Notas iniciais
Ganhei dez comentários no capítulo anterior, fiquei super feliz e vim postar. Escrevi esse capítulo várias vezes (em rascunhos no papel, aqui umas duas e esse foi o melhor que consegui, apesar de ainda sim estar ruim, desculpem... é o sono).
Continuem a comentar divinamente.
Qualquer erro na fanfic, desculpem, não tive tempo de revisar.

POV Charlotte

Quando Rebekah ouviu a voz de Elijah, ela se afastou e só aí percebi que ele não estava ali conosco sozinho. Logo atrás dele havia uma garota bronzeada, de cabelos castanhos e olhos de mesma cor com um leve tom esverdeado, era bonita, mas algo me dizia que eu não gostaria dela e esse algo era especificamente um certo volume em sua barriga, o que me fez deduzir que ela era a vadia que teria um filho de Niklaus.

Os olhos de Elijah se estreitaram e ele me encarou confuso, erguendo uma sobrancelha :

– Charlotte ? — ele perguntou confuso.

– Elijah. — falei abrindo um leve sorriso.

Meu irmão mais velho estava diferente da última vez em que eu o vira. Seu corpo estava mais musculoso que antes e seu cabelo castanho estava curto e em um tom mais escuro. Mas seus olhos cor de avelã, os traços faciais angulares, as maças do rosto, o nariz reto e a mandíbula "forte" continuavam os mesmos, apesar do século que se passou. Estava usando trajes naturalmente mais atuais : preto da cabeça aos pés, exceto pela camisa branca sob o paletó.

De qualquer maneira, era ele. Era meu irmão. Era aquele que sempre fora descrito como empatia imprevisível, super-protetor e teimoso, mas também muito gentil, altruísta, compassivo e amigável. Aquele homem extremamente leal que tem uma natureza amorosa. Aquele que acredita firmemente em confiança, honestidade e lealdade e que muito raramente quebra uma promessa. Aquele que é conhecido por falar o que pensa e ter um temperamento feroz, que possivelmente herdou de Mikael — mas ainda sim não me gera repugnância total. Aquele que não tem tolerância com quem quebra promessas que fizeram a ele. Aquele que tem como maior fraqueza o amor e a lealdade extrema a sua família. Elijah... tão moral, tão leal, tão protetor. Até hoje me pergunto como esse vampiro pode transpirar tanto poder, nobreza e soberania sem se quer mostrar as presas — como quando ele simplesmente chegou aqui e apenas ordenou que Rebekah me soltasse sem fazer uso de nenhum de seus poderes sobrenaturais.

– Senhoritas, será que poderiam nos deixar Charlotte e eu... a sós por um breve tempo ? — perguntou Elijah, mas sua voz não exigia uma resposta e na verdade nem era como se ele estivesse pedindo, era apenas como se ele estivesse mandando educadamente Rebekah e a procriadora de Niklaus se mandarem.

Rebekah bufou e saiu dali pisando duro, mas Hayley apenas revirou os olhos, seguiu até a escrivaninha de Niklaus, onde eu havia deixado o copo no qual antes eu me servira com um pouco de uísque e ainda tinha um resto da bebida. Ela se apoderou do copo e bebeu.

– Saia daqui. — murmurei.

– Quem é você para me mandar sair daqui ?

– Vocês lobos... sempre tão... corajosos e tão... tolos — murmurei com nojo. — Acho que vou ter que te dar uma lição.

– Vamos ver se pode comigo, novata. — a morena disse em um tom de voz desafiador.

Eu não estava com fome e também não gostava de me alimentar de sangue de lobisomens ou fêmeas dessas criaturas, mas ela me desafiou...

Quebrei a distância entre nós duas e a agarrei pelo pescoço fino que tinha. Fixei meus olhos em sua veia grossa no mesmo local e disse sem olhar em seus olhos :

– Hayley, não é ? — antes que a garota respondesse, eu continuei : — Você não sabe quem eu sou. — joguei-a no chão e ela esbarrou em alguns móveis do escritório, parando alguns metros de distância de mim. — Você não sabe de onde vim e quando vim... — dessa vez, com a velocidade de uma predadora avancei rapidamente sobre Hayley e enfiei minha mão em seu peito, agarrando seu coração que mais parecia gelatina em minhas mãos. Eu nunca havia arrancado o coração de ninguém, mas sempre há uma primeira vez... Estava pronta para arrancar o órgão de seu corpo, quando algo me atingiu nas costas.

Soltei o coração dela e tentei alcançar as costas com uma das mãos para arrancar o objeto afiado que haviam enfiado ali — o qual eu sabia que era uma estaca de madeira.

Olhei para Elijah sentindo-me assustada e surpresa :

– Você enfiou uma estaca em mim ! — exclamei horrorizada.

– Sinto muito, irmã. Mas se algo acontece com a garota ou o bebê... você terá um inimigo para a vida inteira e este será eu. — ele falou com naturalidade e em seguida arrancou a estaca de mim, me fazendo sentir uma dor que ao mesmo tempo era intensa mas também aliviante.

– Que recepção mais agradável. Também senti sua falta, maninho. — eu disse com ironia.

Elijah estendeu a mão direita para ajudar-me a levantar do chão e eu a segurei e me levantei. Mas logo me arrependi, devia ter quebrado-a por ele ter realizado o ato ridículo de defender a garota ao invés de mim.

– Agora Hayley... por favor. — Elijah falou parecendo entediado. A morena que estava ao chão se levantou e saiu dali, mas não se esqueceu de me lançar um olhar de fúria antes de se retirar.

Joguei-me em uma poltrona qualquer que estava no local e encarei Elijah.

– Sinto muito. — ele disse.

– Como ousa defender essa meretriz ao invés de sua própria família ?

– Ela é a salvação para nossa família.

– Há uma coisa que aprendi depois de um século morta, Elijah.

– E o que seria ? — ele perguntou

– Uma coisa que aprendi com Finn.

– Isso é algo... inusitado ! — ele exclamou, dando uma risada fraca.

– Não zombe de Finn. — falei, na verdade sem me importar. — Aprendi que não há salvação para monstros !

– No fundo, você é como eu, Charlotte.

– Como você ?

– Sempre procuraremos uma redenção para nossa família.

Levantei-me da poltrona e me aproximei mais de Elijah.

Quando eu estava mais perto dele, me sentia muito pequena e sempre foi assim. Isso trazia uma certa sensação de segurança quando eu estava ao lado dele — mesmo ele tendo enfiado uma estaca em minhas costas para defender Hayley.

Ergui a cabeça para olha-lo nos olhos.

– Senti sua falta. — sussurrei.

Mas Elijah não disse absolutamente nada, apenas me aconchegou em um abraço do qual eu não queria sair.

No ano 1490, há 523 anos atrás, na Inglaterra.

– Ah, Elijah. Quando isso tudo acabará ? — perguntei suspirando, mas não olhei-o nos olhos. Aquela pergunta sempre vinha em minha mente mas nunca a fiz por medo da resposta. Meus olhos estavam fixos na saia vermelha do vestido tão belo.

– O que há, Charlie ? Não está gostando da Inglaterra ? Acabamos de vir.

– Sei disso, meu irmão. — respondi — Mas estou cansada de fugir.

– Tudo ficará bem desde que fiquemos juntos sempre e para sempre. — ele disse.

Tirei os olhos do tecido vermelho do vestido e finalmente olhei em seus olhos-avelã. Ele sorriu para mim.

POV Stefan

– Se parece tanto... — disse Izaera olhando fixamente para meu rosto.

– Me pareço com quem ? — perguntei, sem esperanças de ser ouvido, mas nesse momento o olhar da bruxa virou-se para mim rapidamente e ela recuou para trás.

– Não pode ser.

– O que ? Você está me vendo ?

– Sim. Como... ?

– Eu não sei.

– Só pode ser mais um castigo que rogaram contra mim. Matei mais um Salvatore e agora estou sendo assombrada.

Antes que eu perguntasse o que ela queria dizer, a porta da frente se abriu em um solavanco e Klaus e Caroline entraram ali.

– Oh, Stefan ! — Caroline parecia mais pálida que o comum.

A loira correu até o sofá onde eu estava jogado e encarou meu corpo falecido com os olhos cheios de lágrimas. Ela não parecia se importar com o odor que o corpo exalava ou qualquer outra coisa que fosse.

Klaus olhou para meu corpo de soslaio e depois virou-se para Izaera :

– Não...

– Posso ver o espírito dele agora. — Izaera informou.

Vi um vulto entrar pela mesma porta que o híbrido e a vampira loira entraram depois de alguns meros segundos. Logo, ao lado de Caroline, estava meu irmão : seus cabelos negros estavam grudados na testa suada e as narinas infladas como se sentisse um cheiro que lhe desse náuseas.

– Então é isso. — Izaera concluiu.

– Tem que haver algo que possa fazer, Izaera. Por favor. Stefan... é... meu amigo, por mais que ele tenha me odiado... somos amigos. — as palavras de Klaus não transpareciam emoção, mas os olhos pareciam implorar a bruxa que me trouxesse de volta.

Damon olhou para Izaera e Klaus, seus olhos suplicantes e tristes estavam cheios d'água, assim como sua face que também já tinham lágrimas transparentes que escorriam.

– Damon, o espírito de Stefan... eu posso vê-lo. Não sei como, pois não tenho esse dom, mas quando a alma sai do corpo de alguém... quer dizer que já é tarde demais.

– O que ? Não. Não. Não. — meu irmão esbravejava de raiva. — Sua bruxa de araque, faça alguma coisa. Faça alguma coisa agora !

Caroline se levantou do chão entre soluços e abraçou Damon dizendo palavras consoladoras, mas meu irmão não queria ouvir, não queria abraços, não queria nada disso, ele só me queria de volta. Mas já era tarde demais para mim.

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PARA QUEM É SUPER FÃ DO STEFAN E DESEJA PARAR DE LER A FANFIC PORQUE O COITADO MORREU... NÃO PAREM ! POIS O TEF TEF VAI APARECER MAIS CEDO DO QUE VOCÊS IMAGINAM E ALÉM DISSO ELE VAI CONTINUAR COMO ESPÍRITO ATÉ VOLTAR NOVAMENTE COMO HUMANO OU VAMPIRO, VAI SABER U-U ENFIM, NÃO ABANDONEM.

Notas finais
Aqui está o look do passado da Charlotte (sabe, no ano de 1490, no flasback e tals : http://www.polyvore.com/charlotte_mikaelson/set?id=91943506
O que acharam do capítulo ? Eu esperava mais, porém escrevi e reescrevi isso várias vezes, esse foi o melhor que consegui.
CARA, TO FELIZ DEMAIS, DEZ COMENTÁRIOS NO CAPÍTULO ANTERIOR, SÉRIO. QUERO AGRADECER A : DaniAnair, AnneWeatherly, Nathalia Alves, Phoebe, FreitasCambraia, Becky, biskatherine, anne karoline, Tanya Caroline Carter, Rachel mikaelson (garotas que comentaram no capítulo passado e tal). CONTINUEM ASSIM E TERÃO CAPÍTULOS MAIS RÁPIDOS.
não me matem por causa do que houve com o Stefan (ELE VAI VOLTAR !!!)
Um beijo a todas, não deixem de comentar e comentem sobre o look também u-u quero saber o que acharam dele. Qualquer erro me desculpem, não tive tempo de revisar.