Notas iniciais
HELLO DIVAS !!!!!
Desculpem pela demora, eu fiquei esperando o banner sair e isso demorou uma eternidade no sweet madness então tive que pedir um no Kat fanfics e esse saiu mais rápido então o usarei abaixo.
Primeiro quero agradecer a Freitas Cambraia, faz tempo que devia ter feito isso por ela ter recomendado a fanfic e etc, mas eu me esqueci então agora estou a agradecer.

POV Charlotte

Depois de receber uma ligação ontem, Klaus ficou preocupado e saiu do bar, me deixando ali. Disse que tinha um assunto importante para resolver e eu não o questionei.

É bom saber que por mais que eu tenho bebido tanto sangue na noite anterior, não posso ficar de ressaca. Sangue não deixam vampiros bêbados e isso deve ser uma grande vantagem. Ainda assim tenho sede de sangue.

Quando cheguei em casa, esperei um tempo do lado de fora. A única luz acesa vinha do escritório, dava para notar isso ao olhar para a janela do mesmo.

Com minha audição aguçada, podia ouvir a voz de Klaus e alguma garota falarem sobre Stefan.

Stefan... esse nome não me parecia estranho, mas resolvi ignorar, deve ser um nome comum.

Em seguida, ouvi a voz de Rebekah. Finalmente minha querida irmãzinha havia chegado de viagem, e pelo visto, já sabia sobre minha volta:

– É muito para minha cabeça. Silas e... Charlotte. Eu só queria ter férias normais com Matt — dizia minha irmã.

Matt deveria ser o estúpido humano que Klaus citara.

Rebekah, sempre com suas paixões mais tolas.

Sorri de forma divertida. Agora que ela estava de volta, poderíamos... brincar. Apesar da minha memória um tanto falha, eu sabia que Rebekah sempre tomara meus queridos namorados de mim. Ela sempre tentava provar ser melhor, ser mais mulher... então ela dormia com os meus pretendentes. Talvez por esse motivo nunca tive um relacionamento mais duradouro do que duas semanas. Apesar de tudo, não há se quer mágoa que eu guarde de minha irmã, apenas um pouco de raiva ou sentimento parecido, porque talvez ela sempre estivesse me fazendo um favor: eu nunca amei todos aqueles homens mesmo, todos não passavam de uma diversão passageira para tirar uma vampira de mil anos do tédio.

Finalmente resolvi entrar em casa, e, quando o fiz, dei de cara com um rapaz na sala. Ele tinha olhos azuis e cabelos bem claros, sua pele era clara também e seus olhos pareciam reluzir uma bondade inabalável. O rapaz estava vestido apenas com calças e estirado no sofá, olhava para o teto como se aquela fosse a casa dele e ele estivesse um tanto quanto entediado.

Quando notou minha presença, o garoto se levantou rapidamente e vestiu a camiseta – que estava sobre o outro sofá.

– Oi, eu sou... Matt. Matt Donovan. — ele se apresentou depois de estar vestido adequadamente.

Era o humano de Rebekah, então. Isso seria no mínimo divertido.

Sorri docemente:

– Olá. Ouvi falar bastante sobre você. Eu sou Charlotte Mikaelson.

– É, eu sei. A irmã mais nova que ressuscitou ou ressurgiu, algo assim. — ele disse com normalidade, como se convivesse com aquilo constantemente. Como se falasse: "Normal. Todos os dias um vampiro ressuscita e aparece por aqui. Na maioria das vezes eu me torno amigo desses vampiros e vamos tomar um cafézinho em uma lanchonete próxima". — A vampira mais nova na família Mikaelson. Certo?

– Pelo visto já ouviu falar sobre mim também — falei, sorrindo mais ainda e me sentei no sofá. – Você usa verbena, foi hipnotizado por minha irmã ou algo assim?

– Não. Por quê?

– É que você parece lidar com uma normalidade tão grande que chega a ser assustador.

– Era assustador para mim também, mas depois de ser o único humano na rodinha de amigos, você aprende a aceitar as criaturas sobrenaturais com quem você convive. — ele disse e pareceu reprimir uma risada. — Vampiros, híbridos, bruxas, duplicatas, lobisomens, caçadores... ás vezes dou graças a Deus por ser apenas um humano comum.

Klaus tem toda razão. Esse humano é patético e imbecil.

– Entendo. — foi o que eu disse, assentindo com a cabeça. — Então, Rebekah voltou de viagem ?

– Sim. Ela está no escritório com seu irmão.

– Senti tanto a falta dela. — falei, abaixando a cabeça e olhando para os meus pés. Não era verdade, mas não teria problema Matt pensar que eu sou tão ligada a Rebekah. Teria? — Comprei algo pra ela. Algo grande, só não sei se ela vai gostar. Será que pode vir aqui para que eu te mostre?

Matt concordou com minha proposta. Tão ingênuo.

Lá fora estava vazio. Mystic Falls é uma cidade pacata e naquele momento isso era uma grande vantagem.

– Então, uma Mikaelson perdida... — disse Matt, ele parecia nervoso.

– É. Sabe... fui morta para ser transformada em vampira e depois de vampira... morri também. Passei cento e um anos sob a terra e agora ressurgi do pó. — falei

– Você deve estar bem confusa. — disse Matt compreensivo. Ele era tão doce, tão ingênuo, bobo e bondoso que eu estava quase sentindo pena dele.

– Nem tanto. — falei me aproximando dele perigosamente. — Estou apenas... com tanta sede. — Matt recuou com alguns passos, pude ver o quanto ele parecia assustado. — Não tenha medo, Matt. Eu não te farei muito mal. Apenas tomarei um... pouquinho.

Quando abri um sorriso doce em meus lábios, Matt pareceu se acalmar. Desde pequena eu ouvia todos dizerem que meu sorriso e meus olhos transbordavam doçura e bondade. Sempre achei isso o máximo, porque era o que eu sempre tentava ser: uma boa pessoa, mesmo depois de ter me transformado em um monstro. Mas agora que ressurgi isso é apenas uma arma para mim: uma maneira de me aproximar das pessoas, sabe? Sorrir de forma doce, fazer com que elas confiem em mim e depois arrancar a cabeça delas e tomar cada gota de seu sangue. Matt parecia acreditar em mim, mais do que isso, ele parecia confiar em mim.

Segurei-o pelos braços e me aproximei de seu pescoço já sentindo o seu cheiro humano. Minhas presas pareciam mudar de tamanho dentro de minha boca, além disso coçavam. O sangue humano já era uma necessidade.

Mordi Matt. Perfurei sua pele e senti o doce sabor de sangue que invadiu minha boca e me fez sentir ainda mais forte.

Notei que o corpo de Matt tremia e perdia suas forças, começando a ficar flácido. Nesse momento senti uma dor agoniante nas costas e essa dor pareceu me atravessar chegando em minha barriga. Senti uma pressão maior ainda naqueles dois pontos e quando olhei para baixo percebi que havia uma adaga enfiada em mim, ela atravessava minha barriga e eu podia ver sua ponta de madeira. Deixei um grito de dor escapar de minha boca e soltei Matt, que caiu no chão ferido. Em seguida senti a dor maior ainda da adaga sendo retirada do meu corpo. A criatura que fizera aquilo comigo parecia se divertir, pois tirava aquele pedaço de madeira de mim com lentidão. A pessoa atrás de mim me agarrou pelo braço e me jogou para trás como se eu fosse uma simples boneca de pano. Era um homem, um vampiro para ser mais exata, mas não tive tempo para dar atenção a suas características físicas.

– Você atacou a bolsa de sangue errada. O Matt é a minha bolsa de sangue, então fique longe dele. — disse o vampiro em um tom de voz debochado.

– Você não sabe com quem está lidando. — murmurei, me levantando rapidamente do chão e avançando contra o vampiro.

Ele não teve tempo para se defender, quando percebi eu já agia por pura raiva e o segurava pelo pescoço, erguendo seu corpo do chão. Só aí tive a oportunidade de notar cada detalhe de seu (magnífico) rosto: os cabelos eram negros como a noite escura e insistiam cair sobre sua face, os olhos eram de um azul vívido que faiscavam ao me fitar e pareciam misteriosos ao mesmo tempo que profundos e hipnotizantes, seu rosto tinha um ângulo perfeito, cada traço parecia desenhado, a boca me atraía. Eu... o conhecia de algum lugar.

– Charlotte? — a voz dele também não me era estranha e ele parecia confuso.

Minhas mãos o soltaram e ele caiu de joelhos no chão.

– Você devia estar morta. — ele disse.

Notas finais
Como eu disse quero agradecer a Freitas Cambraia por ter recomendado minha fanfic - há um tempo atrás kkk esqueci de agradecer antes.
Esse capítulo não foi um dos melhores que já escrevi, mas acontece que o próximo será bem melhor, já que agora a Char e o Damon se reencontraram. Será que ela vai se lembrar dele ? *u* vamos ver no que isso vai dar...
Um beijo ;*