The New Hogwarts II - In The Shadow of Parents
37 A Câmara Secreta
Notas iniciais
Jason e Jacky corriam apressadamente pelos corredores, seguindo o capuz preto arroxeado que cobria um homem que até então eles não haviam identificado. De certa forma, já era de conhecimento dos dois que aquele desconhecido tinha algo em relação àquele ataque, talvez fosse apenas um dos soldados enviados contra Hogwarts ou mesmo o mandante dos bruxos inimigos. Não sabiam dizer, mas de uma coisa tinham certeza: Iriam descobrir.
Não passaram por qualquer estudante de Hogwarts, sendo que todos estavam concentrados numa parte mais movimentada e perigosa do castelo, combatendo os bruxos inimigos que ainda estavam espalhados pelo castelo, deixando aquele corredor completamente deserto, apenas com alguns corpos no chão e partes destruídas, denunciando que a batalha passara por ali, mas já havia acabado.
O desconhecido a qual perseguiam acabara por seguir até um corredor meio alagado, devido à clara atividade de uma fantasma que sabiam quem era, e adentrar numa porta que ambos os Herdeiros de Salazar Slytherin conheciam bem:
– O Banheiro da Murta que Geme. – Jason sussurrou, arfando pelo cansaço de ter corrido até ali, apoiando-se com as mãos nos joelhos, mas ainda segurando com força sua varinha, completamente atento.
Jacky o olhou de esguelha por um curto segundo e uma expressão estranha passou por seu rosto antes de adentrar no local, seguida pelo garoto, que ainda se perguntava o que havia visto na mãe anteriormente.
Ao entrarem, perceberam a figura de capa arroxeada estava parada de frente para o conjunto de pias que havia no centro do banheiro, que todos os alunos de Hogwarts agora tinha conhecimento de ser a entrada da Câmara Secreta. Os dois mais novos logo apontaram as varinhas para ele, que em momento algum se virou para os recém-chegados, mesmo, claramente, tendo percebido a presença deles ali.
– Vire-se e retire o capuz. – Jacky ordenou em tom duro, que fazia Jason se lembrar de como ela seria no futuro que ele tanto queria mudar. Aquele tom parecia tão errado nela, tão estranho, por mais que fosse a esse tom que ele já estava acostumado.
Uma risada ecoou pelo banheiro abandonado, afinal a Murta não admitia ninguém ali, e a figura de capuz não se virou. Jacky franziu o cenho e fuzilou o desconhecido com os olhos, sendo que Jason apenas alternava olhares entre a mãe e o homem, não sabendo ao certo o que esperar daquela situação, mas preocupado com o resultado daquele confronto, que ele não tinha ideia se aconteceria ou não sem sua intervenção.
– Não foi inteligente da sua parte vir até aqui, Senhorita Slytherin. – A figura de capuz finalmente tomou a palavra e seu tom simplesmente pingava sarcasmo.
O mais estranho de tudo, era que tanto Jacky quanto Jason conheciam bem aquela voz, afinal a escutavam todo dia há pouco mais de um ano.
– Jafar? – Ela pronunciou o nome dele em tom de incredulidade, afinal não conseguia assimilar o fato de um professor de Hogwarts poder ser um mandante daquele ataque. Não fazia sentido. Por que ele atacaria a escola na qual lecionava?
O desconhecido, não mais tanto assim, finalmente se virou e, com o movimento abrupto, o capuz escorregou de sua cabeça, revelando o rosto fino e indiferente de Jafar Snape, como os Slytherin haviam pensado.
– Você ordenou este ataque a Hogwarts? – Jason perguntou, apertando tanto a varinha que os nós de seus dedos doeram em protesto, ficando ainda mais brancos do que já eram, e fazendo também com que a madeira sob seus dedos rangesse.
– Não o fiz sozinho, pode ter certeza. – Jafar sorriu descaradamente, retirando a varinha das vestes e apontando para os dois mais novos, que mesmo assim não se intimidaram. – E vocês vão me deixar ir embora agora, crianças. – Ele pronunciou a última palavra em tom de deboche.
– De jeito nenhum! – Ambos os Slytherin exclamaram, irritados com o tom usado pelo adulto ali presente. Algo que as duas gerações compartilhavam era que detestavam ser subestimados, que seu inimigo não lhes desse valor como oponente. Como Sonserinos, seu orgulho era algo que não podiam simplesmente deixar de lado.
– Pois bem. – Jafar soltou um riso baixo e rapidamente apontou a varinha para Jason, que pareceu surpreso com o fato a ponto de não o assimilar tão logo quanto deveria. – Avada Kedavra! – Lançou o feitiço que tiraria a vida do garoto.
– Protego Horribillis! – Jacky protegeu o futuro filho, semicerrando os olhos na direção do professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. – Expelliarmus! – Tentou desarmá-lo.
– Protego! – O homem se protegeu sem qualquer dificuldade, o que pareceu irritar a Herdeira mais velha de Salazar Slytherin ainda mais. – Limpusmagicservere! – Tentou o feitiço que anteriormente Jason impedira de usar em sua mãe.
– Protego! – Jason a protegeu como fizera anteriormente, caminhando alguns passos na direção do professor, ficando entre Jacky e Jafar. – Impedimenta!
– Protego! – Novamente o mais velho se defendeu sem dificuldade. Claramente ele era mais experiente que os dois alunos ali presentes, de modo que eles precisariam de uma boa estratégia para derrubá-lo se quisessem sair vivos dali. – Crucio!
Sem tempo para se defender, imediatamente Jason caiu no chão, gritando e se debatendo, sentindo uma dor que jamais sentira em toda sua vida. Jacky ficou simplesmente furiosa. Não sabia o porquê, mas aquele menino que pouco conhecia era importante para ela, de algum modo, era como se ela se identificasse com ele, como se já convivesse com ele já anos, como se ele fosse da família.
– Expelliarmus! – Seu feitiço chamou mais uma vez a atenção de Jafar, que então libertou Jason da Maldição Imperdoável, protegendo-se com um Protego não verbal. – Impedimenta! – Defendido. – Confringo! – Apontou a varinha para o chão abaixo do professor.
Não esperando pelo feitiço, ele não teve como se defender. O chão abaixo de si explodiu, jogando-o no chão e, tão logo bateu a cabeça no piso de pedra, perdeu a consciência.
Com Jafar derrotado, Jacky foi até Jason e ajudou o garoto a levantar. Ele arfava e tremia com a lembrança da Maldição da Tortura, mas resolveu deixar isso de lado quando viu que o olhar de sua mãe se desviara dele para o conjunto circular de pias que havia no banheiro.
– Seja lá o que ele estava pretendendo, claramente a Câmara Secreta fazia parte do seu plano. – Ela verbalizou seus pensamentos e Jason então seguiu seu olhar, fitando a entrada da Câmara.
Talvez Jafar não houvesse adentrado por não ser Ofidioglota, de modo que não conseguiria abrir a passagem, o que era estranho, afinal por que ele se daria ao trabalho de ir até ali se não conseguiria abrir a entrada? Talvez alguém o estivesse esperando, isso nenhum dos Slytherin saberia dizer.
Mas o que quer que o Professor de DCAT pretendesse, claramente envolvia aquele lugar e eles tinham que descobrir o que era o mais rápido possível.
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