Notas iniciais
Oi gente, o capítulo tá sem banner pq o povo do blog no qual eu pedi está ausente. Mas logo eu colocarei, por enquanto deixo esse gif do stefan, nele diz "Meu irmão ainda não vai me deixar morrer"
Espero reviews, já que no capítulo passado só ganhei quatro.
Beijo, divas
Capítulo betado por Amanda, do Kat Fanfics

POV Stefan

– Salvatore... — grunhiu Silas, ainda no chão.

– Sim. Aliás, o mais bonito dos Salvatore. — disse Damon com ironia e em seguida olhou para mim. O sorriso em seus lábios se transformou em uma linha dura de preocupação e sua expressão mudara. — Stefan...

Damon parecia perplexo ao me ver. Eu não podia ver qual era meu estado, mas parecia horrível, porque meu irmão aparentava estar muito mais preocupado do que o comum.

– Cuidado... — murmurei com dificuldade — Silas está...

Silas estava pronto para atacar Damon, mas Klaus atingiu o doppelganger com uma estaca de madeira comum no peito. Olhei em volta e percebi que o híbrido original ainda estava na soleira da porta, a alguns metros de distância de Silas.

– Seus... imbecis... — meu “progenitor" soltou um gemido de dor misturado com um suspiro, e enfim arrancou a estaca de seu próprio peitoral. — Vocês querem brincar? Então nós vamos brincar.

Lentamente meus olhos começaram a pesar, era algo calmo que me embalava. Pensei se seria a morte. Será que a morte é calma e tranquila? Mas não me importava. Eu só queria fechar os olhos.

– Stefan... — gritou Damon, pude notar o tom de desespero em sua voz e dor, mas eu não conseguia dizer nada, não conseguia me mexer, mal conseguia enxergar.

Que maneira patética de morrer, pensei.

As formas no escuro brincavam com meus olhos até que minha mente me guiou para outro lugar, distante, uma memória, algum ponto específico em minha mente:

– Sempre que for longe demais estarei lá para ajudá-lo, — dizia Damon — a cada segundo de cada dia, até não precisar mais de mim.

– Por quê? — perguntei, meus olhos estavam marejados.

– Porque neste momento... — Damon fez uma pausa e inclinou a cabeça como se fosse chorar, então continuou — você é tudo o que eu tenho. Porque você é meu irmão caçula, Stefan, e porque...eu te amo.

{...}

De repente, mãos estavam sobre mim, tentando levar-me. Pânico surgiu em minhas veias e eu queria fugir dali.

– Vá! — gritou a voz conhecida e doce de Caroline, mas nesse momento sua voz tinha um tom de precisão e parecia cansada, como se ela estivesse fazendo um esforço imenso para falar — Eu e Klaus não conseguiremos segurar Silas por muito tempo.

– Stefan — a pessoa que me segurava disse e então senti meus músculos relaxarem. Eu conhecia aquela voz. — Stefan? — a voz repetiu, questionando.

– Eu não posso ver — falei quase inaudível, soltando um suspiro de dor. Lágrimas em pânico encheram meus olhos e fui puxado contra um peito rígido e forte.

– Stefan... estou aqui — disse quem me segurava e pude notar o tom de preocupação e medo em sua voz, pois ela falhou ao falar meu nome. — Estou aqui, irmão.

Flashes de reconhecimento passaram por minha mente: um homem com cabelos escuros e olhos azuis gélidos.

– D-Damon? — sussurrei, sentindo meu corpo relaxar.

Quando Damon respondeu, havia uma grande emoção em sua voz e eu sabia que ele estava... chorando.

POV Damon


– Eu não sei o que fazer, Damon — disse Izaera.

Meu irmão já estava desacordado e a bruxinha idiota não sabia o que fazer. Minha preocupação e medo se transformou em raiva e frustração na bruxa que estava ao lado do Stefan dormindo.

– Você é uma bruxa! — falei, elevando a voz — Você deveria saber!

– Eu não sei de tudo, Damon! — Izaera gritou de volta — Além disso, eu prestei um favor para Klaus. Um só. Era o combinado. Não pense que irei ser como a querida bruxa de vocês que agora está morta.

– Como sabe de Bonnie?

Izaera revirou os olhos, mas não respondeu minha pergunta, apenas disse:

– Eu só estou dizendo que não me sacrificarei para salvar a vida de cada um de vocês.

– Eu não pedi para você vir. Você se enfiou na frente do meu carro dizendo que poderia ajudar. — falei, nervoso.

– Mas eu não sei o que fazer.

– Você não está se esforçando o bastante. Merda!

– Acha que quero realmente que isso aconteça com ele? — ela disse com certa mágoa e ao mesmo tempo, na maneira que se pronunciou, parecia que ela já conhecia Stefan.

Stefan se remexeu no sofá, seu rosto se contorcia como se ele sentisse dor mesmo, inconsciente.

– Saia! — eu disse a Izaera, tentando manter minha voz calma, mas isso só fez com que ela soasse perigosa.

Izaera engoliu em seco, mas permaneceu ali, então me retirei da sala, indo para fora da casa, onde eu choraria por meu irmão e ninguém poderia ouvir.

O que eu poderia fazer? Stefan não aguentaria por muito mais tempo.

Depois de ter bebido bastante, mas não o suficiente para ficar bêbado, ouvi a voz de Izaera vindo de trás de mim:

– Damon, você sabe o que precisa fazer. Stefan está perdendo muito sangue. Temos que matá-lo.

Virei-me para ela e sabia que meu olhar de fúria havia apenas se intensificado ainda mais.

– Damon. Por favor. Ele já sofreu demais. — Izaera parecia implorar. Eu não queria, porém parecia ser a única saída.

Com minha velocidade atravessei a distância imposta entre Izaera e eu.

– Damon... por favor — Izaera tentou dizer mas minhas mãos se fecharam em torno de seu pescoço e eu a joguei contra a parede. Sabia que Izaera poderia revidar tentando queimar meu cérebro com um feitiço de bruxas idiota, mas ela parecia culpada até mesmo pelo que queria dizer.

– Nunca diga isso para mim. Nunca mais. Eu não vou matar o meu irmão.

Izaera afirmou com a cabeça enquanto acariciava seu pescoço, no qual deixei as marcas de minha mão.

– Creio que haja outra maneira então... — ela disse, seus olhos faiscaram como se dissessem "ainda me arrependerei disso".

– E qual seria ?

– Ainda é arriscado. Talvez eu consiga, a questão é que já não faço isso há muito tempo. De qualquer maneira, seu irmão terá que morrer.

Ouvi os gemidos de Stefan e quando cheguei na sala, infelizmente, ele estava acordado.

POV Stefan

Damon segurava uma estaca em mãos e eu sabia o que ele deveria fazer. Eu ouvi o que a bruxa havia dito sobre me matarem e ela fazer um feitiço para me trazer de volta, talvez fosse possível, acontecera com Jeremy uma vez — Bonnie conseguiu trazer ele de volta.

Tudo o que eu sentia era dor. Uma dor totalmente agonizante que tomava conta do meu corpo e de minha alma. Eu queria morrer, mas sabia que aquela dor toda não me mataria muito cedo. Demoraria um tempo, primeiro, ela me torturaria.

Damon estava ajoelhado no chão, ao lado do sofá em que eu estava.

Tentei rir com o máximo de naturalidade possível, mas quando o fiz meu corpo doeu ainda mais. Uni todas as minhas forças para dizer em um tom quase inaudível ao meu irmão :

– Isso é engraçado.

– O que é engraçado, Stefan ?

– Você prometeu a mim uma eternidade de tormento. É sua chance de cumprir a sua promessa. Sabe... mesmo que me livre dessa dor aqui, tenho certeza de que irei para algum inferno reservado a vampiros estripadores como eu.

POV Damon

As palavras de Stefan me chocaram. Percebi que ele tinha razão. Aquilo chegava a ser engraçado, um engraçado que me fazia sentir angústia.

Encarei meu irmão. Seus olhos verdes transbordavam dor. Eu tinha que acabar logo com aquilo. Mas aquela íris clara só me fez lembrar de coisas que me fizeram ainda mais incapaz de matá-lo:

– Se eles não são vampiros, que diabos são eles ? — eu e Stefan falávamos sobre os Lockwood.

– Talvez eles, ahm, sejam tartarugas ninjas — disse meu irmão, exibindo um sorriso.

– Você não é engraçado. — falei

– Ou... zumbis. — completou Stefan — Quem sabe... lobisomens.

– Você não tem noção nenhuma de quando fazer uma piada.


Essa memória se dissipou, fazendo com que outra viesse á tona :

Eu me servia com um pouco de uísque, tomei um gole e ouvi passos vindo de trás de mim, sabia que era Stefan, então perguntei sem olhar para ele:

– Onde está Elena?

– Ela está em casa.

– E você está aqui por que? — perguntei finalmente virando-me para encará-lo.

– Porque ela queria ficar com Jeremy. — respondeu meu irmão.

Ergui uma sobrancelha e ofereci um copo de uísque a Stefan, ele aceitou pegando o mesmo de minha mão:

– Obrigado.

Voltei a me virar para frente, ignorando Stefan atrás de mim. Eu queria ficar em silêncio, mas ele não parecia ligar para isso e logo resolveu abrir a boca de novo:

– Ouça, o que Rose disse a Elena sobre a maldição...

– Eu sei. — impedi que Stefan continuasse a falar — Vamos mantê-la segura. — dei mais um gole no uísque.

– Você sabe que a única maneira de conseguirmos isso é se nós não estivermos lutando entre si. — avisou Stefan. — Nós deixamos Katherine ficar entre nós. Nós deixamos que isso aconteça com Elena, não vamos ser capazes de protegê-la.

Olhei para meu irmão e apenas respondi:

– Sim, Stefan. Ouvi tudo isso antes.

Deixei meu copo já vazio sobre a mesa e estava pronto para sair dali, mas novamente Stefan me interrompeu abrindo a boca para dizer algo:

– Ei!

– O que? — perguntei, quase sem paciência, voltando a olhá-lo.

– Sinto muito. — ele respondeu, franzindo a testa.

– Sobre o que?

– Por ser o cara que fez você se transformar 145 anos atrás.

– Chega, Stef. Está tarde. Nós não precisamos refazer isso. Eu já sei.

– Você sabe o que? Eu nunca disse em voz alta. — Stefan se aproximou de mim com alguns passos — Eu acho que eu preciso dizer e você precisa ouvir: sinto muito, o que fiz foi egoísta, eu não queria estar sozinho, acho que eu só precisava do meu irmão. — dito isso ele se retirou da sala.


Voltei ao meu presente, tentando ignorar o nó que se formava em minha garganta. Disse:

– Não se preocupe, Stef. Deve haver algum paraíso cheio de esquilos e coelhos no qual você poderá se alimentar o quanto quiser. Mas eu não posso fazer isso. Você é meu irmão. Eu não posso correr os riscos. Se torne vampiro novamente, Stefan. Sem arriscar. Eu não posso perder meu irmão de novo.

– Eu não quero ser um vampiro.

– Eu não posso fazer isso. — falei, olhando para Izaera.

A bruxa revirou os olhos como se estivesse entediada, se aproximou e começou a repetir palavras que faziam meu irmão gritar.

Era agonizante ver aquilo e não poder fazer nada, eu murmurava palavrões para a bruxinha de araque. Mas algo em mim queimava, como uma chama de esperança.

POV Stefan

O ar estava tomado por uma densa névoa que não se dispersava, não se movia, apenas tornava-se cada vez mais pesada, mais irrespirável.

A única coisa que ainda me mantinha vivo era ele, aquela última imagem de seu rosto que ficara gravada em minha retina, queimando tanto meus olhos.

Eu perdi muito sangue, perdi muito tempo, contudo, dentre todas essas coisas, o que eu mais temia perder era meu irmão, mesmo sabendo que quem partiria era eu.

Os olhos da bruxa me torturavam. Eu sentia borbulhar dentro de mim, num lugar completamente desconhecido, uma sensação que me assustava. Eu via um abismo me dividir ao meio, tão profundo e desolador que me fazia desconhecer meus próprios sentimentos.

Uma lágrima silenciosa escorreu por meu rosto e caiu sorrateira em minhas mãos sujas. Eu não conseguia sentir meu corpo, era como se minha alma tivesse se desprendido e agora Damon me observava de longe, assim como eu observava meu próprio corpo morto no sofá.

Só percebi que Damon estava chorando quando ouvi seus soluços que quebraram o silêncio cadenciado, juntando-se com um estalar furioso.

– Damon! – Gritei com toda força de minha dor. Eu estava trêmulo, frio e já não sentia o ar entrar em meus pulmões. Mas ele já não me ouvia mais.

Notas finais
Queridas, comentem... recomendem... favoritem ou eu não posto mais, porque as leitoras fantasmas não saem do armário.
Enfim, eu tinha dito que a Charlotte apareceria nesse capítulo mas iria ficar muito cansativo então prometo que ela aparece no próximo.
Beijos
e no capítulo anterior eu tinha dito que a BRUXA IZAERA seria uma atriz brasileira, porém mudei de ideia e ela será interpretada pela Natalie Portman.
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