The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time

60 Sabe, Acho Que Tenho Que Me Acostumar Em Não Ter Muita Paz Por Um Tempo


Notas iniciais
Começando pelos agradecimentos como de costume: _***Milena Corrêa***, me senti bem ao saber que ainda posso surpreender minhas leitoras com o quão louca a "Linhagem" pode ser. Só que a essa altura da história qualquer detalhe que eu deixe vira spoiler de verdade. _***A Granger***, para começar a pessoa (além de mim)que expressou seu prazer em ver o soco (merecido) que a Liz deu no Kíros (melhor parte do cap em vários sentido para mim) e que fez valer a pena o trabalho que tive para poder escrever aquela luta da Melindra com os outros (os deuses sabem que aquilo é a treva para visualizar e escrever). =X= Bom, peço desculpas pelo atraso, eu pretendia postar semana passada, só que... O próximo cap ainda tá travado na minha mente e a minha professora fez o favor de adiantar a prova de Pragmática em uma semana (ainda avisou plo Face), o que me deixou bem preocupada por que eu não estou indo muito bem nessa matéria. Dai eu decidi deixar pra postar uma semana mais tarde. Mancada da minha parte e vou entender se ficarem bravas. Sobre esse cap eu espero que gostem. Ele é mais focado no Gray (mais ou menos) e (como quase sempre) é uma daquelas coisas que tem muito conteúdo (por algum motivo esse garoto deve ter cara de psicologo). Além disso tem uma nota do final que peço que todos leiam e, por favor, comentem: é uma pergunta sobre a fic e quero saber o que pensam sobre. No mais aproveitem o cap.

Gray

23 de Dezembro

Depois de toda a confusão que Kaíros, Erza e Melindra causaram com aquele teste infernal nós finalmente conseguimos tomar café.

Lizandra e Lilliel ainda estavam incomodadas com as tatuagens no rosto e se perguntando o que fariam com aquilo, não posso dizer que elas estão erradas sobre se preocupar com isso.

Só que tenho certeza que os poderes delas podem dar um jeito de disfarçar aquilo, ainda que elas demorem a pegar o jeito da coisa.

Apesar de cansados do teste, todo mundo acabou comendo rápido, por que a mãe da Lilli parecia querer terminar aquilo o mais rápido possível.

Não posso culpar ela, mas o alvoroço no acampamento diminuiu muito depois que Kaíros foi embora sem dizer nada. Não que eu possa garantir que ele realmente foi embora ou apenas ficou invisível.

O fato é que assim que terminei de comer fui até a mesa de Thanatos.

–Lilli. Vou arrumar minhas coisas para sair assim que a Erza mandar. Então, qualquer coisa é só ir até o meu chalé.

–Tudo bem, vou fazer o mesmo agora. -Ela levantou e acenou para Liz que puxou Lana e Carlo da mesa de Hermes.

Isso também fez Ashlley, Halley, Lear e Reynald levantarem para fazer a mesma coisa.

Assim que entrei no meu chalé a porta se fechou as minhas costas com uma pancada, virei pronto para um invasor ou um monstro e dei de cara com meu pai.

–Quer me matar de susto? -Aquilo realmente tinha me assustado.

–Não. Na verdade isso não vem ao caso.

Encarei ele parado com a mesma aparência mais velha de quando conversamos sozinhos da última vez. Apolo parecia preocupado e estava com os braços cruzados de uma forma rígida e nada descontraída como normalmente aparenta.

–O que aconteceu? -Acabei falando antes de raciocinar.

–Eu e a Teresa andamos te observando, então acho que temos que decidir o que fazer com seus irmãos e irmãs de chalé.

–Nathan?

–Só pra começar.

Suspirei cansado.

–E o que pretende fazer? Não acho que eu posso ajudar em muita coisa. -Eu estava falando sério apesar de tudo.

–Teresa quer encarregar Annabeth e Clarisse de cuidar das garotas, o que significa que a conversa com as suas irmãs quem vai fazer são as duas. Quanto aos seus irmãos, você vai precisar cuidar disso, mas vou pedir pro Percy te dar uma ajuda com isso.

É, aquilo seria uma tortura.

Pelo menos não vou precisar falar com as meninas.

–Tudo bem. Eu vou mudar um pouco as coisas no chalé, quem sabe dividir o espaço como a Liz fez com o pessoal de Hermes. Acho que vai ser um começo.

–Alguma coisa vai ser. -Ele olhou para o teto e suspirou. -Bom, isso era algo que eu precisava te avisar agora e, em todo o caso, vamos nos ver em alguns dias com mais calma. -E dizendo isso meu pai sumiu em um breve flash dourado.

Suspirei sentindo um certo alivio por ficar sozinho e poder arrumar minhas coisas.

–Ele sempre é tão dramático quando fica paternal. -Aquela voz me fez dar um pulo pro outro lado da minha cama e Teresa achou graça, como sempre.

–Você e meu pai querem me matar?

–Não, eles apenas gostam de te deixar assustado mesmo. -O terceiro susto foi por burrice, afinal, desde que virou uma deusa, Annabeth parece que ficou colada em Teresa. -Além de isso ser particularmente engraçado. -O pior é que ela parecia ter a formula do humor agora e ficar fazendo piadas com a minha cara.

Tinha até esquecido disso na missão, já que quando ela apareceu estava séria, só que Annabeth adora tirar sarro da minha cara. Só nunca entendi o motivo disso.

–Ela vai com a sua cara, é só por isso. Você parece um pouco o Percy de um jeito não tão lerdo e ambos são fieis, o que é algo a se considerar. -As palavras de Teresa me deixaram surpreso.

–Precisava mesmo falar? -Já Annabeth estava mais era como entediada, não sei como mudou tão rápido e nem quero saber.

–Você ia explicar para ele um dia.

–Ok. Agora, sem querer ser chato, será que eu posso saber por que duas deusas estão aqui falando como se não tivessem mais nada pra fazer quando eu preciso arrumar minha mala?

As duas riram da minha situação.

Na verdade eu riria de mim mesmo se isso fosse um filme.

–Bom, só um aviso do Kaíros e dos outros deuses, o que pode soar estranho com o que tenho para dizer. Quando chegarem na casa dos Eucaristia, procure deixar Liz e Leon livres. -Teresa falou aquilo com uma naturalidade que era quase sobrenatural, mesmo para uma deusa imortal de quase 300 anos.

Demorei um pouco para conseguir reagir.

–Isso quer dizer... -Mas quem disse que consegui terminar.

–É só pra deixar eles se enfiarem em paz e sozinhos em um quarto garoto. Até parece desse jeito que você e a Lilliel não pretendem fazer o mesmo. -Annabeth pareceu ofendida.

–Não é que eu não pretenda fazer, mas é estranho saber que Hermes está calmo com isso e até mesmo mandou que... enfim, é estranho, mas eu entendi e vou ficar na minha. -Falei pegando a minha bolsa no baú e começando a colocar as roupas dentro da mesma. -Mais alguma coisa? -Falei aquilo na brincadeira, devia ter ficado calado.

–Sim, se prepare. Os próximos anos são só o começo. -Teresa parecia tensa agora e desapareceu deixando um cheiro de enxofre forte.

–Eu ouviria ela. -E depois Annabeth seguiu minha madrasta como se nada tivesse realmente acontecido.

Como sempre parecia eu tinha falado com as paredes.

Enfiei mais meia dúzia de coisas na mala, irritado.

–Por que é tão difícil me dar boas noticias e, afinal de contas, o que tem nos próximos anos?

–Galatea e Rigardo.

A voz fria e completamente sussurrada me fez dar um pulo, literalmente.

Assim que virei, com o coração aos pulos, dei de cara com Ártemis tensa, com cara de quem não dormia a dias e estava com uma baita dor de cabeça. Resumindo, minha tia estava horrível.

Mesmo assim tudo que ela fez foi massagear as têmporas e suspirar antes dizer:

–Daqui a alguns poucos anos, Galatea e Rigardo... bom, acho que você sabe de algo sobre isso. -Ela me olhou questionadora e eu assenti. -Sabia que valia a pena escrever sobre isso naquelas cartas. -As palavras saíram murmuradas, mas escutei mesmo assim. -Bom, nesse caso, apenas se concentre em melhorar seus poderes e na Lilliel, se você for forte ela será forte e se ela for forte você também será. De agora em diante, quanto mais proximidade, quanto mais amor e lealdade vocês tiverem mais fortes serão.

–Imagino que isso vale para a Liz e o Leon. -Comentei.

–Sim. Assim como para a Lizandra e a Lilliel, afinal, as duas são lados opostos da mesma moeda, a “Linhagem”, por isso devem ficar lado a lado. Se quer um exemplo de como as duas são ligadas imagine isso: se fossem de sexos diferentes, aquelas duas iriam se apaixonar e ficar juntas.

Fora de brincadeira, nada contra, mas a imagem que me veio a mente não foi nada legal...

–Tudo bem, acho que não queria ter ouvido essa parte.

–Por que, até parece que não tem chances de a família das duas voltar a se unificar em breve. -A forma natural que Ártemis disse isso foi chocante.

–Como assim?

–Digamos que sua namorada não vai ter uma irmã e a Liz tem uma irmã que agora tem uns cinco anos se muito. -Meu cérebro parou por um instante quando entendi o que ela queria dizer, só que isso não foi o pior. -E claro, ainda tem vocês quatro.

–Nós quatro quem?

–Você e a Lilliel, Leon e Lizandra. Se tiverem filhos, duvido que vão ter filhos do mesmo sexo próximos e se tiverem... provavelmente serão seguidos de filhos de sexo diferente dos anteriores, mas do mesmo sexo que o outro. Sabe, menino com menino e depois menina com menina ou menino com menina e depois menina com menino. Só pra fazer casais. Foi assim da última vez, quando Melindra nasceu.

Tá legal, eu admito, fiquei com tontura com tudo isso e praticamente desabei na cama.

–Certo, eu entendi. Por favor, para de me contar tudo isso. -Foi ai que eu me liguei. -Espera! Por que está me contando tudo isso?

O silêncio foi sepulcral.

Então um suspiro cansado escapou dos lábios de Ártemis.

–Kaíros disse uma vez, a muitos éons, que quando a “Linhagem” se unificasse pela quarta vez... o seu plano contra Gaia estaria encerrado. Ele não precisaria fazer mais nada diretamente, como ficar com alguma mortal... Melindra foi a terceira.

Eu podia ver várias opções como resposta para aquilo, mas só podia perguntar uma coisa:

–Ele em algum momento manipulou alguém para conseguir esses resultados?

Ártemis começou a rir, o que foi estranho e quando ela parou foi sinistro.

–Nunca, o que teria tornado as coisas muito mais fáceis para ele. Mas, aquele cara é da opinião que quando tudo é natural acontece por que é pra ser o resultado certo, o que é muito melhor que o esperado e veja o que ele conseguiu: Lilliel e Lizandra, sem falar nos outros parentes e seus irmãos.

–Então por que está me falando tudo isso? -Minha voz saiu estranhamente firme e minha tia sorriu.

–Não sei. Talvez para impedir isso ou quem sabe para fazer acontecer ou para contar aos outros... eu não sei... -Havia algo na voz de Ártemis que me deixou confuso e com vontade de chorar, algo que ela não queria demonstrar que sentia. -Eu nunca sei quando se trata de Kaíros por que faço as coisas e isso inclui a permanência de Melindra na caçada. A simples existência dele me confunde.

–Não sei por que. -Disse sem querer.

–A Lua, apesar de não ter nenhum poder do tipo, é atemporal. Ela se instala e reside nas trevas da noite. E, até onde me lembro, Nix pode ser bem... exigente quando concorda em “dividir” qualquer coisa que seja minimamente sua.

–Está me dizendo que a culpa é de Nix que você gosta dele?

–Não, estou dizendo que fui burra o bastante para aceitar ser a deusa da Lua e pagar o preço que Nix exigiu sem realmente entender o que era.

–Não entendi.

–Mesmo que eu não fosse deusa da Lua eu iria... -Ela parecia ter dificuldades de dizer aquilo, então tomei a frase.

–Gostar do Kaíros.

–Hum... bom, o fato é que dividir algo com Nix exige um preço, Aester sabe disso tanto quanto eu, e no meu caso isso é ser uma parte atemporal do céu noturno. Na verdade eu divido esse preço com Aester, só que isso e... -Outra pausa desconcertante.

–Sua queda pelo Kaíros.

–Bem, isso me torna mais...vulnerável a ele.

–Como foi que ele ainda não casou com você? -Na verdade meu pensamento era mais malicioso, só que eu não queria morrer.

–Eu sou, provavelmente, a pessoa mais teimosa da família, exceto por Atena. Só que a diferença é mínima.

–Ou seja...

–Estou adiando isso, só acredite, já cai na besteira de apostar com Kaíros e ele sempre ganha, quando ele puder cobrar essas dividas... eu não quero nem imaginar...

–Pois eu posso até imaginar o que se passa pela cabeça dele, é o mesmo que passa pela minha quando penso na minha namorada. -Assim que terminei de falar me arrependi.

Ártemis me olhava com uma sobrancelha arqueada e uma cara de quem queria ver se eu tinha coragem de repetir aquilo em voz alta.

–Desculpa tia. -Respondi correndo.

–Tudo bem, não é como se fosse mentira ao todo. -Ela parecia pensativa e diferente do normal.

–O que aconteceu? A senhora anda totalmente diferente do normal esses dias, mas achei que fosse, não sei, a missão e a falta do Arco.

Ela riu daquilo de forma seca.

–É, o Arco me deixou de mau-humor e Kaíros me deixou desesperada. Quando ele está envolvido... nada do que eu faço parece normal. É como sei pai com Teresa, ele vira outra pessoa quando é sobre ela e eu viro outra pessoa quando se trata de Kaíros. As vezes até quando é sobre Teresa eu fico diferente. Sabe, deuses não são constantes.

Aquilo me surpreendeu.

–Meus poderes... -Falei a primeira coisa que veio a minha mente.

–Sim, eu tinha que ter falado mais com você sobre isso no passado, mas você... não adiantava nada te explicar, você nunca iria entender o que era preciso.

–Seguir em frente sem medo de morrer, disposto a ignorar isso. Me sinto em uma história em quadrinhos.

Ártemis sorriu.

–Apolo me disse que tem uma mais ou menos assim que chama “Lanterna-Verde”, mas não entendi muito bem, gostei mais do tal Capitão América. Me lembrou um menino de uma das famílias que são minhas seguidoras... mesmo tipo físico, mesma personalidade, mesmo idealismo e morte vagamente similar...

–Tiro?

–Congelado.

Na verdade o mais surpreendente não era sobre o rapaz, mas saber que minha tia via filmes de super-heróis.

Acho que ela não está agindo normal mesmo.

–Preciso parar de deixar seu pai e Teresa me fazerem assistir filmes humanos quando vou ver meus sobrinhos e sobrinhas... -Ártemis parecia realmente cansada. -Bem, em todo o caso o seu poder é algo único Gray. Um filho de Apolo com uma benção minha, é muito raro isso acontecer e você era muito instável, queria proteger Liz e os outros, mas tinha medo de tudo que fazia e, principalmente, do seu poder. Quando aceitou, lá no deserto, arriscar tudo, o poder simplesmente fluiu.

–E quase me deixou sem braço. -Comentei.

–As placas eram só uma forma de canalizar o poder, como a foice da Lilliel, que aumenta o poder dela e quando as tatuagens apareceram isso meio que passou para elas. E, só pra conhecimento, você só queimou o braço daquele jeito por que usou as placas. -Para a minha surpresa havia um sorriso levemente debochado nos lábios, o tipo de sorriso mais comum no meu pai ou em Teresa.

–Então nunca mais aquilo vai acontecer, agora que as marcas das tábuas estão sob a minha pele e não nas tatuagens?

Minha tia deu uma risada ligeiramente infantil.

–Então você pode vê-las mesmo.

–Claro que posso, seu poder e do meu pai flui por todo o meu corpo, isso inclui meus olhos. -A duvida dela parecia uma ofensa, mas eu entendia o motivo: eu posso ser bem idiota quando quero ignorar algo, até mesmo meus poderes.

–Bom, é isso sim. -Outra risada infantil, ela levantou andando até onde eu estava para bagunçar meu cabelo. -Se cuida criança, nos vemos em alguns meses.

–Não vai na reunião dos Eucaristia?

–Só se isso impedir outro despertar de Gaia, o que não é o caso. -E dizendo isso minha tia sumiu.

Depois disso eu consegui terminar de arrumar as minhas coisas na mala de viagem e sai do chalé dando de cara com Lilliel, com suas coisas no chão aos seus pés.

–Sua tia realmente precisa casar com Kaíros. -Foi a primeira coisa que ela falou.

–Pelo menos a presença dele a deixa com um humor incrível. Nunca pensei que isso poderia ser algo bom... -Disse pegando as coisas dela enquanto seus olhos rolavam achando minha atitude desnecessária, mas ciente que não iria deixar ela levar suas malas.

Depois minha namorada riu e segurou minha mão me guiando pelo caminho colina a cima em direção a Casa Grande. Eu não tinha muito que pensar, a não ser que era muito engraçado a forma como Lilliel me fazia segui-la como se nada mais fosse importante.

Ainda estava pensando nisso quando ela parou de andar, soltou minha mão e ficou encarando o chão.

–Tudo bem Li?

–Sim. -Quando Lilliel me encarou parecia realmente a primeira vez que eu estava olhando para ela e deixei as malas caírem no chão. -Só, estou feliz. -Havia um sorriso em seu rosto suave e desprovido de ironia, sarcasmo ou segundas intenções.

Aquela expressão me fez pensar pela primeira vez em Lilliel como alguém pura e ingênua, algo que naquele momento combinava perfeitamente com sua expressão.

Ela então tocou meu rosto, me inclinei na sua direção como se seu toque me conduzisse e Lilliel tocou meus lábios com os seus suavemente.

Quando nosso beijo parou notei que meu corpo parecia o Sol brilhando durante o dia e o de Lilliel um vórtice de sombras, ri daquilo e a beijei novamente com calma. Assim que o beijo parou ela riu.

–Acho que foi o primeiro beijo calmo de verdade que tivemos sem mais nada. -Aquilo era verdade e minha namorada sabia disso com uma perfeição dolorosa.

–Vamos. -Preferi não falar sobre aquilo, afinal nada mudaria a forma como interagimos.

Peguei as malas no chão e segurei sua mão para terminarmos de subir a colina.

Assim que chegamos a frente da Casa Grande encontramos nossos amigos se despedindo dos outros.

Clarisse entregava um pacote branco para Leon e mandava ele usar com sabedoria, acho que pelo menos com isso meu amigo não vai precisar se preocupar. Pipper parecia ter gostado de Ashlley e as duas parecem amigas de longa data, o que quer dizer que Drew vai querer morrer.

Lizi se despedia de Connor e Travis, que faziam piadas com a irmã sobre o namorado dela. Reynald estava dando instruções para seus irmãos durante sua ausência sobre ajudar o pessoal de Hermes a manter a ordem, algo levemente irônico. Lana estava conversando com algumas irmãs de chalé sobre a mesma coisa, mas acho que o caso dela era sobre como fazer para manter a ordem por mais de três semanas.

Carlo conversava com alguns dos meus irmãos, como Nathan, enquanto Lear fazia o mesmo com os filhos do submundo em geral. Já Erza parecia conversar com Quirón e o Sr. D sobre algum assunto de estado. No geral, nada fora do normal.

Quando nos aproximamos deles, Lilliel foi se despedir de seus irmãos e primos, algo que foi rápido, já que ela ainda não conhece muito eles e não parecia muito bem para manter uma conversa.

Fui até meus irmãos e com um aceno de cabeça pedi para Carlo se poderia interromper, ele não questionou, apenas abriu espaço.

–Pessoal, é tudo muito simples, então apenas escutem. Devemos voltar em algumas semanas, não briguem entre si e nem com os outros chalés. Clarisse vai ajudar no que precisarem e quando voltar, preciso fazer algumas mudanças no chalé a pedido do nosso pai e por necessidade. Se puderem, ajudem o chalé de Hermes a manter as coisas como estão agora, não acho que Jack vá ser um problema, mas... Drew é outro assunto. Alguma duvida?

Ninguém falou nada, então acho que fui bem claro quanto ao que deveria ser feito.

–Na minha ausência Nathan está no comando. -Alguns pareceram não gostar. -A escolha foi feita com base nas relações diplomáticas com os outros chalés, em especial Ares. Se alguém puder conversar com Clarisse por mais de cinco minutos sem perder a cabeça, além dele, eu troco. -Todos ficaram calados.

Nathan era um dos poucos que Clarisse não queria matar depois de duas palavras e dentre esses ele era o mais velho.

Dei um até mais geral para todos eles e fui para o Mustang da Lilli, aonde ela já me esperava.

–Problemas com seus irmãos? -Foi a primeira coisa que ela falou quando entrei no carro.

–Não. Só orientações básicas. -Suspirei. -Espero que estejam vivos e inteiros quando eu voltar.

–Acho que tem outras coisas para se preocupar agora.

Olhei para ela na duvida.

–Tipo?

–Conhecer meus avos e o resto da minha família.

Acabei rindo.

Realmente, meu dia ainda pode ser cheio de perigos e surpresas.

Ela segurou minha mão e o mesmo sorriso da colina estava estampado no seu rosto.

Novamente meu corpo parecia o Sol e ela emanava sombras.

Isso me fez ter certeza de que ficaria com ela pelo resto da eternidade em qualquer lugar.

Literalmente qualquer lugar.

Continua...

Notas finais
Pessoal, quero fazer uma quest co vocês, uma pergunta bem simples: O que vocês acham que o Gray realmente queria dizer nesse momento da conversa com Ártemis: "–Como foi que ele ainda não casou com você? -Na verdade meu pensamento era mais malicioso, só que eu não queria morrer." Quero ver o que vocês acham que ele realmente pensou. No próximo cap vou dizer para vocês o que passou pela minha mente. Mas não existe apenas uma resposta para essa pergunta. ==========X========== Quem assistiu Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1? Me digam o que acharam. Próximos filmes em vista: Batman V Superman: Alvorecer da Justiça, Vingadores 2, Cinderela, e Jogos Vorazes: A Esperança Parte 2. Próximo cap: entre os dias 13 e 20 de Dezembro. Se der certo, quero terminar a fic até o fim do ano. Só não garanto.