The New Us.
1 Berlin.
Um dia você dançará com um homem que merece seu amor.
E lá estava ela, nos braços de Anthony Dinozzo. Nunca se imaginara em uma situação como aquela. Ela, uma mulher que fora criada para ser uma assassina, sem sentimentos, sem escrúpulos. Apenas mais um soldado no exército de seu pai. Ela, uma agente do Mossad, que nunca sentiu nada além de uma simples afeição pelas pessoas mais próximas. Ziva David, aquela que perdeu toda sua família aos poucos, e também aos poucos, deixou de acreditar no amor. Os olhos de Anthony brilhavam enquanto olhavam pra ela. A música era lenta, e ela mal podia sentir seus pés tocarem o chão. Seu coração começou a bater mais forte, e ela não sabia se isso era bom ou ruim. Suas bocas estavam perto uma da outra, em uma volta, elas quase se tocaram. Ela podia sentir as mãos dele segurando – a firmemente, como se ele nunca fosse solta-la. Algo permanente. Então quando a música começou a cessar, ela se lembrou do que estava fazendo ali. Ela estava atrás de alguém que os ajudaria a capturar o assassino de seu pai. Ela se virou bruscamente, buscando – o com o olhar. Quando o avistou de longe, seu parceiro a acompanhou até ele, e os dois o interrogaram e o mandaram ao NCIS. Simples e fácil, como sempre. Mas havia algo incomodando – a.
No carro, os dois estavam sozinhos. Dinozzo estava agindo normalmente, afinal, eles ficavam sozinhos o tempo todo. Mas ela estava inquieta. Precisava desabafar, mas não sabia como. Ela queria dizer a ele, mas não sabia realmente o que. Só sabia que tinha que dizer algo. No meio de seus devaneios, ele pegou sua mão, como se isso fosse completamente normal. Seus olhos estavam totalmente focados na estrada. Assim era melhor, seria mais fácil falar sem ter ele ficar encarando.
Não quero viver com nenhum arrependimento, ela pensou.
– Tony... – ela tentou dizer, mas assim que disse seu nome, um clarão tomou conta do lugar. A voz dele gritando seu nome, foi abafada pelo som da batida. Ela sentia algo quente escorrendo de sua testa. Seria sangue? E suas mãos estavam trêmulas. De onde havia saído o que os atingiu? Ele estava acordado, mas tonto. Nela, não havia sinal nenhum que estivesse consciente. Um suspiro, foi tudo o que se ouviu no silêncio que se permaneceu. Um suspiro.
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