The Nightmare
1 O início
Eu acabará de acordar quando percebi um silêncio mórbido ali, nunca era assim, carros e pessoas passando freneticamente, minha mãe gritando com meu irmãozinho, mas hoje estava diferente e isso estava ficando assustador. Levanto-me e vou ver onde estavam todos, mas ao descer as escadas não vejo ninguém, nenhum carro lá fora. Havia algo errado e eu precisava descobrir o que era, o dia estava lindo lá fora, nenhuma nuvem no céu, um belo dia para se ir à praia... Bem, se soubesse o que havia acontecido à todos que moravam ali, porque em nenhuma casa havia sinal de vida, portas entre abertas, mas nenhum barulho, janelas fechadas sendo que o dia estava ensolarado, carros em suas garagens, apenas os animais ali se apresentavam.
Voltei para casa na esperança de encontrar alguém, mas não vejo ninguém, ao chegar em casa subo as escadas e vou até meu quarto pego meu celular e ligo meu computador, mas não estava pegando a internet e nem o sinal do meu celular. Eram 11:39 da manhã e não havia sinal de ninguém, ao ir até minha janela abri-la vejo um rapaz correndo em direção de minha casa, desço as escadas correndo e faço com que ele pare e pergunto se ele sabe o que estava acontecendo, mas ele diz que não, conta que foi dormir ontem em casa e acordou ali sem saber onde estava. Convido-o para entrar e ali ficamos conversando até à noite cair, ele me pergunta aonde estamos e coisas a meu respeito e digo que estávamos em Curitiba Paraná, ele se espanta dizendo que morava em Guarulhos São Paulo, e ficamos se conhecendo. Seu nome era John, tinha 19 anos de idade, fazia faculdade de administração e morava sozinho, tinha cabelos longos e loiros, seus olhos era de um verde intenso, não era muito alto poucos centímetros menor do que eu.
Seis dias se passam e nenhuma notícia de ninguém, minha mãe que não é de ficar fora sem avisa também não dava notícias e isso estava realmente me preocupando. Esses seis dias com John estavam sendo bem estranhos, ele não era assim alguém que falava muito e isso me deixava angustiado já que não havia mais ninguém ali além dele, mas aos poucos ele estava se abrindo comigo e pegando confiança, pois agora até sair comigo tentar achar alguém ele estava saindo, mas ainda assim ele mal falava. Naquela tarde nós saímos caminhar no início da tarde, fomos até ao centro onde achávamos que seria mais fácil de encontrar alguém, mas não, ninguém, mas nas ruas daqui haviam carros para todos os lados, uns com suas portas abertas, outros com vidros quebrados até mesmo carros capotados haviam ali, uma horrível cena de filme de terror. Caminhamos por ali por horas e nenhum sinal de ninguém, fomos até o shopping dar uma olhada, mas não havia nada por lá também. Antes de sair daquele lugar, passamos por uma livraria que estava aberta, entramos lá e no caixa havia uma mulher sentada na cadeira e aparentemente estava dormindo apoiada na parede, mas ao chegar perto ele abriu os olhos que por sinal eram brancos e sua boca estava com o lábio inferior praticamente caído o que me assustou muito, já havia jogado diversos jogos de zumbis, e aquele mulher parecia muito com um, John saiu correndo e eu o segui, aquela mulher, se poderia ser chamada assim vem se arrastando atrás de nós, porém ela não era nada rápida o que me fez não ir tão depressa, mas John corria o mais rápido que podia, gritei algumas vezes para que ele fosse um pouco mais devagar, mas ele não me escutava. Depois de quase cinco minutos correndo John diminui o ritmo e eu o alcanço. Pego no braço dele e ele se assusta, digo que sou eu e ele retira minha mão de seu braço e vira o rosto envergonhado, olho para trás e vejo que aquilo ainda estava vindo atrás de nós e estava chegando, e logo voltamos a correndo em direção da saída mais próxima. Chegando perto porta que deveria abrir assim que alguém se aproximasse não abriu, aquela mulher se aproximava e a porta não abria, estávamos entrando em desespero quando me veio uma ideia, já que ela era lenta poderíamos passar por ela rápido sem que ele nos pegasse, puxei John pelo braço e disse para que ele corresse o mais depressa que ele conseguisse, sem muita opção ele me seguiu correndo e passamos bem ao lado daquela pobre mulher que agora virará aquilo. Fomos até a outra saída que ainda bem se encontrava aberta, e por sorte aquela mulher não estava mais vindo atrás de nós, enquanto íamos para casa John e eu falávamos sobre o que acabará de acontecer e com toda certa aquilo não era uma pegadinha e muito menos um sonho. Chegamos em casa já era final de tarde, John sentou no sofá colocando suas mãos sobre a cabeça e sussurrava algo que não conseguia entender, não fiz conta e fui até a cozinha comer algo, quando voltei John não estava mais na sala, subi até andar de cima e ouvi o barulho do chuveiro, a porta estava entre aberta, vou até o porta e espio, quando meus olhos encontram John ele estava de costa totalmente despido esfregando seus cabelos com o shampoo escorrendo pelo seus corpo que eu nunca havia reparado, mas ele tinha uma corpo muito bonito e ali agora sem nenhuma roupa parecia ainda mais chamativo. Ele estava se virando e eu fiquei ao lado da porta para que ele não me visse, depois de um tempo fui voltar a olhar e quando coloquei o rosto perto da porta estava ali na porta, totalmente despido de frente para mim, quando vi ele ali completamente despido olhando para mim fiquei com tanta vergonha que corri até meu quarto e me tranquei lá. Algum tempo depois ouço alguém batendo na porta, não tive coragem de abrir, sabia que era John, mais ninguém seria, pelo menos nesses seis dias ninguém mais aparecerá ali, claro, além daquela mulher, que por sinal não se parecia assim tanto com uma mulher de verdade, era muito mais assustadora. Ele continuou batendo e eu não abri é claro, mas logo ele me chamou e disse que precisava falar comigo, o que me deixou com muita vergonha mais do que eu esta antes, vou até a porta e a destranco deixando ela entre aberta e volto para minha cama deitando e cobrindo minha cabeça com tamanha vergonha que estava. Ouço John entrando no meu quarto, mas ele não diz absolutamente nada, tiro a coberta que estava sobre minha cabeça e vejo ele ali em pé.
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