The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time
1 Em Um Dia de Frio Me Deparo com a Morte Mais Vezes do Que o Necessário
Notas iniciais
Lilliel
—
Vou contar a história de como vim parar no acampamento.
De como minha vida saiu dos eixos tortos em que eu tentava me equilibrar.
Meu nome é Lilliel Sumire Eucaristia.
Tenho dezoito anos e sou uma garota de olhos multicoloridos, uma rara mutação genética que faz com que a pigmentação do meu olho mude naturalmente de acordo com meu humor, condições do clima, alimentação e outras coisas.
Tenho um metro e sessenta e três e cabelos platinados até o meio das costas que só me causam problemas.
Mas no momento acho que estou muito enrascada para culpar a cor dos meus olhos ou cabelo.
Se eu pudesse realmente me lembrar onde eu me dei mal assim.
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09 de Dezembro
Era meu último dia de cursinho pro vestibular.
Cara eu estava realmente cansada de ir para aquela maldita aula.
Eu nem ao menos entendia o que os professores escreviam, dormia todo o tempo possível, sem dizer o fato de que eles amam ter uma aluna com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.
Além de eu ser tão azarada em um único dia quanto alguém na vida toda.
Meu ano já tinha sido terrível o bastante para dizer que eu queria um novo.
Além disso o fim do outono e inicio do inverno estava um horror.
Tinha tanta neve nas ruas que mal se andava. Os jornais só falavam no número de sem-tetos que morriam todos os dias de frio em Manhathan e eu por alguma razão sabia antes dos noticiários oficiais de fim de dia o número exato dessas vitimas e das de violência também.
Aliás essa é outra das minhas bizarrices.
Como se ser perseguida por sombras monstruosas e alguns elementos suspeitos todos os dias não fosse o bastante.
Ou mesmo a minha mãe maluca.
Sim é isso.
Minha Mãe.
No final é sempre ela que causa meus problemas, mas só ela pra pensar na minha felicidade.
Por isso eu a adoro minha mãe é uma mulher incrível mesmo, principalmente por aguentar uma filha expulsa de mais de vinte escolas (certo, metade eu fiz questão de ser expulsa por que não gostei do lugar).
Ela também é meio brigada com a família por minha causa, mas parece que o relacionamento entre as pessoas da minha família sempre foi esquisito.
Quando ela conheceu meu pai (um sujeito que eu tenho entre o mais profundo ódio e mais profunda admiração), minha mãe tinha vinte anos e estava na metade da faculdade de literatura.
Segundo ela foi amor a primeira vista. Os dois ficaram juntos durante coisa de meses, então ela ficou grávida e eu estava a caminho.
A familia da minha mãe é muito rica e tradicional sob certos pontos de vista, por isso quando souberam que minha mãe não poderia se casar com meu pai e nem pretendia abortar (sim eles pensaram nessa opção) expulsaram-na de casa na hora.
Apesar disso eles ainda eram pais e deram assistencia de longe alegando que minha mãe era um desastre, mas eu não pagaria por suas loucuras (o que é meio ironico).
Graças aos pensamentos pouco coerentes dos meus avôs minha mãe conseguiu um bom apartamento de três quartos (usamos um de escritório), sala, cozinha, banheiro, lavanderia e uma sacada.
Apesar do "ape" ser bancado pelos velhos minha mãe é quem paga por tudo que temos.
Sendo assim ela tá sempre trabalhando e duas vezes por semana faz um segundo serviço como tradutora de cartas, textos especiais, reuniões e outras coisas que eu nunca entendo por que ela começa a falar muito rápido.
Minha mãe é uma pessoa um tanto quanto incomum.
Uma magnifica mestiça de quase tantas nacionalidades você possa contar com as mãos e pés. Indo desde a Europa, povos arabes, asiaticos e indios americanos. Ela é fruto da última mistura de raças da familia.
Tem a pele branca com um tom levemente bronzeado (mas ela nunca vai na praia), lábios carnudos que dariam inveja na Angelina Jolie, olhos cor de violeta levemente puxados, longos cabelos ruivos, um corpo que faz muitas garotas da minha idade se morderem de inveja e algumas pessoas da sociedade cobiçarem cada pedaço do seu corpo sem pudor.
Apesar de ser ruiva ela não tem uma única sarda em seu rosto, que é perfeitamente simetrico e harmonico com o nariz fino no tamanho e formado perfeitos com o resto do conjunto. Ela tem um metro e sessenta e cinco.
Já cansei de ver os meus professores e pais (e até algumas mães) de colegas de classe babarem ao vê-la passar mesmo quando ela estava usando calças de moleton super folgadas. Isso sem falar nos nossos vizinhos.
Mas minha família tem muitas pessoas parecidas com minha mãe (meus tios e primos) que herdaram os mesmo genes perfeitos que eu também herdei (ao menos é isso que minha mãe tenta me convencer), além de sermos todos muito perigosos.
Pode parecer estranho, mas se você conhecer minha família vai entender.
Minha avó é uma japonesa filha de um magnata egipicio cuja familia vem do tempo dos fáraos e uma japonesa cuja familia parece ser parte da Yakuza. Meu avô, um homem que tem o sangue de quase toda a europa por parte pai e sangue indigena por parte de sua mãe, uma mulher muito poderosa ainda hoje aos setenta e poucos anos.
Com toda essa mistura tanto eu como minha mãe fomos educada em tantas artes-marciais e idiomas quanto um ser-humano poderia um dia sonhar.
Só que para mim isso foi o inferno.
No inicio me defendia tão bem que dava inveja em mestres, mas não tinha experiência e pelo meu tipo de vida atacava qualquer um que se apróximase por pontos cegos.
Desde alunos e professores a completos estranhos. Parei umas cem vezes na delegacia por isso.
Dessa forma eu cresci também sem saber do meu pai que sumiu meses antes do meu nascimento mas deixou a mim de presente para minha mãe e um par de brincos negros para mim.
Eu sei que aquelas flores roxas que minha mãe só recebe a cada cinco anos são dele, sei por que recebi um buque desses uma vez na porta e acabei vendo no cartão sua assinatura antes de entregar para ela.
Uma caveira acompanhado da palavra "Death". Sempre achei sinistro ver isso nas cartas que ele escreveu para ela durante o tempo que ficaram juntos e francamente me assustou mais naquele dia.
Senti como se ele pudesse levar minha mãe para longe a qualquer hora e feliz pois mesmo que de tempo em tempo meu pai ainda se lembrava dela.
E agora eu não sei nem o que pensar ou fazer quanto a isso, pois já faz dias que não tiro meu pai da cabeça.
Mesmo enquanto esse professor está me dando um longa bronca por não prestar atenção nele, as poucas coias sobre meu pai ficam prendendo minha atenção em outro lugar querendo saber mais sobre ele.
Não que eu realmente me importe, mas o nivel de coisas bizarras chegou a um ponto em que só queria que ele estivesse por perto. Por alguma razão penso que isso me acalmaria. A aula finalmente acabou. Como era de prache eu nunca saia do cursinho depois das seis, assim eu ainda tinha luz para me ajudar a "scannear" o ambiente em volta de mim.
Só que é sempre igual.
Principalmente com a neve soterrando meu pé até os calcanhares. Nem uma quadra depois do cursinho e eu já estou correndo como uma louca pela cidade para fugir de alguém ou alguma coisa que me persegue como um caçador.
Enfio a mão dentro do blusão e solto as fivelas dos coldre's das kunais que minha mãe me faz carregar. Viro no primeiro beco a esquerda e assim que vejo meu perseguidor no beco jogo a faca que finca na sua cabeça.
Não sei o que foi mas ele sumiu.
Vou até o lugar e vejo algo que só piora meu dia: muito pó e um cranio com uma única e enorme órbita ocular. Me assustei tanto que nem pude gritar, simplesmente sai correndo tão rápido que nem lembro como foi que cheguei na portaria do prédio.
Subi até em casa já certa que meu dia só tendia a piorar.
Quando abria a porta de casa tive certeza que aquele era um dia sem precedentes.
No sofá da minha sala um homem alto, forte, cabelos castanho longo presos em dred's, olhos dourados e pele negra como café usando um finissimo terno cinza conversava com minha mãe.
Era forte e robusto. Magnifico de tão belo e certamente era surreal que alguém como ele existisse.
Uma bengala com uma caveira. Seu prendedor de gravatas, abotuadoras, a haste dos oculos em seu bolso e a correte do relógio de bolso que olhou ao me ver entrar, tudo tinha caveiras. Aquele homem "cheirava" morte e também me pareceu...
—Pai.
Minha mãe me ouviu e se levantou assustada.
Parecia feliz e com medo.
Ela olhou suplicante para o homem a sua frente e ele acenou em um acordo contrariado.
—Venha até nós filha. -Ela me chamou e acabei indo sem nem ao menos pensar. -Lil, esse é o seu pai. Ele é...
Ele interrompeu-a com um aceno de cabeça.
—Por hora me chame de Death ou Skull, o que parecer melhor no momento isso não me importa ou se quer tenho tempo pra isso. -Ouvir aquilo do meu pai me deixou triste (principalmente por que sua voz era como imaginava que fosse a dos anjos e por que no mesmo instante me ocorreu um momento em que ele cantava uma música quando era pequena) e ao mesmo tempo despertou uma fagulha de raiva e resentimento. -Saky lamento que seja assim, mas é minha palavra final. Se demorar mais não tenho como garantir mais nada.
Sério.
Eu não entendi nada que meu pai falou.
Minha mãe baixou a cabeça e acenou negativa.
Meu pai pereceu bravo e levantou seu rosto para ele.
—Não seja tola Sakuya. Te amo por ser forte e você tem sido, nunca precisou de mim para proteger nenhuma de vocês por que ambas sempre foram competentes. Você sempre soube que poderia ser assim em algum momento.
Minha mãe pareceu concordar e voltou a me encarar como sempre fazia em situações graves.
—Faz um tempo que pedi um favor ao seu pai, hoje ele veio me informar que não pode mais continuar. Se ele continuar as consequências vão ser catastróficas. -Mamãe parecia com medo.
—Ajuda no que? Como ele poderia nos ajudar? Ele sumiu.
—Não o julgue sem saber. Se ele pudesse acredito que teria ficado com certeza, mas ele vem me ajudando a te proteger. Coisas minimas que já tem sido mais do que ele poderia fazer em séculos.
—Não exagere, parte do que fiz foi por que você "pagou". Sendo assim fiquei mais livre com as regras que devo seguir, mesmo ela sendo minha filha.
—Você só fez algo por nós por que ela te pagou, mesmo assim ainda tem coragem de dizer que nos protegeu? Dizer que é meu pai?
Senti a lateral do meu rosto arder quando o tapa de minhã mãe me acertou.
—Se você não tem noção do tamanho do perigo que foi ele fazer só isso cale a boca.
Um silêncio morbido reinou sobre a sala.
Dizer morbido parece brincadeira já que de tão chocada fiz algo que minha mãe havia me proibido.
—Acabaram de morrer dez pessoas em Manhathan.
—É. E mais umas cinquenta em toda a New York. -Quando ouvi meu pai dizer isso realmente me assustei. -Você achou que esse seu "talento" era herdado de quem? -Ele, meu pai, disse me olhando profundamente com um meio sorriso sarcástico e melancolico.
—Skull, certo? -Ele acenou. -Não vou a lugar nenhum. Não até me falarem o que tá acontecendo.
Skull, meu pai ou seja lá que raio de nome ele tenha fez uma cara debochada e foi em direção a porta.
—Saky, de um jeito de arrastar ela para o acampamento. Tenho que negociar uma passagem segura para vocês duas até lá com meu chefe. Mas se apresse, os próximos cinquenta minutos estão certos pelo nosso acordo.
Então sem mais nem menos ele saiu e minha mãe deu um jeito em mim.
Entenda assim: ela me deu um golpe na nuca que me fez desmaiar, me levou para a garagem e depois de me por no carro fez o favor de me amarrar com um nó que não dava pra soltar.
Assim eu acordei a meio caminho de algum lugar indicado pelo meu pai sem a menor chance de fugir (algo em que sou realmente boa desde criança).
"Que legal." Foi a primeira coisa que eu pensei, depois só me veio isso. "Fico quase vinte anos sem ver o infeliz do meu pai e na primeira vez que bato o olho no canalha ele está decidindo minha vida sem minha autorização. Alguém disse pro maldito que já sou maior de idade."
Certo, eu ainda não sabia droga nenhuma da minha vida ou da porcaria que ela tinha virado. Então eu ainda tava no direito de xingar ele, meu pai.
—Droga mãe. Para a porcaria do carro, merda.
—Droga Sumire, cale a boca. Não vê que as coisas estão dificeis?
Na verdade eu não tava vendo porra nenhuma amarrada daquele jeito, mas minha mãe deixou muito claro ao falar comigo.
Entenda, ela só me chama de Lili, Lil, Li, ou no maximo Lilliel mesmo. Quando ela diz Sumire é por que o negócio tá em nivel de alerta nuclear, por que acredite ou não, a linda interprete social Sakuya Erza Eucaristia, pode ser de longe o pior demonio encarnado do mundo (digo por experiência própria).
—Mãe, dá pra pelo menos explicar em que buraco de sinuca eu me lasquei dessa vez?
—No do seu nascimento. Qual mais poderia ser?
Cuma? Do meu nascimento como? Certo isso foi muito sem sentido.
—Eu... eh, dá pra...
—Simples, você não é normal. Até ai não tem novidade eu sei.
Que legal. Minha mãe me chamou de esquisita diretamente.
—Por que seu pai é quem é, você também é assim. Droga, cá estou eu falando em enigmas.
Meu Deus.
Ela notou.
—Mitologia Grega, lembro que você sempre foi otima. Seu curso na faculdade seria arqueologia certo?
—Sim para todos os comentários, mas aonde diabos isso entra mesmo?
—Seu pai, ele faz parte desse mundo.
—Históriador grego? Olha estou gostando dele.
—Não, ele odeia história. Ele é da mitologia, ele é um deus grego.
Sério? Eu comecei a rir muito naquele momento.
—Mãe, suas piadas já foram melhores sabia?
—Não é brincadeira ou você tem uma explicação melhor para sua habilidade de predizer mortes? Ou para os monstros que te seguem desde o sempre? Por que acha que suas kunais são de bronze celestial? Por que acha que seu pai disse para chama-lo de Death?
Elas são de bronze celestial?
—Vou responder só a última: o sobrenome ou nome são um mal gosto que os pais dele tinham. Sobre as outras: sua familia é bizarra o bastante para cobrir todas elas com folga. A começar pelos meus primos.
Sim, eu tenho primos.
Longa e desagrádavel história.
—Não seja idiota, seu pai é um dos deuses gregos ligados a morte e isso é tudo que posso dizer. Fora isso você é uma meio-sangue ou semi-deusa, decida o que prefere. Os monstros adoram carne de meio-sangue e seu dom da morte é presente involutário do seu pai, mas aquelas kunais são proteção contra monstro e tarados.
EPA! Monstros comem meio-sangues?
Calma lá. Se eu sou uma meio-sangue quer dizer que sou prato do dia de monstro?
PARA! Por que eu tó levando isso a sério sem mais nem menos?
Isso tá mals.
—Sua mutação nos olhos e a cor dos cabelos são culpa minha mesmo, mas o resto das suas esquisitices naturais são do seu pai. Mas pode tirar disso as práticas de luta, essas são minha culpa. Já a dislexia, hiperativadade e transtorno do déficit de atenção é tudo com o seu pai. Sua dislexia é por que seu cerebro foi programado para o grego antigo. Seu TDAH fazem parte dos seus instintos de batalha. Em uma luta são eles que te ajudam a ficar viva, meu treinamento só melhorou suas habilidades naturais.
—Vou perguntar só uma vez: qual dos dois ferrou mais minha vida até agora?
Minha mãe pareceu deliberar durante alguns instantes.
—Eu concerteza. Seu pai ajudou, mas minha educação fez coisas incriveis a sua personalidade.
Maldita.
Eu podia ver o sorriso na cara dela.
—Aonde vamos?
—Bom, a influência de meus pais não pode te esconder por mais tempo dos monstros. Nem eu consigo mais pagar oferendas o basante para que seu pai possa de alguma forma te manter longe de perigo. Então você vai para o Acampamento Meio-Sangue.
—Cuma? Pra onde?
—O acampamento aonde os filhos dos Deuses Gregos ficam e treinam.
—Tem mais quantos além de mim?
—Pergunta pra quem saiba. Imagino que uns duzentos no acampamento não faço ideia de quantos outros tenha no mundo. Só sei que os deuses continuam tendo filhos com mortais como eu da mesma forma que faziam antes.
Nossa legal. Quantos irmãos ou primos divinos eu não devo ter?
Agora eu podia sentir o cheiro de brisa marinha.
Não que eu não goste de praia, mas algo naquela brisa me cheirou muito mal mesmo.
Em resumo, eu ia me ferrar um pouco mais.
Dito e feito.
Não precisei nem olhar pra saber que algo muito ruim estava bem atrás de mim e minha mãe pareceu notar, por que pisou ainda mais no acelerador me fazendo dar de cara no banco do passageiro.
Fui jogada em três direções distintas em menos de dez segundos e a culpa não foi do que quer que esteja atrás de mim, mas das incriveis habilidades em direção da minha mãe.
O carro guinou em um subida e rolei no banco novamente.
Aquilo estava virando uma grande brincadeira de mau-gosto.
Minha mãe acelerou o máximo que pode até bater em alguma coisa me dando outra pancada na cara. Ela saiu do carro abriu a porta e começou a me puxar de lá segurando na corda.
—Vamos, faltam poucos metros para poder te desovar de forma segura.
Cara, eu podia ver o sorriso de prazer estampado na cara dela ao me dizer palavras tão ambiguas.
Por que eu nunca sei quando ela está brincando ou falando sério nessas horas.
—Mãe, diga que isso foi uma brincadeira.
—Mais ou menos foi uma brincadeira.
—Como assim, mais ou menos?
—Mais ou menos é mais ou menos e ponto.
—Certo. Entendi.
Na verdade não entendi nada mais era melhor não discutir.
De repente ela parou e passou a mão por um tipo de parede invisivel.
Dessamarrou minhas pernas, mas não minhas mãos. Jogou uma bolsa de viagem gigante e outra menor que estavam visivelmente cheias das minhas coisas longe, do outro lado da parede, e depois me chutou, literalmente, junto da mesma em uma montanha de neve.
—Ai. Precisava chutar?
—Não. Só foi mais rápido assim.
Certo.
Vou fingir que não ouvi isso.
—Agora apenas pegue essas malas e vá até aquela casa azul logo a frente. Peça para falar com Quirón. Se o Sr. D falar com você seja educada e nunca discorde dele. Ele sempre tem razão e está certo, você não passa de um verme que ele pode esmagar livremente.
—Em outras palavras ele é você no sexo oposto. Não vou nem notar a diferença.
—Esse é o espirito. Te criei muito bem. Agora vá. Logo entrarei em contato.
—Mas eu não quero ficar aqui.
—Se você sair será morta. Por mim ou pelos monstros, a escolha é sua.
—Eu fico. Mas e você?
—Sei me cuidar. Até.
Vi ela tirar algo, que preferi até esquecer, do bolso enquanto voltava pro carro e sair cantando pneu pelo morro abaixo.
Pouco depois ouvi uma explosão e fiquei com pena da pobre criatura que cruzou o caminho da minha mãe e daquela granada de mão modificada.
—
—
—
Continua...
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