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Ela respirou um pouco mais forte, e como em todas as outras vezes que ela fez isso, ele se levantou rapidamente e checou seus monitores. Nada havia mudado. Tony sentou-se novamente em uma cadeira, ao lado da cama. Seus olhos estavam tão cansados que ele sentiu que se piscasse, poderia acabar dormindo. Mas ele não dormiria até saber como sua amiga estava. A preocupação tomou conta dele como nunca antes, quando ele acordou no carro e viu que ela ainda estava na mesma posição, sem ter se movido. Sem ter acordado. Já faziam dois dias que ela dormia, e ele realmente não queria que chegasse a um terceiro. Os médicos se espantaram ao vê-lo ali novamente.

– Você deve mesmo gostar dela – um deles disse, checando o prontuário.

Ele só confirmou com os olhos. Sim, ele gostava dela, mas ele faria isso por qualquer pessoa da equipe.

– Seus reflexos estão melhores, ela pode acordar a qualquer minuto até amanhã.

Ele apenas assentiu.

– Sua equipe vem aqui vê-la, mas eles não passam a noite. Você sabe que o caso dela não é tão grave, certo? Não precisa ficar aqui o tempo inteiro.

– É diferente para alguns de nós – Tony respondeu, e o médico saiu contrariado.

Ziva respirou fundo novamente, e uma de suas mãos se mexeu um pouco. Dinozzo se levantou imediatamente e colocou a mão em cima de uma das mãos dela.

– Está na hora de acordar, ninja adormecida – ele sussurrou, passando a outra mão em seu cabelo levemente. A cicatriz da cirurgia ainda estava ali. Com a batida, ela sofreu um pequeno traumatismo, e teve que ser levada as pressas para a sala cirúrgica. Desde então, estava apagada.

Os olhos de Ziva tremeram, e ela os forçou a abrir. Então, olhou para Tony assustada.

– Até que enfim – ele sorriu, e antes que pudesse ir atrás de um médico, ela o puxou de volta.

– Você tem muitas perguntas, eu sei. Ok, vamos lá, você está em um hospital... – antes que ele pudesse falar mais alguma coisa, ela se sentou delicadamente e franziu o cenho – o que foi?

– Quem é você?

Dinozzo soltou sua mão e seu coração pulou uma batida.

– Quem sou eu? – ele repetiu, e ela cruzou os braços esperando uma resposta.

Ele não tinha uma.