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13 Fênix Negra parte III -Final
P.O.V. Elijah.
Passaram-se dezessete anos e Alexandra cresceu com graça e beleza. Seus poderes eram incomparáveis.
Ela fica invisível quando quer, lança ataques psíquicos, se lança ao plano astral e todas essas novas habilidades foram destrancadas ontem á noite.
Alex e a Fênix estão conectadas e são uma só pessoa em um certo nível que não sabemos determinar, ela conseguiu coletar todos os fragmentos do seu antigo eu e os colocar de volta no lugar.
Seus poderes quebram todos os limites, as leis da física, não há limites para seus poderes. Ela pode mover, retalhar e parar qualquer coisa física com sua telecinése como carros, balas e até um trem.
Ela pode manipular a realidade, reescrever a história, ir e voltar no tempo á seu bel prazer. Pode desintegrar seu oponente já que manipula a matéria á nível sub-atômico.
Ela se teletransporta, levita, voa e como é uma necromante controla a morte e ressussita aqueles que morreram.
—Alex? Alex? Alexandra?
—Não. Ouçam-me tolos imortais, eu sou o fogo e a vida encarnados, agora e para sempre eu sou a Fênix Negra.
—Adorei. Mana você arrasa.
—Eu não sou sua irmã, mas ela está aqui em algum lugar. Eu sinto ela em mim e ela me sente nela. Sinto perigo á frente.
Então ela voltou a ser a Alex. E ria do programa que passava na televisão como se nada tivesse acontecido.
—Viram aquilo? Ele caiu que nem uma tábua. Deve ter doído a beça, mas torna tudo mais engraçado.
—Ela é ótima. Não sei se riu ou se choro.
—Intruso!
—Alexandra!
—Intruso! Vá embora!
—Eu vim fazer uma proposta em nome dos Mestres.
—Eu já sei qual é a proposta e não! Eles acham que podem me controlar?! Eles querem me controlar, mas eu não sou pau mandado que nem você. Eu tenho vontade!
—Ainda nem ouviu a proposta.
—Ouvi. Eles querem que eu me junte a eles, que eu seja como eles, que eu use os meus poderes para benefício deles, para amedrontar as pessoas e ferir inocentes. Mas, eu digo: O meu poder não! Ele é meu e de mais ninguém. Minha vida, minhas escolhas. É o que eu quero que importa.
—Você é uma telepata poderosa.
—Eu te ouvi á quilômetros da cidade. Enquanto ainda tava embaixo d'água. Eu tenho a Fênix completa dentro de mim, todos os fragmentos que se extraviaram pelo universo eu recuperei. Eu sou o ser mais poderoso do mundo e não me curvarei para um imbecil, um sem sal e um loiro com cara de fuinha!
—Uau!
As pedras e folhas em volta começaram a levitar.
—Menino! Se afaste agora. Alex. Alexandra. Alex é o papai, tenha calma. Respire fundo como você treinou com a mamãe.
—Vá embora intruso. Não é bem vindo. E leve uma mensagem para o seu Mestre.
P.O.V. Alec.
Ela penetrou na minha mente e eu vi um vulcão em erupção, não era qualquer vulcão, era o vulcão de Volterra. O Castelo foi construído encima, ela mandaria a cidade inteira para o ralo se eu voltasse.
—Ele entendeu a mensagem.
—Parece que não somos tão diferentes afinal.
—Eu sou tudo o que você não é. Eu não mandarei a cidade inteira, só você, seus mestres e todos os seus aliados. Eu não mato inocentes e não machuco crianças.
Ela olhou pra mim e disse:
—Nunca é tarde para fazer o que é certo. Mas, nós não podemos obrigar alguém a fazer o que é certo, mas essa pessoa vai ter que viver consigo mesma talvez para sempre. Com seus pesadelos, seus atos assombrando-a todas as horas de todos os dias por toda a eternidade. Dá pra imaginar viver assim? Consegue imaginar?
—Não. Não consigo.
—Se ainda lhe sobrou uma gota de consciência faça o que é certo. Pelo menos uma vez nessa sua vidinha miserável e acabe com sua servidão. Você e Jane são cegos, não percebem que detém todo o poder do seu clã em suas mãos. Vocês são mais poderosos do que imaginam e os Mestres temem que vocês descubram.
Ela se virou e saiu e aquilo ficou na minha cabeça. Tocando como um disco enguiçado.
Você é mais poderoso do que imagina e os Mestres temem que você descubra.
Aquela vozinha na minha cabeça tocando incessantemente. O caminho todo de volta pra casa.
Casa? Volterra era minha casa?
Podia ser, mas não era meu lar.

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