The Olimpians – Livro 2: Bloodlines Time

28 Certas Visitas São... Complicadas, No Minimo...


Notas iniciais
Agradecimentos as minhas lindas leitoras

-Milena Corrêa, até o momento a única que se manifestou quanto a doença da família da Liz (pretendo tentar explicar ela, ou pelo menos o que aconteceu com os Zelothya para acabar daquele jeito);

-Gih Castro, pessoa que ama o Gray e a Liz do fundo do coração. Também ficou super emocionada com a história da família da Liz e reivindicou o posto de leitora apaixonada pelo Gray (muito embora ele seja propriedade minha e a Lilliel) e ainda respondeu ao cap 26 e 27;

-Alia, sumiu por conta de provas e ressurgiu. Tipo, isso foi quase regra nos cap 26, mas beleza. Disse que estava morrendo de saudades dos trio.

=X=

Agora galera, vamos ao cap.
Curtam ele bastante, mas não se preocupem que é a vez do Gray fazer uma participação prolongada.
Sinceramente, eu tenho pena do que fiz como pobre nesse e nos próximos cap's.
Mas é por uma boa causa.

Gray


Sabe aquela hora em que você pensa: “Paz, finalmente”?


Bom, eu não passei do “P”.

Pode parecer estranho já que Lizandra tinha acabado de dormir, depois de finalmente admitir muitas coisas, como sua raiva por Luke.


Sem contar Lilliel que dormia profundamente depois de todos os ferimentos que recebeu pela luta contra Kampe.



Mas o fato das duas em teoria estarem visitando Morpheus não era nem de longe sinal de que eu teria paz.



Assim que Liz fechou os olhos fui surpreendido por duas pessoas no minimo inesperadas.



–Mas que merda é essa? -A voz feminina e irritada explodiu as minhas costas e eu pulei do chão em posição de combate.



O que no final foi bem idiota.


Primeiro que não houve luta e segundo que se tivesse eu nunca iria vencer Annabeth. Que dirá Teresa.


As duas ainda me encaravam esperado uma resposta que não sabia de poderia ou deveria dar.



–Como demônios vocês nos despistaram em Evansville? -Annabeth parecia mais irritada que o normal.



–Ou melhor, o que demônios aconteceu aqui?! Sinto o cheiro de Kampe e resquícios do poder do Tempo e do Céu. -Teresa parecia ainda mais brava ainda agora.



–Bem... hum, isso é meio complicado. Digamos que recebemos uma ajuda um pouco inesperada de uns parentes distantes das duas. -Apontei para Lilliel e Lizandra enquanto contava aquela meia verdade com medo de Teresa me torrar.



–Como assim um parente delas?! Kaíros andou interferindo?! — Teresa passou de brava a surpresa.



Claro que eu passei de medroso para WTF?!


Serio? Ela sabia sobre elas, mas tinha outra coisa.

Ela tinha perdido nosso rastro em Evansville?

Então era isso que Kaíros tinha tentado me falar.

Teresa e Annabeth estavam nos vigiando.

O por que eu realmente não sei, mas não quer dizer que não possa tentar descobrir.


–De onde conhece o Luti, Teresa? Ou melhor, porque estava nos seguindo?



Foi quando ela notou que tinha falado demais.


Já Annabeth fez aquela cara de “Sabia que terminaria assim”, pegou dois notebooks no meio do ar e começou a mexer neles distraída.


Ou seja, ela de certa forma disse para Teresa se virar e eu continuei a encara-la.



Para minha sorte Teresa detesta ter que mentir quando não é necessário, ou quando os envolvidos já fazem ideia do que está acontecendo.



Ela se sentou ao lado de Lilliel e encarou seu rosto adormecido.


–Como você chama Kaíros mesmo? -Sua voz era um sussurro e em entendia como Teresa se sentia ao menos em parte.


–Luti. Ao menos no ínicio Lilli parece que chamava ele assim e desde Evansville eu passei a chama-lo assim para evitar ter visões do tempo.



Ouvi alguém engasgar.


Me virei e vi Annabeth com uma lata de Diet Coke na mão tentando controlar a respiração.


Quando olhei para Teresa ela parecia ter levado um belo soco no meio da cara.


Como elas pareciam não ter entendido ou acreditado eu resolvi explicar.

–Eu não sei se foi acidente ou não, mas todas as vezes que falo o nome dele viajo no tempo em memórias. Talvez ele tenha colocado de proposito essas memórias na minha mente ou não. Ainda não sei ao certo.


Teresa suspirou e balançou a cabeça negativamente.


–Aquele homem definitivamente não poupa esforços quando se trata dos seus descendentes. Nem sei se isso é bom ou ruim. -Teresa parecia em dúvida.


–Bom, ele é atencioso e isso é no minimo diferente. Mas por que ele daria a Gray memórias do tempo? -Annabeth ao contrario estava preocupada.



Besteira já que não eram memórias do tempo e resolvi esclarecer aquilo:


–Não são memorias do tempo e sim referente aos passado das duas. -Apontei para Lilli e Liz.


Dessa vez tanto Annabeth como Teresa engasgaram, só que com ar.


Admito, foi engraçado e estranho.

Por que afinal, o que eu realmente tinha haver com aquele cara?

Eu amo a Lilli.

Sou o melhor amigo e irmão de coração da Liz.

Mas fora isso, não tenho nenhuma relação com ele.

Ao menos não que eu saiba.

Annabeth pareceu se recuperar antes de Teresa, por que levantou de onde estava e foi ver o machucado na perna de Lilliel, mas aparentemente não gostou do que viu.


–Mas afinal de contas o que merda aconteceu aqui? -A deusa loira me encarava com tanta intensidade que encolhi os ombros de forma defensiva antes de começar a explicar.



–Luti me deu quatro colares de pedras e dois anéis de prata em Evansville. Dai quando a Kampe apareceu e falou umas coisas muito doidas a Lizi meio que ficou em um transe-suicida pela promessa de rever a mãe, aliviando a dor e sofrimento dela.



Ouvi um rosnado baixo e me virei encarando Teresa que não parecia nada feliz com o que eu contava, mas por segurança ignorei aquilo e continuei falando:



–A Lilli que parece que sabia o que ia acontecer, estava do lado da Liz agarrou o pulso dela e saiu puxando a idiota a reboque. Eu tinha um ideia que algo daria errado por uma conversa com a Lilli e tentei acertar Kampe como arco e flecha.



–Por que não usou o presente do seu pai? -As palavras de Teresa eram em um tom assustador, mas eu entendia o que ela queria dizer.



Esperava que ela me entendesse nesse ponto.


–Eu ia usar. Eu já tinha até colocado a mão no bolso atrás da chave quando meus dedos pegaram um dos colares. Não sei o que me deu, eu apenas joguei o colar para a Lilli e ela colocou. Depois ela moveu o carro abandonado só com um movimento de mãos e ele voou na direção da Kampe, então enquanto Kampe estava atordoada Lilli voou na direção dela.


Olhei para Teresa e Annabeth, sabia que as duas não tinham entendido o real significado das minhas palavras.



–Quando digo que ela voou é literalmente. Não foi correu na direção e sim voou do tipo levitar ou voar como nas histórias do Superman. Como se fosse um dos deuses passeando pelos céus.



Annabeth começou a me olhar descrente e Teresa, bom, ela parecia perdida.


–Não acho que Lilli ou Liz notaram o que aconteceu. Liz ainda estava em choque atrás da pedra até a hora da explosão e Lilli... ela parecia tão concentrada em acertar Kampe que nem o TDAH ajudou a perceber aquilo. Mas depois enquanto eu e Liz cuidavamos do machucado na perna da Lilli o corte começou a sumir, cicatrizando como se o tempo estivesse retrocedendo. Lizandra quase infartou naquela hora., mas eu ainda acho que é coisa do Luti e do pai dele.


Pra que foi que falei aquele final de frase?


–URANO?!?!?! -Annabeth gritou já pronta para matar um e eu posso jurar que estava no topo de suas opções atuais. -COMO ASSIM?! O QUE ELE TEM HAVER COM ISSO AFINAL?!


Engoli em seco duas vezes.


Primeiro que Annabeth brava parece dezenas de vezes pior que Teresa, ainda que eu saiba que minha madrasta é pior e Kaíros então é melhor nem mencionar.


Segundo que me perguntava o por que de Annabeth estar tão irritada.


Afinal se Kaíros estava metido na história era meio que obvio que ele também estaria, ou ele não é meio parente da Lilli e da Liz?


Quer dizer, ele é pai do Kaíros.


Deixei aquilo de lado por um momento.

Respirei findo e comecei novamente a me explicar:

–Segundo a Liz ele tem tudo e nada haver com a missão. -Tá, eu tentei parecer distraído e de certa forma estava.


Distraído de medo.


–Como? -Teresa perguntou calmamente tentando me acalmar.

–Os Arcos Gêmeos estão com ele.

Do nada Annabeth começou a praguejar coisas realmente horríveis em grego, o que me fez ficar entre o medo e o riso.


–Annabeth! Pare com isso!


A voz de Teresa me assustou e me fez lembrar de Kaíros novamente.

Annabeth deve ter notado o perigo, por que sentou quieta e me encarou esperando uma resposta minha.


–Segundo o que Urano contou alguém invadiu seu mausoléu enquanto ele e Luti dormiam, deixou os arcos em meio aos pedaços e se mandou depois, antes de os dois acordarem.



–Ou morreu. Quase nenhum mortal ou semi-deus poderia sobreviver após tocar o corpo de Urano mesmo em pedaços. -Annabeth pareceu dividida se sua resposta era válida.



–Depois dos membros da Linhagem eu acho que os próximos seriam os filhos de Afrodite a conseguir sobreviver, ainda que não se possa garantir em que condições. Depois seria eu, meus filhos, as outras “Coroas”, talvez Rig e Téa, outros nesse sentido. Mas nada garanta que possamos se quer nos arrastar agonizando para fora daquele lugar sem notarem nossa ausência no mundo mortal. -Teresa ficou incomodada ao dizer aquilo.



–Resumindo, tirando a família das duas e os filhos de Afrodite, só as bombas não humanas são aptas ao cargo de ladrão. -Resmunguei do meu canto e Teresa me lançou um olhar como quem diz que aquele comentário foi desnecessário.



Eu até pensei em dizer que era necessário sim, mas não tive chance.


–Se os arcos estão com eles por que não devolvem? Ou usam em seu favor? -As palavras de Annabeth deixaram eu e Teresa pasmos.


Ela só poderia estar de brincadeira e minha boca agiu antes do meu bom senso, que é quase tão grande quanto o da Liz e da Lilli quando não tenho com o que me preocupar.



–Urano não tem um corpo para sair por ai simplesmente para devolver um arco desde que Cronos o esquartejou, que dirá segurar um arco. Além disso duvido que Luti tenha qualquer interesse em usar as armas ou responder perguntas sem resposta de por que ele está com eles. Urano chamou os arcos de miudezas idiotas olimpianas, não acho que o filho pense muito diferente. -Como eu disse minha boca agiu rápido demais e quando vi já tinha falado tudo isso.



Teresa me encarou por longos segundos sufocantes e então começou a rir, eu tinha certeza que aquilo era pelo meu pouco apreso a minha própria vida diante de Annabeth.



Já a loira olhava para seu alvo, lê-se EU, e Teresa em dúvida.


–Então Teresa, qual a graça? -Annabeth estava furiosa.

A ruiva parou de rir e encarou a “amiga” com um sorriso divertido.

–Tem certeza que não sabe? Olhe para os três.

Annabeth fez o que lhe foi sugerido e correu o olhar entre nós três, então eu tinha duas deusas com um ataque de risos e não só minha madrasta.


Muito embora Annabeth parecesse se divertir muito mais que Teresa.


Aquilo me fez ter certeza também que algo poderia dar muito certo ou muito errado naquela missão. Ou até mesmo os dois. O que poderia ser pior.


–Certo isso vale de desculpas pelo que acabou de acontecer agora. Mas Gray, acredite, você ainda vai se arrepender e o melhor é que não vou precisar fazer nada. Te espero no café Teresa.



E dizendo isso Annabeth desapareceu em um brilho prateado deixando em seu lugar o cheiro de livro novo, papel novo, tinta de escrita e um cheiro muito incomum de lótus com menta.



Agora estavamos eu e minha madrasta.


Durante uns bons cinco minutos eu fiquei ali parado, esperando e rezando para que meu pai aparecesse para interferir. Ele nem precisava saber que eu estava ali, só levar Teresa.


Mas nada.


Ela olhou para a perna da Lilli ainda por enfaixar e Liz dormindo profundamente.

Passou a mão na testa de ambas para então me encarar entre o cansaço e o divertimento extremo.


Teresa sentou ao meu lado com um sorriso maroto nos lábios.


–Não vou te dar broncas, isso é função do Quirón. Nem mesmo aconselhar de verdade sobre o que deve fazer na missão ou quanto aos inimigos. O que não quer dizer que não vou fazer nada disso sobre outros assuntos.


Nessa hora eu fiz uma careta, grunhi e me preparei para reclamar, mas Teresa foi muito mais rápida e, surpreendentemente, repetitiva.



–Ajude a Lizandra com o assunto dela com o Leon depois da missão. Mas não interfira diretamente, apenas use o cérebro. Até seu pai pode fazer isso. -Admito que nessa hora eu quis saber o que aquilo queria dizer. -Seja homem quando chegar a hora, pode até parecer que a Lilliel vai ficar brava, mas é bem capaz dela te agradecer. Ainda que não da forma como você possa esperar. -Nessa hora Teresa deu uma risada baixa.



Já eu fiquei olhando para ela feito um tonto que devo ser.


Eram as palavras de Kaíros, só que talvez mais claras e perigosas.

De alguma forma isso eu conseguia ver.

Por isso mesmo preferi esquecer a ideia absurda, para não dizer suicida, da minha mente.


–Pode continuar a usar os colares e anéis que o Kaíros te deu, isso até pode ajudar no andamento das coisas, mas por via das dúvidas pegue isso. -Teresa tirou do bolso da jaqueta jeans que usava dois frascos pequenos e me entregou. -Serve para as duas. Mas só use em último caso se não tiver opções melhores entre o néctar e anti-bióticos humanos, resumindo, vida ou morte. Acredite, você vai precisar.



Engoli em seco.


Eu sabia que ela deveria estar falando do machucado na perna da Lilliel para pior, mas era dificil imaginar algo pior ou mesmo como a Liz poderia ficar pior que...


Minha mente travou.


Sim.

As coisas poderiam ficar muito piores.

Lilli havia falado que depois do que aconteceu hoje as coisas iriam desandar de certa forma e isso queria dizer que algo muito pior ainda poderia acontecer sem nenhum esforço nosso para piorar tudo.


Afinal, estavamos procurando o mausoléu de Urano e algo me dizia que os guardas daquele lugar já estavam de olho em nós a algum tempo.



Talvez mais tempo do que a gente pudesse imaginar.


–Provavelmente. -A voz de Teresa chamou minha atenção e eu a encarei em dúvida. -Mas não acho que se preocupar com esse detalhe agora vá ajudar em algo.


Engoli em seco novamente.


–Mais alguma dica? -Tentei inutilmente conter meu medo daquela ideia.

–Não. As duas tem que acordar até às cinco da tarde ou os monstros vão se aproximar. Até lá o cheiro da Kampe deve afastar todos ou o meu cheiro, eles não gostam muito do meu cheiro sabe? -Ela riu um pouco divertida. -Siga um quilometro e meio pelo menos depois de alcançar a rodovia. Como a perna da Lilli tá desse jeito se prepare e... cuidado na pista.


Assim que Teresa terminou eu tentei perguntar o que ela queria realmente dizer, mas minha rápida madrasta levantou e desapareceu, deixando em seu lugar fumaça negra, sangue, fogo e piche.



Olhei para Lilliel e Lizandra dormindo profundamente, me deu pena acordar as duas tão cedo.



Ainda não eram quatro da tarde, então decidi deixa-las dormir por mais algum tempo.


Fui até minha mochila de arcos e tirei a braçadeira com o simbolo da lua.

Tirei a blusa de inverno, puxei as mangas da camiseta e prendi as tiras com força no braço direito.


Peguei a outra braçadeira com o simbolo do sol na mochila e fiz o mesmo prendendo-a ao braço esquerdo.



Cara, eu tremia feito um condenado.


Puxei as mangas da camiseta até o pulso e escondi aquilo e depois coloquei a blusa por cima.


Então eu rezei, e muito, ao meu pai e minha tia Ártemis pedindo, implorando e desejando não precisar usar aquilo de verdade, para não passar de exagero meu pelas palavras de Teresa e Kaíros.



Ainda que eu soubesse que não seria atendido.


Que não era exagero.

Nem minha reação e nem as palavras deles.

Por que uma hora eu teria que usar aquilo de verdade e por que as duas não dariam conta de tudo pelo meu sexto-sentido.


Continua...


Notas finais
Próximo cap esperem a visita de outra deusa para o nosso príncipe.
=X=
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