Notas iniciais
Esse POV do Stefan, na verdade, é parte da música "echo" do Jason Walker, achei que se encaixou bem, sei lá.
Estou postando esse capítulo por mais que eu não tenha achado que ficou muito bom, mas o próximo capítulo será melhor que esse, eu prometo. Fiquei feliz com a quantidade de reviews que recebi no capítulo passado e por esse motivo estou postando hoje, um capítulo que eu deveria postar apenas amanhã. Boa leitura.

POV Stefan

Olá, olá.

Tem alguém aí fora ?

Porque eu não ouço nenhum som.

Sozinho, sozinho.

Eu realmente não sei onde o mundo está, mas sinto saudades dele agora.

Estou no limite.

Estou gritando o nome de todos, como um tolo a plenos pulmões.

Algumas vezes, quando fecho meus olhos, eu finjo estar bem, mas nunca é o suficiente.

Minha sombra será minha única amiga agora.

Ouça, ouça.

Eu aceitaria um sussurro se isso é tudo o que você tem para me dar.

Mas não é. Você poderia vir e me salvar.

Algumas vezes, quando fecho meus olhos, eu finjo estar bem, mas nunca é o suficiente, porque o meu eco é a única coisa que volta.

Olá, olá.

Tem alguém aí fora ?

Narrador Neutro

Os olhos de Damon tinham um brilho intenso, tinham água que transbordavam de raiva pela bruxa de araque e de tristeza por ter perdido seu irmão.

Seus punhos se fechavam de forma precipitada e ele bateria na primeira pessoa que se aproximasse, muito provavelmente. Era ridículo chorar daquela forma.

Já haviam enterrado o corpo de Stefan, logo ao lado do túmulo de Alaric.

Estava feito.

Damon havia perdido os dois amigos que realmente tinha.

Caroline já estava distante, Damon conseguia enxerga-la a alguns metros de distância, indo em direção a rua, onde estacionara o carro, ela chorava, não conseguia dizer nada, apenas chorava, enquanto Klaus e Elena a levavam até o automóvel.

Damon até conseguira. Não chorou durante o enterro e nem enquanto todos estavam por perto, mas depois que saíram, ele já não segurou mais. As lágrimas jorravam em sua face, a medida que o nó na garganta apertava cada vez mais.

A melancolia doentia que invadia todo seu corpo parecia absurda. Nenhuma palavra saia de sua boca. Seu corpo enrijecido pela dor excessiva, parecia se romper a cada impulso agressivo. Se ele pudesse se ver, enxergaria alguém totalmente desesperado.

Para ele, agora era como se tudo fosse um céu nublado e sem estrelas.

Não fazia sentido algum tentar levantar a cabeça e ver o novo horizonte. Afinal, sua visão estava embaçada. As lágrimas pareciam não cessar. Era como se fosse o início de um pesadelo real.

Estava chovendo. Era como se a natureza estivesse chorando com ele.

Foi aí então que ele ouviu o baixo ruído dos passos que alguém dava entre a relva verde.

– Damon, você está... está chorando ? — perguntou a voz feminina que ele conhecia muito bem. Ele tinha certeza que a dona da voz era Charlotte, mas mesmo assim, virou-se para encara-la.

– Não. — ele respondeu, mentindo, mas Charlotte não era alguém que acreditava nas mentiras dele.

– Não é o que parece. Sua face está cheia de lágrimas. — a loira falou, com uma expressão preocupado no rosto.

– Não são lágrimas. São gotas da chuva. — ele respondeu com a voz engasgada.

Charlotte se aproximou dele com passos em velocidade lenta. Quando ela estava perto o suficiente, o olhou nos olhos e Damon pensou no que ela estaria pensando. Ele esperava por qualquer coisa, menos um abraço da parte dela.

– Suportei muita coisa. Suportei o século XIX, que foi um dos piores, mas não suportarei dessa vez. Acabo de perder meu irmão, Char.

A loira soltou Damon de seus braços e voltou a encara-lo. Dessa vez suas mãos geladas seguravam o rosto do vampiro entre as mãos enquanto sua visão se perdia nos olhos extremamente azuis do Salvatore.

– Você quer ver Stefan ? — ela perguntou.

– Eu não... isso não é possível. Stefan está morto, Charlotte.

– Posso te fazer ver Stefan. — ela disse com precisão. — Eu posso.

Do outro lado da cidade, Izaera tentava entender o que acontecera. Ela não só matou Stefan e não conseguiu trazer de volta, mas também viu o espírito do mesmo, o que não era algo comum. Bruxas não podiam simplesmente ver espíritos sem mais e nem menos. Além disso era mais que isso. Era mais do que simplesmente ter matado Stefan. Ela tinha matado um Salvatore. Mais um membro da família Salvatore.

A bruxa não esquecera de quando se apaixonara por Giuseppe Salvatore — que na época já era casado. A mulher dele já tinha dois filhos : Damon Salvatore e Stefan Salvatore. Giuseppe era um importante homem em Mystic Falls e não parecia uma pessoa infeliz com sua família. Mesmo assim, o homem se envolvera com a bruxa, prometendo a ela o seu amor quando ela nem se quer sabia que ele era casado. Quando Izaera descobriu, ficou furiosa e descontou sua raiva e frustração na pobre senhora Salvatore. Izaera havia matado a mãe de Damon e Stefan e agora matou Stefan também. Os espíritos da natureza ficaram furiosos com o ato da bruxa e a castigaram com a imortalidade. Ela viveria para sempre e nada a mataria porém ela veria todos — que significavam algo para ela — morrerem.

POV Elena

Eu estava chocada com a morte de Stefan e confesso que realmente chorei pela ida dele — ida que aliás é sem volta.

Consolei Caroline por horas, ouvindo ela choramingar.

Nos últimos meses, parecia mesmo que eu e Caroline havíamos trocado de papéis. Ela chorava mais do que o normal e eu derramava algumas poucas lágrimas de tristeza.

Quando cheguei na casa Salvatore, a mesma já estava vazia e a bruxa imprestável já havia ido embora.

Eu estava decidida a me deitar e dormir até o dia seguinte, por mais que ainda não estivesse com sono, mas antes de fazer isso, chequei meu celular e percebi que havia várias chamadas não atendidas de Josh.

Josh havia se tornado meu amante e acho que apenas por causa dele minha vida começou a melhorar nos últimos tempos — tirando o fato de que meu irmão Jeremy está de volta. Claro.

Retornei a ligação.

Chamou cinco vezes e ele atendeu :

– Josh, me desculpe por não ter atendido.

– Estava fazendo algo importante ? — ele perguntou.

– Não. Era só... eu estava no enterro de um amigo.

– Sinto muito.

– Tudo bem.

– Você não parece muito triste.

– Era um amigo distante. — respondo.

– Que bom, se não está em luto quer dizer que podemos nos ver hoje, certo ?

– Eu adoraria. — respondo, sorrindo triunfante.

– Ótimo. Eu te vejo daqui a uma hora ?

– Tudo bem. — Josh morava fora de Mystic Falls, mas em uma cidade próxima. — Nos encontramos em seu flat, certo ?

– Sim. Venha sem calcinha. — pude imaginar ele esboçando um sorriso malicioso nos lábios.

Notas finais
O que vocês acharam do capítulo ?
Bom, sei que ele não foi muito longo, mas ate que aconteceu bastante coisa nesse cap, como : Damon está super abalado pela morte do irmão, Izaera está revelando sua verdadeira "face" e Elena pelo visto não é tão santinha assim, né ?
Comentem o que acharam.
Estarei postando na semana que vem e prometo que será algo mais digno. Não se preocupem porque logo teremos o Tef de volta.
Um beijo a todas e obrigada pelos reviews anteriores, espero receber bastante nesse capítulo também.
Agora vou dormir porque acordei muito cedo hoje e preciso de uma boa noite de sono. Sem brincadeira.