The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time

62 Sinceramente, Não Sei Se Estou Vivendo No Paraíso Ou Em Um Manicômio. EDITADO


Notas iniciais
Bom, como sempre quero agradecer as leitoras que comentaram: —***Milena Corrêa*** —***A Granger*** os palpites de vocês para a questão da Vivian foram bons, mas como já comentei na resposta errados (embora ligeiramente próximos). Eu não dei quase dica nenhuma, então não é um caso grave. =X= Bom, tenho boas e más noticias: As boas são que terminei de escrever a fic no PC. As más que esse é o antepenúltimo cap (nesse caso contanto com um epilogo que sra postado com o cap depois deste). Por algum motivo a fic deslanchou esse fim de ano e foi tudo se encaixando. Espero que aproveitem o final dessa fic (e tenho uma "continuação" que espero que alguns de vocês pelo menos queiram ler, embora seja algo um tanto diferente e de cronologia não continua...). =X= Esse cap em particular tem várias informações sobre alguns pontos que ficaram lá atrás em aberto. Eu espero que aproveitem bastante. Pretendo terminar de postar a fic mais tardar no final da semana de ano novo, assim como alguns pedaços da próxima fic. Então, leitoras(es) fantasmas, a autora adoraria um cometário de despedida.

Lizandra

24 de Dezembro

A primeira coisa que notei era que meu quarto estava diferente.

E não foi pela cama de casal na qual eu estava ou no fato de que além de enorme o lugar estava silencioso.

Na verdade, a falta de Leon naquela cama enorme foi o que me fez achar que algo estava errado, por que até onde me lembro ele ainda estava do meu lado quando dormi e quando busquei o relógio vi que realmente tinha dormido demais. Era quase dez horas.

Em todo o caso eu podia descobrir o que aconteceu com o Leon mais tarde.

Levantei e fui até a janela para descobrir que algumas pessoas ainda estavam festejando. Eram só uns seis, mas tenho certeza que eles fazem parte dos que ainda não dormiram.

—Não sei como eles conseguiram. –Falei comigo mesma tentando afastar o cansaço que senti só de ver eles ainda pulando no gramado e desejando um banho. –É, um banho.

Virei e fui direto para o banheiro do quarto.

Para a minha surpresa a banheira estava cheia e a água quente.

Achei um pouco estranho, mas não iria desperdiçar a chance de usar aquilo em paz. Afinal, em Vegas não tive tempo curtir a banheira do Lótus.

Aproveitei que não precisava me preocupar com roupas e entrei direto na banheira, aproveitando ao máximo o contato da água quente com meu corpo. Meus músculos estavam realmente doloridos, em grande parte por minha própria culpa.

Primeiro por provocar tanto o Leon ontem e segundo que quando acordamos, eu realmente queria...

—Você podia ter continuado na cama por mais uns cinco ou dez minutos. –Me virei assustada para a porta do banheiro, onde Leon me encarava com um sorriso e sem camisa.

—E você podia ter me acordado antes de sair. –Ele riu da minha aparente irritação.

—Se fizesse isso não poderia te trazer um café da manhã surpresa na cama.

Acabei rindo.

Afinal, Leon realmente é fofo.

—Tomou banho depois que acordou? –Ele fez que não e veio na direção da banheira.

—Esse era o meu plano para depois do nosso café da manhã, apressadinha. –E sem tirar a roupa ele entrou na banheira comigo, o que fez nós dois rirmos de como Leon parecia uma criança às vezes.

E eu simplesmente amo quando ele age dessa forma.

==========X==========

—Não, é sério. Gray tava na cozinha tentando fazer o mesmo que eu pretendia, só que a Lilliel foi atrás dele e os dois começaram a contar como foi à festa durante a noite. Seus parentes fazem revezamento, acredita? –Leon parecia mais surpreso que eu. Isso por que era ele contando a história.

O que me fez rir e quase engasguei com o suco.

—Bom, sendo parentes diretos da Lilliel, nada do que façam me surpreende. Só não entendo o porquê de a festa não parar.

—Segundo o que a Lilliel contou, mesmo só descobrindo isso ontem, todos os anos a festa começa no dia vinte e três e só pode parar a meia-noite do dia vinte e cinco para o dia vinte e seis. Ou essa é a duração mínima que eles usam todos os anos. Não entendi tudo, mas parece que tem algo a ver com a visita dos deuses, não que isso mude o fato que é estranho. –Leon parecia meio amedrontado com toda aquela comemoração.

—Bom, se você quer mesmo saber, normal eu tenho certeza que não é. –Ele me encarou meio surpreso. –Por favor, vamos concordar que eu e a Lilli não somos nenhum pouco normais só por sermos das nossas famílias humanas. E a gente já sabe que nem os deuses podem realmente explicar toda essa bagunça sem se confundir, no final nada disso acaba realmente me surpreendendo depois dessa última semana. Acho que só a falta de costume com essas coisas é que me faz ficar um pouco surpresa.

Assim eu terminei Leon começou a rir como um condenado.

—Falou como parente da Annabeth agora. –Ele ainda ria de forma descontraída.

Meu namorado parecia uma criança de cinco anos se divertindo, algo que particularmente eu adorava e era engraçado, por que Leon parece uma parede. Um verdadeiro bloco de concreto que as vezes parecia mais um monte de manteiga derretida.

—Anda, vamos terminar logo esse café da manhã. Afinal, você trouxe comida para um exército. –Disse o fazendo parar de rir para me olhar com um sorriso debochado.

—Até onde sei você sozinha pode comer o mesmo que o chalé de Ares por refeição.

—Tonto.

No final eu e ele comemos o mesmo tanto, mas Leon fez questão de salientar as diferenças físicas entre nós só para me provocar.

Mas tudo bem, afinal, ele vai fazer o que eu mandar.

Nesse sentido não é o charme que ajuda, mesmo assim, Afrodite é realmente interessante.

==========X==========

Mesmo antes de entrar na sala eu já podia ouvir a “briga”.

—Não! Para. –E gargalhadas ecoavam enquanto alguém parecia ter levado um tombo. –Viu, foi por isso que falei pra parar. –Um grito de susto e quando entrei na sala com Leon, demos de cara com Lilliel caída em cima de Gray, ambos rindo como dois idiotas. –Seu tonto. Agora caímos por que você não...

Na mesma hora Gray começou a fazer cócegas na Lilli, que ria como uma condenada tentando fugir dele. Ainda que seja um pouco difícil fugir de baixo de um cara de mais de noventa quilos como meu irmão.

A única diferença de quando me despedi de Lilliel e Gray antes de ir pro quarto ontem era que minha prima estava com o cabelo trançado hoje e não solto, além de shorts curto e uma camiseta de Harry Potter que dizia: “Sonserina é a minha casa”.

—Sério? Sonserina? –Resmunguei.

Na mesma hora os dois pararam com a brincadeira e levantaram do chão sorrindo.

—Não acho que seja exatamente uma novidade, mesmo que eu nunca tenha falado sobre isso. –E na verdade Lilliel estava certa.

Mesmo nunca tendo falado nada, era meio obvio no momento que a vi com a camiseta com o desenho das insígnias da morte que como fã de Harry Potter a Lilliel era Sonserina. Da mesma forma que o Gray...

—Bom, não é como se isso fosse um crime. Você fez até a Clarisse fazer os testes das revistas e não pode falar nada sobre as casas Liz, afinal, se me lembro bem o Leon é lufano. E seu namorado nem é fã da série de forma tão fervorosa como você. –E o Gray era corvino, pra meu eterno desespero.

—E você só pra não ser clichê é Grifinória Liz. –Eu sei que Gray não precisou contar isso para a Lilli, mas saber que ela conseguia sabe isso sem ninguém falar nada era meio esquisito.

—Como foi mesmo que a gente começou essa conversa sem pé ou cabeça? –Leon não liga muito para esse por menores da série.

Gosta dos filmes e dos livros, mas não é fã como eu.

—Sua namorada implicando com a minha. Então, mudando de assunto, como foi à noite dos dois? –E é claro que Lilliel começou a rir na mesma hora que Gray terminou de falar.

—Boa quente e elétrica. –Para a minha vergonha eterna Leon falou isso enumerando nos dedos cada uma das palavras, o que só fez Lilli rir mais ainda.

—Elétrica? Tudo bem cara, vamos pegar alguma coisa na cozinha e você me explica isso direito por que fiquei curioso. –E sem esperar resposta, Gray saiu puxando Leon para a cozinha me deixando com Lilliel, que ainda ria como uma verdadeira condenada sentada no sofá.

—Ri mesmo, mas quando você ficar grávida do Gray eu é que vou rir. –Mas, conta a minha sorte, Lilliel sorria completamente debochada. –O que foi dessa vez? Mais segredos de família?

—E o que mais seria?

Suspirei já cansada e sentei do lado dela.

—Qual a história?

—Já aviso que você não vai gostar muito de nada. –Ela respirou fundo, algo que não é muito bom. –Depois que você foi pro seu quarto ontem, Vivian e Ashlley arrastaram Lana, Halley e eu para a sala privada da minha avó. –Fiquei confusa sobre qual a avó e Lilli pareceu notar. –A Betthany. O caso é que eles resolveram explicar um monte de coisa pra gente, um monte mesmo.

—Não acho que vou querer saber sobre o que. –Confessei.

—Vai por mim, estou pegando leve com você. –Aquilo eu sabia que era verdade. –Primeiro ponto: nenhum tipo de contraceptivo faz efeito com o pessoal da “Linhagem”.

—Como é que é?! –Eu nem vi como, mas já estava de pé quase tendo um ataque.

—Senta de uma vez. O Gray, a Lana e eu reagimos da mesma forma.

—E como você tá calma ai agora?!

—Por que eu terminei de ouvi a explicação depois do susto inicial. –Aceitei aquilo meio contra a minha vontade e sentei novamente. –Acha mesmo que depois dos últimos dias agarrada no Gray eu não iria surtar ao ouvir isso? –Lilli me encarou, mas apenas dei de ombros. –Tudo bem, o ponto é que não fazem efeito, só que aparentemente somos um pouco parecidos demais com os deuses. Alguns de nós temos o que minha vó chamou de época fértil, o que significa que nem as Parcas fazem essas pessoas engravidarem fora dessa época. Outros têm a tal época fértil só quando querem, essa parte eu não entendi então não pergunte.

—Isso ainda não responde o que realmente está me preocupando.

—Tudo isso junto, além da necessidade da “Linhagem” de ter sempre a pessoa certa para cada um faz com que esse mecanismo seja ativado a partir da... –Lilliel parecia realmente incomodada com o assunto. –Da primeira transa com a pessoa certa.

—Então o seu tá ativo desde Vegas. –Tudo bem, eu fui sarcástica.

—E o seu desde ontem à noite, então cala a boca. –Deixei ela irritada. –Não foi nada divertido ouvir isso e manter o meu olho fora do seu quarto ao mesmo tempo ontem.

—O quê?

—Quieta. –Dessa vez eu realmente obedeci. –Normalmente existe um período de adequação para as pessoas da nossa família e seus pares, por que a regra acaba incluindo a pessoa de cada um, como a Lana. Na verdade até o Reynald e a Halley estão incluídos nessas regras, não me pergunte como ou em que aspectos que eu não faço ideia.

—Não se preocupe, não quero saber no momento. –Confessei.

Adoro a Hall e o Rey, mas no momento estou mais preocupada com a minha situação.

—Não precisa se preocupar que o pouco que entendi ou consegui prestar atenção dessa parte o Reynald não vai ficar grávido ou coisa do tipo. –Ela riu da minha reação de tentar tapar os ouvidos. –Outra coisa que você não vai gostar de saber é que como recebemos o sangue do Kaíros antes de fazer um tipo de ritual mágico para saber qual é o tal período de adequação já era. O feitiço só funciona antes do sangue de Kaíros, depois é contar com a sorte e ponto.

—Que merda. Será que a gente não acerta uma nessa história? –Sinceramente aquilo estava ficando realmente irritante.

—Sem falar que como somos ligadas desde antes do sangue do Kaíros por sermos a primeira linha de reaproximação da “Linhagem” a mais velha engravida primeiro, então quem vai rir sou eu.

—Como é que é? –Eu não podia ter ouvido aquilo certo.

—Você é de Áries, eu sou de Leão e ambas nascemos no mesmo ano. Você é a mais velha, vai ficar grávida antes de mim. –E minha prima sorria vitoriosa de uma briga que não precisou usar os punhos.

—Como sabe meu signo se nunca te falei a minha data de aniversário?

—Gray me contou.

—Por isso o sorriso de deboche naquela hora. –Era mesmo suspeito ela sorrir daquele jeito depois de ser provocada.

—Não se preocupe, Gray achou graça dessa parte até a minha avó dizer que o mais velho dos parceiros também influencia.

—Leon é um ano mais velho que a gente.

—Por favor, você é uns seis meses mais nova que ele. Gray me disse que Leon é de Libra.

—Qual o signo do meu irmão mesmo?

—Aquário.

—Acabei de entender por que vocês passam tanto tempo na cama.

—Exagerada. –Mesmo assim Lilliel riu do meu comentário. –O fato é que a diferença de idade entre você e o Gray quase torna a margem duvidosa. Então o que realmente garante que vou rir da sua cara é a diferença de quase um ano entre eu e o Leon.

—Mas isso não te deixou mais aliviada, por que, sinceramente, parece que um fantasma passou na sua frente. O que mais tem nessa história afinal?

—Muita coisa para uma única vida se quer saber.

—É por isso que os dois ainda não voltaram? Gray está tendo essa conversa com o Leon na cozinha?

—Sim, ele disse que para ficar mais tranquilo, ou o que quer que ele realmente queira dizer, era melhor fazer desse jeito.

—Me lembre de agradecer a ele mais tarde por isso. –Lilliel apenas riu, mas que o assunto não iria ficar mais divertido eu já sabia. –Isso não é tudo, é?

—Ártemis conversou um pouco com Gray e, bom, acho que as coisas que ela falou são, no mínimo, preocupantes. –Ela me encarou um tanto abatida. –Acho que você não vai gostar disso mais do que do resto.

—Bom, vamos descobrir.

E então as coisas realmente foram de mal a pior.

—Segundo ela ou nós, no caso nossos futuros filhos, ou os nossos irmãos vão acabar casando e unindo os dois lados da “Linhagem”. Isso, pelo que eu entendi, vai acontecer com um dos dois casos independente do que a gente queira ou tente. Só não sei que tipo de lógica vai seguir para definir isso ou mesmo quando isso vai se tornar um fato e libertar o Kaíros. –Por alguma razão, tudo que minha prima disse parecia lógico e não me preocupou como aquele final.

—O que você quer dizer com isso Lilli? –Tudo bem que minha vida meio que é uma confusão agora, mas isso foi estranho.

—Que eu acho que não vai ser necessário que a “Linhagem” se unifique novamente, só que o futuro fique claro que não importa como uma ou as duas possibilidades vão acontecer. Contanto que isso realmente vá acontecer, o Kaíros vai ser liberto dessas correntes de vingança.

—Se isso acontecer, ele vai precisar renascer. –De alguma forma aquilo parecia óbvio, mesmo que eu não entendesse como.

—Provavelmente não da forma como eu imagino ou como é normal mesmo para um deus. Acho que o Kaíros vai renascer de uma forma própria para quem ele vai se tornar quando estiver livre. –De algum modo eu sabia que Lilliel entendia aquilo de uma forma única, talvez pela sua proximidade com Nix e Erébus.

—Espero que isso não seja tão ruim quanto pode vir a ser. –Confessei.

Ficamos em silêncio por vários minutos até que os garotos finalmente voltaram da cozinha, Leon parecia um tanto pálido e até mesmo suas mãos pareciam tremer segurando a bandeja de biscoitos, enquanto Gray vinha com um sorriso brincalhão e até um pouco sacana.

—Então teremos uma verdadeira festa durante a noite com os deuses. –Meu irmão parecia se divertir com isso.

—Eu não estou nem um pouco animado para essa festa. –Leon parecia cansado só de pensar na tal festa.

—Qual é priminho, vocês passaram a noite toda no quarto e dormiram bem mais que eu e o Gray. Garanto que isso não é tão ruim quanto ter gente batendo na sua porta para o seu turno da festa. –Lilliel parecia um pouco aborrecida.

—Não culpe a gente por isso, por que não é. –Respondi.

—A única coisa que posso dizer é que pelo visto a noite de vocês foi muito boa. –O sorriso sacana de Gray não lembrava em nada a sua reação há poucos dias, mas de certa forma eu compreendia muito bem. –Então Leon, é só fogo ou tem algo mais?

Nessa hora meu irmão e minha prima caíram na gargalhada como dois condenados, enquanto meu namorado fez a última coisa que eu imaginava, respondeu a pergunta:

—Na verdade ela dá choques.

—Leon!!! –Joguei a almofada na cara do besta do meu namorado.

—Não adianta ficar assim, afinal Teresa disse que ia ficar de olho em você. Então, ela já sabe disso e vai espalhar pro Olimpo inteiro antes de vir pra cá. –Depois Leon olhou para meu irmão e deu um sorriso divertido. –E ela tem uma energia contagiante que não acaba.

—Leon! –Joguei a outra almofada na cara dele.

—Deve ser Ares e Afrodite por parte dos gregos e, se ela tiver parte com os romanos, até Belona. –Gray estava se divertindo com a situação e fiz questão de jogar a almofada na cara dele.

—Cala a boca Gray.

—Te garanto que ela não estava tão envergonhada e acanhada ontem à noite. –Infelizmente, as almofadas acabaram e só pude mandar um olhar atravessado para o meu namorado, que nem mesmo ligou para minha possível raiva. –Nem vai estar quando voltarmos para o quarto.

—Leon! –Pulei em cima dele no sofá e tapei a sua boca. –Calado, ou vai dormir no quintal hoje.

Mesmo assim ele tirou a minha mão da sua boca om um sorriso debochado e um brilho divertido no olhar.

—E quem disse que você vai dormir à noite?

Depois dessa até eu precisei rir, por que meu namorado poderia não se descendente de Afrodite ou um Eucaristia, mas com certeza ele é a prova de que deuses do submundo são completamente fogosos ou no mínimo idênticos aos deuses da superfície com relação a sexo.

Não posso nem dizer que isso me deixou triste.

De alguma forma, me deixou foi feliz e ansiosa.

Continua...

Notas finais
As fotos de referência da Halley foram editadas, por isso o cap sobre elas está marcado como "editado" no índice. Quem quiser e/ou puder conferir fique a vontade para comentar isso também. Até mais.