Os Mikaelson estavam andando pelas ruas de New York, à procura de jovens "dando sopa" quando encontram dois caras com um ar meio misterioso, um era alto e certamente escondia um segredo, Leah pode ler brevemente seu olhar. O outro era um pouco mais baixo e tinha um jeito sarcástico e irônico, como se o universo fosse uma grande piada que ele não conseguia esconder o riso. Assim que seus olhares se cruzaram, Leah lembrou quem eles eram. Caçadores. Os famosíssimos irmãos Winchester. Alguns de seus vampiros haviam lhe contado e concedido suas lembranças para ela alertar-se. Afinal, eles impunham grande perigo. Leah, a terceira mais velha dos três irmãos: Elijah o mais velho, Klaus o segundo e Rebekah, a última. Seus outros irmãos, Finn e Kol haviam sido mortos por alguns vampirinhos de Mystic Falls. Mas nada de mais. Finn era entendiante, e Kol era agitado demais. Bem, Leah teve de pará-los, os Winchester. Não queria ser inimiga dos dois. Tentaria ser amiga, se não pudesse, infelizmente teria de matá-los. Mas seria um desperdício de beleza e músculos muito bem definidos.

– Olá.

– Olá. — disseram os dois em uníssono.

– Vocês são os Winchester não são?

Assim que ouviram o sobrenome, levaram lentamente a mão até o cós da calça, onde deveriam estar as armas, é claro.

– Sim, porquê? — disse o mais baixo.

– É que queríamos conversar com vocês. Na verdade, fazer amizade.

Meus irmãos me olharam como se eu fosse louca. "Como assim você ainda não matou eles?" Klaus me diz com os olhos. Engraçado, li em minha mente com o seu sotaque britânico. Aquele sotaque que só ele conseguia fazer, afinal, quem passou uns mil anos na Inglaterra não foram nós.

– Fazer amizade? — continuou o mais baixo. — quem vocês são?

– Ou o quê. — disse o alto.

– Bem, vocês não devem nos conhecer, somos os Mikaelson. Sou Leah, uma híbrida de vampiro com lobisomem.

Assim que disse vampiro e terminei de dizer lobisomem. O mais baixo sacou a arma e atirou em mim. Como eu não estava em estado de alerta. Não fui rápida o bastante, e a bala me acertou em cheio no peito. Ofeguei em choque, não muito pela dor. Mais pela surpresa. Lentamente, com as unhas, tirei a bala que estava se tornando uma parte de mim assim que o ferimento se fechava. Atirei-a no chão. Os dois me olharam, certamente chocados com minha paciência. Ficaram paralisados com meu comportamento nada agressivo para uma vampira-lobisomem. E continuei, com a maior calma do mundo:

– Este aqui é meu irmão Klaus, esse é o Elijah, e essa é a Rebekah. — apresentei respectivamente. — Klaus é como eu, híbrido. E Elijah e Rebekah são vampiros.

– Ah, vocês são amigáveis? — disse o mais alto, com um olhar desconfortável.

– Sim, não iríamos machucá-los.

– Mas deveríamos. — Klaus, como sempre, tinha de ameaçar.

– Mas não vamos! — direciono-lhe um olhar de advertência. Nós odiávamos brigar, afinal, tínhamos a mesma força, ficaríamos numa enrolação e acabaríamos por desistir.

– Espera, vocês são Os Originais? — perguntou o mais baixo.

– Sim, em carne, osso e perfeição. Principalmente, eu. A pura definição de perfeição — Rebekah adorava se exibir.

– Sou Dean e esse é o meu irmão Sam. — disse Dean — mas não entendi a parte de fazer amizades.

– Ouvimos falar muito de vocês, soubemos que são perigosos. Mas, para mim, não seriam um problema se passassem dos limites. — Elijah mostrava seu poder e confiança de O Mais Velho. Novamente. Como sempre fazia.

Os irmãos olharam com um certo receio para a pose de durão e "macho alfa" de Elijah. Klaus, que geralmente ocupava esse posto, não gostou nem um pouco.

– Então, gostaríamos de conversar com vocês, podemos? — digo, finalmente. Já que o clima estava ficando constrangedor.

– Bem, sim. Se não irão nos machucar. Eu acho. Podemos sim. — disse Sam

– Então vamos naquele bar próximo. Quero beber algo já que por enquanto a noite não rendeu.

– Ahn, não rendeu? — Dean, com certeza não havia entendido meu conceito de "render".

– Ah, estávamos caçando. Estamos um pouco desnutridos. Haha.

– Vocês iam matar pessoas?! — Sam começa a perder a calma.

– Não, não matamos. Só hipnotizamos as "vítimas" — faço claramente as aspas com os dedos. — consumimos um pouco de seu sangue. E nada de mais.

– Mas isso não as transforma?

– Não, não ao menos na nossa raça de vampiros.

– Ah sim. Então, tudo bem. Er, é que, os vampiros que conhecemos, eles, hum, sangram nos humanos, aí eles começam a se transformar.

– Bem, não é o nosso caso. Para ser transformado, o humano tem de estar com sangue vampiro no corpo, e morrer em seguida. Quando acordar, deve beber sangue humano, ou não se transforma, e morre.

– Nossa, um pouco complicado não? — Dean ficou surpreso como novo jeito de transformar. — mas é bem menos perigoso.

– Sim. Bem, podemos ir ao bar?

– Claro. Vamos. — Dean disse com um brilho nos olhos.E comecei a achar que "bar" era a palavra favorita desse caçador.

Vamos ao bar mais próximo que havia na cidade. Escolhemos uma mesa para seis. E começo a proposta de trégua permanente com nossa família, e paciência com nossos "transformados".

– Bem, queremos propor uma amizade entre nossa família e vocês. — digo sem mais nem menos.

– Amizade? Defina amizade. — é, do jeito que Dean olhava para a traseira da garçonete enquanto falava, sim, ele amava a palavra "bar.

– Eu vou ser direta: não queremos briga com vocês. Pois sabemos que se fizermos algo com os dois. Mais e mais caçadores irão pedir vingança. Então uma amizade é saudável é a nossa solução.

– Irmãzinha, vejo que não é só a amizade que quer de nossos caçadores aqui. — Klaus me diz isso com um olhar malicioso. Como se lesse meus pensamentos, o que deveria estar fazendo é claro.

– Niklaus, por favor. Deixe nossa irmã terminar. — Elijah me salva das garras do Alfa, mais uma vez dentre milhares. Não sei como ele consegue.

– Obrigada Elijah. Bom, eu tenho algumas intenções que esclarecerei depois. — encaro Dean, com suavidade.

Dean me olha com curiosidade, como se soubesse que minhas intenções eram com ele. Ou estava conseguindo adivinhar isso.

– Pode dizer. Se querem amizade. Tudo bem. Mas acho que tem de ter um teste, um selo, ou algo assim. Para nós não trairmos uns aos outros.

– Que tal dívidas? — Rebekah finalmente se manifesta.

Todos os olhares da mesa se direcionam para ela.

– Explique por favor, Rebekah. — digo com calma, afinal, qualquer alteração na voz e ela ficaria emburrada pelo resto do mês.

– Bem, se fizermos favores à eles. E eles fizerem à nós. Fecharia um selo, e ficaríamos com dívidas de lealdade. Provando que somos confiáveis. Podemos ficar com, ahn, uma amizade saudável. Como disse, Leah.

– Boa ideia, Rebekah. Vou comprar mais tinta de cabelo para você como recompensa. Está desbotando. — Klaus e suas piadinhas. Pronto, Rebekah ficaria emburrada por um bom e longo tempo. Não, ela já estava. Fuzilou Klaus com os olhos e ficou encarando sua bebida. Afinal, ela sabia que eu ou Elijah separaríamos a briga assim que ela parecesse começar.

– Chega Niklaus! Deixe-a em paz. Agora, podemos dizer e ouvir que favores? — Elijah novamente ataca.

– Queremos algo muito simples para vocês. Mas para nós, não. — Sam olhava com interesse em Rebekah, como se identifica-se com ela. Pronto, mais um casal formado.

– Bem, para nós é o mesmo. O que querem?

– Conhecem um tal de Marcel? — Dean me olha com divertimento, devia estar gostando do que meus pés estavam fazendo por baixo da mesa.

– Sim. Conhecemos. Espere, o favor é o mesmo não é? — Elijah se dá conta que era isso mesmo que ele estava pensando.

Resolvo acabar com aquilo.

– Digam o que quer que seja feito. Que diremos junto. Vou contar até três, 1...2...3!

– Matem Marcel. — dizemos todos ao mesmo tempo.

– Acho que devemos deixar os favores de lado. E iniciar a missão Trabalhar em Grupo. — Klaus lança mais um projétil de piada.

Mas no fundo, estava certo. Deveríamos trabalhar juntos. Afinal, todos queríamos a mesma coisa: Marcel em um caixão.

Notas finais
(P.S.: não sei se você também, mas eu li todas as falas do Klaus em inglês com aquele sotaque maravilhoso..haha, ex: Littlesistah. *o*)