The Olimpians – Livro 4: The Last Crown

2 Aproveite Bem Seus Momentos de Paz, Nunca Se Sabe Quando Vão Acabar.


Notas iniciais
Agradecimento ao comentário da Milena Corrêa. E estamos de volta com mais um capítulo da última parte dessa história que já me acompanha a quase uma década (desde os primeiro rascunhos). Gente, eu juro, estava totalmente travada nessa fic. Eu tinha 3 capítulos prontos a menos de 60 dias (o 1, 2 e o atual 5, que era o 3). Então eu comecei a ver os furos no começo da história e fiquei pirada (meu começo de ano), depois fiquei doente (última postagem da outra fic para mais informações), encontrei discrepâncias na primeira fic (e vou precisar de uma opinião de vocês sobre isso) e, por fim, a coisa andou. Foi um massacre na minha mente, mas do nada eu sabia o que fazer. Agora estou na fase de escrever e pesquisar, pesquisar e escrever, e assim até agora. Então 3 capítulos viraram 9 (é, seis capítulos, uns quatro em 30 dias). Eu ouvi um "obrigado" aos deuses? Ouvi sim. Enfim, como já comentei o começo vai ser mais curto, mas logo os capítulos crescem (em muitos sentidos). Então... BOA LEITURA.

Lilliel

23 de Dezembro

Eu não sei bem porquê, mas depois de duas semanas com uma tempestade de neve para soterrar até o lado mágico do acampamento era bom ver um pouco de sol por entre as nuvens.

Tudo bem, na verdade eu sabia o porquê de isso ser bom, meu humor estava horrível e eu não era a única.

—Eu já falei Carlo! Eu não estou irritada! –Os gritos de Lana atravessaram a sala da casa dos meus avós me fazendo suspirar.

Não sei por que Carlo acha que conversar com a esposa irritada e pronta para matar um é uma boa ideia agora.

—Lana, por favor. Ir pro acampamento de carro com as estradas soterradas e escorregadias não é bom, além disso é véspera de fim de ano, você sabe que esse lugar fica um inferno quando alguém não vem. –E meu primo tem uma paciência para lidar com aquela esposa dele que eu só posso imaginar que quando eles estão “normais” vale mesmo a pena.

Não que eles façam parte do único casal a flor da pele na família esse ano.

Os gritos se afastaram e continuei olhando para o céu deitada no sofá de frente para a grande janela quando o movimento sobre meu peito me fez encarar a criança deitada ali. Levantei com Hyde nos meus braços, ele me olhou com os pequenos olhos cinzentos e sorriu.

Realmente, algumas coisas são únicas mesmo.

—Então, ele resolveu acordar. –A voz de Gray as minhas costas me fez sorrir enquanto admirava os fios âmbar do cabelo de Hyde.

—Bom, não pode culpar seu filho por ficar com sono quando não tem Sol, Sunshine. –Provoquei.

Uma gargalhada ecoou as minhas costas e meu filho riu daquilo.

Gray contornou o sofá, sentou ao meu lado pegando Hyde e deu um beijo em sua testa.

—Filho do filho do Sol, Solzinho é então garotão. Não esquece que isso vai te fazer irresistível com as garotas, mas só pode ficar com uma no final. –O tom provocador na voz de Gray era claramente direcionado a mim, algo no mínimo engraçado.

Ele virou o rosto na minha direção e sorriu.

—Se não acreditar no seu pai aqui, sua mãe pode confirmar. –E se inclinou na minha direção tocando meus lábios suavemente.

Nos poucos milímetros que Gray se afastou sussurrei.

—Isso com certeza é verdade. –E dessa vez eu o beijei.

—Mas era só o que faltava nessa casa. Agora os dois vão ensinar meu sobrinho a ser um Apolo da Linhagem?

Ouvir aquilo me fez levantar do sofá.

Assim que encarei a figura parada no meio da sala sorri involuntariamente.

Havia meses que eu não via Lizandra, mas ela estava exatamente à mesma. Olhos azul água-marinha, longos cabelos negros com algumas mexas prata, pele bronzeada e o mesmo sorriso convencido que agora é sua marca registrada.

—Lizi. –Corri na sua direção dando um forte abraço.

—Oi Lilli. Como estão as coisas por aqui? –Ela não parecia se incomodar com o tempo que passou longe.

—Bom, a Lana tá um pilha de nervos por que não pode correr por aí com o gelo acumulado. –Ela apenas concordou balançando a cabeça. –O Carlo está tentando manter ela e a Diana fora de perigo com os surtos que a sua irmã tem de querer sair por aí feito uma doida. –Liz riu. –Ashlley e Halley estão se virando com a dupla gestação, além de deixar Reynald e Lear doidos.

Dessa vez Lizandra gargalhou e o riso infantil às suas costas me chamou a atenção, o que me fez olhar para o portal da sala aonde Leon segurava a pequena menininha de olhos multicoloridos que sorria completamente desinteressada no que não fosse sua mãe ou seu pai.

Me afastei de Liz e segui até Leon para segurar a mãozinha dela.

—Oi Lara, sua mãe não pirou ainda, pirou? –Assim que me viu a pequena riu.

O sorriso dela era realmente encantador, tinha a mesma pele morena que Leon, mas os cabelos eram cor de ouro e segundo Liz seu avô, Lucas, tinha o cabelo daquela exata cor, talvez até mais brilhante. Ou foi o que Julia, avó dela, contou quando viu Lara.

—Eu não pirei nenhuma vez Lilliel, estou perfeitamente bem e sob controle. Afinal, nenhum idiota cruzou meu caminho ainda. –Depois dessa, nós duas rimos e Leon bufou.

Era a forma dele rir quando tínhamos essas “conversas” sobre coisas perigosas, além de dizer que não via muita graça quando algo saia do controle. Mesmo assim meu primo nunca achou que eu ou Liz deveríamos mudar.

—Vou sentar com o Gray, assim as duas podem fofocar em paz. –A ironia na sua voz era quase palpável, mas a forma como ele parecia levemente carrancudo era realmente hilária.

O que fez com que eu e Liz voltássemos a rir.

—Como estão as coisas na fazenda da sua avó? –Perguntei segurando o riso.

Lizandra ficou mais séria também e sentou na poltrona ao seu lado.

—Bem na verdade. Mark, Sander, Ully e Fall estão ficando bons em usar os poderes que tem e Kaíros acha que em breve eles podem até mesmo se decidir por um dos dois acampamentos para uma “especialização”, ou seja lá o que ele quer dizer de verdade. Hera me disse que Reira prefere mesmo continuar no Olimpo e não posso dizer que culpo minha irmã por isso. Os Eucaristia são realmente bons e gostam dela, nossa avó não esconde o quanto tem orgulho por ela ser como é, mas...

—Ela quer uma mãe. –Disse sabendo que apesar de doer, minha amiga sabia disso.

—Até eu quero ainda Lilli. –Sua voz estava embargada, como sempre ficava perto de datas festivas como Natal e Ano Novo. Houve só um ano que isso não aconteceu, quando nos conhecemos e o motivo foi bem diferente. –Hera pode ter os defeitos que for, mas sempre foi a mãe da Reira e, mesmo que ela saiba a verdade sobre a nossa mãe, quem pode culpar uma criança por querer ficar onde sempre se sentiu segura.

—Mesmo que aqui seja tão seguro quanto o Olimpo ou que eu pudesse morar no Olimpo, acho que ainda ficaria no apartamento da minha mãe quando tinha a idade da sua irmã.

—Sua mãe pode ser louca, mas, assim como a minha, elas nos deixavam seguras por estarem lá. Não posso pedir para a minha irmã esquecer esse sentimento só para ficar comigo ou aonde eu quero. Logo ela vai para o acampamento de verdade, sem supervisão, e quero que Reira esteja bem para fazer isso.

—Ela vai matar o primeiro idiota que falar algo errado. Sua irmã é pior que nós duas juntas.

Depois desse comentário, nós duas acabamos rindo de novo.

Resolvemos levantar e ir até os rapazes, que continuavam brincando com as crianças. Porém agora eles estavam sentados na frente do sofá agindo como dois pais babões que eram. Aquilo me fez sorrir.

Ouvi um suspiro ao meu lado e olhei para Liz que sorria, porém visivelmente decepcionada.

—O que foi? –A pergunta me escapou.

—Fico triste que nossa paz esteja para acabar em breve. –Esse comentário fez Gray e Leon pararem, nos encarando ainda do chão.

Eles sabiam o que ela queria dizer, mesmo assim isso ainda incomodava mais do que gostariam de dizer. E me incomodava mais ainda, mesmo assim, não havia o que falar ou fazer para mudar nada.

—Eu sei Liz, eu sei. –Acabei falando a única coisa que realmente poderia acalmar qualquer um de nós.

Mesmo que fosse a única coisa que não queríamos ouvir.

Continua...

No próximo capítulo: Late.

Notas finais
Próximo capítulo: 13/06. — — Gente, eu estou pensando em reescrever a primeira fic e arrumar várias coisas (incluindo a qualidade da escrita). Não é como se eu fosse mudar a história, só pra esclarecer, mas tornar o texto mais bem trabalhado e menos infantil e, em minha defesa, foi a primeira fic que eu bati o pé pra terminar (mesmo quando o Orkut fechou e eu postava por lá). Também não pretendo aumentar o número de capítulos (ao menos não é o plano). Mesmo assim eu quero perguntar a opinião de vocês: Devo postar essa versão melhorada do texto e com acontecimentos mais bem explorados como uma versão nova sem deletar a antiga OU Deleto a antiga e vou repostando conforme for fazendo a alteração? E só pra saberem, eu não vou deletar o original ou escrever por cima. Por mais que ache que a versão original não está tão boa quanto poderia, ela ainda é a original e acho importante mantê-la mesmo que apenas pra mim.