The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time
6 Começo a Arrumar Mais Problemas do Que Deveria
Notas iniciais
11 de Dezembro
Lilliel
Quando a hora do café chegou eu já havia conversado tanto com Gray que nem tinha notado o tempo passar.
Ele me fazia rir com suas rimas e se divertia me ouvindo falar da minha louca família, dizendo que nunca conheceu pessoas como os meus parentes nem no acampamento.
Quando a hora do café chegou fomos juntos para o refeitório. Assim que cheguei lá vi Lizandra e fui cumprimenta-la. Ela parecia otima. Depois me despedi dela e do Gray para ir para a minha mesa.
Peguei minha comida, fiz a oferenda para meu pai e comi um pouco. Era estranho estar naquela mesa, com meus irmãos e todos os outros.
Suspirei.
Lembrei da conversa com meu pai, levantei e fui até a mesa aonde os monitores de atividades, Quirón, Sr. D e Rachel estavam.
Encarei Rachel e fiz o que meu pai mandou.
—“Procuro uma resposta para uma busca em nome do Sol e da Lua. Qual é a meu caminho?”
O Sr. D e Quirón me olharam assustados, mas não foi isso que me chamou a atenção e sim o que Rachel fez.
Levantou e envolta por uma névoa verde disse uma profecia para o que tinha que fazer.
“O Morto, o Andarilho e o Arqueiro devem procurar
Em meio a terra desolada uma chance de mudar afinal
Seguindo na terra da perdição para encontrar o que foi levado
Devem seguir pelas mãos dos que perderam seu lar
Levem consigo os sentimentos de corações abalados
Para enfim restaurar na casa dos gêmeos a lealdade real”
Todos estavam assustados com aquilo e eu estava um pouco mais que apavorada, mas mesmo assim já sabia o que fazer. Só precisava que Quirón dissese se estava vivo ou não para me apoiar.
—Meus deuses Lilli! O que você tem na cabeça?! -Ouvi a voz de Lizandra logo atrás de mim.
—Bom, eu não tenho muita coisa não. Já meu pai e o chefe dele devem ter muita coisa, por que foram os dois que decidiram que eu iria fazer isso. Sabe, eu normalmente obedeço meus pais e o que o chefe e o irmão do chefe dele decidiram foi isso.
Quirón reagiu nessa hora.
—Você falou com seu pai?
—Ele sequestrou meus sonhos. -Corrigi.
—Hades mandou ele te dar uma missão?
—Digamos que tem gente... interesados em uns assuntos. -Fingir segredo era muito idiota agora, mas fazer o que?
—Por isso seu pai te trouxe pro acampamento? -Lizandra
—Curioso, não? Ele disse que iria me deixar quieta até os vinte e um, mas o chefe dele disse que era pra me chamar. Agora virei garota de entrega do chefe do meu pai... -Esse foi o comentário mais retardado do momento, admito.
—Você não está preparada pra algo desse nivel! -Quirón declarou.
—Falei o mesmo pro meu pai. Ele disse que estou quase no mesmo nivel que a Lizandra e que eu deveria levar ela e o garoto que me derrubaria por acidente. Não que eu goste de por outras pessoas nos meus problemas, mas os dois são pessoas agradáveis.
—É sério?
Dessa vez foi a voz de Gray que me chamou a atenção.Olhei pra ele e fiquei em dúvida se continuava.
—Sim. Além disso a profecia sugere exatamente isso: o Morto é o filho de Thanatos selecionado pelo próprio Hades. Infelizmente, eu. O Andarilho é um filho de Hermes em que eu confio, você Liz. Por fim o Arqueiro é um filho de Apolo com que eu tenha tido contato. O único que se encaixa é você Gray.
Enquanto nós três nos encaravamos em busca de um entendimento o refeitório explodia em fofocas e alguns cometários bem desagradáveis sobre Lizandra chegaram aos meus ouvidos bem como aos do Gray.
Nós dois ficamos furiosos e aparentemente todos notaram isso. Principalmente quando ambos começamos a emanar um tipo de aura bem ameaçadora. Gray parecia brilhar em dourado e eu, principalmente pelo manto negro, devia parecer a morte ameaçando levar todos.
—Calem as suas bocas imundas seus vermes sem orgulho ou ideias próprias. -Gray
—Se não podem enfrentar ela como guerreiros se contenham e respeitem, por que só covardes descontam suas fraquezas em inocêntes.
—Lizandra tem tanta culpa pelos atos de Luke quanto nós pelos atos dos nossos pais divinos ou não. Por isso calem as bocas. -Gray avançou um passo e depois se forçou a recuar.
—Ou eu posso calar elas para sempre em uma visita só de ida pra casa do tio Hades.
Ninguém no refeitório pareceu querer falar mais nada, mas quando viramos para o Quirón alguém falou:
—Só por que a maluca de Thanatos e o metido de Apolo querem vamos ter que respeitar a traidora do Olimpo? Fala sério.
Dessa vez eu e Gray iriamos matar o idiota. Mas não foi necessário.
Dessa vez Lizandra reagiu mais rápido do que o esperado.
A voz vinda da sua própria mesa era de um garoto de uns dezesseis anos que, eu sabia, era irmão dela. Ela agarrou o garoto pelo colarinho e deu-lhe três socos tão fortes na cara que vi alguns dentes voarem da boca dele antes do corpo desmaiado ser deixado no chão.
Ela voltou para onde eu estava com Gray e sua expressão estava como se possuida por um demônio.
Vi Clarisse ir até a mesa dos monitores e falar com Percy, Chris e os outros dois membros que ali estavam. Todos assentiram positivamente e então Percy levantou.
—Quirón! Nós discutimos aqui rapidamente e tivemos uma ideia. Essa história de ficar desprezando os campistas fortes de Hermes, os traidores que voltaram arrependidos e o próprio Luke já passou dos limites. Mesmo errados eles não lutaram por coisas egoistas. Eles queriam mais presença e responsabilidade dos deuses.
—Isso nós podemos confirmar que a filha de Thanatos teve, mesmo que de forma torta ele parece ter sido bem responsavel. -Chris parecia se divertir ao dizer isso, mas não achei muita graça.
—O fato é que se essas ofensas continuarem vamos ter uma guerra nesse acampamento. Ares nunca culpou os campistas por tudo que aconteceu. Obvio que erraram, mas mesmo assim eles não desejariam que isso acontecesse. Silena, Beckendorf, meus irmãos, os filhos de Apolo, Castor, filhos de Atena e todos os outros. Ensino os membros do meu chalé a serem corretos nesse ponto. Os filhos dos três grandes respeitam a memória dessas pessoas. Eu respeito a memória de Luke. -Clarisse parecia realmente irritada.
—Por isso é ainda mais injusto que Lizandra ou qualquer outro que nem sabia sobre quem era na época pague o preço por tudo que aconteceu. Então se eles retornarem com exito ninguém mais deve falar nada e aquele que falar contra qualquer um deles por conta do que aconteceu na época do Luke vai estar dando o direito de o ofendido ou seu monitor desafia-lo e descer a mão. -Percy terminou sorrindo.
—Dessa forma quero ver alguém ofender novamente a Lizandra, Gray, Lilliel ou qualquer outro campista sem pensar duas vezes. -Chris.
—E o caso de ontem e o de agora? -Quirón.
—Fica de demonstrativo. -Clarisse foi tão firme que fiquei com medo. -Por que se precisar de votação nós cinco aqui já somos contra repressarias na garota de Hermes e na de Thanatos.
Quirón olhou para nós um pouco preocupado e em dúvida quanto ao que fazer, isso estava estampado no seu rosto tanto quanto a ideia de que minha chegada tinha sido um pedido de Hades.
—Certo. Façam como quiser, mas eu ainda acho que isso é um erro. -Quirón parou por um minuto e depois voltou a falar. -Se bem que vocês nunca treinam e são grandes. Certo Percy, Piper, Leo, Tea, Rig e sei lá quantos outros de vocês?
Todos começaram a rir e alguns concordaram com gritos entusiasmados as palavras de Quirón.
—Vão. Arrumem o que precisarem para sua jornada. O tempo não estará a favor de vocês então devem se apressar para sua jornada. Levem o necessário para sua sobrevivência e me aguardem no alto da colina meio-sangue que ainda quero falar com os três antes de partirem.
Saimos apressados do pavilhão refeitório. Assim que entrei no chalé peguei uma mochila grande. Coloquei seis camisetas, duas calças, um par de tenis, outras roupas, uma blusa forrada reserva, um cantil com água, as kunais e todas as outras armas que minha mãe me derá de presente nos últimos anos (principalmente na última vez que a encontrei). Coloquei minha calça jeans preta forrada, uma camiseta de manga comprida vermelha e minha blusa camuflada cinza mais quente, calçei um cuturno, um boné. Peguei minha carteira com todo o meu dinheiro e coloquei no bolso fechado da calça.
Coloquei algumas kunais no bolso reforçado da calça e prendi o par de kukris na lateral da minha perna. Minha espada não caberia na bolsa e talvez isso me trouxe-se problemas. Enrolei o cachecol no pescoço e soquei as luvas no bolso.
Terminei colocando o manto na bolsa e confirmando que o bracelete do meu pai ainda estava no meu pulso, coloquei meus ocúlos no bolso da jaqueta e sai correndo do chalé em direção a colina meio-sangue.
Quando cheguei lá Lizandra já estava esperando completamente pronta para uma nevasca. Gray chegou cinco minutos depois tão preparado quanto nós.
Estavamos tão ansiosos com aquilo que nem conseguiamos esconder.
Quirón demorou uns quinze minutos para chegar na colina.
—Desculpem a demora, mas estava preparando isso.
Ele nos jogou três bolsas de couro. Quando abri achei um pacote ziploc com pedaços de algo que imaginei ser ambrosia, um cantil com néctar, mais dinheiro humano e duas moedas douradas, que se as informações de Liz e Gray estavam certas eram dracmas.
—Esses são seus suprimentos de semi-deus, além disso as bolsas estão encantadas para caber mais suprimentos. Então tentem colocar o máximo de comida ai já que não sabem o que vai acontecer. Outra coisa é a sua arma Lilliel. Você tem alguns itens que sua mãe conseguiu comigo, mas isso me preocupa. Por isso tomei a libertade de pegar uma espada no arsenal.
Ele estendeu a mão mas não me animei a pegar a arma. Lembrei do bracelete que meu pai me deu durante o sonho, estiquei a mão e mostrei a Quirón.
—Meu pai me deu isso durante o meu sonho dizendo que era meu presente de aniversário atrasado. Acho que é uma arma.
Quirón olhou para o bracelete durante uns dois ou três minutos antes de retomar o pensamento.
—Tente ativa-lo para confirmarmos.
Fiz o que ele pediu e apertei a caveira no bracelete. Então não era mais um bracelete, mas uma foice.
A haste tinha pelo menos um metro e setenta, a lamina apesar de ser uma foice era diferente da do chalé. Parecia a letra T com uma ponta menor e a outra lamina ao invés de fazer metade de uma meia-lua se curvava na vertical quase reta até pouco mais de um metro junto da haste. No topo da haste, no ponto exato aonde a lamina se dividia uma caveira prateada brilhava com olhos de rubi.
—Di Immortales. Ele realmente te deu está arma... o que Thanatos pretende te dando isso? -Quirón parecia a beira de um infarto, o que em outra ocassião seria hilário.
—Não sei o que ele pretende, mas a ordem de Hades foi que ele usa-se na missão a criança da morte mais preparada estando ela no acampamento ou não. Por isso vim parar aqui. -Disse admirando a arma, depois toquei a caveira na haste e a foice voltou a ser um bracelete. -Pelo menos sei usar uma lança, o que já é meio caminho.
—Hades disse isso pro seu pai?
—Foi o que ele me falou.
—Mesmo assim não explica por que ele te daria a segunda melhor foice ceifeira ou pra que? Essa arma é extremamente mortal para qualquer criatura que você esteja enfrentando. Ela só perde para a Foice de Cronos e para a Katastroféa to̱n psychó̱n .
—Devoradora de Almas... Qual o nome dessa foice Quirón? -Eu admito, essa pergunta não me valia nada, mas foi mais frote que eu.
—Essa foice é conhecida como Pnoí̱ tou Thanátou.
—O Sopro da Morte.
—Exato. A foice no chalé de Thanatos é Angeliofóros tou Thanátou.
—Mensageiro da Morte. Por isso os poderes relativos a saber sobre mortes ou mesmo as almas dos campistas voltam pra cá. A foice é uma passagem para eles.
—Sim. Além de ser uma das dez foices sagradas para os mortos e um simbolo de poder para os devotos de Thanatos. O que exatamente seu pai falou sobre a missão?
—Que os Arcos Gêmeos de Ártemis e Apolo foram... roubados, sumiram sem razão e agora os gêmeos estão começando a perder a paciência. Não estão se acusando, mas não quer dizer que não vão se matar.
Quirón me encarou enquanto Gray e Lizandra pareciam estar tranquilos com o assunto.
—Vocês não tem como fazer isso.
—Nem adianta reclamar. Hades disse que faria o que pudesse para achar os arcos e nós somos o time dele. Não sei por que ele nos escolheu, mas prefiro acreditar que eramos nós ou ninguém. Nós provavelmente vamos morrer mesmo tendo exito na missão e não estou nem ai pro que vai acontecer depois, só espero que alguém que já viu coisas incriveis acredite em nós. Por que eu não vou ser capaz disso.
—Vocês sabiam que caçariam os arcos? -Quirón olhou para Liz e Gray
—Meu pai pediu que fosse junto para ajudar e se necessário fazer uso dos poderes da arma dele e da minha tia. Além de acompanhar a busca e evitar que algo sobre o sumiço não seja esclarecido. -Gray.
—Meu pai quer que me afaste do acampamento por uns tempos na companhia de pessoas com quem eu me sinta bem. Além de querer que eu tenha uma chance de mostrar que sou mais que a irmã pródigio do Luke Casttellan. -Lizandra.
Quirón respirou fundo.
—Realmente vocês não são o time dos sonhos. Mas dão pro gasto sem sombra de dúvidas.
Encaramos ele um pouco confusos e até bravos.
—Era isso? -Gray.
—Sim. Tomem cuidado e boa sorte crianças.
Nos viramos para a estrada e seguimos até a casa mais próxima onde felizmente meu brinquedinho já me esperava.
Ainda bem que pedi pros meus avos me darem isso e minha mãe fez o favor de trazer ele pra cá.
Provavelmente tenho muita coisa pra agradecer ao meu pai. Principalmente pedir pra minha mãe deixar meu carro nas redondezas.
Só alguém com muita sorte pra conseguir tudo isso.
Embora o carro não fosse o dos sonhos eu amo esse carro.
Meu fusca.
Continua...
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