Notas iniciais
Me desculpem por toda essa demora, sério mesmo. Eu travei pra escrever, tudo o que eu escrevia eu não gostava e então finalmente gostei do resultado e estou postando. Espero que gostem tanto quanto eu.

POV Charlotte

- Boa noite a todos os convidados. — dizia Esther, enquanto eu me perguntava o que ela estava fazendo ali. — Quero agradecer a cada um presente aqui e propôr um brinde á Charlotte Mikaelson, minha doce e querida filha. — em seguida ela olha para mim, seu olhar terno quase me convence de que ela me ama, mas então me lembro que como eu, ela é uma ótima atriz. — Filha, estou muito feliz por você estar de volta, depois de passar tanto tempo viajando pela Europa. E também estou feliz por eu ter voltado a Mystic Falls. Finalmente nossa família está reunida de novo. Finalmente temos um lar.

Eu sorrio. Lembrando-me de meus próprios pensamentos: "Assim como eu, ela é uma ótima atriz. Assim como eu. Assim como eu.". Caminho em passos lentos até estar próximo o suficiente dela e a abraço. Minhas lágrimas surgem e eu as deixo escorrer, mas ao contrário do que todos pensam, essas lágrimas não são de emoção, saudade, alegria... e sim de raiva e nojo por estar abraçando aquela mulher, abraçando a mulher que fala de família mas que destruiu a nossa.

Todos no saguão aplaudem com fervor. Quando me solto de Esther ela ergue a taça de champanhe novamente enquanto todos dizem em uníssono:

- Á Charlotte. — e brindam.

Então, eu vejo acontecer. Damon que antes dava risadas sem parar e tinha um brilho nos olhos, ao lado de Elena, para de demonstrar qualquer tipo de felicidade. Em seguida, o relógio toca indicando a meia-noite. O dia havia acabado. A hipnose já não valia mais. Observei o Salvatore se afastar de Elena com lágrimas nos olhos e ir para fora do lugar. Como a Sonsa Gilbert nada fez, eu o segui.

Quando cheguei ao jardim, Damon já não estava mais lá. Deduzi que ele havia voltado para sua casa, usando sua velocidade sobrenatural e se afastado de todos nós, inclusive eu.

O céu era melancólico e nublado, mas a noite era cálida. As nogueiras se agitavam e os grilos cricrilavam, porém seu canto monótono só parecia compor um silêncio maior. O cheiro de madressilva encheu minhas narinas. De repente o silêncio pareceu se adensar, envolvendo-me. Os grilos não cantavam mais e as árvores ficaram imóveis. E, no entanto, era como se eu me esforçasse para ouvir algo que eu sabia que estava ali.

Me virei devagar, com medo de fazer algum ruído. Mas o silêncio tornou-se ameaçador; zumbia em meus ouvidos como o pulsar do meu próprio sangue.

Havia um tremor de movimento em meio as nogueiras. Meus olhos, mais aguçados do que os de um humano e adaptados para a caça, distinguiram a sombra mais escura.

Um vulto passou rápido por mim e depois mais outro, até que então ouvi a voz masculina que fez gelar minha espinha:

- Filha. — quando girei nos calcanhares pude ver todos que estavam ali.

Minha família estava em minha frente.

Kol, Mikael, Finn e até mesmo Henrick.

Logo percebi que não eram os únicos que voltaram dos mortos. Pois logo atrás dos quatro estava outros dois homens.

NARRADOR ONISCIENTE

A família estava ali novamente, mas não apenas a família.

Quando uma pessoa morre, deve permanecer morta, mas essa lógica nunca entraria na cabeça de Esther, a bruxa.

A mãe original logo surgiu.

- O que está acontecendo? — Charlotte perguntou sem entender. Sua voz era firme e não demonstrava medo ou surpresa, mas ela mordia o interior de sua bochecha, tentando não demonstrar seu nervosismo e medo. Nunca estivera tão perto de Mikael depois de sua transformação. Na verdade estivera, uma vez: quando ele a matou. — Quando alguém está morto, fica morto.

Esther deu uma risada cética.

- Acho que não aprendeu nada sobre sua mãe com o passar dos anos, Charlie... — Esther ia dizendo, enquanto se aproximava dela.

- Fique longe de mim. — Charlotte deu um passo para trás. — E não me chame assim!

- Eu sou uma bruxa, Charlotte. Quando trouxeram Jeremy Gilbert de volta e a bruxinha Bennett morreu, acharam que ela havia abaixado o véu que separa os dois mundos. De fato, a incompetente tentou, mas não conseguiu, porque eu o segurei. Eu segurei o véu e trouxe de volta nossa família.

- Isso vai contra as leis da natureza. Suas "irmãs" jamais permitiriam. — Charlotte sabia disso, portanto disse com convicção.

- Minhas irmãs não querem mais aberrações no mundo, Charlotte, então eu propus um pacto.

- Todos os vampiros por nossa família. — disse Mikael.

Os olhos de Charlotte se focaram na figura paterna que dissera tal coisa. Ela ergueu o sobrolho e tentou entender o que ele queria dizer.

- Podemos ter uma família de novo. — disse Henrick. Era a primeira vez que ele se pronunciava.

Charlie se aproximou do garoto. Se lembrava bem da maneira brutal que morrera.

POV Charlotte

Séculos atrás. Antes da transformação dos Originais.

- Por que não pode ser sempre verão? — perguntei, para ninguém em particular.

- Isso não faria sentido. — disse Elijah — Se fosse sempre verão, não haveria chuva, não haveria tempo de descanso para a terra. Todos estariam em apuros.

Eu estava deitada de costas, com as mãos atrás da cabeça, de olhos fechados, observando a dança brilhante do sol em minhas pálpebras.

- Elijah, você sempre tem de demonstrar o bom senso? — perguntei.

- Ninguém jamais morreu por excesso de bom senso. — ele retrucou.

- Nem viveu realmente.

- Acho que você quer viver a vida inteira como criança, Charlie. — disse ele, mais como uma afirmação do que como uma crítica.

Abri os olhos e observei Henrick fazendo desenhos na terra com a ponta de seus dedos.

- Certamente, este é o melhor verão de nossas vidas. — dessa vez quem falava era Rebekah.

- Por que desejaríamos algo mais? Tanta liberdade. A vida é cheia de possibilidades. E então, temos de crescer e nossas escolhas se tornam tão limitadas. Tudo já está decidido por n´s. Quem devemos ser, onde e como devem ser nossas vidas. — Klaus disse.

Finn retrucou:

- A maioria das pessoas se sentiriam gratas em ter um lugar, um lar, uma posição, ter certeza de quem são.

- Não o nosso Niklaus.- falou Elijah.

Nik riu.

- As aventuras estão além do oceano, dos montes. Não aqui nesse vilarejo idiota. Será que é tão errado querer fazer algo diferente? Querer mudar as coisas? Ir além do estabelecido?

Todos ficamos em silêncio, até mesmo Elijah que sempre sabia o que dizer.

Nik suspirou, então se levantou tirando a poeira das calças, enfim perguntou:

- Vou ver os vizinhos se transformarem. Hoje é lua cheia. Alguém quer ir?

- Eu! — Henrick exclamou animado.

Henrick foi o único a ir com Klaus, mas não voltou, pelo menos... não vivo.

Voltei ao meu presente. Henrick me fitava com uma sobrancelha em pé. Dei um passo a frente e toquei seu rosto, sentindo o calor de sua pele.

- Henrick... — minha voz soou trêmula, meus olhos estavam marejados e um nó apertava minha garganta. — Meu pequeno Henrick...

O garoto se jogou em mim, abraçando-me. Sua cabeça estava contra meu peito e me lembro que era assim antes dele morrer também. Eu o abracei forte, sentindo o calor emanar de sua pele e as lágrimas escorrerem por meus olhos.

- Lotie, senti tanto sua falta. Tanto. Tanto.

As lágrimas desceram com mais intensidade quando ouvi o apelido que ele me dera soar de sua voz. Alguns me chamavam de Char, outros de Charlie, outros apenas por meu nome, mas não Henrick. Desde que ele aprendera a dizer suas primeiras palavras era assim que me chamava.

- Senti sua falta também, Rick. — eu disse. Só então percebi que os olhos de todos presentes no jardim estavam sobre mim. Então, soltei-me de meu irmão mais novo e sequei minhas lágrimas, voltando a minha postura de antes e tentando convencer a todos ali que minha maior fraqueza havia deixado de ser minha família há muito tempo, mas eu sabia que a verdade é que o sangue do meu sangue sempre seria minha ruína.

Meus olhos encontraram Kol. Ele parecia mais novo, aparentando não mais de vinte anos de idade. Seu corpo ainda tinha uma construção magra e atlética. Por tanto tempo confiei em Kol e ás vezes preferi sua companhia que a de Elijah, Klaus e Finn, pois ele parecia aquele que me entendia, mesmo sendo um vampiro instável e pouco razoável. Eu confiei nele e descobri que não era digno de minha confiança.

Minha expressão ainda era dura. Eu não iria lhe dirigir a palavra e nem a nenhum dos que estavam ali. Eu só queria entender o que estava acontecendo, o porquê de todos estarem ali. Pelo visto, eu não era a única que havia retornado.

- Diga-me, Charlotte... quem você acha que te trouxe de volta dos mortos? Acha que foi uma coincidência, ironia do destino? Não, minha querida. Fui eu quem te trouxe! — Esther exclamou com um sorriso genuíno. — Fiz um pacto com minhas irmãs: Um feitiço e me livro de todos os vampiros espalhados pelo planeta, exceto os vampiros da família original, que serão curados do vampirismo e voltarão a viver como pessoas normais.

- O feitiço consiste no sacrifício de cinco seres. Uma sósia, um caçador, um criação de Niklaus, um vampiro curado e aquele que deu início a tudo isso. — diz Mikael.

- A sósia será Elena Gilbert. A criação de Niklaus será Tyler Lockwood...

- Quanto ao vampiro curado e ao caçador? — pergunto em tom de desafio.

- Por que acha que eu trouxe esses dois de volta? — Esther diz apontando para os dois homens que eu ainda não reconhecia. — Eu lhe apresento Stefan Salvatore, um vampiro que tomou a cura e Alaric Saltzman, um caçador.

Sinto as batidas do meu coração acelerarem. Eu não sabia quem era Alaric Saltzman, mas sabia bem quem era Stefan Salvatore — o irmão de Damon que jurei ajudar traze-lo de volta.

De qualquer modo não perco minha postura e solto a última pergunta:

- Quanto a quem deu início a isso tudo?

Esther solta uma risada e responde:

- Pense bem, Charlotte... quem trouxe a ruína da família de vez? Meus objetivos eram os melhores, mas quem foi que destruiu verdadeiramente o nosso lar? — ela faz uma pausa para finalmente responder — Ninguém mais e ninguém menos que Niklaus Mikaelson.

Notas finais
E AI O QUE ACHARAM???????
EU DISSE QUE O STEFAN IA VOLTAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E IA VOLTAR LOGO!!!!!!!!!
POIS É, TEFINHO ESTÁ DE VOLTA. JUNTAMENTE COM ALARIC SALTZMAN E TODA A FAMÍLIA ORIGINAL.
U------------U
Bom, recebi tantos reviews no capítulo passado e fiquei tão satisfeita, mas como eu disse, eu tinha travado pra escrever e queria postar algo digno. Finalmente saiu né... mais uma vez desculpa pela demora.
Só estou postando hoje (dia de semana) porque não fui na aula.
O que acharam do banner?
AHHH... alguém quer recomendar minha fic? Estou aceitando mais recomendações. Becky? Thamires Mikaelson Petrova? Phoebe? Larissa? Mrs Pads? Janaina Salvatore? Ninguém quer fazer uma recomendação para The Originals ? :c
Bom, quem mandar por review "TEFINHO, SENTI SUA FALTA" ganha spoiler...