The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time
12 Contando Uma Piada Desagradável
Notas iniciais
- Alexia Oliveira;
- Milena Corrêa.
=X=
Será que o cap foi fraco?
Francamente, tem dias que me pergunto o que eu estava pensando quando escrevo alguns deles.
Aliás tente postar ontem mas acabou que não deu (fui pra casa da minha avó).
Mas aqui estamos nós.
Aproveitem.
12 de Dezembro
Lizandra
Acordei com Lilliel me sacudindo e gritando.
–Rápido ou vamos morrer, levanta.
Ela me derrubou da cama e começou a trocar de roupa rápido demais pra que fizesse sentido.
Apesar disso me levantei o mais rápido que pude e comecei a trocar de roupa.
Tinha acabado de fechar a jaqueta quando Gray entrou no quarto correndo.
–Prontas.
–Sim. -Respondi confusa.
–Me diga que despistou eles uns cinco ou dois minutos. -Lilli parecia realmente séria.
–Três na verdade. Mas não dá pra chegar ao carro sem cruzar com eles.
Eu ainda não sabia o que era, mas não precisei perguntar.
No minuto em que me puxaram para fora do quarto sem ter falado nada fomos atacados.
O pior é que não era um ou dois ou mesmo um bando inteiro de um único tipo de monstro. Era um trio de monstros, cada um de um tipo e isso era um problema, por que eles eram um grupo de caça avançado.
Caçadores de meio-sangue, você pode até estranhar por que eles são raros. Mas já fazem alguns anos (desde os gigantes) que eles se tornaram mais conhecidos, a razão para isso sim é um mistério.
Mas o que importa é que foi estranho cruzar om um grupo desses. Estranho e mortal.
O manticora pulou sobre nós e eu fui a premiada no meio da bagunça que terminou com ele. Gray pegou o Cão Infernal do tamanho de um tanque e a Lilli... bom, ela ficou com o minotauro.
Não posso dizer que tivemos sorte nessa divisão, mas acho que sorte era um item em falta nesse momento para qual quer um de nós e isso incluia os monstros.
Claro.
Agora você pergunta “Por que para os monstros?”.
Bom, a verdade é que fui descobrir mais tarde que Lilli e Gray esbarraram neles enquanto os três se arrastavam pelas laterais do hotel.
Só que para monstros se arrastarem pelas laterais de prédios nada de bom está acontecendo, mas só pensei nisso quando eles me contaram.
A primeira coisa que realmente vi foi um torpedo vindo na minha direção como um raio e instantaneamente pulei para o lado.
Eu nunca tinha enfrentado um manticora na vida, mas Percy havia nos contado o bastante no acampamento para saber o que tinha que fazer. O problema é que saber e fazer são coisas um pouco diferentes.
Soquei as mãos na bolsa e tirei as manoplas de bronze que havia encomendado com os filhos de Hefesto a alguns meses. Não tinha certeza da utilidade mas me pareceu bom pega-las.
Depois disso eu realmente deve ter enlouquecido, por que saquei minha espada bastarda e pulei em direção ao monstro com tudo. O lado bom é que eu tinha um plano, o ruim é que ele poderia dar errado logo de cara.
Joguei a espada na direção do manticora que nem precisou de desviar dela, deixando-a fincada ao lado de seu corpo.
Ele preparou a cauda e disparou mais uma saraiva de espinhos na minha direção, algo bem inteligente admito.
Recuei o maximo que pude me escondendo atrás de um carro.
Assim que os espinhos pararam avancei novamente na direção dele preparada para o seu próximo ataque.
Felizmente eu tinha calculado certo o tempo de saida e consegui chegar muito perto dele, perto o bastante para ele usar a cauda como clava na minha direção.
Pulei para o lado oposto ao da espada, o que era muito ruim.
O manticora rugiu na minha direção e começou a bater as grandes asas de morcego pronto para voar, mas não podia deixa-lo ir.
Em parte ele fuigir era bom, mas ele poderia voltar só para nos caçar junto com outros e isso era muito mau.
Avancei na direção dele sem me importar com o risco de levar um golpe da cauda, agarrei o braço esquerdo e me impulsionei para cima acertando seu pescoço com a manopla e força o bastante para faze-lo ficar no chão.
O lado bom, ele desistiu de fuigir. O ruim é que ele me deu uma bela patada na cara.
Rolei mais de dez metros antes de parar ao lado da minha espada. O problema é que ainda era longe demais dele e meu corpo não parecia estar muito amigo de movimentos agora.
Para minha felicidade ou não, o monstro avançou na minha direção pronto para me devorar. Provavelmente ele achou que com a patada eu não poderia me mover por dias.
Ele estaria certo no caso de eu ser alguém normal dentro dos padrões de um meio-sangue, mas eu não sou. Nas palavras da minha falecida mãe eu sou uma cria de demonio (advinha quem era o demonio pregenitor? Isso, ela mesma).
Quando o manticora estava a dois metros de onde eu permanecia caída levantei o mais rápido que meu corpo aguentou mesmo com dor e segurei minha espada.
Ele tentou recuar, mas avancei na sua direção a toda velocidade e desci-lhe a espada na cabeça com força.
Parti a cabeça dele em dois até o fim do pescoço.
O manticora se desfez em pó e gosma aos meus pés como areia da praia em dia de vento.
Um espinho solitário permanecia na ponta que seria a cauda intacto.
Fui até ele e recolhi envolvendo-o com um lenço antes de guardar na bolsa.
Me virei para ver meus companheiros de viagem e conferir os estragos no estacionamento do hotel (que aliás acho que nunca mais vai receber Rachel depois de hoje).
Pela forma como o pobre cão infernal se debatia eu sabia que Gray havia usado flechas sônicas, alem das flechas de fogo grego que faziam o pobre monstro queimais lenta e dolorosamente.
Quando vi o tamanho do corte no rosto de Gray entendi o porque: acima de qualquer coisa meu amigo não suporta machucados no rosto, mas com o cão infernal não sabia acabou desse jeito... nada legal.
Já Lilli parecia ter se divertido muito.
Ela havia feito o minotauro em pedaços que começavam a se transformar em pó usando a foice que seu pai lhe derá de presente.
E quando digo pedaços, um boi no frigorifico teria tido mais tratamento humano que o pobre minotauro.
–Liz, você é cruel. -Lilli soltou sem piscar ao me encarar.
–Por que?
–Não se deve brincar com a comida. -Gray ironizou. -Assim como a Li fez, não é?
Encarei os dois um tanto em dúvida.
Eles pareciam de mais mau-humor que no dia anterior.
Respirei fundo tentando a tudo custo conter aquele comentário estúpido em minha mente, mas não deu muito certo no fim.
–Vocês dois precisam trepar. Aproveitem a disponibilidade um do outro e não descontem suas frustrações em cima dos outros.
Certo. Eu falei merda.
Mas eu tentei. Para uma filha de Hermes e tataraneta de Ares isso já é um milagre incrivel.
Fora meus demais antepassados divinos que minha mãe sempre me prometeu contar quem eram, eu me esforcei muito, mas esses dois me irritam com esse jeito.
Lilliel ficou vermelha e eu sabia que, por incrivel que pareça, não era raiva. Na verdade era vergonha mesmo, de ouvir isso depois de ontem e da nossa conversa.
Enquanto Gray... bom, ele parecia estar com raiva.
–Desculpem, eu não devia ter falado isso. Só não descontem o que quer que estejam sentindo nos outros, eu não fico fazendo isso só por que minha noite não foi legal.
Gray ainda me encarava querendo me matar, mas Lilli parecia ter entendido minhas palavras de uma forma muito completa.
Ela veio até onde eu estava e me abraçou, como minha mãe costumava fazer para me dizer que iria ficar tudo bem.
Quando ela me soltou notei que tinha começado a chorar.
Mas eu realmente via minha mãe na Lilli de uma forma que talvez só a mãe dela pudesse superar e isso me fazia querer voltar no tempo.
Voltar para os dias bons em que podia estar longe do acampamento.
Voltar para os dias bons em que podia estar longe do acampamento.
Estar perto da minha mãe, que mesmo doente era alguém fora de série e incrivelmente amável.
Alguém por quem eu morreria...
Continua...
Notas finais
É um cap meio... não sei.
Até semana que vem.
COMENTEM!!!
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