The Nightmare
2 Revelações
Depois de conversar com John àquela noite eu fiquei com tamanha vergonha que era difícil olhar para ele sem me lembrar e subitamente tentar desviar o olha dele, mas saber que ele era gay me deixou um pouco triste, porque ele é bonito e muito atraente, mas tinha que me conter e respeitar o seu espaço, assim como quero que ele respeite o meu.
Aquela manhã foi um pouco mais quieta que de costume, eu comi o mais rápido que pude e fui para fora e fiquei encarando o horizonte. Depois de alguns minutos ouvi um barulho na cozinha, John estava lavando a louça suja, me levantei e fui ajudar, mesmo com vergonha precisava ajudar, afinal a casa era minha e não era obrigação dele fazer aquilo, mas ao chegar lá John pediu que deixasse que ele faria tudo, mas ele queria que eu não ficasse ali isso o atrapalharia um pouco, então decidi sair caminhar.
Fui até a casa que era da minha tia, sem esperanças porque depois de sete dias era algo que eu realmente não tinha, mas não entrei nem fiquei muito, caminhando sozinha ali nas ruas sem ninguém era estranho, ali costumava ser muito movimentado. Fiquei sentada perto da avenida principal quando vi dois daqueles monstros andando no meio da avenida, ao ver aquilo me levando e fico atrás de um carro olhando aqueles dois vindo bem lentamente quando com um estrondo um daquelas criaturas cai sobre mim, ela era extremamente forte e eu não era tão forte quanto e precisaria pensar em um jeito de tirar ela de cima de mim antes que ela me devorasse. Com um impulso a retiro de cima de mim e levanto o mais rápido que posso e começo a correr em direção da minha casa, um pouco antes de chegar vejo mais dois daqueles monstros na esquina onde fica a casa da minha tia ao me ouvir um dele se vira e posso ver que ele é meu primo, porém agora todo coberto de sangue e com uma parte do seu lábio inferior faltando. Sem saber o que fazer vou correndo até em casa e tranco a porta, minutos se passam e aqueles desgraçados estão a porta batendo tentando entrar, John desce as escadas correndo me olha com um olhar preocupado e assustado e eu falo o que havia acontecido.
Sem muito o que saber sobre aqueles monstros não poderíamos fazer nada, apenas esperar para ver se eles iriam embora. Uma longa espera vinha se criando ali, já era passado do meio dia e as criaturas ainda estavam ali por porto, aquele som repugnante que eles estavam fazendo, até parecia que estava conversando entre si armando algo para fazer com a gente assim que eles tivessem uma chance. John e eu ficamos andando de um lado para o outro, olhando as janelas na esperança de eles irem embora logo, mas parecia que isso não seria tão fácil, digo à John para que nós subíssemos e ficássemos lá para ver se assim eles iriam embora mais rápido. Lá encima John veio falar comigo, perguntar se algo tinha mudado entre eles por ele ser gay, eu envergonhada pelo ocorrido digo que estava sim, o problema era a vergonha por ter feito aquilo com ele, era constrangedor olhar para ele sem imaginar as coisas que ele estaria pensando a respeito de mim, mas isso logo passaria, não completamente, mas amenizaria o constrangimento. Sem muitas opções de o que fazer ficamos sentados conversando como eram nossas vidas antes de tudo aquilo acontecer.
Ao decorrer da noite fomos esquecendo nosso pequeno incidente na noite passada e assim fomos nos abrindo mais um com o outro contando várias coisas a nosso respeito, mas John me contou algo que me deixou em choque, ele namorava um menino que depois de quase um ano de namoro simplesmente parou de falar com ele com a desculpa de que não dava mais, e depois de mais ou mens um ano sem ele falar com John ele voltou, John já estava tentando tocar sua vida sem aquela paixão que certamente foi amor mesmo, porque após esse um ano sem notícias ele ainda sentia algo extremamente forte em relação àquele menino, John estava falando com outro menino, mas nunca se sentia afim de algum deles, ele só pensava no seu ex e quando ele finalmente estava começando a esquece-lo e tentando com outra pessoa ele voltou dizendo que ainda o amava e precisava dele para ser feliz, John ainda o amava também, mas estava magoado com ele, mas o que ela sentia por ele era bem mais forte e John resolveu dar mais um chance àquela menino, que bem foi a pior coisa que John poderia ter feito, nem uma semana se passou e ele desapareceu, sem nem ao menos dizer que não queria mais nada e John voltou a ficar fechado para o mundo, e agora dois anos depois ele ainda não conseguiu sentir vontade de voltar a gostar de alguém, porque o que ele passou certamente não foi algo legal. Eu não sabia o que dizer a respeito, e John não ficou muito legal depois de contar aquilo, me deu boa noite e foi até o sofá e se deitou ali para dormir, eu me deitei em minha cama e fiquei pensando sobre aquilo, quem teria coragem de magoar alguém tão legal e gentil como John, ele era um amor de pessoa, simpático, prestativo e sem falar que era um menino lindo e charmoso. Depois de quase uma hora caio no sono, mas não é por muito tempo, eram quase 4h da manhã quando John me acorda dizendo que alguém havia entrado na casa, ele ouvirá um barulho na porta. Eu e ele fomos lá para ver, ao chegar lá embaixo a porta estava toda cheia de sangue e restos de carne, assustador, mas o pior era o que estava na cozinha. John estava com lágrimas nos olhos olhando àquela criatura, tinha uma faca no peito e parte de seu braço direito estava completamente em carne viva, se aquelas criaturas poderiam estar vivas realmente. John estava imóvel e quando aquele monstro nos viu estava vindo em nossa direção, puxei John elo braço e fui até a escada, mas John não queria ir, ele olhou para mim e disse que aquele zombie era o seu antigo namorado. Na noite passada John não havia dito que ele e seu namorado nunca haviam se visto antes, apenas por fotos e pelo Skype, e ver ele assim era de cortar o coração, John estava chorando muito e ele não queria ir lá para cima, ele se soltou de minhas mãos e foi ao encontro do monstro que sem pensar o agarrou e o jogou no chão com tamanha força que John gemeu de dor quando sua cabeço se chocou com o chão, John o abraçou, o mostrou o mordeu no pescoço fazendo sangue escorrer pelo corpo todo de John, corro até ele para o ajudar, mas ele diz que não quer, ele esperou muito tempo para poder abraçar aquele menino e por mais que aquilo lhe custasse a vida ele finalmente teria conhecido a única pessoa que ele realmente amou. John já não se encontrava mais entre nós humanos, estava desacordado, com um leve sorriso no rosto, e a criatura se levantou e veio em minha direção, corri até meu quarto e me tranquei lá, não havia para onde ir, eu precisava pensar em algo, rápido antes que ele conseguisse entrar. Atrás de casa havia uma árvore, não muito grande, mas prefeita para eu usar como ponto de fuga, ele dava direto na minha janela e era só eu dar um jeito de subir nela sem cair e descer depois e sair dali o mais rápido possível.
Abro a janela e por sorte tinha um galho que eu poderia subir nele, não era forte o suficiente, mas se eu fosse rápida seria perfeito. Com um pouco de dificuldade consigo me agarrar a árvore, mas o galho não era tão resistente como eu achará que era, ao ficar ali menos de dois minutos o galho quebra e com um estrondo caio de costas no chão lá embaixo e apago na hora.
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