Notas iniciais
Oi meus amores...Tudo bem? ^^ Ontem não consegui postar por conta de uns problemas em casa, mas hoje tem capítulo e logo dois. Espero que gostem e boa leitura.

— Eu prefiro mamãe, querida — olhei para o banheiro e a vi.

— Angeline.

— Que bom ver você meu amor — ela de aproximou de mim, mas estendi a espada primeiro — Que coisa feia Amélia. Tire esse objeto pontiagudo da minha frente.

— Você atirou na minha melhor amiga.

— Tudo por um bem maior, querida: você.

— Angeline, saia de perto dela — Chris se colocou na minha frente e minha mãe riu.

— É melhor você sair da minha frente soldadinho. Posso machucar sua namoradinha de onde estou

— Saia daqui...ai — Ícaro tentou se levantar, mas o machucado da bala estava jorrando sangue.

— Ícaro querido, que saudade. Sua mãe está melhor? — uma sombra de preocupação passou pelos olhos de Angeline.

— Se você se preocupada tanto com ela, por que está atacando o palácio mãe? — ela ficou surpresa quando usei a palavra “mãe”

— Tudo que eu quero é minha família de volta e com certeza não é o retardado do seu pai Amélia.

— Então pare com esses ataques — toquei o braço de Chris e ele saiu da minha frente. — Você está machucando as pessoas. As pessoas que eu amo.

— Roubaram você de mim.

— Não mãe. Tudo foi um mal entendido. Para com isso e vem para casa — me aproximei dela e coloquei a mão em seu ombro.

— Não até você estar comigo novamente

— Então eu vou com você, mas só se os ataques pararem — ela assentiu e me abraçou

— Senti sua falta minha bebê — a abracei também e olhei para Chris e assenti. Ele segurou os pulsos da minha mãe e a algemou. — O-O que...?

— Desculpa, mas não posso viver com alguém como você.

— Tudo isso...era uma armação?

— E você caiu direitinho. Mande parar os ataques, caso contrário eu mesma mato você — a olhei nos olhos e vi algumas lágrimas rolarem pelo rosto dela.

— Você é igualzinha ao seu pai. Tudo.

— Posso ser igual a ele, mas não tento matar as pessoas que minha filha ama. Chris leve ela daqui, por favor.

— Pode deixar Amy.

— Você vai se arrepender Amélia. Muito — ela gritava pelos corredores, enquanto Chris praticamente a arrastava de lá.

— Tudo bem? — Ícaro pegou minha mão e assenti — Você foi muito esperta sabia?

— Sim, eu sei — rimos e ele gemeu de dor — Vamos dar um jeito nisso — olhei o ferimento e vi que ainda saía sangue. — Vou chamar um médico...isso se não tiverem corrido daqui.

— Vai lá. — saí do quarto e comecei a rodar pela enfermaria, quando finalmente encontrei um enfermeiro.

— Preciso de ajuda. O Príncipe foi baleado. — ele arregalou os olhos e pegou algumas coisas para ajudar o Ícaro. Quando chegamos ao quarto, ele não estava mais lá e nem a Cath.

— Não. Eu deveria ter ficado aqui.

— Senhorita — ele me chamou e olhou para o chão. Uma trilha de sangue que seguia pelo corredor.

— Eu vou atrás deles. Fique aqui e se esconda. — saí correndo e segui a trilha de sangue até o Salão. Vi tia Nina tentando convencer Angeline a parar e Ícaro estava em um canto pressionando o ferimento.

— Finalmente minha querida chegou — Angeline gritou e sorriu — Você é esperta meu amor, mas eu sou mais.

— Angie, pare, por favor — tia Nina tentava se aproximar dela, mas minha mãe tinha uma arma na mão.

— Sinto muito Nina, mas só vou parar quando Amélia estiver do meu lado. Como deveria ter sido.

— Mesmo depois de todo esse tempo, eu sei que você ainda é a minha melhor amiga — procurei Cath e Chris pelo Salão e o vi abraçado a ela. Pelo menos eles estão bem.

— Mãe, dessa vez eu juro que vou com você, mas me deixe ajudar o Ícaro. Por favor. — eu sabia que esse era o único jeito para fazê-la parar, mas não deixaria o meu amor morrer.

— É melhor não ser um dos seus planinhos Amélia.

— Não é. Por favor, me deixa ajudar ele.

— Tudo bem — ela olhou para um guarda e ele se aproximou. — Ajude minha filha a cuidar do garoto.

Me aproximei de Ícaro e ele negou.

— Você não pode ir.

— Eu tenho. Eu preciso salvar você. — o guarda tentava estancar o sangramento e Ícaro se contorceu de dor.

— Desculpe Alteza — percebi que ele tremia e segurei suas mãos.

— Se acalme. Vai ficar tudo bem logo — ele assentiu e voltou a cuidar do Ícaro. Olhei para minha mãe, que nos observava e havia esquecido a tia Nina que se aproximava lentamente da arma. — Não, não, não.

A olhei e ela sorriu para mim. Eu sabia o que ela ia fazer e isso ia me perseguir pelo resto da vida.

— Mas o que...? — ouvi um disparo e reprimi o grito na garganta.

— Mãe! — Ícaro gritou e vi o rei Gabriel chegar ao Salão.

— Nina...

— Não, o que eu fiz? — minha mãe segurou a melhor amiga e tentou fazer o sangramento parar, mas era tarde demais.

— M-Mãe...- Ícaro tentou se levantar e o ajudei. Fomos cambaleando até as duas e tio Gabe fez o mesmo.

— Angie...- Nina começou a falar e sorriu para ela — Mesmo depois de tudo o que você fez...

— Eu sei, eu sei — minha mãe começou a chorar — Me desculpa você estava certa. Sempre esteve.

— Não chora Angie, eu estou bem.

— M-Mas você está morrendo.

— Estou com a minha família. — ela olhou para o marido e sorriu — Eu te amo.

— Eu também te amo minha Nina — ele segurou a mão dela e beijou. Ela olhou para mim e para Ícaro e riu.

— Vocês dois sempre foram perfeitos um para o outro. Eu soube disso desde o início.

— Mãe, a gente pode dar um jeito. — ela negou e estendeu a mão para nós. A seguramos e ela disse:

— Cuide dela Ícaro. A Amy é muito especial. Amy querida, pode me fazer um favor?

— Claro — ela sorriu para mim.

— Cuide do meu garotinho e se cuide também. Sinto muito por não estar aqui para o casamento.

— Tia Nina...

— Eu sei que você é a escolhida. Ícaro me disse há alguns dias. Espero que vocês sejam felizes juntos — olhou para todos nós ao redor dela e sorriu mais uma vez, antes do olhar dela ficar vago e sua mão tombar e cair no chão.

Notas finais
Chorei muito escrevendo esse capítulo e sei que vocês devem estar querendo me matar, mas eu também sofri escrevendo o capítulo kkkk Espero que tenham gostado e até mais tarde ♥