The New Hogwarts II - In The Shadow of Parents
38 Os Desconhecidos
Notas iniciais
Jason e Jacky, com a ajuda de um patrono feito pela Slytherin mais velha, contataram Mickey e este rapidamente veio em companhia de Minnie e de mais alguns professores, assim como, para a surpresa dos Herdeiros da Sonserina, os outros Dez, tanto do passado quanto do futuro.
– O que aconteceu aqui? – Minnie questionou sem entender, alternando olhares entre Jafar, Jason e Jacky.
Jacky se pôs então a explicar a todos o que havia acontecido, desde a perseguição até o momento em que ela desacordara Jafar e os chamara. Ninguém a havia interrompido ou mesmo dito qualquer palavra, apenas permaneceram em silêncio, ainda parecendo tentar assimilar tudo o que a garota estava lhes dizendo.
Quando terminou de falar, ninguém disse nada e o silêncio perdurou por minutos que mais pareciam intermináveis. Este foi cortado quando Alicia correu para Jason e o abraçou, fazendo inúmeras perguntas, realmente preocupada. Os outros Dez do futuro fizeram o mesmo com o amigo e os Dez do passado seguiram para Jacky, enchendo-a de perguntas.
– Você está bem? – Alicia perguntou pela milésima vez em menos de cinco minutos, examinando o garoto com os olhos azuis atentos.
– Sim, Ally, eu estou bem. – Jason sorriu e revirou os olhos, recebendo mais um abraço da menina logo em seguida. Claro, ainda tremia internamente com a mera lembrança da Maldição Cruciatus, mas com seus amigos ali, aquilo perdera completamente a importância.
Todos se viraram na direção de Mickey quando o Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts tomou a palavra:
– Realmente, eu não esperava isso do Jafar. – O homem desabafou tristonho. – É duro saber que um dos professores de Hogwarts traiu a escola deste modo. – Soltou um suspiro cansado. – De qualquer forma, o importante é que vocês estão bem. – Olhou para Jason e Jacky e sorriu para os alunos. – Jafar será preso em Azkaban por esta traição e eu procurarei outra pessoa para tomar o cargo de Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas.
Então, depois de mais algumas poucas palavras trocadas, os adultos ali presentes finalmente se retiraram, deixando ali apenas os Dez do Passado e do Futuro.
– Ele ia para a Câmara Secreta. – Jason lembrou e os olhares de todos se centraram no conjunto circular de pias que havia ali.
Os vinte amigos se aproximaram e Jacky ficou à frente, mais perto da torneira. Logo ela começou a falar como fizera anteriormente na biblioteca, sibilando.
– Ela não devia estar dizendo alguma coisa mais próxima a, sei lá, cobras? – Jamie arqueou uma sobrancelha, confuso, afinal, para ele, ela estava falando normalmente.
– Ela está. – Christian respondeu confuso, afinal tudo o que ele ouvia era um sibilar de cobra saindo da boca da tia.
– Não, ela está falando normalmente. – Helena interveio, afinal ela também entedia o que Jacky dizia.
Elizabeth assentiu e os outros sete olharam confusos para os três Gryffindor. Jason então tomou a palavra logo depois de ter raciocinado um pouco:
– Ela está falando a língua das cobras, mas vocês estão entendendo. – O Herdeiro de Salazar Slytherin disse perplexo.
Elizabeth, Helena e James se entreolharam, confusos e um tanto quanto temerosos, mas não disseram nada a este respeito, pois neste momento, o conjunto de pias começou a afundar no chão, dando lugar a um tubo antigo e empoeirado. Todos se reuniram em volta dali, rodeando a abertura.
– E agora? – Mirana e Alicia perguntaram juntas.
– Pulamos. – Jacky deu de ombros.
Antes que os outros pudessem protestar, a garota se jogou dentro do buraco e desapareceu na escuridão.
Passaram-se alguns segundos de preocupação entre os dezenove restantes antes de ouvirem uma voz vinda lá de baixo:
– Podem descer! – Jacky gritou de lá.
Elsa e Elena engoliram em seco e se entreolharam, pulando juntas logo em seguida. Assim como Jacky, as duas foram engolidas pela escuridão do túnel.
– Podem vir! – Elena gritou depois de algum tempo em silêncio.
Anna pulou logo em seguida. Então, Christian. Logo em seguida, Helena e Elizabeth. Depois foram Merida, Rapunzel e Soluço. Depois Ellen, Diego e Leonidas Em seguida, Alice, Mirana, Alicia e Miranda. Jack e Jason foram os últimos a entrar.
Os dois escorregaram pelo túnel antigo e acabaram por cair no chão quando o túnel chegou ao fim. Levantaram-se e deram de cara com um lugar empoeirado, cheio de teias de aranhas. O chão tinha vários ossos humanos e animais.
Os vinte prosseguiram pelo lugar, logo chegando a uma porta grossa e circular. Tinha oito serpentes atravessando-a, ligando-se à parede como fechaduras.
– E agora? – Alice questionou, olhando para as serpentes na porta.
– Só um minuto. – Jacky pediu e se aproximou da porta.
Novamente, começou a sibilar, falando uma língua que nenhum dos amigos conhecia, exceto por Elsa, Elena, Jason, James, Helena e Elizabeth. Os Gryffindor mais novos olharam para as Gêmeas Gryffindor, percebendo que elas pareciam incomodadas com algo que os três provavelmente sabiam o que seria. Assim que Jacky terminou, as serpentes na porta recuaram e uma outra passou pelas fechaduras, abrindo-as. Com as fechaduras abertas, a porta se abriu sozinha.
Não era possível ver muito mais coisas por ali do que o escuro que os aguardava lá dentro. Jacky foi a primeira a entrar e os demais a seguiram.
Lá dentro, havia vários e enormes canos jogando água no lugar, tornando-o úmido. No final, havia uma enorme estátua de um homem que todos ali reconheceram, já tendo o visto em vários livros. Salazar Slytherin.
– Bem-vindos à Câmara Secreta. – Jacky falou.
Ambos os grupos de Dez olharam em volta. A Câmara não era exatamente um lugar muito convidativo. Tinha um clima frio desconfortável. Os únicos que não pareciam se incomodar com aquilo era Jack, Elena, Elsa, James, Helena e Elizabeth.
– E agora? – Merida perguntou.
– Espalhem-se. – Jacky respondeu. – Procurem qualquer coisa que não deva estar aqui. E é melhor que vão em duplas.
Todos assentiram. As duplas foram Elena e Elsa, Jacky e Jack, Rapunzel e Anna, Mirana e Alice, Merida e Soluço. James e Christian. Helena e Elizabeth. Alicia e Miranda. Ellen e Diego. Leonidas e Jason.
Depois de algum tempo vasculhando cada pequeno detalhe da Câmara Secreta, foi Merida quem chamou a atenção de todos, tendo encontrado algo que julgava, no mínimo, ser importante.
Todos imediatamente abandonaram os lugares em que estavam e foram até onde a ruiva se encontrava abaixada no chão.
– Olhem isso. – Ela passou os dedos por umas marcas mais escuras do que as pedras.
– Tinha alguma coisa aqui. – Soluço explicou. – Alguma coisa grande e pesada. Talvez retirada recentemente.
– Tipo o quê? – Mirana se pronunciou.
– Não sei. – Jacky respondeu de cenho franzido, incomodada por não ter a resposta.
– E o que é aquilo ali? – Jason apontou para as marcas que ficavam ao redor da enorme marca redonda.
– Também não faço ideia, mas claramente alguém esteve aqui. – Jacky declarou ainda de cenho franzido, atraindo a atenção de todos. – E, sejam quem forem, pelo comportamento que o Jafar apresentou, claramente nada de bom vai sair deste lugar.
Os demais engoliram em seco e se entreolharam.
– Mas por quê?! – Elsa exclamou. – Quero dizer, Voldemort foi derrotado e não acho que existam muitos malucos sádicos por aí querendo dominar o mundo. – Cruzou os braços e desviou o olhar para um ponto qualquer na Câmara, incomodada.
– Não tenho ideia. – Jacky balançou a cabeça. – Mas sinceramente eu não vou esperar sentada até que eles resolvam invadir a escola de novo para matar todos nós.
– O que pretende? – Jack perguntou ao mesmo tempo em que Jason o fez.
– Procurá-los. – Ela respondeu. – Descobrir quem são.
– Você ficou maluca?! Eles vão te matar! – Alice protestou.
– Não me interessa se posso acabar morrendo por isso. – Jacky respondeu sem deixar brechas para que alguém a contestasse. – Ninguém vai machucar os meus amigos.
Jason a olhou surpreso. Aquele lado mais amigável e protetor de sua mãe era algo que ele desconhecia completamente, mas, pelo modo como ela agia, parecia bem natural para ela, pelo menos, naquela época.
– Sejam quem forem, enfrentarão a todos nós. – A voz de Helena se fez presente e todos olharam para ela, que trazia um sorriso gentil nos lábios.
Também sorrindo, todos assentiram e finalmente começaram a se retirar da Câmara Secreta.
Fale com o autor