The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time
21 Destruo Um Estacionamento Por Acidênte
Notas iniciais
Milena Corrêa, pessoa em dúvida se o que a Lilli viu foi realmente desnecessário ou não... será? (Claro que é necessário... me fez rir escrever isso.)
Gih Castro, pessoa mais traumatizada com os sonhos da Lilli depois dela mesma... mas no lugar da Lilli eu também ficaria...
Alexia Oliveira, pessoa muito brava pelo que o Kaíros fez. Deu até medo... brincadeira, mas ela ficou brava.
=X=
*Kaíros*: Não sei por que ela ficou brava, ou por que o povo ficou assim...
*ME*: Não sabe mesmo?
*Kaíros*: Não, na minha época as coisas eram piores sabe? Eu vi minha mãe trair meu pai com o Tartáro e meu pai ter uma filha com o mar... acredite, eu fui bonzinho com ela. (Smile)
*ME*: Se você diz...
=X=
AVISO IMPORTANTE:
Leiam as notas do final.
É sério o assunto.
Lizandra
Depois que saímos de Salina eu estava dirigindo feito uma louca, quase como a Lilli.
Aliás, não sei com o que ela sonhou, mas adoraria saber.
Por que ela parece que viu coisas bem traumáticas.
Quase como nossas conversas sobre Gray.
Mesmo assim algo me diz que estamos prestes a nos ferrar e muito.
Tudo bem, estavamos em Denver, era noite e a lua já estava no céu a algum tempo.
Mas ou eu estou pegando a mania da Lilliel de achar que tudo pode dar errado de uma hora para outra ou realmente aqueles momentos de pressentimento que eu tenho se aplicam aqui.
Provavelmente o segundo.
Mas como tinhamos descoberto em Hays que Luti não mandou comida o bastante para nosso dia, apenas para o café da manhã meu e da Lilli (além do quase nada de comida que o Gray come) iriamos precisar passar pelo menos no mercado.
–Acho que aquele ali vai servir Liz. -Gray apontou para o grande mercado a poucos metros, enquanto eu estava interessada na estação rodoviária mais a frente.
–Hum, certo. -Resmunguei.
Estacionei o carro e tentei me concentrar, mas eu tinha que ver aquilo.
–Tudo bem Lizi? -Lilli me encarava receosa.
–Sim. -Respirei fundo e resolvi falar. -Levem as mochilas de suprimentos e roupas, acho que vamos ter problemas daqui a pouco. -Gray tentou me cortar, mas fui mais rápida. -Eu sei que parece loucura, mas peguem no mercado só o que não for vencer em um dia. Bolachas, salgadinhos, chocolates, água, muita água, se acharem algo de utilidade médica serve e... nem sei mais o que dizer. Só peguem o que pudermos carregar dessas coisas e me encontrem aqui vinte minutos no máximo.
Os dois me encaravam até que Lilliel reagiu.
–O que você vai fazer enquanto isso?
–Eu vou dar um pulo no terminal de ônibus e tirar uma dúvida, mas vou precisar de dinheiro.
Lilli grunhiu e tirou algumas notas do bolso da calça.
–Certo. Pega e vai, nos vemos em vinte minutos se estivermos vivos.
–Adoro o seu senso de realidade nesse momento garota. -Respondi um tanto preocupada em ter aceito o que ela disse como válido.
–Que seja. -Lilli retrucou.
Ela e Gray saíram do carro correndo até o mercado e eu sai na direção do terminal de ônibus torcendo para que o que estava prestes a fazer fosse um completo desperdício de dinheiro e ninguém precisasse que eu fosse a pessimista junto com a Lilli.
Continuei correndo os cem metros restantes antes da entrada do terminal, quando diminui para os guardas não me pararem.
Continuei o mais rápido que pude até achar um guichê que me pareceu o certo.
Parei na frente da atendente que me encarava totalmente desconfiada, o que já me parecia mais que natural.
–O que deseja? -Sua voz soou pela caixa de som.
–Três passagens.
–Qual destino?
Pisquei várias vezes tentando processar a pergunta até lembrar que não tinha pensado nisso. “Vegas” pensei, mas aquilo me pareceu errado.
Se os monstros ou quem comanda eles souberem do que estamos atrás, da profecia ou ainda dos dois eles iriam tentar nos impedir de chegar até aquela cidade.
Meus olhos vislumbraram de relance um mapa dentro da cabine de vendas.
–Salt Lake City.
A mulher me encarou.
–Tem certeza? Pareceu em dúvida?
–Sim eu tenho. Só precisava pensar o melhor caminho para atazanar meus primos apaixonados.
A mulher piscou duas vezes.
–Como?
–Meus primos, um de cada lado da família ou coisa do tipo, estão apaixonados mas não admitem e é muito bom irritar os dois com isso.
A mulher sorriu.
–Posso imaginar. Então são três mesmo.
–Sim.
Ela digitou algumas coisas no computador e depois voltou a me olhar.
–Fica U$$ 120,00 e o ônibus parte em vinte e cinco minutos.
Paguei o dinheiro e peguei as passagens já pronta para correr quando escutei a explosão ao longe e corri para a porta do terminal.
Pude distinguir enquanto corria que a explosão tinha acontecido no estacionamento do mercado ou pelo menos no lugar que pela distancia e direção ele ficava.
Eu ainda estava a dez metros da entrada quando algo enorme passou pela porta quebrando tudo.
Eu estava pronta para um cão infernal. Minotauro. Manticore. Fúria. Empousai. Hiperbóreo. Até mesmo um titã perdido.
Mas o que vi ali foi muito diferente.
Não saberia reconhecer aquela criatura nos livros mitologicos e dúvido que a maior parte dos campistas possam.
Aquela coisa tinha quatro patas longas, mas as de trás eram um pouco mais, e o corpo pequeno com uma cabeça que lembraria muito o que os mortais pensam de uma serpente marinha.
O dorso revestido por um tipo de espinhos muito longos e pontiagudos.
As patas tinham garras enormes que mantinham a base da pata a uns bons quinze centímetros do chão e dentes na grande boca grandes os bastante para me arrancar o braço em uma mordida.
Além disso pelos olhos pequenos e focinho pontudo eu tinha certeza que ele era mais que um predador nato, mas que eu era seu lanche do dia.
Merda, eu estava certa desde o começo.
Os trinta segundos que levei para analisar o monstro foram menores que os quarenta e cinco que ele levou para se localizar e me farejar.
Essa diferença de tempo me deu duzentos meros de vantagem enquanto ele começava a me perseguir jogando os mortais para fora do seu caminho ou simplesmente os mordendo.
Quando ele já tinha corrido pouco mais da metade da minha vantagem pulei uma mureta da área de passageiros.
Foi bem a tempo dele acelerar e pular atrás.
A diferença é que eu tinha pulado para parar poucos metros depois e ele não, por isso escorregou mais de cinquenta metros na direção dos carros do estacionamento que se estendia a nossa frente.
Aquilo me deu tempo de pensar em duas coisas.
Primeiro iria precisar lutar.
Segundo com sorte Gray e Lilliel faziam a mesma coisa.
Enfiei a mão na minha mochila e peguei meu mini-kit-guerra.
Ali só tinham os itens que eu julgava básicos e para muitos eram inúteis.
Peguei meus óculos de proteção e a mordaça para não morder a língua os colocando o mais rápido que pude enquanto o bicho se levantava confuso e jogando carros para longe.
Coloquei a velha bandana que Clarisse me deu de presente e coloquei minhas manoplas correndo enquanto o monstro voltava a me localizar.
Me joguei atrás de uma árvore no momento que ele saltou na minha direção.
Saquei meu pingente e o transformei na minha velha espada.
Na primeira tentativa de ataque meu e dele em conjuntos ambos recuamos por um segundo.
A fera pareceu surpresa ao me ver com a arma e eu por ver ele recuar.
No segundo seguinte precisei pular para fugir de sua investida na minha direção só que ele me veio de encontro ao chão.
Maravilha, agora ele sabia que eu preferia arrumar obstáculos para confundi-lo e iria me fazer ficar no ar.
Inferno.
Eu seria presa fácil no ar.
O que me deixava com a outra opção: enfrentar a coisa.
Vamos lá então.
Peguei algumas pedras no chão e joguei nos olhos dele, ganhando meio segundo para me jogar na sua direção.
Queria acabar com aquilo rápido acertando ele em cheio com a espada por baixo, mas ele notou minha intenção e pulou para o lado quase acertando as garras na minha cabeça.
Continuei deslizando até achar um apoio, um dos carros que o monstro jogou pelo estacionamento e consegui, apesar de saber que acabaria com minha vida se desse errado, impulsionar meu corpo para cima no momento em que o monstro me alcançou.
Usei a espada como um escudo enquanto ambos voamos de encontro a outro carro e, com a minha sorte, eu seria a primeira a receber o impacto.
Coloquei toda a força de apoio que pude no braço direito e com o esquerdo acertei o focinho do monstro que pareceu ser atingido por um tipo de raio saído da manopla.
Aquilo me era familiar, mas precisei ignorar por contra da árvore que acertei em cheio com as costas.
Não fosse a grossa camada de roupas de inverno que tinha colocado para a noite no deserto o impacto teria, no minimo, me quebrado três costelas ao invés de uma.
Meu corpo gritou diante da dor lancinante da costela quebrada e minha mente começou a nublar de forma perigosa.
Levantei sentindo meu sangue ferver e meu corpo ficar leve.
Minha vista primeiro escureceu e depois minha mente ficou muito clara.
Tudo na minha frente parecia pintado de vermelho.
O monstro levantou e registrei seu movimento mais rápido do que ele.
Corri na sua direção mais rápido do que ele poderia ter notado e acertei outro soco na sua cabeça, o fazendo voar.
Mesmo assim quando notei já estava esperando o animal cair na sua área de pouso.
De um canto remoto da minha mente eu ainda sentia algo me dizer que estava exagerando, mas eu me sentia poderosa e com vontade de matar aquela coisa de forma requintada.
Acertei outro soco no animal assim que ele ficou na altura do meu punho, fazendo-o voar na direção da guarita do estacionamento a cem metros.
Meu corpo tremeu e eu cheguei a guarita dois segundo antes do monstro.
Me deu vontade de rir e no fim mesmo minha mente pareceu nublar em vermelho quando ergui meu punho pela última vez na direção do monstro.
–ακτίνα! -Gritei ao acertar-lo pela última vez.
Tudo ao meu redor ficou muito claro e meu corpo cambaleou na direção do pó prata de monstro a minha frente.
Minha mente registrou o fato do pó ser prata e não dourado, mas não conseguia erguer meus braços.
Felizmente antes de me chocar contra o chão me seguraram.
No início não gostei muito, mas depois de ouvir as vozes quis muito poder me mexer e verdade.
–Eu falei que ela iria exagerar. -Gray ralhava com Lilli.
–E eu falei que mesmo assim essa besta daria conta de tudo. -Lilliel retrucou.
–Besta é a tua mãe Lilliel. -Resmunguei.
Ela riu alto e ambos me ajudaram a ficar de pé. Gray tentou me segurar melhor e acabou pegando no lugar da costela quebrada.
–Puta que pariu! -Berrei.
–Que foi? -Ele parecia um pouco detonado, mas bem.
–Minha costela tá quebrada bem ai onde tú pegou infeliz. -Resmunguei tomando folego.
–Tudo bem, já cuidamos disso. Cade sua mochila principal? -Lilliel perguntou apressada.
–Naquela mureta do estacionamento. -Apontei para o ponto aonde o monstro tinha saído para o boliche de carros.
Lilli correu para pegar minhas coisas, incluindo minha espada caída a pouco metros de nós, e aproveitei para perguntar a Gray já pronta para a resposta:
–Onde está o carro?
–Já era. Um monstro bizarro destruiu ele e a Lilli ficou tão brava que fez a maior parte do trabalho sozinha. Juro que até vi ela chorar. -Sussurrou a última parte.
–Posso imaginar.
–O que pode imaginar Liz?
Encarei Lilli que voltava com a minha mochila e começava a recolher as manoplas como se elas mesmas pegassem fogo.
–O que sentiu ao perder seu carro.
Ela grunhiu algo mas continuou encarando minhas manoplas com receio.
–Lilli, isso não vai te morder nem de queimar. É só tirar. -Disse já cansada.
Ela e Gray trocaram um olhar de dúvida que achei estranho.
–Liz, por acaso suas mãos não estão quentes? Ou mesmo você olhou para as manoplas?
Ri daquilo.
–Mal vejo o que tá na minha cara acha que olhei pras minhas mãos?
Lilli pareceu se cansar e ergueu minha mão até a altura dos meus olhos segurando pelo cotovelo e então pude ver o metal prateado vermelho incandescente.
Engoli em seco.
Como eu não tinha notado aquilo?
Então Gray trocou de lugar com Lilliel e conseguiu tirar as manoplas sem se queimar.
–Liz, você tem as passagens de ônibus? -Lilliel parecia ainda em choque.
Demorei um pocou a processar a informação antes de responder.
–Sim tenho. Que horas é?
–Umas oito e meia da noite. Por que? –Gray
–O ônibus sai em dez minutos. -Os dois pareceram querer discutir, mas novamente fui mais rápida. -Me dê um pouco de néctar.
Gray nem pensou em discutir ao me ouvir.
Apenas tirou o cantil da sua bolsa e me deu.
Eu realmente não sabia o que tinha me dado para dar ordens daquele jeito, mas o que quer que fosse ainda estava salvando nossas vidas no momento.
Consegui tomar três goles grandes de néctar sem efeitos.
Meu corpo pareceu melhor muito e apesar da dor da pancada ou do desconforto nos braços podia me mover sem ajuda dos dois.
–Venham.
Corri o mais rápido que meu corpo aguentou a até uma pia de água comunitária para mochileiros.
Comecei a me limpar da maior parte da sujeira e em menos de dois minutos já estava mais apresentável que depois da batalha.
Lilliel e Gray que tinham entendido terminaram segundos depois e corremos na direção da área de embarque.
Assim que chagamos perto o bastante do ônibus notei que teriamos problemas por causa do policial na entrada do mesmo. Pelo menos se eu não arriscasse.
–Estamos ferrados. -Gray resmungou.
–Talvez. -Respondi continuando a caminhar e assim que o policial nos encarou estalei os dedos.
No mesmo instante o policial pareceu ficar confuso assim como o motorista e nos desejaram boa viagem e nos dando passagem para subir.
Gray e Lilli me seguiam confusos.
Sentamos nas três poltronas do fundo quietos.
Assim que o ônibus partiu minutos depois meu amigo me encarou.
–Desde quando manipula a névoa?
–Um ano. Estive treinando escondida no acampamento até o tio D me pegar e me dar umas dicas no último semestre, isso me fez ficar melhor. Só que nunca tinha usado pra valer.
Gray pareceu desconfiado.
–O que você já fez com isso sem os campistas notarem?
–Roubei as maquiagens da Drew e substituir por graxa da vez que ela me roubou dez dracmas naquela aposta do Jack e da Lana.
–Por que dez dracmas? -Ele estava confuso e não o culpava.
–Eu emprestei para a Lana. Demorei pra notar o dedo da Drew. Também fui eu que queimei as cuecas do Jack nas forjas por ele ter ajudado a trapacear a Lana.
–E como ninguém notou que você fez tudo isso? Névoa não deveria funcionar dentro do acampamento pelo que você me contou. -Lilliel pareceu mais confusa que Gray.
–Bom, se for a névoa normal de monstros e a que nos cobre quando as coisas dão errado sim. Mas névoa intencional, de deuses e semi-deuses ou até de monstros fortes como Equidna, podem afetar o espaço do acampamento durante o tempo que a pessoa puder manter. Claro que o Sr. D e o Quirón sempre souberam que fui eu, assim como Clarisse e Percy.
–Agora eu pergunto por que você é tão retraída naquele lugar com tanto poder assim? -Lilliel parecia um pouco chateada agora.
–Com poder a esse ponto eu deveria fazer o que? Por medo naqueles idiotas? Me deixar ser mais parecida com um monstro para eles do que já sou na minha própria visão? Desculpe se não aprovo a ideia. -Fechei os olhos e nenhum dos dois voltou a falar nada por vários minutos.
Desde a nossa chegada a Denver algo me incomodava.
Eu estava parecendo uma líder.
Normalmente essa função fica para a Lilli, no máximo para o Gray.
Nunca dou ordens a ninguém nem no acampamento mesmo sendo uma das monitoras, mesmo que lá seja por medo de afastar ainda mais as pessoas.
Mas desde que chegamos a Denver, ou talvez desde que acordei (por que eu agi estranho ao exigir ficar na direção do carro) parece que algo mudou.
E depois da nossa última noite não sei se isso e bom ou mal.
Encarei um tanto cansada demais meu amigos já mais relaxados tentando conversar um pouco, do jeito estranho deles e voltei a fechar os olhos para, quem sabe, uma noite se sono normal.
Continua...
Notas finais
As minimas são que o monstro do cap é de minha autoria dentro dessa história.
A parte que a Liz fala em grego é do tradutor do Google, então corre risco de estar errado.
Qualquer coisa ignorem ela.
=X=
PARTE IMPORTANTE:
Pode ser que semana que vem não tenha cap.
Calma, vou explicar.
Minha fonte de inspiração tá meio seca.
Eu tenho mais uns 3 cap's dessa sequência temporal prontos e digitados, mas os rascunhos dos próximos não consigo digitar e arrumar.
SE, e apenas SE eu fizer uma pausa será de uma semana a mais, porém no momento não vou confirmar nada pois vou fazer meu melhor para não deixar vocês não mão.
Então rezem aos deuses para me ajudarem aqui.
Queria deixa-las avisadas desde já para que não sejam surpreendidas caso não tenha cap semana que vem.
Porém vou me esforçar aqui para que isso não aconteça.
=X=
Desde já valeu a força e a compreensão.
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