The New Hogwarts II - In The Shadow of Parents
19 No Dormitório Feminino da Grifinória
Notas iniciais
No dia seguinte, segunda-feira, todas as garotas foram às aulas normalmente, mas, em seus intervalos, conseguiam o que precisavam para a pequena comemoração sugerida por Merida, que seria realizada naquela noite.
Às dez horas, quando o Salão Comunal da Grifinória estava completamente vazio, Merida, Elsa, Elena, Anna, Alice, Helena e Miranda deixaram Alicia, Ellen, Rapunzel, Mirana, Jacky e Elizabeth entrarem sorrateiramente e as levaram ao Dormitório Feminino do Primeiro Ano.
– Aqui estamos. – Merida disse contente enquanto Anna, Rapunzel, Miranda e Alice comemoravam com seu usual bom humor e animação.
Assim, elas começaram a pequena festinha. Ellen desafiou Elena para uma partida de xadrez de bruxo, afinal ninguém nunca ganhava na morena quando esta tinha trinta e cinco anos. As outras ficaram assistindo, Merida dormindo, durante as quatorze vezes que a Gryffindor derrotou a Dunbrooch Macintosh.
– Eu desisto. – Ellen suspirou derrotada assim que Elena ganhou pela décima quinta vez.
– Eu detesto perder. – A morena piscou e riu, sendo acompanhada pelas demais.
Logo em seguida, ao que parece, Merida despertou um pouco brava por ter sido acordada pela risada estridente de Anna e desafiou a ruiva. O problema foi que o desafio escolhido por ambas foi de quem tomava mais chocolate quente em menos tempo.
– De quem foi essa ideia? – Alicia questionou boquiaberta enquanto assistia Merida e Anna engolindo canecas e mais canecas de chocolate escaldante.
– Não sei. – Mirana respondeu, estando perto da filha, mas rindo um pouco, acostumada com a loucura das amigas. – Mas acho que alguém vai ter que trazer água para elas depois disto. – Sorriu divertida.
Empatadas na vigésima quarta caneca de chocolate em dez minutos, as duas ruivas soltaram as canecas e começaram a correr como loucas pelo quarto procurando água. Depois que conseguiram se refrescar um pouco, sentaram-se na roda de meninas que rolavam de tanto rir com a cena que acabaram de presenciar.
– Vocês riem porque não foram vocês. – Anna falava de um jeito estranho, abanando a língua numa tentativa de aplacar um pouco a ardência.
– Ninguém mandou você aceitar o desafio da Merida. – Elsa riu, brincando com uma das mechas de seu cabelo loiro-platinado.
Anna bufou e as outras riram. Ellen arrastou Elena para outra partida de xadrez de bruxo, decidida a ganhar da tia, Merida e Anna começaram uma nova competição, desta vez de quem tomava mais suco de abóbora, Rapunzel arrastara Miranda, Alice, Mirana e Alicia para um canto do quarto, querendo fazer penteados nos cabelos das quatro, Helena, Elizabeth, Elsa e Jacky abriram um saco de doces que as fazia emitir barulhos de animais, com as quais elas começaram a se divertir.
– Faz tempo que eu não me divirto assim. – Elsa falou enquanto ria de Elizabeth, que comera um doce cinza que a fizera soar como um elefante.
– Sério? – Helena arqueou uma sobrancelha e ajeitou os óculos, que insistiam em escorregar pelo nariz fino, num hábito que havia adquirido desde que começara a usá-los.
– Sim. – Elsa assentiu, agora observando Jacky, que comera um doce vermelho que a fazia rugir como um leão. – Acho que desde os meus oito anos que eu não sorrio tanto. – Confessou meio tristonha.
– Por quê? – Helena se aproximou dela, querendo saber um pouco mais do passado da tia, e sorriu encorajadora quando ela a olhou. – Ora, vamos. Somos amigas, não? – Arqueou uma sobrancelha e abriu um sorriso torto.
Viu o olhar de Elsa ficar estranho ao fita-la fazendo isso e perguntou-se internamente se não havia feito algo errado, mas perguntar em mente não iria adiantar muita coisa, então verbalizou seus pensamentos:
– Algum problema? – Perguntou.
Elsa continuou olhando-a de um modo estranho por mais alguns longos segundos, mas logo balançou a cabeça bruscamente, como se estivesse se livrando de um transe, e sorriu sem graça para a outra.
– Não é nada, só... – A loira parou por um segundo e pareceu ficar bastante sem graça ao dizer a frase seguinte. – Só que você lembra muito a Elena quando sorri desse jeito. – Gesticulou para a irmã, que acabara de ganhar de Ellen mais uma vez no xadrez de bruxo.
Helena congelou. Claro, já lhe haviam dito que sorria como a mãe, que era exatamente como ela quando esta era mais nova, mas alisara os cabelos e se escondera atrás de um par de óculos. Deveria dar para desfaçar pelo menos um pouco, não é? Ao que parecia, não.
Elsa não percebeu o desconforto da menina e continuou a olhar as atividades desenvolvidas ao redor do quarto sem realmente prestar muita atenção, pensativa.
Por ali, Anna e Merida continuavam brigando e arranjando motivos para competir, apesar de que cada desafio saía mais desastroso que o anterior, quando como se desafiaram para ver quem comia mais Feijõezinhos de Todos os Sabores e Anna pegara um de pimenta que a fez correr como uma maluca pelo quarto procurando alguma coisa para beber. Por sorte, o quarto estava com o feitiço Abaffiato, então ninguém além das garotas lá dentro ouviu. Merida também não escapara e pegara um de Vômito e, como Anna, saíra correndo para o quarto procurando água para aplacar o gosto horrível na boca.
Elena estava esparramada no chão, jogando despreocupadamente o xadrez de bruxo e, mesmo com a pouca importância que dava ao jogo, afinal aquela era a trigésima partida que jogava na mesma noite, continuava ganhando de Ellen, que àquela altura estava furiosa e determinada a ganhar da tia.
Rapunzel testara todos os tipos de penteados em suas cobaias, lê-se Mirana, Miranda, Alice e Alicia, e parecia bastante satisfeita com seu trabalho, embora as outras meninas remexessem incomodadas o que a loira fizera com seus cabelos.
Jacky e Elizabeth continuaram a comer os doces e se divertirem com os sons que faziam enquanto Elsa observava rindo e Helena continuava paralisada olhando para a tia, temendo que esta pudesse descobrir alguma coisa sobre quem ela realmente era e o que estava fazendo ali, algo que sem dúvidas não podia deixar acontecer.
Ainda assim, a noite se passou tranquila e todas se divertiram bastante com a ideia maluca de Merida, indo dormir apenas às duas horas da manhã de qualquer jeito, espalhadas pelo quarto.
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