Notas iniciais
Olá para todos. Passando para avisar os recém chegados e leitores antigos que a série The Olimpians é composta por 4 livros atualmente. Sendo eles: Livro 1 - The Olimpians: True Blood (Concluída/Revisão/Reescrevendo?) Livro 2 - The Olimpians: Boodlines Time (Concluída/Revisão) Livro 3 - The Olimpians: The Other Side Of Time (Concluída/Revisão) Livro 4 - The Olimpians: The Last Corwn (Em andamento) Sim, o livro 4 está sendo escrito/postado nesse momento aqui mesmo no Spirit e no Nyah!, então se você acompanha qualquer uma das fics e quer saber o termino das aventuras dos personagens não deixe de acompanhar o lançamento de The Last Crown. O livro 1 será reescrito em breve, para ser postado como uma nova versão e o original vai ficar no ar como um rascunho (sim, terá duas versões do mesmo livro, uma de dez anos atrás e outra revisada, corrigida e reestruturada que vai ser a oficial (quando ficar pronta)). Dúvidas pelos comentários ou MP.

Lilliel

Depois daquela confusão no refeitório seguida pelo meu reconhecimento por Thanatos eu ainda pude terminar o jantar na mesa de Hermes.

Depois fui até o chalé com Lizandra pegar minhas coisas para a mudança.

Eu iria sentir falta da companhia dela antes do jantar, mas para consolar ela disse que pelo menos iria me livrar do sofá e ganhar uma cama.

Isso eu tive que concordar.

No chalé de Thanatos encontrei uma cama vazia e confortável.

Também não estaria sozinha lá. Teria dois irmãos e uma irmã para me fazer companhia.

O chalé era agradável, na minha opinião claro. Tinha paredes cor cinza, quatro janelas com cortinas negras e uma lareira com fogo amarelo durante o dia e azul durante a noite. Sobre a lareira estava a tal foice que Lizandra me falou e ela era linda.

As camas também eram feitas com ossos, mas os colchões eram normais e confortáveis, por isso nem liguei pro resto. Poderia morrer naquele colchão que nem ligaria.

Pensar nisso me fez ter uma razão a menos pra querer estar no chalé e uma a mais para arrastar Drew até aquele lugar.

Quem sabe ela não dorme e morre sozinha.
Sim. Eu ainda estou com raiva e não. Não vou esquecer do que aconteceu tão cedo.

Mas agora eu precisava mesmo era dormir.

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Eu comecei a sonhar rápido demais para saber o que estava acontecendo naquele momento.

Tudo o que sabia era que precisava correr até aquele carro no meio do deserto de onde um rapaz acenava freneticamente ou estaria realmente morta.

Eu não sei se era por ser noite ou se eu estava no meio de uma tempestade muito pessada, mas nada parecia bom naquele lugar.

Olhei para trás na esperança de estar errada e me arrependi.

Uma mulher serpente corria na minha direção.

—Essspere um pouco filhote de deusss. Ssse for boazzzinha eu te mato sssem muita dor.

Como alguém humano ou não pode achar que eu iria cair nesse papo.

—Faççça isssssso e nunca maisss vai ssse sssentir trissste. Nunca maisss vai pressscissar ouvir coisssasss ruinsss por causa de outrasss pessssssoasss.

Quando ela disse isso eu olhei para meu outro lado e vi Lizandra parada olhando para o monstro atrás de nós.

A mulher serpente parou a vários metros como se não quisesse arriscar perder tudo por pressa.

—Nunca mais? Sem solidão também?

—Sssim. Sssem sssolidão ou dor. Vai ssser rápido e vosscê nem vai perssceber que morreu.

—Vou rever a minha mãe?

—Sssim. Com sscertezzza ela essstá te esssperando ansssssiosssa.

Então eu agarrei o pulso de Lizandra e sai correndo enquanto ela gritava:

—Me solte. Eu cansei de fugir, de ser forte, de tentar superar e seguir em frente. Quero rever minha mãe!

Continuei arrastando ela e o sonho mudou.

Agora eu estava sentada em uma sala extremamente bonita, aconchegante e sombria.

As paredes eram cinza claro, os sofás negros e a mesa de centro de madeira envernizada em tabaco. Cortinas pretas e tapete marrom no chão branco e preto.

Alguns quadros com anjos e espectros de morte preenchiam a parede. No fundo da sala uma lareira queimava um fogo azul.

E na poltrona o homem que vi na minha casa, meu pai, me olhava intensamente.

—Boa noite criança.

—Boa noite... o que é esse lugar?

—Minha casa. Te trouxe aqui durante os sonhos por que preciso falar com você.

—Falar o quê?

—Sobre varias coisas na verdade, mas acho que algumas podem esperar mesmo que sejam importantes também.

—É sobre minha mãe?

Ele riu.

—Erza? Nunca. Sua mãe é tão habilidosa que em um combate mano a mano me venceria. Isso é sobre algo que começou a acontecer recentemente e ainda não foi divulgado por que Zeus está... temeroso... não, é outro termo, mas enfim. Ele não quer falar, mas nos últimos tempos pequenos distúrbios tem acontecido no nosso mundo.

“Eles poderiam ser coincidências, mas meu senhor Hades e o lorde Poseidon sabem que não são. Os dois tem medo que isso possa ser ruim para o futuro e não pretendem esperar que seja tarde demais pra agir. Por isso eu não pude mais assegurar que você ficasse longe do acampamento. Meu senhor sabe que você será útil e me pediu para colocar a minha criança mais preparada a seus serviços, então preciso que se arrisque por mim, por ele e por sua nova família.”

—Como assim a serviço dele? Como posso ser tão boa assim? O que pode ser tão ruim assim? E se é tão ruim não seria melhor um campista com mais experiência?

Thanatos levantou e sentou ao meu lado.

—Você está quase no mesmo nivel daquela garota Lizandra, mas tem coisas que ela não tem e por isso podemos considerar que estão equilibradas. Ela é instável emocionalmente e você já notou. Apesar de ser esquentada e explosiva, além de dorminhoca e pregiçosa você nunca é instável. Aposta sempre na pior chance e segue em frente apostando no pior resultado mesmo com chances de ganhar, por isso raramente se decepciona quando as coisas dão errado e pode festejar quando dão certo.

—Assim como a mamãe.

—Sim. Assim como a sua mãe.

—Então o que é?

Thantos pareceu ficar muito tenso e nervoso, como se não quisesse realmente tocar no assunto. Mexeu nos botões da manga do paletó e depois no nó da gravata.

—Os deuses tem ligação com todas as partes do mundo que usam as raízes da civilização ocidental. Então nós temos diversos tipos de oferendas que nos são dadas por povos orientais, arabes entre outros. Os deuses são pessoas vaidosas e quando gostam de alguma coisa se apegam a aquilo de forma intima e até doentia.

“Mas também existe outro ponto importante. Deuses tem orgulho de ostentar objetos de poder e quando se ligam a um presente humano de forma muito intima isso pode afeta-los. Por isso que desde a alguns meses os deuses tem tido problemas. Estão depredando os presentes humanos a que eles mais são apegados e isso não faz bem aos deuses.”

—De que modo?

—Dos mais estranhos.

—Explique. -Afinal dizer estranho não me responde nada.

—Poseidon sempre teve problemas por causa do seu tridênte ser usado como simbolo do mau. Mas ultimamente a coisa tem piorado... estão assossiando o tridênte a morte e isso significa que meu senhor Hades e lorde Podeidon estão sendo afetados de forma nada agradável. O tridênte tem sido pichado em túmulos e quase todos os túmulos profanados são oferendas ao meu senhor feitas por seus devotos. Isso está confundindo os seus limites de ação.

“Do mesmo modo que as oferendas de Zeus tem sido destruidas usando o simbolo de Hefestos. As igrejas que estão sob guarda de Hera estão sendo marcadas pelo simbolo de Ares e as marcas são feitas como se quisessem jogar um deus contra o outro. Zeus está furioso e brigou com o filho e exige que essas coisas parem de acontecer, mas nenhum dos deuses admite ter feito nada.”

—Alguém sabe o que pode ser?

—Meu senhor acredita que seja obra de alguém que queira a guerra ou provar algo. Poseidon não dúvida disso, mas pensa que pode ser um sobrevivente das duas últimas guerras ou alguém que quer causar problemas com o que está por vir. Mesmo assim o mais grave aconteceu a poucos dias.

“Os Arcos Gêmeos sumiram e tanto Apolo como Ártemis estão furiosos. Eles chegaram a se acusar mas logo recobraram o juízo. Depois disso as coisas pareceram acalmar, mas só tem piorado. Meu senhor se ofereceu para tentar procurar as armas de poder dos dois, que felizmente aceitaram. Ele me pediu para trazer você para a busca.”

—Você não ia me reclamar nunca?

—Será que você precisava ser jogada no acampamento quando sua mãe te ensinou a se virar melhor do que eles podem fazer?

—Acho que não. -Admiti cansada só de pensar.

—Um dia, depois que fizesse vinte e um anos, eu iria falar com você. Dizer quem eu era e quem você era, depois deixaria você se decidir se iria conhecer o acampamento ou viveria sua vida normal.

—Você parece a mamãe falando.

—Sim. Eu admito, somos parecidos.

—Então, como faço para procurar esses arcos?

—Durante o café da manhã vá até o Oracúlo, a garota Rachel, e diga: “Procuro uma resposta para uma busca em nome do Sol e da Lua. Qual é a meu caminho?”. Isso vai fazer com que ela te dê a profecia para a missão. Leve sua amiga de Hermes e o rapaz que irá te derrubar por acidente. Com eles você poderá contar.

—Só isso?

—Não. Pegue.

Thanatos estendeu a mão e me entregou um bracelete com o desenho de uma caveira rodeada por ossos.

—Seu presente pelo seu aniversário de dezoito anos. Atrasado, mas entregue. Espero que seja útil na sua missão.

—Como seria útil?

—Aperte o crânio e se tornará a ceifeira de almas. Agora devo ir e você deve despertar. Se tiver sorte e voltar viva eu falo o que é mais importante, se não quando chegar aqui eu te falo mesmo assim.

—Me diga uma coisa?

—Sobre?

—Por que você me trata como se fosse especial?

—Por várias razões, as de menor importancia vem do fato que você é uma cria poderosa de deuses. Sua mãe é bisneta de meu irmão Hypnos, deus dos sonhos, e antes disso Hades se ligou a sua família. Sua linhagem divina é tão antiga quanto perigosa, por isso você é especial.


—Só isso?

—Quando a missão terminar, lembra?
Pensei em dizer um monte pra ele, mas o sonho acabou e eu acordei.

Quando abri os olhos vi que tinha sido a primeira pessoa do chalé a despertar.

Estava assustada com o sonho e não melhorou quando comprovei que o bracelete estava no meu pulso. Levantei e fui tomar um banho quente para tentar relaxar, vesti um agasalho, depois olhei no relógio e confirmei que era muito cedo, seis e meia.

Não poderia ficar ali até a hora do café.Daria uma volta, procuraria alguém pra conversar e com sorte o tempo passaria de forma mais agrádavel.

Pensei em ir para a arena mais depois acabei indo para o anfiteatro.Estava precisando falar com Quirón. Com Rachel. Com Lizandra. Com Chris.Alguém capaz de me dizer mais sobre as palavras do meu pai.

De tão distraida acabei levando o maior encontrão com outro campista.

Nós dois fomos ao chão. Foi horrivel por que ele era alto e bem sólido, como uma parede e só caiu por causa do susto.

—Desculpa. Não te vi... quero dizer, acho que ti vi mas não estava prestando atenção... ai, não é isso... eu tava distraida demais e não registrei a sua imagem... -Comecei a falar antes mesmo de ver o rosto dele direito.

—Tudo bem. Eu também estava distraido, nem dá galho esse tipo de coisa. Sou Gray, Gray Archer. Monitor e filho de Apolo.

Quando finalmente olhei para ele levei um susto. Ele era bonito. Realmente lindo.

Cabelos castanhos descendo pelo pescoço até um pouco abaixo do ombro, olhos ambar, pele bronzeada, um sorriso brilhante e um corpo que eu podia ver que era muito bem constituido e muito bem cuidado.

—Prazer. Lilliel Eucristia, filha de Thanatos.

—Eu sei. Adorei o que fez com a Drew ontem. Não que estivesse certo, mas conheço a Lizandra a anos e ela é uma otima pessoa, além disso meu irmão Michael é uma peste que vivia puxando briga com a Clarisse de Ares.

—Acho que tenho primos assim. -Murmurei um tanto distraida com a lembrança.

Gray estendeu a mão e me puxou pra cima, me fazendo ficar em pé novamente.

Aquilo foi um pouco estraho, mas realmente não me senti mal. Seguimos até as arquibancadas e sentamos, apesar do frio que fazia.

—Mas por que você está andando por aqui? -Ele encarava o suporte da fogueira e me deixou curiosa, afinal mesmo sendo filho de Apolo não acho que ele sempre acorde com o sol.

—Sonhei com meu pai e acordei antes da maior parte das pessoas, dai resolvi andar por aqui. Mas e você? -Ele pareceu cansado ao lembrar daquilo.

Exitei em responder aquela pergunta. Gray arqueou a sombrancelha e eu respirou fundo.

—Quase a mesma coisa. Tive sonhos estranhos e perdi o sono.

—Quer conversar sobre alguma coisa?

—Do sonho? -Só de lembrar fiquei tensa com aquilo.

—Tem outro assunto em mente? -Ele riu se divertindo com a minha reação enquanto tentava não me intimidar.

—De qualquer coisa eu acho. Por exemplo, do acampamento ou da sua vida fora daqui. -Tentei desviar o assunto do meu sonho.

—Você vai me falar sobre sua vida?

—Quem sabe?

—Você é escorregadia. Aliás, por que está com esse manto negro?

Olhei para o manto que havia ficado depois que Thanatos me reconheceu e que acabei vestindo antes de sair do chalé.

—Acho que é um presente. Mas não posso garantir.

Ele riu e aquilo me animou a continuar conversando com ele.Gray Archer de Apolo.

O garoto que me derrubou.

Continua...

Notas finais
Olá para todos. Passando para avisar os recém chegados e leitores antigos que a série The Olimpians é composta por 4 livros atualmente. Sendo eles: Livro 1 - The Olimpians: True Blood (Concluída/Revisão/Reescrevendo?) Livro 2 - The Olimpians: Boodlines Time (Concluída/Revisão) Livro 3 - The Olimpians: The Other Side Of Time (Concluída/Revisão) Livro 4 - The Olimpians: The Last Corwn (Em andamento) Sim, o livro 4 está sendo escrito/postado nesse momento aqui mesmo no Spirit e no Nyah!, então se você acompanha qualquer uma das fics e quer saber o termino das aventuras dos personagens não deixe de acompanhar o lançamento de The Last Crown. O livro 1 será reescrito em breve, para ser postado como uma nova versão e o original vai ficar no ar como um rascunho (sim, terá duas versões do mesmo livro, uma de dez anos atrás e outra revisada, corrigida e reestruturada que vai ser a oficial (quando ficar pronta)). Dúvidas pelos comentários ou MP.