The Nightmare
3 Adeus Sarah
— Acorda Sarah, você tem que levar seu irmão ao museu.
— Mas mãe...
— Mas nada, você disse que iria levar ele e agora você vai. E quando voltar vai ter que arrumar seu quarto.
— O.k. mãe.
Aquela manhã foi bem longa, meu irmão era muito curioso e queria saber sobre tudo o que via no museu, então quando voltamos já eram mais de 14h. No caminho de casa vi um garoto lindo no ônibus, estava com fones de ouvido e lia um livro que a capa eu não consegui ver. Seus cabelos eram tão pretos que no sol brilhavam, olhos azuis e tinha dois piercings no lábio. Antes de descer dei uma última olhada nele, e ele estava olhando para mim e sorriu quando a porta do ônibus quase fechou com meu irmão me puxando.
—Está dormindo, quase passou do ponto e me deixa aqui sozinho.
Meu irmão tem um pouco de medo de ficar sozinho com pessoas estranhas. Eu não o culpo, as pessoas hoje em dia são bem mal-educadas e mal-humoradas.
— Me desculpe, estava vendo uma coisa e me distrai um pouco, não irá se repetir novamente.
— Assim espero! Agora vamos que estou com fome.
Depois dessa manhã com meu irmão cheguei em casa e minha mãe estava nos esperando, a comida estava quente, mamãe tinha aquecido o almoço que havia feito, após comer fui até o banheiro para escovar os dentes e enquanto escovava fiquei pensando no garoto que eu havia visto no ônibus mais cedo. Esperava poder vê-lo novamente e quem sabe desta vez falar com ele, mas achava bem difícil porque eu quase não andava de ônibus. Ao acabar fui até meu quarto para poder começar a organiza-lo coisa que não seria fácil assim, havia roupa por todos os lados, livros espalhados pelo chão, pela mesa do computador, encima da cama e até por cima do guarda-roupa. Depois de quase uma hora e meia arrumando aquele quarto a campainha toca, minha mãe e meu irmão tinham ido ao supermercado comprar algo para fazer no jantar, desci e fui atender a porta, quando abri vi aquele garoto com o cabelo um pouco bagunçado, roupas surradas e uma xícara de vidro nas mãos. Sem reação dou-lhe oi e pergunto se posso o ajudar, ele na hora fica vermelho e com a cabeça baixa fala baixinho se ela não teria um pouco de açúcar para lhe arrumar. Falo para ele entrar para eu pegar o açúcar e enquanto isso ele explica que foi fazer um bolo para seu pai que estava para chegar, mas não percebeu que havia acabo o açúcar e não conhecia ali ainda para sair comprar. Depois de pegar o açúcar entrego a ele.
— Mais uma coisa... Te vi hoje mais cedo quando estava voltando pra casa com meu irmão.
— Eu também te vi —Ele ri lembrando de algo— A porta do ônibus quase se fechou em você, certo?!
— É, isso mesmo. —Fico sem jeito relembrando isso.
— Preciso ir agora, se não o bolo não fica pronto até meu pai chegar.
— O.K., me chamo Sarah, muito prazer.
— Prazer Sarah, me chamo Andrew.
Acordo com uma forte dor no corpo, torci meu pulso quando cai, olho em volta e não vejo ninguém, levanto-me e vou com cautela até a janela da cozinha e olha para a escada onde John e eu estávamos antes dele... As lembranças fazem meu peito doer com lágrimas nos olhos percorro todos os cantos que posso enxergar a procura daquele monstro pelo qual John se deixou ser mordido, mas não o vejo, vou até a porta da frente e entro com medo, aquele monstro pode aparecer a qualquer momento. Vou até a escada para ver John, mas ele não está mais ali o que me deixa assustada, será que John tinha se tornado um daqueles monstros?! Não sabia, mas era o mais provável porque eu vi ele ser mordido por aquele monstro e se aquelas criaturas forem mesmo o que o John falava com uma mordida ele se transformaria em um deles e bem, agora eu estava sozinha de volta e com muito medo de eles voltarem ali ou outros virem assim como um já havia vindo.
Olho a casa toda, mas não vejo ninguém. Sem sinal do monstro que matou John nem mesmo de John, nem ao menos um rastro de sangue. Sem muito o que fazer resolvo sair daquele lugar e ir procurar por alguém em outros lugares, não ter notícias que alguém estando com outra pessoa é ruim, mas suportável, agora estar completamente sozinha com aquelas criaturas por aí era um tanto quanto assustador.
No meu quarto pego uma pequena mochila e coloco nela o essencial, levo também meu celular para caso conseguisse sinal. Sem muito o que fazer e sem saber para onde ir apenas saio e vou caminhando pela rua em direção do centro sem saber o que poderia vir a achar.
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