão e dizia que eram do mal.

—O que Jean chama de mal, pode ser apenas poder.

—Eu acho que não.

Niklaus entrou pela porta. Arrastando Jean.

—Jovens, velhas, mortas ou vivas bruxas são um pé no saco.

—Niklaus!

—Me solta!

Ela começou a tossir. E a tossir terra.

—O que é tudo isso? Mas, o que é isso?

—Eu não faço ideia.

A casa inteira começou a tremer.

—O que diabos está acontecendo?

—Jean.

Começou a ventar e parecia que estava piorando.

—Eu acho que precisamos de ajuda.

—Sophie.

Renesmee ligou para Sophie que veio.

—Eu suspeitei que estavam envolvidos. E pior que a menina Jean esteja causando isso.

—Acertou.

—Isso é ruim. Ela está passando pelos quatro estágios da colheita. Os quatro estágios que representam os quatro elementos da natureza. O primeiro estágio é terra, o segundo é vento e como cada estágio é mais intenso que o último a menina vai destruir a cidade. Depois do vento vem a água. Chuva, inundações e o pior de todos, o último estágio. Fogo. Vai queimar a cidade até não sobrar nada. Não temos tempo para desperdiçar, os primeiros sinais já vieram e foram.

—Então conserte-a.

—Ela não pode ser consertada. E como ela é uma imortal... estamos ferrados. Se esperarmos muito, os imortais vão ser a única coisa viva que vai sobrar. Em resumo, temos que dar um jeito nessa sua cria ou ela vai matar a cidade inteira.

—E o que faremos?

—Não há como parar, mas há como desacelerar. Temos que apagar ela, sedá-la e levá-la pra longe da cidade.

Rebekah, tentou sedá-la, mas ela não deixou.

—Você quer me controlar. Igual a eles.

—Jean? Jean querida?

—Não. Eu sou... A Fênix Negra!

Tudo em volta começou a dar curto, a se desintegrar.

—TDP. Vão, saiam da cidade, evacuem a cidade. Sou a única que pode detê-la. Vão!

A casa começou a sair do chão e o padre Kiron deu o alarme para que a cidade fosse evacuada.

E não sobrou nada. Nada além das duas.

—Caramba! Você tá pelada.

—Não me diga?! Eu me regenerei, minhas roupas não.