The New Continent

8 Capítulo 7 – Debaixo da sombra.


Notas iniciais
Eai pessoas, quanto tempo né. Eu sei que desta vez eu demorei demais, mas eu não vou parar de escrever então sempre fiquem ligados em novas atualizações. Espero que este capítulo possa valer à pena. Hoje eu estou feliz porque é meu aniversário, mas quem vai ganhar presente são vocês. Boa leitura.

Will

04 Fevereiro, 2200, 16:10.

Por muito tempo achei que os desafios fossem apenas pequenas barreiras de vidro que pudessem ser facilmente estilhaçadas em pequenos fragmentos e o que aparente difícil, pudera se tornasse algo básico. O calento do anoitecer estara próximo, o leve sopro gélido da floresta, amamentara a circunstância amedrontadora e dramática.

Arrastava as mãos cheias de calos entre as pedras da terra, um calafrio súbito pairou por todo o corpo deixando-me desorientado e arrepiando os pelos. Olho o jovem alto, forte e com vestimentas brancas se aproximar gradativamente. Categoricamente impulsionava-me para trás com dificuldade. Um sorriso de escárnio surgiu nos lábios do meu adversário, pois talvez tudo aquilo fará parte de uma diversão.

— Responde idiota – Esbravejou o mais velho seguido de um chute certeiro no meu rosto, fazendo-me cair completamente sobre o chão. – E essa mochilinha rosa? Foi você quem escolheu?

As narinas foram tomadas de sangue dificultando a passagem de ar, todos os ossos da cabeça parecem ter sido sacolejados e retirados do lugar. A visão turva e os ouvidos que ecoavam um som estonteante não me permitira ver ou escutar. Agonizava no chão, tentei gritar me debatendo, quando um de seus pés de posicionou sobre o peito apertando as costelas.

Hora de reagir, Infestado pela dor, apanhei os punhos contra seu joelho, fazendo o recuar. Levantei-me com veracidade antes que pudesse ser mais uma vez atingido. Peguei um pedregulho no chão e o joguei sobre si que espontaneamente desviou-o.

— Tentando me acertar imbecil? – Disse o desdenhoso – Eu não iria te matar não, mas foi você quem pediu.

Imediatamente ele começou a correr em minha direção, como um flash, entrei na floresta e comecei a fugir. Corria desesperadamente sem rumo entre as folhas e galhos retorcidos da selva, evitando olhar para trás. Os Pés sobrevoavam o solo entre as passadas rápidas, Usava de técnicas respiratórias que aprendi nos torneios esportivos para equilibrar o fôlego e assim segui. Depois de um longo perímetro de corrida incessante, parei sob uma árvore recostando-a, pondo as mãos no joelho, não podera parar, mas não tinha forças para continuar.

Voltei a fitar o meu redor e nem sinal do meu perseguidor, isso fez-me acalmar por alguns segundos, quando uma mão posicionou-se sobre a minha boca e me puxou para trás, me jogando entre uns arbustos espetados. A ação foi tão rápida e sutil que eu somente voltei a me acalmar quando escutei grunhidos de silêncio.

O garoto da capa preta houvera voltado, me salvando pela segunda vez. Ele colocava um dos dedos sobre a boca pedindo-me para não fazer qualquer tipo de barulho. Ele se voltou para olhar entre os arbustos, escutava os sons das folhas batendo cada vez mais alto e com o passar do tempo diminuía-se ao longe. Era transtornado pela situação de pânico por não saber ao certo o que estivera acontecendo.

Após intermináveis minutos de angustia, o rapaz encapuzado retorna a olhar para mim com um suspiro de alivio:

— Pronto, acabou ele já foi embora – Disse o sério entres os lábios cobertos pela sombra do capuz.

— Ei perai, porque você me ajudou mais uma vez? Qual o seu interesse? Acho que ao menos preciso de explicações por aqui. – Falei apressado como num interrogatório.

— Há algum mal em ajudar as pessoas? – Disse sarcasticamente.

— Não, não... Você sabe muito bem o que eu quis dizer, deixa esse seu cinismo de lado e me conta logo a verdade do que esta acontecendo. Você é algum tipo de justiceiro? Como sabe que eu não sou o vilão dessa historia, por acaso andou me seguindo?

— Você questiona demais, mas sim realmente estava te seguindo. Preciso de informações dos meus... Como é mesmo o nome... Concorrentes.

— Ah já entendi este seu jogo, como previsto você já deve saber sobre tudo deste lugar. Hoje mais cedo, tudo não passou de lorotas. A verdade é que você não passa de um covarde escondido entre panos.

Durante um pequeno intervalo de silencio, o salvador eleva suas mãos até a cabeça, retirando o pano escuro que cobria toda a sua face, dando lugar a um rosto jovial, que aparentava ter a mesma idade que eu, cabelos negros bagunçados, olhos acinzentados, pele intensamente clara em uma expressão de seriedade. Apesar de tudo, sua aparência não me é familiar.

— Muito prazer, Cory Mackleir. – Disse apontando uma de suas mãos em minha direção em um gesto amigável.

Retribui o gesto, indagando dúvidas que embaralhavam-se na cabeça.

— Mas, mas... Porque esconde seu rosto? Qual o motivo de grande mistério?

— Você ainda é muito inocente, isso faz parte do ciclo em que vivemos aqui. Não se pode confiar em ninguém e pelo visto seu guia já deve ter lhe avisado para tomar precauções, entretanto como podemos ver você não entendeu bem o recado.

— Pare de me dar sermões estúpidos – Disse arrogante – Pelo visto você se acha muito melhor do que os outros não é mesmo? Não subestime as pessoas, pois poderá cair na sua própria armadilha, herói.

— Você é intolerante demais para perceber que este desafio e só para os inteligentes, sobrevive aquele que sabe enfrentar os problemas de maneira sensata, que arquitetam planos, pelo visto não vejo nada disso em você. Não passa de um garotinho assustado que aprendeu o que é viver agora.

— Então porque me salvou hein? Isso por um acaso faz parte do seu plano? Qual é o seu grande plano gênio? Mostre então esse seu poder glorioso. – Pronuncie desdenhoso.

— Tudo na vida precisa de um objetivo, e se você pensa na alternativa de morrer aqui, continue a seguir seu caminho. Essa brincadeira de novo continente não faz parte dos meus planos. Não quero passar o resto da minha vida remoendo um futuro que poderia estar vivendo longe daqui. Quero reunir um grupo para fugirmos, todos os cérebros juntos pensam melhor que um só. Deve haver alguma saída e eu não vou descansar até encontrá-la.

— Você acha mesmo que vai conseguir escapar facilmente – Disse em meio a risadas – Você ainda não entendeu que o mundo inteiro está contra nós. Viemos aqui para ser pesquisadores e explorar esse lugar, essa é a nossa função. Vai querer se tornar o que? Uma espécie de ídolo para as pessoas seguirem e terem esperança.

— Você não passa de um conformista, aceita as coisas sem questionar. Onde será que foi parar o seu senso critico? No poço junto com os seus planos? Tente sair um pouco da zona de conforto e olha para tudo o que está ocorrendo. – Falou em um tom autoritário. — Acha isso normal? Mesmo que a resposta não exista, ainda sim prefiro fazer alguma coisa a ficar aqui parado esperando o fim.

— Tudo bem, tudo bem... Vejo que defende seu ideal com muito vigor, isto eu não posso questionar. Então vamos em frente, quero ver o seu ideal valer à pena.

— Eu vou e você ainda irá me agradecer. – Olhou para mim cerrando as sobrancelhas e se ponde de pé – Vem levanta, vivo numa praia a quinze quilômetros daqui, lá temos comida, água e abrigo.

— Ei calma aí, você não esta sozinho aqui? – Indaguei.

— Somos uma pequena colônia de cinco pessoas. Não se preocupe, você vai gostar deles, vamos?

— Na verdade eu também não estou sozinho. Uma garota também está comigo, não vou deixá-la só. Acho que minha cabana é bem mais perto a uns cinco quilômetros e vejo que já é tarde para vagar por ai. O que você acha de passar a noite conosco?

— Quanto mais pessoas melhor. Aceito seu convite, vamos logo ou terá de voltar no escuro. – Brincou com um sorriso no canto dos lábios.

Sem nenhuma espera levantei-me rapidamente, apanhamos ambas as mochilas e partimos correndo em direção a minha nova “casa”. Durante o caminho íamos conversando e nos conhecendo, brincávamos como se fosse íntimos um do outro, via no seu olhar uma chama de esperança, nunca visto em ninguém, era perceptível a coragem e a vontade em que ele tinha em ajudar as pessoas. Entre tudo pude ver o nascimento de uma grande amizade.

Perdemos-nos no caminho, mas Cory ensinou-me alguma das funções do relógio propulsor, como por exemplo, o mapa totalizado do continente, arquivos de bússolas, cartografia e descrição do ambiente. Fomos aos históricos de lugares visitados e logo encontramos o nosso destino, partimos em direção ao mesmo dessa vez sem haver nenhuma palavra trocada entre nós, era tarde e a noite veio nos visitar.

Chegamos, e a poucos metros via-se minha humilde cabana, logo a frente estava à fogueira acesa, Loren estava sentada a sua frente vendo as labaredas de chamas queimarem os galhos secos. Chamei pelo seu nome e logo em seguida ela veio correndo em minha direção, próximo a mim, abraçou-me afável com lagrimas nos olhos e tremula.

— Porque você fez isso comigo? Por favor, não me deixe sozinha. – Disse sussurrando em meio ao choro. Isso deixou Cory corado e talvez um pouco envergonhado perante a situação.

— Eu não vou mais te deixar, eu prometo. – Falei serenamente finalizando com um abraço. – Quero que conheça o Cory, ele vai passar a noite conosco hoje e amanha temos muito trabalho a fazer.

Loren ficou estática durante uns segundos, limpou as lagrimas e esfregou o rosto tentando parecer simpática e ambos se cumprimentaram. Fomos andando em direção a cabana e sentamos próxima a fogueira, estava cansado demais para continuar acordado, me recostei em um canto um pouco mais afastado e deixei os dois conversando. A amizade cativante de Cory enfeitiçou também rapidamente Loren que no inicio se mantivera tímida, agora só pudera escutar sua voz antes de cair no sono.

Mesmo dormindo a cabeça não parava de fervilhar em pensamentos como, por exemplo, do que irá acontecer no grande futuro próximo. A ansiedade me fez acordar algumas vezes antes do amanhecer, em alguma delas via que Cory e Loren já houvera adormecido, tratei logo de fazer o mesmo, forçando-me a descansar ao máximo possível para um amanha repleto de novidades.

Notas finais
Eai gostaram? O que acharam de Cory e da amizade dos três? Idéias para os próximos capítulos? Deixem qualquer critica nos comentários e até logo :3