Notas iniciais
Agradecimentos mais que especiais as minhas leitoras que me deram os lindo reviews como presente de fim de ano:
Alexia Oliveira;
Milena Corrêa;
Giih Castro.
Adoro todas vocês meninas (tipo tia coruja).
Então, talvez você digam que não é tão ruim o que eu fiz com a Lilliel... com a história dela... enfim, mas eu não sou muito boazinha nesse ponto não.
Na vez dos outros dois vocês talvez me entendam mais um pouco.
BJS.


Lilliel


Eu não acreditava na lei de Murph, mas devo adimitir, esse cara ou era meio-sangue ou era um gênio, por que nunca vi alguém tão certo no mundo.


Meus dias estavam sendo assim desde que meu pai aparecerá.


Tá bom. Minha vida já era dificil, mas desde que ele apareceu piorou muito.


Gray saiu do mercado tão desesperado para alcançar o carro que foi pro banco trasseiro sem ver Lizi no volante.


Mas eu não queria dirijir com meu humor do jeito que ele estava e gosto da forma que ela dirije, me lembra meu avô.


Além disso chegamos no hotel em seguraça enquanto eu estava fora do ar.


Descemos do carro e Liz mandou Gray fazer o registro enquanto nós duas tiramos a bagagem do carro.


–No que estava pensando?

A voz de Liz me surpreendeu.

–Como?

–Ficou quieta de um jeito suspeito no carro e infelizmente sei que não era por causa do Gray.


–Por que sempre fala dele com segundas intenções durante nossas conversas?


–Por que está escrito na sua cara que gosta dele. Até eu sou capaz de ver isso.


Rosnei baixinho.


–Mas tem algo te incomodando, o quê é?


–Isso. -Leventei o braço aonde o bracelete estava. -Por que meu pai me deu O Sopro da Morte? Por que me trazer para o acampamento agora? E por que me mandar para missão de imediato?


Lizandra olhou para sua arma camuflada.

–Ele me disse que minha mãe pediu que fosse uma arma desse tipo, por que ela me treinou na sua especialidade. Ganhei no funeral dela e nunca agradeci a ele por realizar esse pedido, mesmo assim eu não quero uma resposta para essa missão. Pode me chamar de idiota se quiser, mas se meu pai disser que pode me tornar imortal vou aceitar na hora e trabalhar como uma louca pra ele.


Liz guardou o dente-espada e me encarou.

–Realmente faz diferença saber por que? Pelo que sei nada vai mudar e nós ainda teremos uma missão para realizar.


–Acho... tem razão. Mas queria entender alguma coisa do furacão que me atingiu.


–Hey! Meninas! Quarto vinte e seis.Viramos e vimos Gray já na escada que levava para o quarto.


–Estamos indo. -Gritei

Estava pronta para segui-lo quando Liz segurou meu ombro.


–Quando chegar a hora, você vai entender. Não importa o tempo que leve, apenas acredite nisso e esqueça o resto ou vai enlouquecer de vez.


Encarei-a atentamente.

–É o que tem feito?

Ela sorriu e fiquei em dúvida se era um sorriso maroto ou triste, por que Liz tem jeito pra esconder suas emoções.


–Sim.
Ficamos em silêncio e seguimos para o quarto aonde Gray já esperava por nós um pouco ansioso para roubar nossas sacolas.


–Vocês precisam parar de fofocar e andar mais rápido. -Gray disse pegando os shampoo's e sabonetes. -Não se esqueçam que temos que sair cedo amanhã.


Sério, me irrita quando começam a me dar ordens desse jeito. Me virei para mandar Gray para o quinto dos infernos, mas... admito que não soube o que fazer ao olhar pra ele.


Gray havia tirado a camiseta e estava tirando a calça.

Agora posso dizer que isso não vai dar certo.

Ele olhou na minha direção e percebendo que eu o encarava pareceu um pouco constrangido.


–Tudo bem Lilli? Você parece estranha.

Aquilo me fez reagir e tentei parecer mais calma do que realmente me sentia.


–O único estranho aqui é você. Vai tomar banho ou posso entrar?


Gray me encarou confuso, mas por fim pareceu desistir de entender.


–Eu vou na frente, meu banho vai ser rápido. Depois você e a Lizi entram juntas ou sei lá o que vão fazer. -Ele se virou, mas depois de passar pela porta voltou um passo e me encarou. -Desculpa.


–Como? -Agora eu estava confusa. -Não entendi. Por que está se desculpando?


–Não sei, mas tenho a impressão que falei ou fiz algo que não devia.


Ele voltou para dentro do banheiro e fechou a porta.

Olhei para Liz procurando uma explicação, mas ela parecia igualmente confusa.


Parecia por que logo em seguida começou a rir feito uma condenada.


–O quê foi?

Ela parou de rir com alguma dificuldade e depois me encarou.

–Posso ser sincera? -Pelo sorriso maroto de Liz eu sabia que a resposta certa era não, mas queria saber.


–Pode.

–Pare de ser idiota e admita logo que gosta dele.

Olhei pra ela realmente em dúvida.

–Eu não... nem que eu quisesse.

Devo ter feito uma cara muito triste e fácil de ler por que Liz percebeu mais do que poderia ter falado.


–Gray também já se feriu por amor, ele não vai ser capaz de te magoar como já possam ter feito.


Olhei pra ela assustada, mas desviei o olhar.


–Não diga sobre o que não sabe Liz. As pessoas são muito cruéis com quem as ama e não tem vinculos de sangue. Minha mãe é maluca, mas ela me ama de verdade.


–Idiota! -Me virei e vi Lizi realmente brava me encarando. -Sou sua amiga, não importa se te conheci ontem. Você é mais minha irmã que meus próprios irmãos, laços de sangue não são nada.


–Acho que você tem razão.

Liz me puxou para o sofá e me fez sentar enquanto pegava duas latas de refrigerante na geladeira.


–Me conta, o que foi? Você está mais receosa que o Gray e sei exatamente o que aconteceu com ele, mas e você?


–Só se depois me contar por que nunca se declarou pro Leon do chalé de Morpheus.


–Como você sabe disso? -Liz me encarou incrédula.

–Tirando o fato que você tem um leão de pelúcia na sua cama e seus olhos o seguiam sempre que cruzavamos com ele, eu vi você escrever o nome parede do banheiro durante seu banho ontem.


Ela pareceu desanimar e ficou muito vermelha.

–Não conta pra ele.

–Mas ele gosta de você.

Lizi me encarou.

–Quem disse?

–Acredite, Drew não vai ter uma noite de sono boa pelo próximo mês e digo isso por que vi como ele olhou pra ela no refeitório ontem. Tenho certeza que ele vai falar com os lideres dos outros chalés para tornarem as noites dela inesquecivelmente cruéis.


Lizandra suspirou.

–Você primeiro, mas eu conto. -Ela disse vencida.

–Novembro do primeiro ano do ensino médio, eu estava calma aquele ano. Dois anos na mesma escola sem problema quase nenhum e posso dizer que também não tive problemas com os alunos. Pra quê?


–Bom, dois anos na mesma escola é um lucro incrivel.

Ri do comentário.

–Eu não sabia o nome de nenhum aluno, fiz questão de não memorizar. Então um garoto, um daqueles bonitinhos, puxou conversa comigo um dia e eu estranhei. Ele tinha estudado comigo alguns anos antes e disse que nunca pensou que iria me rever, eu fiquei surpresa por ele lembrar que tinhamos estudado juntos.


–Por que?

–Fui expulsa daquela escola no meio do ano por explodir o laboratório, o que danificou toda a fiação elétrica.


–E não queria que ele lembrase? Dificil.

Era verdade. Dificil alguém esquecer algo assim.

–O fato é que ele continuou conversando comigo até que decorei o nome, o que ele gostava, aceitar seus convites pra sair e me apaixonar por ele.


–O cara deveria ser incrivel.

–Era bom de papo sim, mas não era tão bonito assim. O fato é que eu cai na dele.


–Como assim?

Devo ter ficado verde por que Liz achou que eu iria vomitar, o que não seria dificil.


–Se vai passar mal nem fala. -Ela parecia assustada com a ideia.


Assenti negativamente.

–Ele me levou pra cama e depois virei a piada da escola. Acredite, nada foi realmente pior que aquilo.


Lizandra parecia mais confusa do que eu julgava possível.

–Por que piada?

–Por que foi uma aposta. Ele disse que conseguiria me conquistar mesmo que eu não soubese quem era quem na escola ou que conhecia ele. No fim ele conseguiu mesmo.


–Vai dizer que não se vingou? -Ela parecia possuida por um demonio ao dizer isso.


–Não. Pedi para os meus avos cuidarem disso. Expliquei para a minha mãe e ela falou com a mãe dela. Depois mudei de escola. Mas ele ainda deve estar na UTI se recuperando do que quer que tenha lhe acontecido.


–Acha que foi coisa só dos seus parentes humanos?

Olhei para Liz ciênte do que ela queria dizer.

–Talvez, mas agora acredito que ele possa ter feito alguma coisa aproveitando algum pedido da minha mãe.


Ficamos em silêncio durante uns dois minutos até Liz se mexer desconfortavelmente.


–Tenho medo de levar um tremendo não.

Olhei pra ela curiosa.

–Não entendo. Por que ele diria não.

–Não é por que ele diria, mas o que eu acho que ele vai dizer. Já conversamos algumas vezes, principalmente em dia de conselho no acampamento sempre falo com ele e normalmente não é sobre os assuntos da reunião.


–E isso não é bom? Ao menos vocês já conversaram e se dão bem. Além disso ele não te despreza, o que é otimo.


–Não desprezar a minha amizade é uma coisa, mas ser meu namorado seria outra muito diferente e isso seria no minimo péssimo. Com que cara vou ficar se ele me diz que sou louca de pensar que ele poderia ficar comigo?


–Com a sua.

–LILLI!

–Desculpa. Só acho que ele seria louco de te dar um fora, além disso já disse que ele parecia louco para matar a Drew ontem.


–Tem certeza que não era você que ele queria matar?

–Eu vi os monitores levantando ao mesmo tempo e encarando a mesa de Afrodite, mas ele era o único se controlando para não ir lá e matar a Drew na hora. Fora que ele também te seguia com o olhar sempre que cruzavamos com ele.


–Como pode ter certeza?

–Quando cheguei a colina antes de partirmos, vi ele parado de longe te observando e rezando. Algum habito antigo, mas sei reconhecer essas coisas quando vejo, minha mãe faz isso sempre que algo ruim acontece na família.


Ficamos em silêncio nos minutos seguinte até Gray sair do banheiro enrolado na toalha.


–Desculpa meninas, esqueci de pegar minhas roupas. -Ele nos encarou um pouco vermelho. -Não querem aproveitar e ir pro banheiro?
Olhei para Liz e ela assentiu.


–Tudo bem, mas não ache que vamos demorar muito mais que você.

Ouvindo Liz dizer isso era de dúvidar, mas eu sabia que era verdade.


Entramos no banheiro e confirmamos como tirar massa de pizza do cabelo é dificil.Liz me ajudou com meu cabelo e depois ajudei com o dela. Mas foi muito dificil tirar aquilo e não ter uma crise de ansiedade.


Continuamos a lutar para tirar todos os vestigios de massa, o que não foi fácil, mesmo usando sabão em barra e esponja vegetal nova. Só na hora lembrei por que não gostava muito daquela coisa.


Mas Liz estava ao mesmo tempo distraida e curiosa ainda.

–Me diz, depois desse cara, você teve outro namorado?

–Pra quê?

–Nem todo mundo é igual, ou nunca considerou isso?

–Procurei não considerar. Aquela foi a única vez que não considerei tudo pelo lado negativo e depois terminou daquele jeito. Não preciso criar esperança pra que aconteça tudo novamente.


–Quem garante que vai ser igual?

–E quem me garante que não vai ser?

Lizi ficou sem resposta, mas me senti mal por ter respondido daquela forma.


–Desculpa.

Ela me encarou.

–Não precisa se desculpar, pelo menos você tentou e eu nem isso.

–O que aconteceu ao Gray? Não precisa entrar em detalhes.

–Drew. Ela fez ele de gato e sapato, depois descartou como um lixo qualquer na frente de todo o acampamento.


–Realmente não vou com a cara dela.

–Você não entende, ela fez Gray comprar briga com todo o acampamento. Ele fazia tudo que ela pedia sem pensar e então do nada deu o fora nele na frente de todos. Eu tentei avisar ele, mas... não adiantou e ainda tive a prova que um filho de Apolo pode ser muito narcisista.


–Por que?

–Ele disse que eu gostava dele.

–Ele não é narcisista, é homem mesmo.

Começamos a rir e terminamos nosso banho falando em como seria bom se conseguisemos voltar vivos e com sucesso, só pra esfregar na cara de todos como somos incriveis.


Quando voltamos ao quarto Gray estava deitado assistindo televisão.

–Juntas demoraram um pouco mais do que eu no banheiro. Incrivel.


Rimos daquilo.

–Aproveitei e lavei nossas roupas na lavanderia do hotel. Até amanhã deve estar tudo seco.


Olhei o machucado de Liz no braço ainda sem nenhum cuidado.


–Vai fazer o quê com isso?

Apontei para o braço dela.

–Boa pergunta. Consegue deixar meu braço novo Gray?

–Claro. -Gray foi até sua bolsa e pegou um tipo de kit de primeiros socorros e sentou no sofá. -Senta que eu cuido disso.


Liz fez o que ele falou.

–Toma um gole pequeno, depois faça o mesmo Lilli.

–Por que?

–É néctar. Qualquer machucado, mesmo pancada, vai ficar melhor.


–Certo.Fiz o que ele falou e para minha surpresa néctar era otimo. Tinha cheiro de suco de limão com menta e da comida da minha avó que eu amo. O que foi estranho, por que tinha gosto de cappucciono com bolo de chocolate.


Olhei Gray aplicando um tipo de unguênto no que sobrou do machucado de Liz e colocar um curativo. Mas o que me impressionou foi o poder do néctar que fechou metade do corte no braço dela.


–Com isso não vai ficar cicatriz.

–Vamos comer algo e dormir. Depois de hoje acho que as coisas só vão piorar. -Lizandra já pegava a sacola com os salgados assados da viagem.


Liz parecia realmente com fome, mas eu também estava com fome. Mas era estranho ver em outras pessoas além da minha família essa caracteristica.


–Como conseguem comer tanto? -Gray parecia confuso.

–É de família.

Pra minha supresa eu e Liz demos a mesma resposta ao mesmo tempo.


–Sério, a família das duas é muito esquisita.

–Me conte algo novo Gray. -Liz resmungou.

Não falei nada, por que fiquei em dúvida sobre quem estava certo.


Continua...

Notas finais
Mandem Reviews.
Próximo cap teremos sonhos de maio sangues.