The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time

61 I Don’t Have Peace, But, I Don’t Care. My Girlfriend is Beautiful and I am Really Crazy for Her.


Notas iniciais
Vamos começar agradecendo as leitoras que comentaram (e fazem minha alegria com os comentários): -***Milena Corrêa*** -***A Granger*** Hoje não vou comentar nada por que não estou muito na sintonia, não que eu seja muito alinhada. kkk =X= Bom, como prometido estou postando dentro do prazo máximo. Agora que a fic finalmente tá na reta final parece que tudo empacou na minha cabeça. Eu sei o que preciso escrever, mas não consigo sintetizar. Em todo o caso, daqui até dia 31 vou postar pelo menos mais um cap (se as coisas fluírem e conseguir escrever tudo que falta até dá pra terminar a fic no ultimo dia do ano, só não garanto). =X= Sobre a QUEST, as duas respostas que recebi são válidas. E não, Gray ainda não me contou o que ele realmente queria dizer. A minha resposta quando li o que tinha escrito (e volto a repetir que o Gray teve vontade própria nessa hora) foi algo meio: "Como é que Ártemis ainda é uma deusa donzela?" ou "Como ela ainda é virgem com o Kaíros por perto?". Pessoalmente. acho que todos acertamos. =X= Editei as notas finais do Capítulo 42: Porque É Comum Desafiar Sua Pouca Sorte na Morte EDITADO A mudança é nas fotos de referência da Ashlley, quem quiser conferir... Talvez eu venha a editar as fotos de referência de outros personagens (menos o Gray, Lear e Lana), mas só casos específicos. =X= Quem puder rezar um pouco ai pela minha inspiração para ajudar a terminar a fic eu agradeço. Enfim, bom capítulo pessoal. Aproveitem.

Leon

23 de Dezembro

Cara, eu me sentia realmente ferrado agora.

Sério, a Kira pode ter morrido a três anos, mas eu ainda tenho pesadelos com ela tentando me matar por começar a namorar a Lizi, isso desde quando eu ainda tentava ter coragem para fazer o pedido.

Agora, estou indo de encontro com um pessoal que no geral são cópias da minha falecida sogra, então me sinto meio que como um homem morto.

Então, tiveram a “brilhante” ideia de colocar eu e Liz na Dodge do Carlo, para fazer a viagem junto com ele e a Lana. Algo que não está melhorando muito enquanto sou informado sobre os primos da Liz entre os Eucaristia. E com informado significa que me contaram quantos eram e o que fazem.

Carlo começou pelos que eu já conhecia até agora.

Contou que Ashlley foi modelo por alguns anos e agora é professora-chefe de artes-marciais na academia de seguranças da família. Lear, pelo que entendi, quase foi jogador de futebol pela faculdade, mas agora era um tipo de decorador especialista em reformas pesadas. Os dois ainda tinham dois irmãos mais novos: Briana, que tem dez anos, e Akito, de oito.

Carlo é médico, o irmão mais novo dele, Ross, é aprendiz de produtor musical e a irmã caçula, Bianca, é chefe do jornal da escola. Quando falou de Akihito, Raquel e Luce, ele parecia um tanto incomodado por ambos serem advogados.

Ele também falou dos irmãos Krista, uma engenheira, Josh, quarterback do colegial, e Lionel, ainda estudante do ginásio. Depois Carlo comentou sobre Vivian, mãe-solteira e professora de dança. E as irmãs dela: Nera, que faz desenhos de roupas como estilista, e Misty, chefe do clube de natação do colégio.

Isso além de a Liz ainda tinha mais primos por parte de mãe, só que esses eram bem mais novos do que os que eu iria enfrentar quando chegássemos. Sem falar que esses primos caçulas estão em outro estado.

Ainda assim, eu me considero a pessoa mais ferrada do nosso grupo.

Não é por nada, mas pelo menos a Hal e o Rey meio que já eram esperados á anos e, nada contra isso, eles já dormiram com Ashlley e Lear. Carlo e Lana nem compensa falar nada, assim como Gray e Lilliel.

Dai, sobra o babaca aqui, que está a uns sete anos só esperando para se declarar, sem contar os últimos anos que foram uma tortura física, e que levou bronca de todo mundo até agora pra esperar pelo menos ter um ambiente decente... e agora o tal ambiente é a casa dos parentes recém-descobertos da Liz.

Tudo bem, pelo que eu entendi essa família é doida e nem vai ligar pra isso, mesmo assim eu me sinto como um homem morto.

–Leon, tá se sentindo bem? -A voz de Liz me tirou daqueles pensamentos e encarei seu olhar preocupado.

–Sim, só pensando. -Sorri na tentativa de acalma-la.

Afinal, Lizandra devia estar no mínimo duas vezes mais ansiosa que eu em conhecer o resto da sua família.

Só que o sorriso que ela me devolveu me fez perder o fôlego e engolir em seco, acho que fiquei uns cinco minutos tentando de alguma forma me acalmar o bastante para não falar ou fazer algo idiota.

Claro que fazer isso com o Carlo e a Lana trocando olhares cheios de segundas, terceiras e quartas intenções não me facilita em nada manter a calma.

–Leon... -Senti a mão de Liz segurar a minha delicadamente e o meu sangue ferveu no mesmo instante. -Tudo bem?

Respirei fundo.

–Sim, acho que é só por que os últimos dias foram muito corridos e confusos. Me sinto meio cansado.

–Não tem nada haver com o fato que estamos indo conhecer meus parentes e você precisou amarrar seus pés na cama noite passada? -Quando Liz falou isso eu a encarei, juro que fiquei na duvida entre agarra-la ali mesmo ou gritar de raiva.

Lizi parecia estar se divertindo com o meu atual sofrimento e gostando muito do resultado.

–Não tem graça. -Resmunguei irritado.

–Eu sei que não, mas de alguma forma você fica... sabe, sexy. -Quando ela disse isso ouvi Lana engasgar no banco da frente e começar a tossir em busca de ar.

A cara, eu realmente tô indo direto pro inferno...

==========X==========

Dizer que a viagem foi agradável seria uma baita mentira descarada.

Mesmo assim, depois de mais de três longas horas de viagem para o norte do estado finalmente chegamos até a propriedade dos Eucaristia, que por sinal é enorme.

O carro não chegou a entrar na área urbana de Albany, mas o desvio feito logo depois da divisa da cidade para aquela casa era de verdade bem longo.

Mas, de tudo isso o que mais me deixou zonzo foi que a casa da família da Lilliel em si é no mínimo gigante mesmo.

Cara, contei três pavimentos superiores, sem falar o sótão e o térreo, e ignorando completamente que teve ter um porão gigante, além da garagem.

Acho que a casa tem pelo menos uns trinta quartos e como os Eucaristia são uns vinte e cinco, acho que não sobra muitos quartos.

–Será que os deuses vão dormir por aqui também? -Me virei assustado na direção de Liz que olhava aquilo meio confusa.

Só não acho que seja pelo mesmo motivo que eu, ela tá com uma cara tipo “quanto exagero” ou algo do tipo.

–Sério que precisa de tudo isso? –Foi a primeira coisa que ouvi minha namorada dizer.

–Levando em conta que somos uns vinte solteiros, mais nossos pais e os nossos avos, posso dizer que a casa até que fica pequena. Principalmente se considerar as loucuras que fazemos. –Carlo parecia saber muito bem do que falava.

Algo que eu não duvido nada.

Carlo parou o carro e todos nós saímos pegando as malas na carroceria. Até mesmo Gray e Lilliel vieram pegar as malas que precisaram colocar na caminhonete de Carlo, pessoalmente os dois pareciam animados e, apesar de achar impossível, apaixonados de uma forma pura.

O que teoricamente é impossível, já que os dois são completamente tarados pervertidos um pelo outro. E com isso tenho certeza que logo o Gray vai virar papai.

Respirei fundo.

A porta da casa abriu e logo um homem de uns cinquenta saiu pela porta, com cabelos longos negros e com fios de prata. Olhos azuis como os da Liz e a pele branca como marfim.

–Lilliel! Minha garotinha! –Então, mais rápido do que eu podia imaginar ele correu e abraçou Lilliel, que parecia realmente envergonhada.

–Ok. Vovô pare, ou vou querer me matar de verdade, meu namorado está olhando.

Imediatamente o senhor soltou-a e encarou Gray ao seu lado e, apesar de o meu amigo ser grande, o velho podia bater muito nele. Isso por que o velho parecia bem aborrecido com Gray.

–Então, você é o maldito moleque que seduziu minha neta?

–Vovô?! –Lilliel parecia realmente constrangida.

–Não foi exatamente eu que seduzi ela, isso foi mais culpa de ambos. –E apesar de não achar possível, Gray fez exatamente á coisa mais perigosa que poderia.

Ele dividiu a culpa para ambos.

Algo bem típico para o cara que eu conheço do acampamento quando ele não é o único culpado de verdade e, ainda que esse fosse o caso, não é exatamente a coisa mais inteligente de se fazer.

O avô da Lilliel encarou meu amigo como se analisasse entre a tortura lenta e dolorosa ou uma medida mais rápida e dolorosa. Não posso dizer que isso é de longe algo reconfortante pra mim.

–Ora, pelo menos é homem para admitir quando uma mulher consegue te dominar então. Acho que pelo visto você já é parte da família mesmo.

–Depois do maldito do Luti infernizar a minha vida nos últimos dias, eu teria que ser louco para duvidar disso ou não aceitar que meu lugar é com a sua neta. –Gray parecia muito bravo ao lembrar da missão.

–Luti? –O velho parecia confuso.

–É o Kaíros vovô. Gray ás vezes não fala o nome por que das primeiras vezes desencadeou visões do passado. –Lilliel se divertia ao dizer isso.

–Até parece que quando ele sequestrou seus sonhos foi melhor. –Quando Gray disse isso Lilliel ficou emburrada e ele a abraçou pela cintura. –Tudo bem, não foi legal para nenhum de nós na época. Pelo menos ele é um idiota legal e ajudou um monte a gente.

Lilliel riu daquilo e beijou Gray na cara do avô que agora apenas sorria.

–Bom, já que a minha neta está feliz eu vou me concentrar nos nossos outros recém-chegados. –O velho andou de uma forma ameaçadora até Ashlley e Halley encarando as duas de uma forma severa que me fez engolir em seco. –Então, essa é a sua pessoa, Ashlley?

–Ué, agora o velho Eleazar quer saber o que exatamente? –Ash parecia se divertir com o avô.

E a melhor parte, agora eu sabia o nome do velho, não que isso fosse grande coisa com um nome tão irritantemente familiar.

–Achou quem estava procurando e vai parar de me irritar? –Apesar de tudo o velho parecia feliz.

–Claro que sim. Essa é a Halley, minha namorada. –Ashlley parecia feliz em dizer isso.

–Prazer, senhor Eleazar. –Já Hall, estava milagrosamente mais calma que o normal.

–Fico feliz que finalmente se junte a família Halley. Agora essa minha neta desmiolada coloca um pouco de juízo nessa cabeça podre dela. –E contra todas as possibilidades do que vi dessas duas juntas, ambas riram das palavras do avô.

Então Reynald e Lear abraçaram o velho, um de cada lado.

–Então o vovô tava preocupado com os seus netos aqui, que fofo. –E com isso Lear deu um beijo na lateral da testa do avô.

–Não se preocupa não vô Eleazar, como um filho de Ares eu tenho meus códigos. Um deles é nunca mais perder seu neto de vista. –Dessa vez foi Reynald que deu um beijo na lateral da testa do velho. –E meu nome é Reynald.

–Ora. Suas pestes. –O velho parecia realmente irritado com a forma brincalhona dos dois, mas ria daquilo de uma forma feliz. –Vão logo pra dentro de casa dizer oi para sua avó e seus pais, irmãos, primas e primos.

Os quatro imediatamente começaram a rir e foram para dentro da casa ainda se divertindo com a “apresentação esquisita” que tinham tido.

Admito, eu estou com inveja disso.

Lilliel e Gray ainda nos esperavam na escada enquanto o velho andava na nossa direção com um sorriso divertido nos lábios, como se acabasse de ouvir uma piada perfeita.

Quando ele parou na nossa frente, bom, fiquei com medo de verdade.

Eleazar era realmente grande, mais alto que o Gray e robusto com braços visivelmente fortes, mesmo sob a roupa de inverno que usava. A combinação de cabelos negros e olhos azuis como a Liz não me ajudava a pensar que ele não era avô de verdade dela.

Os dois poderiam até mesmo ser pai e filha com uma grande diferença de idade.

–Então você é a filha dos Zelothya, pequena? –A voz dele era forte e junto de todo o conjunto me fez engolir em seco.

Acho que posso me dar mal com esse velho.

–Sim. Meu nome é Lizandra Hanabi, filha de Kira Alexis e Hermes. –Apesar de saber que minha namorada já sabe que todos ali devem conhecer seu parentesco, acho que Liz prefere se apresentar por conta.

–E esse jovem filho de Morpheus deve ser o seu namorado, estou certo? –Eleazar parecia calmo ao dizer isso, mas me assustou.

–Como sabe quem é meu pai? –A pergunta saiu antes de pensar.

–Bom, eu sou um Eucaristia também. Estamos todos ligados pelo sangue de Kaíros sempre. –Aquilo me deixou confuso, mas achei melhor ignorar.

–Bom, nesse caso, meu nome é Leon Nathan Houth. Filho de Morpheus e namorado da Liz há uns dois dias e meio. –Apesar de achar besteira, falei aquilo por que achei que era melhor ser sincero.

–Não se preocupe, sei que esperou anos para começar esse namoro garoto. Não foi o primeiro a fazer algo assim e nem deve ser o último, então aproveite a partir de agora e esqueça o resto.

Apesar de ter achado aquela frase bem estranha, achei melhor ignorar. Era a opção menos confusa.

Eleazar fez eu e Liz entrarmos na mansão junto com Gray e Lilliel.

A surpresa do lado de dentro foi grande.

Tinha uma verdadeira festa acontecendo na sala, com bebidas e comidas de todos os tipos com meus amigos de acampamento e seus pares aproveitando tudo que podiam.

–Nossa! Isso é uma festa de verdade. –Liz parecia realmente saber do que falava.

E estava certa.

A festa no Olimpo pelo nascimento das duas últimas coroas, Zöe e Charle, foi a nossa primeira festa com os deuses e essa, mesmo para humanos, estava muito parecida com aquele dia.

Muito parecida mesmo.

Não demorou dois minutos e Lizandra tinha sumido do meu lado para começar uma conversa animada com uma mulher morena de olhos verdes com um sorriso contagiante.

Só de ver a mulher sorrir eu sentia vontade de sorrir.

E isso nunca acontecia comigo tão rápido.

Assim que me viu Liz acenou me mandando ir até ela, o que fiz prontamente.

–Leon, essa é a Vivian Hikari. Ela é bailarina profissional. –Minha namorada parecia encantada com a ideia de uma prima bailarina.

Kira comentou, na única vez que realmente fui visita-la, que Liz dançava antes de ir para o acampamento, parece que era parte dos treinamentos alternativos da minha namorada.

–Nem tão profissional assim, só quando não estou sendo mãe em período integral. –Vivian tinha um sorriso completamente feliz ao dizer isso.

–Carlo comentou que você tem um filho de uns quatro anos, não é? –Comentei um pouco distraído.

–Sim. Ele se chama Taylor Abel.

–Como o da história de Caim e Abel? –Aquilo meio que havia me surpreendido.

–Sim, mas eu gosto de séries animadas e em uma delas um deus tem esse nome. –Aquela meia correção suave parecia um pouco constrangida. –Ele era um deus do sol e do fogo.

Quando Vivian disse isso eu senti que tinha algum significado por trás, mas algo me dizia que era melhor ignorar aquilo de forma absoluta e completa por hora. Era mais saudável para a minha vida e minha segurança. Então foi o que fiz.

–Bonito nome e bom significado. –E com essas palavras Vivian entendeu que eu não iria continuar com o assunto sorrindo de forma calorosa.

Aquilo me deixou cansado só de tentar.

Não queria nem imaginar como seriam os dias seguintes...

==========X==========

Aquela festa já tinha umas quatro horas e eu estava começando a ficar perdido.

Já estava encolhido no canto da escada há uns dez minutos quando Lear sentou ao meu lado meio alto rindo.

–Cara cansou da festa?

–Um pouco. Não sou acostumado a tanta gente e barulho por tanto tempo assim. –Aquilo era verdade.

Como filho de Morpheus eu costumava ficar em lugares silenciosos e, ás vezes, escuros para poder trabalhar nos pedidos do Quirón.

–Sabia que a Ash e a Lilli levaram a Liz para o quarto da minha avó para ela tomar um banho? Parece que minha prima teve um acidente com a calda de chocolate. –A risada embriagada de Lear me fez ter certeza que ele não falava mais nada muito coerente. –Quer ajuda para achar o seu quarto colega?

Aquela poderia ser uma boa ideia.

Um banho e depois dormir, ou pelo menos um lugar tranquilo.

Mesmo que eu soubesse que nada naquele lugar seria como eu espero.

–Na verdade eu quero sim.

Lear sorriu meio bêbado e nós levantamos para terminar de subir a escada.

O quarto que ele disse que seria o meu era no final do corredor, literalmente a última porta.

–Vai ser aqui colega.

–Tem banheiro no quarto?

–Pergunta engraçada. Tem banheiro em todos os quartos dessa casa.

E dizendo isso ele virou na direção da festa cantando mais bêbado do que eu achava. O que era engraçado.

Só que eu realmente queria aquele banho.

Encostei a porta do quarto e vi que minha mala já estava lá.

Tirei as roupas usadas e deixei na cadeira da mesinha perto da janela.

Tirei a calça de moletom, o chinelo, uma cueca e uma camiseta de dormir da mala, assim como o pente o e shampoo.

Apesar de ter ajudado com os ferimentos daquele treinamento, assim como as roupas que estragou, Melindra ainda tinha feito um belo estrago com areia no meu cabelo.

Aquela mulher é doida de pedra.

Fui para o banheiro do quarto e levei um pequeno susto: aquilo era enorme.

Tinha banheira pra suas pessoas, chuveiro envidraçado, duas pias e um espelho de corpo inteiro, se falar no vaso, que era a única parte “normal” ali.

Era melhor ignorar o fato que os Eucaristia são realmente mais ricos que alguns romanos.

Tomei um banho rápido, por que, de verdade, não consigo me sentir muito a vontade em lugares estranhos.

Coloquei minha roupa pensando que dormir talvez só com meus poderes, o que não é muito relaxante.

Abri a porta do banheiro e segui até minha mala guardar o pente quando a porta do quarto abriu e Liz entrou sem nem olhar para os lados.

Na verdade ela estava de olhos fechados e parecia cansada.

–Deuses, eles ainda pretendem ficar na festa a noite toda. Isso é loucura.

Aquilo me fez rir e chamou a atenção dela.

–Leon? O que tá fazendo no meu quarto?

Hein?!

–Eu... o Lear me trouxe aqui e disse que eu ia dormir aqui. Então esse é o meu quarto, acho.

Nós dois suspiramos na mesma hora.

Era claro o que eles tinham feito.

Liz se encostou na porta e cruzou os braços emburrada.

–Isso não deveria me surpreender, Lilliel falou que eu iria pagar as provocações. –Aquilo era verdade, até eu ouvi essas ameaças.

Acabei rindo.

–Bom, pelo que ouvi, você fez por merecer.

Ela bufou irritada, mas depois olhou na minha direção curiosa.

–Então suas “tatuagens” são brancas, como as da Lilliel?

–E do Carlo. E você, a Lana e o Gray ficaram com as linhas das tatuagens pretas, meio curioso.

Liz começou a rir e levantou a perna, só nessa hora reparei que ela estava de short.

–Curioso é que minha perna tem um dragão com as garras cravadas na minha carne e chamas no meu pé.

Tentei ignorar o fato que aquele short, como todos os outros dela, terminavam no meio da coxa e que isso não está me ajudando muito agora.

–Bom, acho que essas marcas são para realmente aparecer, assim como você. –E a parte final não era para falar.

Liz começou a rir e andar na minha direção, algo que não fazia muito bem ao meu quase inexistente autocontrole.

Ela parou na minha frente e me encarou sorridente.

–Acho que não precisa se sentir assim, culpado, sempre que deixar escapar algo do tipo. Primeiro que eu sei um pouco como se sente e, como já falei, você fica sexy quando deixa algo escapar desse jeito. –Depois dessa, juro que usei todas as minhas forças para ficar parado sem me mexer, mas quem disse que ela facilitou minha vida. –Bobo. –E então Liz puxou minha camiseta para baixo e me beijou da mesma forma que no dia que ela colocou ordem em Hermes.

Da mesma forma de quando nos agarramos na lateral do chalé de Afrodite.

Não reparei quando ou como andei até o guarda roupa a dois metros de onde eu tava, só sei que quando parei para respirar Liz estava prensada entre o meu corpo e o guarda roupa com as pernas envolta da minha cintura puxando a minha camiseta. Enquanto eu já tinha realmente arrancado a camiseta dela com uma mão enquanto outra segurava a sua coxa como se fosse uma questão e vida ou morte.

–Isso é realmente muito bom. –Ouvi Liz sussurrar.

–O que...? –Minha pergunta morreu antes de ser feita por que ela simplesmente me beijou, mais uma vez.

A única coisa que consegui pensar foi no maldito pacote de camisinhas que Clarisse havia me dado de manhã na companhia de Chris e mais uma tonelada de piadas de duplo sentido sobre ser só ajuda, já que isso pode falhar com semideuses.

Me separei de Liz para tentar ir até a minha mala e pegar aquilo. Afinal, eu podia estar perdendo o juízo, mas nem tanto assim.

–Não precisa se preocupar. –A mão de Liz me fez virar na direção da cama. –Não foi o único a ser importunado. Clarisse mandou que Connor e Travis me entregassem um pacote igualzinho. Coloquei no criado mudo do lado da porta.

Dessa vez quem riu da situação fui eu.

Minha namorada louca, linda e completamente perfeita não poderia ser mais parecida com os parentes divinos nesse momento e, particularmente, estou começando a gostar disso.

Por que, afinal, não é como se eu fosse me fazer se santo ou mesmo segurar meu desejo de toca-la para sempre.

Afastei Liz de mim um pouco e terminei de tirar minha camiseta. Nem mesmo vi em que canto joguei, só sei que não me importo.

Ela estendeu a mão e acendeu o abajur ao lado da cama, sentando na beirada enquanto me olhava divertida.

–Ficou apressado? –A risada escondida na voz dela me fazia querer agarra-la no mesmo instante.

Ri daquele comentário e me endireitei antes de encara-la com um sorriso divertido.

–Liz, estou te esperando há três anos, não tem como eu não ter um mínimo de presa ou ansiedade. Mas não se preocupe, vou fazer tudo certo.

Pela primeira vez o sorriso dela sumiu e isso me fez sorrir, por que ela estava realmente corada.

Acho que aquilo foi uma surpresa de verdade, por que Liz ficou meio que paralisada na beira da cama e eu me aproximei controlando cada musculo do meu corpo quando me ajoelhei na frente dela e a beijei.

Dessa vez não perdi meu foco.

Minha mente tinha clareado o bastante para que eu soubesse o quê e como estava fazendo as coisas. Assim como perceber quando e como Liz agia e reagia.

Não me fiz de tonto, queria toca-la, sentir a pele dela e foi o que fiz. Deslizei minhas mãos pelas suas pernas e quadril, ainda que por cima do short, subindo pelas suas costas, onde precisei fazer um grande esforço para ignorar o fecho daquele maldito sutiã.

Beijar a boca dela não era nenhum esforço, o esforço era tentar não parecer ansioso enquanto descia os beijos pelo seu pescoço, principalmente quando ela me deu um pequeno susto.

Liz podia até ter ficado assustada por alguns instantes, mas assim que nos beijamos ela me puxou o mais perto que pode e aproveitou para passar a mão em cada pedaço do meu corpo a sua disposição.

Claro que eu adorei sentir as mãos dela apertando a minha pele, o susto foi quando ela me deu um beliscão na bunda.

Assim que olhei para ela, que ria do susto que me deu, minha namorada sorriu.

–Faz algum tempo que estou querendo fazer isso. Foi bom.

Aquilo me deixou um pouco irritado e muito, muito mais excitado que antes. Por isso resolvi não ignorar mais o maldito fecho do sutiã, o que a fez reagir de uma forma bem interessante antes de eu conseguir me livrar daquilo.

–Espera. –Ela me afastou por dois segundos, o suficiente para apagar a luz do abajur.

–Achei que queria a luz acessa. –Apesar de ter achado graça, eu estava brincando.

–Vou ignorar essa provocação.

–E eu que você sabe que com a luz a lua e a iluminação externa, aliado a minha habilidade de enxergar a noite o abajur não vai me fazer falta nenhuma.

Ela pareceu dar um meio riso, o que interpretei como um “fazer o quê?” descartado.

Acabei rindo de toda a situação e ela me deu um chute no estomago.

–Para de rir.

Puxei-a contra o meu corpo.

–Admita, tudo isso chega a ser engraçado.

Liz bufou irritada por que eu tinha razão e a beijei mais uma vez, dessa vez decidido a não deixar mais nada nos interromper o resto da noite.

==========X==========

Acordei um pouco tonto com as luzes que piscavam do lado de fora da maldita janela.

Isso sem falar do barulho alto.

Por um minuto pensei que logo Quirón iria matar alguém, quem quer que fosse o responsável por aquela festa. Foi mais ou menos quando lembrei que não estava no acampamento e sim na casa dos Eucaristia.

Outra coisa que lembrei era que Liz estava do meu lado ou, no caso, me usando de colchão, literalmente.

Estiquei a mão a procura do meu relógio na mesa de cabeceira e quando consegui ver a hora me perguntei como aquela família ainda poderia conseguir festejar as três e meia da manhã com aquela energia toda.

Respirei fundo tentando esquecer isso quando senti Liz se mexer e seu rosto sonolento me encarar.

–O que foi? –Ela parecia realmente cansada.

–Acordei com o barulho e as luzes lá fora. Acho que eles vão ficar nessa festa até de manhã. –Aquilo fez ela se mover um pouco agitada.

–Não sei se acho graça ou exagero, viemos para o quarto era quase ou mais de nove horas e eles ainda estão lá.

–Acho que realmente é algo único esse pessoal.

Liz se moveu, o que afastou as cobertas sobre nós dois, e sentou sobre a minha barriga.

–Cansado?

Eu não precisava de luz ou de poder de adivinhação para saber que cara minha namorada tinha agora ou mesmo o que ela queria dizer. Aquilo me fez rir e puxar seu rosto na minha direção para um beijo.

–Na verdade não estou nem um pouco cansado, mas acho que você pode me ajudar com isso para voltarmos a dormir, não é?

A risada baixa me fez ter certeza que ela estava sorrindo.

–Era essa a minha ideia.

Minha noite realmente esta mais do que longe de terminar.

Continua...

Notas finais
QUEST: O que acharam da Vivian? E o Leon tem razão em achar que o nome do filho dela e aquele comentário são relevantes. Alguma ideia?