The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time
23 Testemunhas Suspeitas Procuradas? É Sério?
Notas iniciais
Milena Corrêa (pessoa mais confusa que o Gray quanto as visões que o Kaíros deu para o garoto);
Gih Castro (a leitora mais confusa e apaixonada pelo Gray até o momento, amou KiraXHermes);
Alexia Oliveira (disse que minha dica do narrador não ajudou, mas imaginei que acabaria assim mesmo).
=X=
Adorei os comentários de todas.
Aliás nada haver, mas quem puder ver o filme "A Hospedeira" eu recomendo.
Não chega nem perto do livro (que por mais incrivel que possa parecer é fantastico), mas ficou realmente bom.
Se alguém ai achar que a Meyer fez muita coisa errada no Crepúsculo garanto que nesse ela acertou (o que de muitas forma me surpreendeu).
Mas vale mesmo a pena e o romance é muito mais divertido (no filme ficou meio comedia, mas no livro é meio drama), além de quebrar a rotina "a mocinha dividida entre dois caras".
Enfim, podem ler que eu amei e recomendo.
LEIAM OS AVISOS FINAIS!!!
SÃO MUITO IMPORTANTES!!!
15 de Dezembro
Lilliel
Eu finalmente tinha dormido e descansado de verdade.
Depois de três noite de cão e uma roubada eu tinha dormido o bastante para compensar isso e acordar no tempo perfeito da viagem.
Tudo bem que Liz ajudou ao escolher um empresa de rotas alternativas e direta. Então oito horas e meia de viagem não foram algo tão torturante assim.
Gray também dormia profundamente e eu me assustei ao ver seu semblante tão sereno.
Sério, eu prefiro as piadas de duplosentido da Liz.
Ficar olhando para ele é um perigo para a minha mente.
–Olha, nesse ritmo se você estuprar ele vai ser menos obceno, sabia?
Me virei em um pulo para encarar Lizandra ainda sonolenta mas com o sorriso arteiro no rosto.
–Eu não... isso... e como... -Tentei responder.
–Tudo bem, eu sei o que é. Não com ele, mas sei. -Liz abriu a mochila e pegou uma garrafa d'água enquanto o ônibus manobrava na rodoviária de Salt Lake City.
–Não era melhor ir direto para Vegas? -Encarei Liz esperando uma resposta.
–Pensei nisso, mas acho que teriamos mais problemas indo direto para lá. Agora também, já foi.
–Pratica você. -Ouvi a voz rouca responder as minhas costas e virei assustada.
Gray se mexia mais sonolento que Liz no banco.
Liz esticou a garrafa de água para ele e eu quase tive um treco.
Assim que Gray pegou a água e começou a tomar esticou o pescoço, naquele momento as lembraças das cenas na pasta de Kaíros me voltaram a mente.
Definitivamente isso não está indo bem.
Nada bem.
Comecei a mexer na minha bolsa e então Gray me ofereceu sua garrafa d'água.
–Melhor tomar da que já está aberta.
Peguei a garrafa tentando pensar nas aulas mortais da minha mãe, algo que me faria morrer.
–Certo. Valeu.
Certo. Estamos indo de mal a pior mais rápido do que eu imaginava.
Assim que o ônibus parou saimos o mais rápido possível.
Precisavamos de informações sobre o caso de Denver, para saber exatamente como estava nossas situações.
Nos afastamos do terminal e seguimos a uma lanchonete próximas.
Gray ficou no balcão fazendo os pedidos, enquanto eu e Liz arrumamos uma mesa discreta e reservada para assistir ao noticiário da madrugada.
Certamente estariamos nele.
Infelizmente eu estava certa.
Felizmente não era da forma como eu esperava.
No jornal da madrugada as imagens mostravam simultaneamente as imagens do estacionamento da rodoviária e do mercado.
Ambos muito destruidos.
Resquisios de fogo recentemente apagado eram visiveis, assim como carros destruidos e partes dos dois prédios danificadas.
Ao menos realmente não havia sobrado nem pó de monstro dessa vez.
=Pelas infomações iniciais que a pólicia de Denver passou eles procuram por três jovens, duas garotas e um rapaz viajando juntos. Segundo testemunhas já ouvidas ambos os casos podem estar relacionados. Mas a pólicia ainda não sabe dizer o por que os dois locais mantem a descrição de seres estranhos como animais selvagens como a origem dos danos.=
O apresentador interrompeu para perguntas banais do caso e encarei Lizandra.
–A névoa não funcionou direito?
Ela pareceu considerar:
–Talvez eles sejam mais fortes que a maioria. A névoa pode reagir de forma diferente ou então não eram monstros comuns. O pó era prata no meu.
–No nosso também.
=Segundo a polícia encontrar os três jovens é de grande importância, por que só eles tiveram contato direto com os “monstros de Denver” e não parecem ter ficado feridos ou inconscinetes. Os sistemas de segurança do mercado ficaram muito danificados impossibilitando o uso de imagens, mas o estacionamento da rodoviária registrou o momento em que os dois jovens do mercado pareciam resgatar a outra jovem e a polícia já encaminhou essa fita para a analise tentando conseguir imagens que ajudem a idêntificar os três.=
Outra pausa do reporter para responder perguntas idiotas do apresentador.
–Por hora somos suspeitos com propensão a testemunhas e se as fitas da rodoviária não ajudarem nem isso pode nos ligar aos acidentes. -Conclui.
–E seu fusca? -Liz espiou Gray com problemas no balcão.
–Está no nome dos meus avos. Eles podem simplesmente dizer que foi roubado a alguns dias da fazenda e que o caseiro avisou eles muitos dias depois.
–Muitos vivas aos seus parentes ricos. -Lizi disse rindo.
–Fazer o que, não? -Respondi com outra piada.
–Ajudar o Gray no balcão?
Rolei os olhos.
–Certo engraçadinha. Fique aqui e tente, por favor, não arrumar confusão.
Ele fez sinal de inocente e fui até Gray.
–Problemas Bola de Fogo?
Gray me fulminou com os olhos assim que o atendente me olhou como se fosse uma criminosa, nem tão longe da realidade no momento.
–Escuta aqui sua Caveira, não pedi ajuda.
–E quem disse que me ofereci? Foi a Liz e não eu que achou que precisava de uma força para fazer os pedido, Aquecedor de Pé.
Ele rosnou e cuspiu entre dentes.
–Então pode voltar pra mesa que estou otimo Defunto Que Anda.
Uau!
Aquela foi boa.
Caveira e esqueleto servem para Hades e Tanathos.
Mas Defunto Que Anda era realmente algo.
Bufei irritada.
–Anda logo. Eu e a Lizi estamos com fome. Caso tenha esquecido nós duas comemos por umas vinte pessoas.
–Não esqueci. Se manda.
Ele voltou a discutir com o atendente sobre a quantidade de comida e eu voltei para a mesa.
–O que aconteceu com vocês? -Liz suspirou.
–Por que?
–Podia jurar que logo iriam se entender e agora voltaram ao estagio inicial.
–Do que você está falando?
–Achei que logo vocês iriam começar a namorar e se agarrar. Dai eu perderia a piada que vocês precisam trepar. O que francamente é uma piada verdadeira mesmo que infeliz. -Liz rolou os olhos como se fosse obvio.
Estendi a mão na direção da sua testa.
–Que estranho. Você não tem febre para delirar.
–Faça um favor a sí mesma e não me irrite. Já estou muito confusa para aguentar esse seu lenga-lenga com Gray.
–E o seu lenga-lenga com Leon?
Ela me fulminou com um olhar digno de Zeus.
–Não é ele comigo desde Long Island até Salt Lake City que tenho que aguentar e sim você com o Gray. -Ela voltou a encarar Gray no balcão de forma perigosa.
Liz estava estranha.
Além do normal para um semi-deus.
Sua personalidade estava mudando a cada segundo desde a armadilha de Gaia.
Eu poderia dizer que ela estava se libertanto ou que a Deusa da Terra tinha feito uma linda lavagem cerebral na minha amiga.
Liz voltou a me encarar e pude notar um pouco da personalidade da mesma garota do acampamento ali.
–Estou com medo. Me sinto diferente, mais forte e confiante. Preparada para dar ordens e comandar qualquer um até um deus. Em alguns momentos sinto coisas estranhas sussurrarem no meus ouvido quando o vento sopra. Eu quase entrei em modo de matança desenfreada na rodoviária e quando vi que podia direcionar aquilo...
–Se deixou levar. -Ela acentiu. -Olha, eu sei que é dificil, mas pelo menos isso te salvou...
–Por que eu tinha um alvo. Gray já me viu daquele jeito uma ou duas vezes, só que sem um alvo. Atacando quem chegasse perto...
–Liz...
–Eu sou perigosa Lilli. Eu tento ser gentil com as pessoas e relevar o que me fazem para evitar isso. Não é bincadeira quando digo que posso matar alguém assim e pode perguntar para o Percy ou a Clarisse. Quando treinamos e eu entro no estágio inicial disso eles tem um trabalho infernal para me deter.
–O que acha que eu sou então?
Lizandra me encarou.
–Por que pergunta isso?
–Eu acho que a foice que meu pai me deu não faz nada que não seja latente as minhas próprias habilidades. Sugar a vida das pessoas... acha que eu sou o que?
–Eu não quis dizer...
–Eu sei Liz, mas pense, aonde nós duas estamos agora e como você realmente era fora do acampamento antes de ficar presa lá. Se eu estiver certa, o que tenho certeza que estou, você era exatamente como está sendo agora. Forte e decidida. Irredutivel e mandona, sem medo de ser quem realmente é.
Lizandra parecia tentar forçar a mente naquilo sem parecer ter sucesso.
Ela me olhou parecendo pedir ajuda e me senti culpada por aquilo.
–Não precisa forçar sua memória tanto. Você diz que pareço sua mãe, mas eu acho que pareço com minha mãe. Então eu sou base para o que você também é, semelhante a sua mãe. Por isso acho que você está voltando a ser o que era antes do acampamento, antes de ter medo do que é e do que pode ser.
–Mas quem garante...
–Eu posso estar muito errada, mais do que em toda a minha vida. Mas eu até que gostaria de ver a verdadeira Lizandra. A pessoa gentil, mas que quando precisa dá ordens sem medo. Aquela garota educada e timida que se precisar vai virar um demônio destruidor e proteger o que quer. Eu não ligo para o que ou como você é em termos de poder, contato que seja a mesma pessoa boa que conheci no acampamento e me ajudou quando todos me olhavam estranho.
–Eu não sei. -Liz sussurrou.
Eu apenas sorri para ela.
Não adiantaria ficar discutindo aquilo ou tentar fazer ela entender que por mais que tentasse mudar sua verdadeira personalidade em algum momento aquilo viria à tona e o que quer que ela tenha evitado iria acontecer.
Então eu me lembrei de Kaíros
Das nossas longas conversas e do que ele tinha me falado:
“-...Pelo que sei você quer evitar o futuro. Sabe que parte do futuro já está definido não?
...
–Você não está pensando Lilliel. O importante não é evitar a dracne e sim o que fazer para evitar que tudo saia errado depois de encontrar com ela.
...
–Você não está me ouvindo criança. Parte do futuro sempre é definido. O começo do jogo já é determinado antes de o jogo realmente começar, mas o que você pode fazer com os movimentos, isso sim é que vai mudar o resultado.
...
–Não vou ficar tentando te fazer entender. Uma hora, cedo ou tarde... Embora essa última informação não seja muito grande o tempo.
...
–Acha realmente que você nasceu só por que seus pais resolveram arriscar?”
Era o que eu estava tentando fazer desde o começo.
Adiar o que não se pode igonorando as consequências.
Estava tentando fazer Lizandra entender algo que eu tinha ignorado.
Desde o começo estava adiando um encontro inevitavel arriscando nossa segurança futura.
–Consegui meninas. Comida para um pelotão.
Me virei um pouco assustada e dei de cara com Gray e comida o bastante para um pelotão.
Estava tão entretida com Liz e minha descoberta que nem pensei no que acontecia ao meu redor.
–Que foi. Estão sem fome?
Olhei para Liz e ela parecia perdida também, pelo menos até ouvir a frase de Gray.
–Não. Estavamos pensando e conversando demais, nos distraimos. -Ela respondeu já pegando os pratos e a comida.
Rimos daquilo e começamos a devorar nossa janta o mais rápido possível enquanto o atendente do restaurante que veio nos espiar se assustava com a velocidade que a comida era tragada por eu e Lizandra.
Assim que terminamos Liz nos arrastou para fora do restaurante depois de pagarmos a conta.
Chegamos a um beco, subimos uma escada de um prédio e chegamos ao terraço aonde arrumamos um canto apertado e limpo para descançarmos.
Adormecemos ali e acordamos apenas depois das dez da manhã.
Quando Lizandra viu a hora quase infartou.
Agora era ela que não via a hora de chagar a Vegas, mas agora eu sabia que ainda teriamos pelo menos um compromisso pela frente.
–Vamos, precisamos de outro ônibus para Vegas. Precisamos correr!
–Não podemos ir de ônibus, já somos procurados e somos facilmente identificaveis, mesmo com a névoa. -Retruquei.
Gray me encarou e devolvi o olhar com a maior intensidade que pude.
Ele suspirou vencido e olhou para Liz.
–Tenho que concordar com ela. Precisamos de outro transporte.
Lizi olhava pasma entre eu e Gray, depois rosnou irritada e gritou:
–Desisto. Não consigo entender nem o que pensam, por que agem cada hora de um jeito como se estivessem juntos ou brigados e muito menos o por que não podemos fazer do meu jeito.
–Apenas vamos fazer assim. Acho que é a escolha certa. -Gray mentiu na cara dura.
Ele sabia que não era a melhor opção, mas no momento era a nossa única.
Ao menos a única que eu conseguia pensar.
Notas finais
Ele será: Descubro As Conseguências Por Tentar Fugir do Destino
=X=
Fora isso, se alguém ficou curiosa com a resposta da Lilli sobre a piada da Liz no ônibus a frase completa seria algo assim: (-Eu não estava pensando em nada... o que você tem na cabeça para pensar isso... e como assim estuprar ele?... -Tentei responder.)
-
Sim, isso não cola comigo.
E nem sempre sei o que esses personagens estão pensando (sim, eu sou a autora, mas até parece que isso me dá poder).
=X=
=X=
=X=
AVISO MEGA IMPORTANTE E RUIM!!!
Meninas, só para aviso.
Estou sem net e postando da lan house.
Comentários seram respondidos apenas quando minha net voltar.
Caso não tenha cap semana que vem é a mesma razão (lan house a 4 reais a hora é de matar).
Sério, mals.
mas não vou estar ignorando os coments
Então comentem entusiasmadamente pelo cap desse fim de semana que fazer isso na lan house pode ser complicado.
Já é no fofo do meu PC, imaginem em um PC estranho.
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