The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time
9 Quase Sou Enterrado Por Massa
Notas iniciais
Então imaginem o meu sono a essa hora...
Enfim, é um presente de ano novo antecipado.
Divirtam-se.
=X=
Os agradecimentos da semana vão para:
- Alexia Oliveira;
- PJO e HP 4ever;
- Milena Corrêa.
Adora seus comentários meninas.
Leitores fantasmas, comentem!
Gray
Existem duas coisas que eu não gosto.
Ou melhor tenho pavor.
Problemas e Romaces.
Mas ao que tudo me indica estou prestes a meter os dois pés um lamaçal bem grande e fundo de ambos.
Não que uma hora não fosse acontecer de cair de cara em um dos dois. Mas quando duas coisas tão detestáveis me atingem dessa forma eu me sinto muito puto da vida com as Parcas.
Ao menos eu poderia dizer que as coisas foram bem até agora.
Mas seria mentira.
Até poucas horas eu ainda falava normalmente com a Lilliel e Lizandra parecia (e certamente estava) inconciênte de como me sentia com relação a nossa companheira de viagem.
Bom, nenhum desses dados continua se aplicando.
Pelo contrário. Liz está adorando me provocar e Lilli não fala mais comigo.
Em parte por que sei que falei merda.
Outra coisa com que não me dou bem: os gostos da Lizi para pizza.
Mas é minha melhor opção no momento.
Um lembrete pessoal: a Lizi fica estranhamente agitada e empolgada fora do acampamento.
Por que ela pediu mais duas pizzas com urgência para o garçom, que conseguiu trazer as duas em dez minutos (por isso ganhou cemzinho das duas). Agora as pizzas estão sendo tragadas pelas duas.
Nunca vi duas pessoas de carne e osso comerem tanto e tão rápidamente. Apesar disso nosso jantar estava indo bem, ou pelo menos melhor que o previsto.
Ou foi o que achei.
Do nada Lilli olhou a redor visivelmente agitada e, achei incrivel, com medo.
-Que foi Li? -Lizandra se encarregou de engolir quase meio pedaço de pizza antes de perguntar.
-Problemas. Cinco minutos. A esquece, já começou.
Não sei como ela soube, mas aconteceu.
Do nada haviam dois ciplopes. Repito: TEM DOIS HIPERBOREOS ENORMES DERRUBANDO A PAREDE DA COZINHA CARA!
Lilliel não pensou duas vezes deixou a mochila na frente da mesa enquanto pulava por cima da mesma ativando seu bracelete-foice e investia contra o maior dos gigantes.
Lizandra não hesitou.
Puxou seu dente de basilisco em prata do pingente separado em seu pescoço e o girou uma vez transformando-o em uma espada longa. Só pra constar que quando digo longa é por que Lizi usa uma espada de mão dupla maior que ela.
Mesmo assim ela se move super-rápido.
Infelizmente não o bastante para acertar os gigantes de vez e fugirmos com o minimo de segurança.
O gigante maior atirou uma cadeira na direção de Lilli enquanto o outro usou um cabo de ferro puro para tentar acertar Liz como se aquilo fosse uma lança.
Pensei em pegar meu arco, mas o número de erros que um tiro pode ter não compensaria o risco. Não só por minhas companheiras, mas pelos outros humanos. Mesmo assim tenho que fazer alguma coisa, por isso sai pegando pratos e saleiros de todas as mesas próximas e os jogado nos gigantes tentando distrai-los.
Infelizmente eles pareciam mais interessados em jogar mesas, cadeiras e até mesmo outras pessoas na direção de minhas companheiras.
O gigante de Liz estava com uma das estatulas de metal das pizzas.
Ele tentou acertar as pernas dela, mas Liz pulou pra trás e, não sei como, usou a mão livre para dar impulso contra o chão, aterrisando quase de joelhos.
Conheço Liz o bastante para dizer que ela não parecia muito amigavel com aquela cara de homicida louca, mas depois do golpe seguinte do gigante tive certeza que aquilo não terminaria bem pra ele.
O gigante moveu a espatula e acertou o braço de Liz de raspão.
Pra quê?
Ela odeia mais que tudo se machucar cara.
Lizandra fez um movimento rápido.
Jogou a espada nas costas e girou, caindo no chão e deslizado por entre as pernas do hiperboreo menor. Ela se pôs de pé menos um segundo depois de ter chegado as costas do gigante, girou novamente e usando sua força junto do peso da espada rasgou o gigante em dois pela cintura.
O gigante virou um monte de poeira e gosma que cobriu Lizandra, apesar dela não ter ligado eu posso dizer que foi nojento quando ela voltou pra mesa suja de monstro morto e continuou a comer.
Enquanto isso via Lilliel lutar contra o outro gigante que parecia querer manter distancia dela.
Quando a foice fez um pequeno corte no braço do gigante eu entendi a razão. O braço dele pareceu diminuir de tamanho e se esfarelar. O que quer que aquela arma fizesse eu não queria ficar perto.
Lilli se movia rápido tentando acertar o gigante de frente, até quase ser golpeada por ele. Nessa hora ela se moveu para o lado do braço “morto” cravando a lamina no peito do hiperbóreo que não conseguia mais se mover.
Bom, eu tenho certeza que ela teve sorte por ter danificado um braço antes. Mas admito que isso não foi tão bom pra nós três, muito menos pra mim.
Enquanto o gigante de desfazia sendo “absorvido” pela foice, todos nos sentimos aliviados. Mas como nada é tão simples ainda não tinha realmente acabado.
Fosse pelos danos causados pela luta que avariou a parede da cozinha, por erro de algum humano ou pelo planejamento dos gigantes a cozinha explodiu jogando muita massa de pizza, muita mesmo, para todos os lados, em todas as pessoas.
Tinha tanta massa de pizza que fiquei preso até o joelho na massa. Felizmente Lizandra havia colocado as mochilas novamente nas cadeiras, mesmo assim eu ainda tomei um banho de massa no resto do corpo.
Provavelmente, a julgar pela quantidade absurda de massa, os hiperbobéos pensaram que seria divertido produzir massa extra para uma exploção vingadora em caso de derrota ou comemortiva em caso de vitória.
Digo isso por causa do ovo e do leite que cairam sobre a messa vizinha.
Enfim, nosso jantar estava arruinado.
Lilliel parecia prestes a ter um ataque vendo que além da sujeira de monstro estava coberta por massa de pizza fresca, mas não fez nada além de recolher a foice a forma de bracelete ir até a mesa calmamente para pegar sua mochila e último pedaço de pizza. Depois ela apenas respirou fundo e disse:
-Temos que sair agora. A policia estará chegando em minutos e precisamos passar no mercado comprar muito shampoo.
Lizandra olhou para ela meio perdida antes de responder.
-Boa ideia. Eu dirijo, vocês compram e Gray paga.
Liz levantou tranquilamente e as duas começaram a sair do lugar enquanto eu corria pegar minha coisas e acompanha-las até o carro.
Eu realmente queria saber como terminei junto dessas duas malucas, mas não acho que possa fazer isso agora.
Digo isso por que assim que entramos no carro duas viaturas da policia viraram a esquina e Lizandra deu uma magnifica prova de suas habilidades ao volante.
Saiu cantando pneu, quase bateu no carro da policia, fez três curvas derrabando e estacionou na frente do mercado antes que eu pudesse gritar por socorro ou implorar que Lilliel assumisse o volante urgentemente.
Em poucas palavras: perto das habilidades em direção da Lizandra, a Lilli dirije muito bem. Tão bem que já estava implorando pra ela dirigir quando paramos na frente do supermercado.
Desci correndo antes que elas mudassem de ideia. Precisava ficar fora daquele carro por alguns segundos ao menos.
Lilliel passou na minha frente tão rápido que levei um susto. Então liz ficou com a parte de abastecer o carro novamente.
Ela pegou um carrinho e saiu pelos corredores pegando tudo que precisavamos.
Cinco minutos depois quando alcancei Lilli no caixa ela parecia pronta para matar alguém.
Corri até o caixa e vi o valor da nossa compra, além da cara de retardado do funcionário olhando para nós como anormais. Tudo bem, nós somos anormais.
Dei o dinheiro enquanto Lilli saia do mercado com todas as sacolas tão rápido quanto havia entrado.
Corri para o carro e entrei sem olhar.
Quando o carro arrancou cantando pneu eu admito, gritei de medo.
Mas não tinha muito o que fazer, só podia rezar para chegarmos inteiros ao hotel que Rachel indicará.
Continua...
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