Notas iniciais
NÃO, EU NÃO MORRI. ESTOU DE VOLTA COM UM CAPÍTULO NOVINHO E ESPERO QUE GOSTEM DELE MAIS DO QUE EU, PORQUE TENTEI ESCREVER UM DEFAN QUE FICOU UMA BOSTA.

POV Charlotte

- Matar Klaus? — pergunto, sem demonstrar surpresa. Afinal, por que será que o fato de Esther querer matar o próprio filho já não me surpreendia?

A ideia de matar Klaus me fazia sentir um nó apertado em minha garganta. Eu sabia o que Esther queria: Klaus confiava em mim e ela queria que eu o traísse. Eu seria capaz de matar meu próprio irmão?Ele é sádico, paranoico, impulsivo, com um emocional de pavio curto, narcisista, manipulador, ciumento, obsessivo e compulsivo...

Mikael deu um passo a frente, aproximando-se de mim, perigosamente. Prendi a respiração. Eu ainda tinha medo dele, ainda tinha medo do homem que me matou.

Seu braço se esticou e sua mão tocou meu rosto levemente. Fiquei pensando em quanto tempo esperei para que ele me tocasse sem a intenção de me machucar, de me matar. Pensei no quanto esperei que quando isso acontecesse eu já não teria mais medo dele, mas eu estava errada, porque no momento em que recebi seu toque paternal tão esperado, eu ainda tinha medo.

- Pense bem, Charlotte. Você terá tudo o que sempre quis. — Mikael disse — Terá sua família de volta.

- Minha família de volta. — repito, com os olhos marejados.

Matar Klaus para ter minha família de volta. De repente a ideia não soou tão ruim.

- Isso. — Mikael segura em meu queixo, erguendo meu rosto para que eu pudesse olhar em seus olhos. — Eu, você, Henrick, Kol, Finn, Elijah, Rebekah, sua mãe...

- E Todos os vampiros mortos. — digo, pensando em Damon. Damon é um vampiro. O feitiço o mataria. Mas pensei se realmente preferia Damon que minha família de volta, pensei se preferia o vampiro que me rejeitou por causa de Katerina Petrova e admito que certa raiva me atingiu.

- A família original unida. Para todo o sempre. — Mikael falou.

Então recordei-me de quando Rebekah, Elijah, Klaus e eu, demos as mãos e juramos."Always and forever".

Apesar dos traços negativos de Klaus, sei que ainda seria possível encontrar o amor dentro dele. Creio nisso tanto quanto Elijah crê. A Culpa não era de Niklaus. A culpa era de Esther e Mikael: foi Esther que transformou Nik em vampiro e isso fez com que todas as emoções dele fossem intensificadas, levando o temperamento dele a ficar cada dia pior, devido aos anos de humilhação nas mãos de Mikael e devido a indiferença de Esther, ele se sentia rejeitado e só queria ser aceito, mas ao ser transformado em vampiro toda a mágoa e raiva se chocou contra ele, ainda mais intensas, como ondas do mar batendo contra rochas.

- Eu te amo, Charlotte. — Mikael disse. — Nos ajude a ter o coração de seu irmão e estaremos todos juntos novamente.

Eu te amo.

Não me lembro de qual foi a última vez em que Mikael disse tais palavras a mim ou a qualquer um de meus irmãos. Talvez, ele nunca tenha dito.

- Papai?

- Sim, filha. — muitos avanços para Mikael na mesma noite: aproximou-se de mim e não me matou, tocou-me sem me machucar, disse que me ama e além disso me chamou de filha sem o costumeiro tom de desdém em sua voz.

Abaixo a cabeça e encosto minha cabeça contra seu peito, ouvindo as batidas do seu coração. Sei o que ele espera. Sei que ele sabe que Charlotte Mikaelson, vulgo eu, faria de tudo para ter uma família novamente. Mas anos do outro lado me ensinaram muito.

Ergui novamente os olhos e o encarei com os olhos marejados:

- Vai se ferrar, papai.

Olho de relance para Henrick e seus olhos estão me encarando com tristeza. Sei que minha escolha o leva de volta para o mundo dos mortos, assim como manda Stefan, Alaric, Kol, Finn e até mesmo eu.

O pacto é claro: Matar Klaus, Alaric, Elena, Tyler, Stefan cura toda minha família do vampirismo e nos mantem vivos como humanos, assim como mantem Henrick que nunca fora transformado, porém leva todos os outros vampiros da terra, isso inclui Damon, Caroline, Katerina. Ou, não cumprir com o pacto, mandando para sete palmos sob a terra, todos aqueles que Esther trouxe de volta a vida.

Uma escolha deve ser feita.

Já me sacrifiquei por alguém que não merecia. Mas agora, estou disposta a me sacrificar por alguém que é digno de merecimento ou encontrar uma falha no feitiço.

Se Esther me ensinara algo é que todo feitiço tem uma brecha. E estou disposta a encontrar essa brecha para manter Stefan vivo, como prometi a Damon Salvatore e talvez satisfazer meus desejos pessoais, como o de ter Henrick de volta em minha vida.

Mikael suspira.

- Bem, pense em nossa proposta. Como oferta de paz, juro que não deixarei o irmão do seu amado preso em uma masmorra sombria até que você decida. Estão todos livres, como você, até o solstício. Podem ir para onde bem entenderem, só se lembrem que fugir para longe não muda o fato de que se o solstício chegar e o pacto não for selado, vocês acabaram acordando e terão a visão do corpo de vocês, flácidos ao chão. Mortos novamente. — Esther diz.

Ignoro cada palavra que ela diz, até que ela vá embora, juntamente com Kol, Finn, Henrick e Mikael.

O tal de Alaric e Stefan ficam parados diante de mim, enquanto observo o resto de minha família se afastar e sumir na escuridão.

- Ela não vai desistir. — Stefan diz, depois de um suspiro.

- Isso não importa agora. — digo.

- Vamos ficar aqui fora? — Alaric pergunta.

- Acho melhor esperarmos o baile acabar. O Conselho todo está aí dentro e apesar deles não saberem de sua morte, Stefan e pelo jeito também não saberem da morte de Alaric, sugiro que fiquemos aqui no jardim até que a maldita festança acabe para não gerar nenhum problema.

NARRADOR ONISCIENTE

- Não foi tão fácil quanto imaginamos. — Esther suspirou. — Mas tenho outro plano.

- E qual seria? — Mikael perguntou autoritário e impaciente. Ele mal podia esperar para ter o coração de Niklaus em suas mãos.

- No decorrer de minha longa vida, passei a acreditar que vampiros e lobisomens podem estar ligados com quem compartilham seu sangue. E como não podemos escolher nossa família, essa ligação pode ser nossa maior força agora. — Esther responde.

Finn e Mikael olharam para a própria mãe com curiosidade. Eles sabiam sim que com quem compartilhassem sangue poderiam ter uma ligação, mas também sabiam que Esther tinha mais uma carta na manga, algo que ela estava escondendo em relação a isso.

Esther suspirou e continuou:

- Para Charlotte, essa ligação será seu pior arrependimento. Por que Rebekah é tão submissa a Klaus? Alguém aqui sabe dizer? Talvez ela o ame, mas nem o maior amor do mundo suportaria tantas humilhações e digamos que Niklaus não é a pessoa mais grata a Rebekah por ela ter sido a única entre todos os irmãos dele que passou todos os séculos ao lado dele, sem abandona-lo, a não ser é claro, quando ele resolvia enfiar uma estaca no peito dela e deixa-la num caixão por quanto tempo ele quisesse.

- O Que você quer dizer com isso? — pergunta Kol.

- Assim que Rebekah acordou, depois de eu ter feito o feitiço. Quem deu sangue a ela? Mesmo que não tenha sido o sangue que a transformou, quem deu sangue a ela? — Esther pergunta como se fosse uma professora, exigindo resposta de seus alunos.

- Niklaus. — responde Kol e Finn em uníssono, enquanto Mikael apenas observa a esposa, pensando no quanto ela ficava muito mais bonita com toda aquela obsessão, poder e maldade estampados no rosto.

- Agora, quem foi que deu sangue a Charlotte assim que ela acordou. Mesmo que, assim como Rebekah, não tenha sido o sangue que a transformou? Klaus, Elijah, Finn, Rebekah? — Esther falava rápido, sem pausas para respirar, enquanto olhava para Kol com um sorriso vitorioso surgindo nos lábios. — Oh, foi você Kol. Você deu seu sangue a Charlotte. Ela é ligada a você. Ela morreria por você. Tanto é verdade que quando morreu, antes que eu a trouxesse de volta dos mortos, ela havia se sacrificado por você! Podemos usar isso contra ela. Rebekah é submissa a Klaus e Charlotte, apesar do favoritismo pelo irmão híbrido, é submissa a você!

POV Charlotte

Esperamos até que todos do baile fossem embora e sobrassem em casa apenas os mais próximos de Stefan e Alaric: Caroline, Katerina, Jeremy, Elena, Matt e meus irmãos.

Por segurança, resolvi manter segredo sobre o plano de Esther, até que tivesse algum plano concreto e pudesse contar com a ajuda de Elijah e Rebekah.

Assim que pisamos em casa, todos voltaram sua atenção para nós, com os olhos arregalados de surpresa e os lábios entreabertos.

De início todos ficaram imóveis e em silêncio, como se tentassem distinguir se aquilo era real ou apenas uma ilusão. Até que Elena sonsa Gilbert resolveu fazer um escândalo.

Ela gritou o nome de Stefan e saiu correndo em direção a ele.

Quando estava próxima o suficiente, o abraçou calorosamente enquanto lágrimas molhavam o rosto dela. Apesar de tanta emoção da parte de Elena, Stefan permanecia imóvel e sem expressão. Apenas olhando para todos em frente, ainda envolto dos braços dela.

- Ah, Stefan! Senti tanto sua falta! Tanto! Tanto! Tanto!

Revirei os olhos, pensando no quanto Elena conseguia ser forçada quando queria. Lembrei-me do enterro de Stefan e do quanto ela não derramou uma lágrima sequer pela morte do Salvatore.

- É capaz que se você não tivesse voltado, ela acabasse entrando numa depressão. — ironizei.

Elena soltou-se de Stefan e olhou para mim com os olhos cheios de fúria.

- Não se meta nisso. — ela gritou, apontando o dedo em minha cara.

- Acalme-se. Só estou dizendo que você entraria em depressão depois de tomar mais alguns champanhes aqui no baile, rir de mais algumas piadas, dançar mais um pouco, fazer compras amanhã e claro... transar com Damon.

Passei a ignorar Elena, quando todos se aproximaram e abraçaram Stefan e Alaric. Pareciam tão próximos e unidos, como se fossem uma verdadeira família. Caroline derramara lágrimas de emoção por ver Stefan de volta, assim como Jeremy e Elena também choraram ao abraçar Alaric Saltzman.

Também vi Klaus abraçar Stefan, mas ele não chorara. Estava com um sorriso feliz no rosto.

- Deu uma festa sem me chamar, hum? — Stefan perguntou com um sorriso.

- Você me conhece: as pessoas morrer e eu sigo em frente. — Klaus respondeu rindo. Mas me lembrei da maneira que ele hesitara quando Elijah propôs o baile, por causa de Stefan.

Me afastei de todos, indo para um lugar mais silencioso e peguei o celular.

Liguei para Damon.

Chamou cinco vezes, até que ele atendeu.

- O que você quer, Klaus? — perguntou Damon de mau humor.

- Ei. Não é o Klaus. Sou eu. Eu... peguei o celular dele já que ainda não tenho nenhum.

- Meus parabéns por conseguir usar essas tecnologias do mundo atual, já que você morreu há alguns anos atrás. — Damon disse ríspido.

- Você não parece nada bem. — falei.

- O que custava você me hipnotizar para sempre, Charlotte? — ele perguntou.

- Onde você está? — perguntei, ignorando sua pergunta anterior.

- No Grill.

- Está bebendo? — perguntei.

- Não. Vim em um bar para comprar algodão doce.

Massageei as têmporas, impaciente.

- Eu sinto muito se você está em uma depressão por causa do seu irmão. Mas digamos que hoje não esteja sendo uma boa noite para mim também: minha mãe surgiu do inferno e trouxe um monte de gente com ela. Inclusive seu querido irmão. Caso você queira vê-lo, sugiro que venha o mais rápido possível para minha casa, antes que Elena acabe ocupando Stefan com outra coisa.

- Stefan está aí? — ele disse surpreso, sua voz tinha um tom de alegria e ao mesmo tempo ele parecia não acreditar em minhas palavras.

- Devo te dar meus parabéns por finalmente ter conseguido me ouvir?

- Eu... já estou indo. Não deixe Stefan sair daí. — em seguida ele desligou.

NARRADOR ONISCIENTE

Damon estacionou o carro na frente da propriedade dos Mikaelson e rapidamente desceu do mesmo.

Ele ainda se sentia melancólico e destruído, como se ainda não acreditasse na notícia que Charlotte lhe dera por telefone.

Vivo.

Stefan estava vivo.

O irmão dele estava vivo!

Entrou na casa com sua velocidade sobrenatural, pronto para não encontrar nada além de restos de um baile que fora preparado para convencer ao Conselho sobre a inocência de Charlotte. Mas a primeira pessoa que avistou, foi Alaric.

Seu grande e melhor amigo alcoólatra que havia morrido — várias vezes — estava de volta e estava sozinho na sala, tomando um porre.

- Ric. — Damon disse, com um sorriso se abrindo em seus lábios. Era fato que Alaric não era seu irmão, mas isso não impedia Damon de ficar feliz. E não era uma sensação de felicidade falsa, como a que sentira ao estar hipnotizado por Charlotte: feliz sem saber o porquê. Era uma sensação de completa felicidade. Uma felicidade quase genuína.

- Damon. — Alaric sorriu também e se aproximara do amigo em passadas lentas.

Ambos se abraçaram, em meio a risadas.

-Ei, cara. Eu não sabia que você podia voltar ao mundo dos vivos quando bem entendesse. Faça isso mais vezes. Adoro quando você me visita. — Damon falou.

- E eu não posso. Mas sabe como são os espíritos... é só falar em Damon Salvatore que eles me liberam.

- Porque eu tenho o poder até do outro lado. — Damon disse convencido, soltando-se do abraço de Ric.

- Exatamente.

- Charlotte me ligou e disse que Stefan estava aqui, mas ela não falou nada sobre você.

- É porque eu não ia adivinhar que o beberrão aí é seu amigo. — Damon ouviu a voz doce de Charlotte vindo por trás dele.

O vampiro girou nos calcanhares, se deparando não só com a Mikaelson, mas também com um rapaz de beleza classicamente atlética, de forte estrutura corporal, nariz reto, boca bem formada, olhos verdes que lembravam o verde de florestas, queixo anguloso, cabelo liso e castanho. Vestido de maneira casual e moderna. Era Stefan. Stefan Salvatore.

- Irmão. — Damon balbuciou, sem acreditar. Sua voz saiu sem forças e ele piscou várias vezes para evitar lágrimas que ameaçavam surgir em seus olhos.

Mas as lágrimas evitadas por Damon, não foram evitadas por Stefan.

Damon viu os olhos do irmão mais novo brilharem com a quantidade de lágrimas neles, que deixavam o verde dos olhos de Stefan ainda mais brilhantes e fluorescentes.

Stefan tentou não deixar as lágrimas escaparem de seus olhos e mordeu o lábio como se isso adiantasse algo, mas Damon não conseguira aguentar um minuto se quer: ele quebrara a distância entre Stefan e ele, com a velocidade dada a ele assim que ele se tornou um vampiro, então, envolveu o Salvatore mais novo em seus braços.

As lágrimas de ambos não foram mais contidas. Jorravam por seus olhos naquele momento, enquanto Charlotte observava a cena, se sentindo feliz por Damon estar finalmente verdadeiramente contente.

E Damon se sentia aliviado ao abraçar o irmão, enquanto tentava se lembrar da última vez que se permitiu ser abraçado por Stefan ou simplesmente abraça-lo. Depois de tantos dias se sentindo sem ar, como se estivesse afogando com uma pressão enorme de água sobre si, Damon se sentiu bem, finalmente respirando, finalmente se sentindo tão genuinamente e inexplicavelmente feliz que apertou o abraço ainda mais.

FIZ UM TEASER DO PRÓXIMO CAPÍTULO, PARA ASSISTIR, CLIQUEM NESSE LINK: http://www.youtube.com/watch?v=UID7NXd9yJs e não se esqueçam de comentar o que acharam.

Notas finais
Bom, eu gostaria de explicar o porquê da minha demora pra postar, mas minha única explicação é que eu não sabia o que escrever nesse capítulo, fiquei sem internet e depois voltei com um capítulo escrito, porém, percebi que precisaria de um capítulo para ligar o anterior no que eu havia escrito, ou seja, um capítulo ponte, então considerem esse capítulo um ponte para os próximos.
Seja como for, eu aguardo os comentários. Não esqueçam de comentar sobre o teaser que eu fiz e sobre o que acharam de todo o capítulo, inclusive da ligação entre Char e Kol.
Beijos.