The New Us.

3 Memórias perdidas.


Notas iniciais
Gente, eu demorarei pra postar os capítulos dessa história pois estou estudando em três escolas, daí fica complicado. Mas darei o meu melhor :)

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– É o seguinte – Dinozzo disse, quando saiu do quarto, onde Ziva ainda estava conversando com o médico – ela não se lembra de nós.

Abby, que segurava um cupcake em suas mãos quase o derrubou quando ouviu isso.

– De novo não! Gente, isso aconteceu com o Gibbs, deve passar logo, certo? – ela olhou para Gibbs, que encarava o outro lado do vidro.

– Algo aconteceu comigo para que eu me lembrasse – ele entrou dentro do quarto, e todos esperaram. Então ele deu um tapa, de leve, na cabeça da Ziva. Ela o olhou levantando uma das sobrancelhas, como se ele estivesse louco. Todos esperaram, mas ela não teve nem ao menos um relance.

– O que foi isso? – o médico perguntou. O resto da equipe se aproximou da porta aberta.

– Quando eu esqueci de tudo, ela me fez lembrar de algo importante pra mim. Eu me lembrei no mesmo instante.

– Talvez isso não seja importante o suficiente, afinal, quem leva mais tapas sou eu! – Dinozzo disse, dando de ombros, e fez Ziva rir.

– Vocês tem o costume de se bater? – ela perguntou, tímida.

– Você tem o costume de nos bater, principalmente – Mcgee respondeu, se apoiando na cama, e ela riu novamente.

– Bom – o médico pegou o prontuário dela e o leu – ela já pode ir pra casa. Eu só a deixaria aqui por mais um dia, e então ela está livre. Vocês terão que ajuda-la na memória, não há nada que eu possa fazer.

Todos assentiram e saíram do carro. Tony ficou ali por mais um segundo, era difícil deixá-la quando ele esteve ali por dias.

No dia seguinte, ela saiu do hospital perdida. Carregava a mesma bolsa do dia do acidente, onde haviam uma chave, uma arma, uma faca, um batom, um prendedor de cabelos e um celular. Ela vestia o mesmo vestido da noite em que tudo aconteceu, e se sentia estranha nele. Era muito justo pra ela. A rua era totalmente desconhecida, e ela se preparou para começar a perguntar como chegar em casa, quando viu um carro se aproximando da entrada do hospital e sorriu ao ver quem dirigia.

– Olá!

Ela foi até ele e lhe deu um abraço, o que era bastante anormal para os dois. Mas ela estava tão feliz de vê-lo, que não pode controlar.

– Obrigada por vir. Como sabia...

– Eles me ligaram. Você vai pra sua casa agora, descansar.

Ziva entrou no carro e se sentou no banco de trás. Dinozzo olhou pelo retrovisor, enquanto ela admirava a paisagem pela janela. Ela nunca esteve mais linda do que agora. Assim que chegaram, ele pediu a chave para ela e abriu a porta.

– Então, eu moro aqui? – ela perguntou enquanto entrava, tirando o salto alto imediatamente.

– Sim, é aqui – ele foi até a cozinha e sem nenhuma cerimônia, abriu a geladeira para pegar um suco. Ofereceu a ela, que negou e pediu para que ele lhe mostrasse onde ficava o banheiro.

– Logo ali – ele apontou para o corredor, e ela seguiu até a porta. Antes que se virasse para perguntar onde estaria uma toalha, ele estendeu uma, e sorriu.

– Tony? – ela falou, procurando – o na cozinha.

– Aqui – ele gritou, do quarto.

Tony estava sentado em sua cama, com uma grande caixa em mãos.

– Posso te perguntar algo? – ela se sentou de roupão na cama.

– Claro – ele cruzou as pernas e esperou.

– O que nós somos?

– Nós somos agentes do NCIS, prendemos caras maus, e de vez em quando salvamos umas pessoas por aí.

– Isso é bom – ela respirou fundo – mas eu queria saber o que NÓS somos.

– Nós como em “eu e você”?

– Exatamente.

– Nós somos parceiros.

– Parceiros?

– Parceiros. Nós cuidamos um do outro – quando ela sorriu de um jeito diferente, ele logo tratou de corrigir – estritamente profissional.

– Ah sim, me desculpe, é que você conhece todo esse lugar – ela olhou pra cima, e de novo para ele – pensei que fôssemos algo mais.

– Nós somos! – ele sorriu – somos muito bons amigos.

Ela pareceu envergonhada e ele percebeu.

– Ok, eu vou indo. Se algo lhe der um flash, ou algo assim, me ligue. Meu número está salvo no seu celular. Se precisar de qualquer coisa, você pode me ligar.

– Bom, eu te acompanho até a porta – ela se levantou, e foi de braços cruzados até a sala.

– Buenas Noches! – ele sorriu, e antes de se virar ela respondeu:

– Buenas Noches! Nos vemos mañana?

Ele parou e arregalou os olhos, assim como ela.

– Eu falo espanhol. Ok, isso é novo – ela sorriu pra ele – já é um avanço, certo?

– Certo, muchacha.

Os dois riram.

– Realmente tenho que ir. Sim, se quiser eu venho te ver amanhã, talvez traga algumas das suas coisas do escritório pra ver se te fazem lembrar algo.

– Combinado. Até amanhã, Tony.

– Até amanhã, Ziva.

Ele entrou no carro e ela entrou em casa. Se sentou na cama e começou a ver algumas fotos que estavam espalhadas. Havia uma dela e a torre de Paris ao fundo. Ela ficou impressionada de já ter conhecido tais lugares e não se lembrar deles. No verso da foto, estava uma pequena frase escrita a mão.

Minha foto favorita.