Notas iniciais
Esse capítulo ficou meio confuso, devido uma visão da Charlotte, portanto, saibam que me refiro a Charlie do século XIX como Charlotte do século XIX ou Charlotte do passado nessa visão. Desculpem a confusão.
Queria ter escrito um cap maior, mas to morrendo de sono e a preguiça reina.
Fiquei triste por ter recebido só 3 coments no cap anterior, espero receber mais nesse.
A partir de hoje, não postarei nessa fanfic com tanta frequencia, demorará um pouco, pois minhas aulas voltarão.
Espero que gostem.

POV Charlotte

Olhei no fundo de seus olhos extremamente azuis, eu sabia que o conhecia, eu tinha certeza, mas não sabia como ou de onde.

Foi aí que algo estranho aconteceu. Senti meus olhos pesarem como se eu sentisse uma enorme necessidade de dormir e acabei fechando-os, quando abri meus olhos novamente... eu estava em outro lugar.

De qualquer modo, eu estava em Mystic Falls, disso eu tinha certeza, apesar de estar escuro.

O céu estava cheio de estrelas. Eram milhares delas e pareciam tão próximas que eu tinha a sensação de poder pega-las apenas esticando os braços.

Ouvi risadas. Uma risada feminina misturada com uma risada masculina que eu também sabia que não me era estranha.

Eu estava na floresta e não conseguia enxergar nada ao redor além de árvores e mata, foi aí que alguns galhos se remexeram e da escuridão apareceram dois jovens.

Me surpreendi com as duas figuras sorridentes e alegres que vi : eu estava olhando para mim mesma e para o vampiro que me ataca quando mordi Matt, o mesmo de olhos azuis intensos que eu tinha certeza que conhecia, mas eles não pareceram me notar.

Era como se eu tivesse voltado ao tempo : para o século XIX, a julgar por nossas vestimentas.

Nós ríamos sem parar e parecíamos tão felizes juntos.

Minha figura do passado parou de correr e reprimiu o riso, em seguida sentou-se sobre o gramado verde.

– Damon Salvatore. — a Charlotte do século XIX disse sorrindo docemente. Mas sorria com sinceridade, não como se tentasse engana-lo como fiz com Matt.

– Charlotte... — Damon ia dizendo, mas não completou o que pretendia falar. — Qual seu sobrenome ?

– Há coisas das quais você não precisa necessariamente saber, Damon. — respondi dando um risinho. — Minha família é muito... sombria e controladora...

– Sou um vampiro. Por que teria medo ? Não há nada mais poderoso do que minha nova espécie. — ele disse.

Pelo visto, Damon Salvatore ou o homem de olhos azuis, era um vampiro jovem ainda, isso transparecia devido sua tolice.

– Minha família é Antiga, Damon. — falei abaixando o olhar. — E você temeria se soubesse que há algo mais poderoso que um vampiro. — nesse momento eu sabia a quem Charlotte do passado se referia : Mikael, um caçador de vampiros.

Damon revirou os olhos e se sentou ao meu lado.

– A noite está bonita hoje. — Damon disse.

– Sim. — Charlotte do século XIX falou.

– As estrelas... — Damon disse olhando para mim — Elas me lembram Katherine.

Senti uma pontada no peito quando ele disse essa palavra e sabia que a Charlotte do passado também sentira pois seu sorriso se tornou amargo.

– Você nunca vai esquecer ela, não é ?

– Faz apenas um ano. Ainda dói. — ele disse.

Ah, Katerina Petrova. Desde sempre a odiara, mesmo quando a vi nas ruas depois de ter ressurgido sabia que a odiava. Ela sempre atrapalhava tudo, com Klaus e Elijah não foi diferente e agora eu sabia que com Damon Salvatore também não.

O vampiro que mais parecia um anjo que caiu dos céus deixou de olhar para o céu coberto de estrelas e virou sua atenção para Charlie, a doce Charlie que estava ao seu lado, sentada naquele gramado. Ele disse com um tom de voz que fez até eu me estremecer e meu coração bater mais rápido :

– Mas... eu tenho você.

De repente uma névoa cinzenta cobrira minha visão e fez meus olhos arderem, quando abri os olhos estava no tempo atual, em frente a Damon, que já estava de pé e me encarava com uma expressão confusa e ao mesmo tempo parecia sentir dor ao me ver.

– É você mesma ? — ele perguntou como se não acreditasse.

– Damon. Sou eu. — respondi e por algum motivo abri um sorriso, um sorriso realmente verdadeiro.

Com a velocidade dada a um vampiro, ele quebrou a distância existente entre nós dois e me abraçou.

POV Damon

– É você mesma ? — perguntei, eu não acreditava, era como se ela fosse uma utopia, um sonho ou uma miragem, mas parecia tão real.

– Damon. Sou eu. — ela respondeu e abriu um sorriso.

Me aproximei dela com rapidez e a abracei sem ter vontade de solta-la. Fazia muito tempo.

Conheci Charlotte no ano de 1864, logo depois de Katherine ter me transformado e ver o fogo "matando" Katherine na igreja.

Mas em 1868 eu a vi pela última vez. Foi quando tivemos uma briga e ela disse que me amava, mas eu a mandei ir para o inferno. Depois que sai de Mystic Falls, só voltei em 1912, para o enterro de um sobrinho e descobri pela boca de uma velha amiga que Charlotte havia morrido pelas mãos de um caçador.

Ela foi minha melhor amiga quando achei que Katherine havia morrido, mas por uma discussão inútil eu a tirei da minha vida para sempre.

– Como você está aqui ? — perguntei, sem nós na garganta ou olhos marejados, mas com o coração descompassado e meu corpo tomado pela confusão. Estava feliz por vê-la ali, mas não tão feliz ao ponto de esquecer meu irmão, a morte de Stefan e a bruxa insolente que não sabia nem fazer um feitiço para traze-lo de volta direito.

– Eu não sei. Apenas estou, Damon. — ela respondeu e pude sentir a emoção em sua voz.

Nos soltamos do abraço.

– O que faz na propriedade de Klaus ?

– Você conhece Klaus ? — ela perguntou assustada.

– Sim, faz um tempo que ele veio para Mystic Falls para atormentar minha vida e a vida de todos os outros habitantes.

– Bom, eu sou... irmã de Niklaus. — ela respondeu hesitante.

– Você nunca me contou.

– Era para sua proteção. Na época...

– Mikael estava caçando seus irmãos e você na época, não é ? Por isso nunca me contou nada sobre sua família.

– Sim. Ele caçava vampiros e bom... você é um.

– Cheguei a conhecer esse caçador ridículo. Tive o prazer de enfiar uma estaca de carvalho branco nele e depois de mais alguns... procedimentos... vê-lo morrer.

Charlotte abriu a boca para dizer algo, mas alguém a interrompeu. Um grito desesperado soou e quando consegui ver, percebi que era Rebekah saindo de dentro da casa e indo acudir Matt que estava quase inconsciente.

POV Charlotte

Depois do escândalo que minha irmã fez simplesmente porque o humano estúpido tinha perdido um pouquinho (talvez muito) de sangue, fomos todos para dentro, inclusive Matt, que foi carregado com a ajuda de Damon Salvatore.

Eu me sentia feliz por ter reencontrado Damon. Depois do flashback que tive sabia que nele eu podia confiar, sabia que havia um sentimento forte entre eu e ele. Talvez não amor, mas uma amizade e uma amizade tão inabalável que eu não conseguiria ignorar, apesar de ter ressurgido (muito) mais cruel que antigamente.

Rebekah deu a Matt um pouco de seu sangue, mas ninguém mais parecia dar tanta importância ao estúpido garoto — que infelizmente, logo se recuperaria do ferimento que eu lhe causei.

A loira alta — que antes estava no escritório com Klaus e Rebekah e tinha a voz que eu ouvira assim que cheguei em casa — se chamava Caroline. Ela parecia ansiosa para saber de Stefan, assim como Klaus. Mas Damon não parecia trazer boas notícias e eu só queria saber quem diabos era Stefan.

– A sua bruxa é uma insolente, Klaus. Ela... ela... matou meu irmão.

Caroline ficou pálida no mesmo momento e Klaus teve que ajudar ela a se sentar numa poltrona para que ela simplesmente não desmoronasse no chão.

– Oh, Stefan... — foi o que ela disse, seus olhos marejados transparecia uma dor grande.

– Como ?

– Stefan não sobreviveria. Ela fez um feitiço para acelerar a morte dele e disse que faria um feitiço para trazer ele de volta, mas não está dando certo. — explicou Damon, sua voz era trêmula, mas seus olhos demonstravam apenas uma frieza que lhe parecia comum. Ainda assim, eu conseguia enxergar toda sua dor atrás daquela máscara. Sabia que ele estava sofrendo pela morte de Stefan... seu irmão.

– Onde está o corpo de Stefan ? E onde está Izaera ? — Klaus indagou com impaciência e preocupação.

– Em minha casa. — respondeu Damon, sem mudar o tom de sua voz fria.

– Eu e Caroline estamos indo para lá agora. Preciso falar com Izaera, mas fique aqui e mantenha seus olhos em Rebekah e Charlotte para que elas não se ataquem ou para que Charlie não termine o que começou com Matt.

– Está me pedindo para ficar aqui enquanto meu irmão... — Damon ia dizendo, mas já era tarde porque Klaus e Caroline já haviam saído do escritório e naquele instante deviam estar bem longe já que usaram a velocidade de verdadeiros predadores.

– Vai ficar tudo bem, Damon. Eu sei que vai. — falei, tentando acalma-lo enquanto segurava sua mão, mas podia ver em seus olhos que ele não estava nada calmo e não pretendia seguir as ordens de meu irmão. — Você pode ir, se quiser. Vou me comportar.

Damon olhou para mim, assentiu e desapareceu, mas eu sabia bem para onde ele iria : para casa, para seu irmão.

Assim como o Salvatore não se comportara ao quebrar as ordens de Niklaus, eu não pretendia me comportar como prometi a Damon.

Me aproximei da escrivaninha do escritório e peguei a garrafa de uísque, então me servi e beberiquei um pouco. Teria continuado a beber se eu não sentisse a irritante presença de Rebekah ali, se não tivesse ouvido sua respiração.

Virei-me para encara-la, mas ela avançou sobre mim e me jogou contra a parede, literalmente. Sua mão segurou meu pescoço com força e eu pude ver seus olhos faiscarem de raiva.

– Charlotte... — ela grunhiu, sua mão se fechando ainda mais envolta de meu pescoço.

Foi aí que ouvi a voz masculina de alguém e essa voz dizia :

– Solte-a.

Eu conhecia aquela voz. Conhecia muito bem.

Era Elijah.

Notas finais
Meus amores, sei que o capítulo ficou meio confuso, principalmente na visão flashback da Charlie, mas não consegui narrar de maneira mais clara.
Enfim, eu disse que um personagem que ainda não havia aparecido na fanfic iria aparecer no capítulo e realmente apareceu... bem no finalzinho mas apareceu. Também tinha falado para a FreitasCambraia que a Charlie ia dar uma surra em alguém, então... eu tive preguiça de continuar a escrever até chegar nessa parte da surra, portanto, quem sabe no próximo capítulo, certo ?
Quero agradecer a DaniAnair pela recomendação linda.
Fiquei chateada com os comentários anteriores, só recebi 3, mas obrigada as que comentaram.