Notas iniciais
Pois é, vocês devem estar se perguntando: "Menina, onde você se enfiou?"
Gente, me desculpem, mas é que eu tinha me encontrado em um bloqueio muito grande para continuar e só agora retornei. Caso tudo dê certo, postarei novamente na semana que vem. Boa leitura e leiam as notas finais.

POV Charlotte

– Você está linda, Charlotte. — disse Klaus, sorrindo para mim.

Ele também estava, mas não ousei falar isso em voz alta, pois o simples fato dele estar ao lado daquela procriadora já me fazia ficar irritada e pensar no quanto eu não queria aquele baile.

Hayley usava preto da cabeça aos pés, o vestido não era de fato feio, mas eu não o usaria. Não havia decote nenhum na frente, mas uma abertura logo abaixo dos seios. O tecido da saia do vestido ajudava a disfarçar um pouco a barriga de gestante que devia estar com uns cinco meses. Se ela já estava bonita, Katerina estava muito mais, com os cabelos soltos livremente e o vestido vermelho que comprara e acentuava tão bem suas belas curvas.

Hayley estava de braços dados com Niklaus. Enquanto Katerina já estava posicionada ao lado de Elijah, para todos então descerem as escadarias e encontrar os convidados que nos aguardavam no piso inferior.

Rebekah ainda não havia terminado de se arrumar e seu humano estúpido parecia estar impaciente, ou talvez fosse apenas nervosismo e desconforto por estar tão próximo de mim.

Minha irmã logo chegou. Sua roupa era um vestido azul, quase marinho, tomara que caia. Seus cabelos haviam sido totalmente presos, deixando apenas sua franja loira solta.

– Já que você não conhece muito bem ninguém na cidade, arrumei um par para você. — disse Rebekah, terminando de colocar seu brinco.

– O que? — perguntei, um tanto irritada. Eu não queria par nenhum.

Elijah me lançou um olhar que parecia dizer "ela está tentando ser gentil. Seja também".

– Então, quem é meu par? — perguntei de mal humor.

– Sou eu. — uma voz masculina, que até então, eu não conhecia disse.

Fitei o garoto que acabara de chegar, alegando ser meu par. Era bonito. Sua forma do corpo muito bem construída. Os olhos escuros igualavam com os cabelos curtos.

– Sou Jeremy Gilbert. — ele disse apresentando sua mão para que eu a pegasse, o cumprimentando. — Minha irmã falou muito sobre você.

– Sua irmã é Elena?

– A própria.

– Então, nem perguntarei o que ela falou sobre mim. Suponho que não seja coisas muito boas, não é mesmo?

– Bom, ao que me disseram, você parece uma vampirinha que não sabe se controlar. — ele diz com ousadia.

– Eu sei me controlar. Só não quero. Por exemplo, poderia ter me alimentado apenas o suficiente de seu amigo aqui. — falei apontando para Matt. — Mas eu estava disposta a arrancar o pescoço dele por diversão.

– Então, é uma Mikaelson rebelde e mimada. Há algo mais típico que isso?

– Eu não gostaria de ter que arrancar o coração do meu par antes de uma dança, portanto, acho melhor se calar.

Jeremy deu de ombros.

Algo me dizia que eu não ia gostar nenhum pouco da família Gilbert.

~x~

Elijah fora o primeiro a descer, de braços dados com Katerina. Em seguida, fora a vez de Niklaus e Hayley. Então, Rebekah e Matt e finalmente eu, ao lado do Gilbert.

Então parecíamos todos pessoas normais. Apenas mais uma família rica de Mystic Falls. O Conselho parecia acreditar nisso.

Assim que coloquei meus pés no primeiro degrau da escada, meus olhos se focaram, mesmo que sem querer, no Salvatore que parecia tão feliz e sorridente com Elena.

O piano começou a tocar anunciando que eu estava descendo e isso fez com que Damon desviasse seus olhos para mim. Vi seus lábios se separarem com um pouco de surpresa ao me ver ao lado de Jeremy e depois, um sorriso tomou conta daqueles mesmos lábios, me fazendo sorrir instantaneamente também. Eu nem sabia o motivo dele me causar tais sensações.

Ao chegarmos no último degrau. Todos os casais se dirigiram ao centro do saguão, enquanto a música do piano mudava e uma melodia que eu conhecia tão bem começava a soar por todo o local.

Jeremy se inclinou como em um cumprimento formal, típico daquela dança. Mas não me esforcei para fazer o mesmo, apenas respondi de mal gosto um "Com prazer" enquanto começava a me mover juntamente com a música.

Dessa vez, eu não prestava atenção em nada do que ocorria no baile. Aquela música... só me fazia focar em meus próprios pensamentos. Aliás, em minhas próprias lembranças.

Em 1864. Há 149 anos atrás. Em Mystic Falls.

Naquela noite estava tendo um baile. Seria o primeiro baile dos Fundadores em Mystic Falls.

Eu adorava bailes. Estar no meio de tantas pessoas, bebidas, danças, música... me fazia sentir mais humana.

Eu nunca saía sozinha de casa, já que Elijah, sendo "super protetor" nunca permitiria e naquela noite não foi diferente, pois Kol me acompanhou até o Baile na casa dos Lockwood.

Eram épocas difíceis para a família Mikaelson. Mikael não desistira e ainda nos procurava e havíamos acabado de voltar para Mystic Falls: Eu, Kol, Elijah, Klaus e Rebekah. Talvez Mikael demorasse para desconfiar que havíamos voltado para nossa terra natal, já que ele pensava que nunca seríamos tão tolos.

A Guerra Civil ainda acontecia em 1864 e Elijah, juntamente com Klaus, estavam envolvidos nessa guerra como soldados americanos.

Isso me deixava sozinha, com Kol, apenas. Já que Rebekah se esforçava tanto para me manter longe dela.

Uma melodia calma tocava no piano assim que entramos na casa dos Lockwood. Um homem robusto veio nos cumprimentar, se apresentando como o Senhor daquilo tudo.

Eu não estava disposta a dançar, então Kol fora pegar algumas bebidas e eu fiquei conversando com duas moças que conhecera há poucos segundos.

Foi então que aconteceu.

Senti um toque em minhas costas, que fez minha pele formigar. Naquela época, não era comum algum homem tocar uma moça, se ele não fosse pai da mesma, marido ou irmão.

Virei-me para checar se era Kol, mas não era.

Era um rapaz de cabelos negros que iam até abaixo de suas orelhas, sua pele era branca, quase pálida. O físico tonificado e em forma parecia ser o motivo das moças — com quem eu antes conversava — suspirarem tanto e se abanarem com seus leques.

– Pois não? — sua voz era incrivelmente sedutora.

– Sim?

– Quer me dar o prazer de uma dança? — ele perguntou, um sorriso se formava em seus lábios. Um sorriso torto.

Eu não lhe respondo e apenas lhe dou minha mão — a qual ele beija as costas como um perfeito cavalheiro.

Sou levada, por ele, até o centro do saguão. Ficamos face a face e só então começamos a dançar ao som daquela melodia tão envolvente. Não era uma dança onde nossos corpos ficavam colados, como a valsa. Era algo mais conservador, onde raras vezes nos tocávamos.

– Nunca te vi em Mystic Falls. — ele disse, o sorriso ainda estava em seus lábios, mas eu podia notar um tom estranho de melancolia em sua voz.

– Acabei de me mudar para cá. — falei.

– Com sua família? — ele perguntou.

– Não. — menti. Era perigoso que soubessem sobre minha família. Não só para ele, mas para qualquer um. Minha família era vampira, com exceção de Niklaus — um híbrido. Além disso, havia Mikael. — É uma longa história. Então, posso saber o nome do meu... par que dança tão incrivelmente bem?

– Damon Salvatore.

– Acho que ouvi falar sobre a família Salvatore. Mas que eu saiba o Senhor Salvatore morreu, assim como sua esposa e seus filhos. Ele não teve netos e... — então eu compreendia. Damon era um vampiro. Eu havia ouvido falar várias vezes sobre Damon Salvatore, o filho de Giuseppe. Aquele que se deitava com muitas mulheres e que se envolveu com uma vampira chamada Katherine Pierce, que eu já bem descobrira ser na verdade Katerina Petrova. — Um vampiro. Estou correta?

Damon parecia surpreso e ao mesmo tempo confuso. Sua voz me repreendeu:

– Fale baixo.

– Como pode aparecer aqui? Eles descobrirão.

Damon se inclinou, aproximando seus lábios de meus ouvidos:

– Podemos nos falar lá fora. Seria mais seguro. — ele sussurrou.

Sorri para ele, assentindo e dei-lhe as costas. Então segui em direção a porta principal.

Depois de esperar por alguns minutos por Damon, do lado de fora, ele apareceu.

Estava escuro e vazio ali. Se não fosse minha visão de vampira, eu não saberia dizer que era realmente ele ou uma sombra de alguém qualquer.

Não demorou muito e ele avançou sobre mim. E quando digo que ele avançou sobre mim, não quero dizer que ele me beijou ou simplesmente se aproximou com rapidez sobrenatural. Quero dizer que ele veio em minha direção se movendo como um vulto e agarrou minha garganta, prendendo-me contra a árvore com as mãos fechando em meus pescoço.

– Como sabe sobre mim? — ele perguntou entredentes.

Geralmente, eu não faria isso, mas naquele momento pareceu mais do que preciso. Com toda a força que tive, adentrei minhas mãos em seu peito agarrando-lhe o coração. Isso o fez gemer de dor e murmurar palavras feias, até que então soltou-me fazendo-me soltar-lo também.

– Vampira também, não é? — ele perguntou, com a expressão ainda contorcida pela dor.

– Sim. Desculpe-me pelo... seu coração. Foi grosseiro, mas preciso. Você não foi nada gentil também. Não sabe que deve tratar bem uma dama?

– Você parece mais forte que eu.

– Você deve ser um vampiro mais jovem. Isso explica sua tolice também.

– Como é? — ele perguntou.

– Desculpe, eu não quis ofender, mas quando as pessoas pensam que você está morto, elas não esperam te encontrar num maldito baile dos Fundadores.

– Eu estava procurando por meu irmão. Digamos que não estamos tendo uma boa relação.

– Por causa de Katherine? — perguntei, pela primeira vez na vida chamando Katerina por seu novo nome.

– Acho que você sabe coisas de mais sobre os Salvatore.

– Sim. Katherine já causou problemas em minha família também.

– Ela morreu.

– Queimada? Ouvi falar. Leio muito sobre tudo o que ocorre na cidade. Mas creio que ela tenha se safado dessa.

– Se o fez, por que não veio a me procurar? — perguntou, notei a mágoa em sua voz e só então percebi que a melancolia de antes, quando dançávamos era por acreditar na morte da Petrova.

– Por que o faria?

Damon me olhou com dúvida.

– Por que ela te ama? Você acreditou nisso? Sinto muito. — falei, e realmente sentia muito por ele e sentia raiva de Katerina. Como podia nunca se cansar?

– Acho que no fundo, ela só amou meu irmão. Só amou Stefan.

– Katherine nunca amou ninguém além dela mesmo. — falei.

– Agradeço por sua honestidade.

– Honestidade não é ruim, sabia? Ela abre os olhos das pessoas e as impedem de criar falsas expectativas. Creio que eu já tenha que ir. Meu acompanhante deve estar me procurando. — falei, só aí me lembrando de Kol.

– Será que nos vemos outra vez? — Damon pergunta quando dou as costas.

Não me viro para encara-lo.

– A vida como vampiro ás vezes é solitária? — perguntei.

– Principalmente quando você odeia seu irmão ou vice-versa.

– Entendo perfeitamente. — viro-me para olha-lo e dou um leve sorriso. — Bom, por que não me encontra na floresta amanhã mais tarde?

– Quando?

– A noite. Meus criados não podem perceber que sai. — menti. A verdade era que meus irmãos não poderiam saber que sai sozinha na madrugada.

– Tudo bem, senhorita... Qual é seu sobrenome?

– Talvez você descubra isso mais tarde. — respondi e me retirei, voltando para o Baile.

Volto ao meu presente quando todas as mulheres de cada casal devem rodopiar para trocar de par e eu acabo ficando de frente para Damon Salvatore.

– Impressinada com a Ironia do destino? — ele pergunta com um sorriso torto se formando nos lábios, enquanto juntos giramos ao som da mesma suave melodia de minhas lembranças do passado.

– A música de quando nos conhecemos e nós dois dançando juntos... se isso não é destino, o que seria?

– Você estava linda naquela noite.

– É mesmo?

– Sim. Estava vestindo branco com dourado. Incrível!

– Obrigada.

– Também gostei do visual de hoje.

– Mais uma vez, obrigada. Você também está... elegantemente sexy. Mas creio que Elena não vai gostar de me ver dançar com você, não é mesmo? Ela não parecia feliz com minha presença quando me encontrou em sua casa.

– Elena anda estranha ultimamente. Mas ela não te odeia. Elena é incapaz de odiar alguém. Ela tem um coração enorme. — senti ciúmes e inveja pela maneira com a qual ele se referiu a Elena Gilbert.

Revirei os olhos.

– E pelo visto, com pouco tempo na cidade e já há um pretendente?

– Como? — perguntei confusa.

– O Jeremy. — ele respondeu e de repente pareceu interessado em me perguntar: — Ele que se dispôs a ser seu par?

– Ele me odeia. Então, creio que não.

– Pelo visto, muita gente te odeia nessa cidade.

– Pelo menos eu ainda tenho você.

POV Klaus

Quando ocorreu a troca de pares, pareceu ironia quando justamente Caroline veio parar em meus braços.

Dançávamos e mesmo assim ela não me olhava nos olhos, apenas observava Tyler que dançava com outra garota e eu podia sentir que ela estava furiosa comigo, por algum motivo.

– Você deveria ser no mínimo grata. Eu o deixei voltar para a cidade. — falei, sentindo-me enciumado.

– E você deveria ter me dito que... Hayley espera um filho seu.

– Por que eu deveria te contar isso? Não é uma das coisas com as quais você tem que se importar, Caroline. — digo com a raiva transparecendo em minha voz. — Entre todas as coisas do mundo, fique tranquila, pois talvez as únicas com as quais você não deveria se importar é com aquelas que se referem a mim.

– Você devia ter me contado.

– Por que se importa? — perguntei, minha voz quase se elevando quanto ao tom.

– Se lembra quando você disse que até mesmo os corações mais puros sentem atração pelo obscuro? Bom, é verdade, Klaus. É por isso que me importo. Porque o que você disse se prova realidade e porque mesmo com Tyler aqui... nada é igual e não sinto mais o mesmo por ele, porque agora eu... me apaixonei por você, Klaus.

Sinto meu coração bater descompassado e sei que estou surpreso e ao mesmo tempo sinto-me como se aquilo fosse uma ilusão, algo totalmente fora da realidade. Quando estou prestes a beija-la sem me importar com o fato de Tyler estar ali para ver, o Conselho estar ali e Hayley estar ali, a música cessa e todos olhamos para a criatura que está de pé na escadaria, com uma taça de champanhe em mãos e batendo com um talher no mesmo objeto para chamar nossa atenção.

Aquela mulher era Esther.

Esther Mikaelson.

Minha mãe.

LOOKS NAS NOTAS FINAIS

Notas finais
LOOK DA CHARLOTTE ATUAL: http://www.polyvore.com/charlotte/set?id=87321491
LOOK DA CHARLOTTE NO FLASHBACK: http://www.polyvore.com/charlotte_mikaelson/set?id=93278754
LOOK DA KATHERINE : http://www.polyvore.com/katerina_baile_de_boas_vindas/set?id=94993552
LOOK DA REBEKAH: http://www.polyvore.com/rebekah_baile_de_boas_vindas/set?id=94758630
LOOKS DA CAROLINE: http://www.polyvore.com/caroline_baile_de_boas_vindas/set?id=94756939
LOOK DA ELENA:
http://www.polyvore.com/elena_baile_de_boas_vindas/set?id=94757329
LOOK DA HAYLEY:
http://www.polyvore.com/hayley_baile_de_boas_vindas/set?id=94755782
LOOK DA ESTHER: http://www.polyvore.com/esther_baile_de_boas_vindas/set?id=94992329

Pois é, muitos looks, então não se esqueçam de comentar sobre eles.
O que vocês acharam do leve momento Klaroline? Revelador? Patético? Incrível? Fofo? E do Flashback da Char? O que acharam? Eu queria ter feito mais flashbacks mas o capítulo ficaria grande demais.
Desculpem pela demora.
Espero comentários.
Quem comentar "DAMON SALVATORE É GOSTOSO" ganha um spoiler sobre a fic...
Eu ia postar ontem, mas fui sonsa e fechei a pagina sem querer, aí já tava com sono e fui dormir.
Alguém aí gosta de MUSE e assistiu eles no R.I.R? Eu não assisti o Jered, antes que me perguntem.