The Originals
4 Torturado
Notas iniciais
Ouçam essa música enquanto leem se quiserem ::: http://www.youtube.com/watch?v=cs72v-2zjsg
Capítulo betado pela Drama Queen, do Kat Fanfics

POV Damon
– Bom... Estou aqui, como o combinado — ouvi uma voz com sotaque dizer isso e logo percebi que era Klaus; virei-me para encará-lo. — Mas não por você, por Stefan. Eu me importo.
Eu havia ligado para Klaus e pedido para que ele me encontrasse na floresta, na clareira mais centralizada. Expliquei sobre Stefan pelo telefone e pedi a ele que levasse uma bruxa para nos ajudar a achar o cativeiro. Então lá estava ele, havia levado uma bruxa e... Caroline.
– Que fofo esse lance de se importar... — zombei com sarcasmo — Vocês e Stefan poderiam ser eleitos o casal do ano. Mas não tenho tempo para isso. E creio que a Barbie só vá atrapalhar...
Caroline colocou as mãos na cintura com uma expressão de raiva então ignorou o que eu disse e seguimos em frente, de acordo com as direções que a bruxa indicava. Ela ficou dizendo a si mesma que não se importava se seus dedos encostassem em centopeias e minhocas, e que de maneira alguma sentia teias de aranha no rosto. A bruxa se abaixou sobre a barriga e gesticulou para todos fazerem o mesmo enquanto passava sob uma espécie de caverna.
Finalmente chegamos ao local que a bruxa dizia estar o cativeiro. Ela dizia ver com clareza e sentir uma forte energia obscura.
– Niklaus... um feitiço e nada mais — a bruxa disse franzindo a sobrancelha. Klaus assentiu, ele parecia preocupado.
– Tudo bem, Izaera.
Palavras em um soar estranho saltaram da boca da bruxa, até fazer com que todos pudéssemos ver o cativeiro onde Stefan estava. Izaera não perdera tempo e correu, fugindo para a mata e desaparecendo ali.
– A hora é agora — falou Klaus, jogando no ar uma estaca de madeira que não parecia nada perigosa para usar em Silas. Sabíamos que nada poderia matá–lo, mas precisávamos salvar Stefan. Peguei a estaca que Klaus lançara.
– Oh, Stefan — sussurrou Caroline, quase inaudível.
POV Stefan
Eu não quero correr quando o céu se transformar em chamas. E eu tenho certeza que não vou me mover quando a terra tremer, quando o dilúvio vier... Bom... Eu vou dançar na chuva, porque tudo é o mesmo para mim. Afinal, quanto tempo faz que estou aqui nesse cativeiro? Alguém se importa comigo? É tudo o mesmo para mim.
Nesse tempo todo acabei aprendendo que talvez não importe o quanto você se importe com alguém, algumas pessoas simplesmente não se importam. E aceite que não importa quão boa seja a pessoa, ela vai lhe ferir de vez em quando, e você precisa perdoá–la por isso. Nesse tempo todo, eu não quero pensar em Elena... Eu só sinto falta de Caroline e Damon. Talvez porque são as únicas pessoas que realmente importam por agora.
Outra vez as coisas ficam bagunçadas, e por mais que eu persista em colocá–las em seus devidos lugares, não tenho sucesso. É frustrante, mas depois de um certo tempo eu acabo me sentindo em casa com essa desordem aterradora que consome meu espaço. Prefiro criar um torpor e ali me manter até que naturalmente tudo se encaixe perfeitamente como era antes. E talvez depois disso eu possa voltar ao meu estado de espírito ideal... Seria ótimo não ter que sentir o estupor novamente à minha volta, apesar de considerá-lo um escudo para que nada mais afete meus problemas neuropsicológicos.
Consegue ter a sensação de sentir seus sentimentos se esvaindo diante de seus olhos? Consegue imaginar como é olhar seu reflexo no espelho e não se encontrar lá? Consegue pensar no fato de ser totalmente estranho num mundo de pessoas ‘normais’? As respostas podem fugir como pássaros rumo ao “além do horizonte” e não voltam jamais.
Provavelmente depois desses pensamentos sufocantes, irei me encolher e me calar mais uma vez, embora meus olhos estejam gritantes. Aceitarei minha morte. Mas já pensou em nunca mais pensar? Eu não vou gritar: "Deixe–me ir". Você não enxerga? É tudo o mesmo para mim. A porta se abriu em um solavanco e quem vi ali foi Silas, exibindo um sorriso triunfante nos lábios. Veio até mim com uma estaca. Não sabia quanto tempo ainda iria aguentar. Era apenas um humano. Não sei quanto sangue ainda poderia perder sem receber consequências disso.
– Uma versão de mim tão diferente... — disse Silas, caminhando em passos lentos ao meu redor.
Meu corpo estava suspenso no ar, apenas minhas mãos estavam presas em correntes, meus pés não tocavam o chão e isso fazia meus ombros e braços doerem, pois eram eles que aguentavam todo o peso de meu corpo. Havia sangue impregnado em minha pele e cortes verticais na mesma — uns profundos e outros superficiais que, de qualquer forma, não cicatrizavam.
– Percebeu o quanto é horrível ser imortal e decidiu tomar a minha cura? Que interessante! O grande problema, Stefan... — no momento Silas estava perto da lareira com um cabo de aço em mãos, ele colocou a ponto do mesmo no fogo por alguns segundos. Em seguida, veio até mim com o cabo que tinha a ponta fumegando e a encostou em meu peito. — É que eu também cansei de ser imortal e tinha planos com a cura. – Senti o ardor em minha pele enquanto berrei. Silas sorriu amargamente e enfim jogou o pedaço de aço longe, continuou. – A minha cópia tem uma vida melhor que a minha. — bufou — Frustrante !
Sorri para ele com sarcasmo.
– E vai descontar toda essa frustração em mim ? — revirei os olhos — Por um tempo realmente cheguei a acreditar que "O poderoso Silas" era menos patético.
Vi o ódio crescer nos olhos de Silas e de repente senti uma dor insuportável em meu abdômen. Berrei mais uma vez e quando olhei para aquela região de meu corpo vi uma adaga de cabo de marfim cravada ali. Ele a puxou, fazendo a dor se tornar ainda mais intensa.
– É melhor tomar mais cuidado com as palavras, Salvatore. — disse ele com desdém.
Então, de repente, senti a presença de alguém ali; vultos rápidos entraram no local. Logo Damon estava atrás de Silas, enfiando uma adaga no meu progenitor doppelganger. Silas curvou-se para frente, gemendo de dor.
– É melhor não encostar em meu irmão novamente, Silas — Damon disse, com um sorriso torto se formando nos lábios.
Notas finais
Pra quem tiver curiosidade, o nome dela é Izaera pois para os antepassados de bascos havia uma deusa da natureza que tinha essa nome. Enfim, foi um boato que ouvi e não sei se é verdade, porém o nome soa legal e bruxas nunca tem nomes normais, sempre são nomes estranhos. KK
Eu quase gostei desse capítulo. QUASE.
As partes em itálico são partes fragmentadas da música All the same.
Pra quem já tá com saudades da Charlie... não se preocupem, ela aparece no próximo capítulo e atacará uma pessoa do elenco de TVD #SPOILER HEHEHE
Sei que é cedo mas há alguém disposto a recomendar a fanfic ? u-u
Quero agradecer os comentários que recebi.
Obrigada, divas ♥33'
Fale com o autor