The Mystic Realm
1 Capítulo 1 - Pequenos desaparecidos
Notas iniciais
Este é o primeiro capítulo da minha fic. Ela já foi postada em vários lugares, e nunca teve a atenção devida. Agora que cheguei ao Nyah!, espero que consiga bastante leitores. Agradeço a leitura, e adoraria críticas construtivas. Valeu!
Naquele dia eu acordei diferente. Para falar a verdade, eu acordo diferente todo dia. Tenho visões malucas durante os sonhos. Nunca sei o que significam. Elas sempre acontecem. Tive uma visão naquela noite que eu sabia que mudaria minha vida. Mas aquela manhã não era meio estranha, era inteiro estranha. Quando percebi a luz da manhã entrando pela janela, não abri os olhos. Ainda estava com muito sono. Balancei as mãos no ar à procura do Winky, o meu Chao. Não senti nada. Só o ar. Projetei-me para o lado, tentando achá-lo, mas bati a cabeça no criado-mudo. Gritei como se minha cabeça tivesse rachado no meio. Despertadorzinho bacana esse criado-mudo.
Levantei, calcei minhas pantufas e fui ao banheiro. Lavei o rosto, pus meus óculos e fui calçar os sapatos, azuis, com uma placa de bronze sob o solado. Vesti minhas roupas – uma jaqueta vermelha com um emblema de fogo e uma bermuda bege de jeans — De repente, um estrondo.– Kim! Ca... cadê... cadê a Vixey? – Kari entrou derrubando o mundo. Eu sabia que ela tinha uma força maior do que as outras raposas, mas não precisava exagerar. Ela ofegava tão pesadamente que parecia que ia sugar todo o ar presente no planeta.– Calma raposinha! – respondi. – O que há com você? E a Vixey não está lá fora, com o Winky e os outros Chao?Ela não respondeu. Saiu correndo em disparada para fora. Terminei de calçar os sapatos e a segui. Lá fora, vi a linda paisagem da Floating Island acima de nós.Você deve estar se perguntando. Acima? Sim, acima. Moramos – eu, minha prima e mais 4 amigos – numa ilha chamada The Fox's Island. Claro, esta ilha pertence a mim. E espetacularmente, a nossa ilha fica embaixo da Floating Island, uma imensa ilha flutuante. A ilha não fica exatamente embaixo, e sim mais na lateral. Assim, não vemos o sol no meio-dia — Ele simplesmente some atrás da ilha flutuante. Há 2 anos, soube que nessa ilha morava um equidna, só não lembro o nome dele. Knutles, Kluckles, sei lá. Vivia sozinho e não falava com ninguém.Mas voltando ao acontecido, apesar da linda paisagem, Nico segurava Blizzard enquanto voava. A frustração estava estampada nos seus rostos. Blizzard pulou e soltou as mãos de Nico, vendo que já podia descer, e correu na nossa direção.– CComs! – ele gritou.– O quê? – Kari perguntou.– Crawla Commanders! – Nico esclareceu. – Estão por toda parte lá em cima. Três nos atacaram!Vimos por que estavam frustrados. Crawla Commanders eram perigosos. Voavam em alta velocidade, e tinham a forma de uma cabeça de um Darth Vader, mas eram azuis, e tinham um laser nos olhos. Os CComs seguiram os dois e agora estavam atrás de nós. Antes de atacarem, o que estava no centro veio na minha direção, parou, e lançou o laser sobre mim. Fiquei parado, pois ainda tentava processar o que estava acontecendo. O robô desligou a luz, se afastou e logo depois se auto-destruiu. A explosão acordou Nightwolf e Hank, que ainda estavam dormindo. Nightwolf por que era um pouco preguiçoso, e Hank por que não estava, digamos, atualizado com o mundo. Mal respondia aos estímulos do ambiente. A dupla de ouriços perfeita para uma sonequinha.Depois da explosão, os dois outros CComs correram feito galinhas assustadas, para depois se chocarem e explodirem. Do robô, só restou a caixa preta de voz, e pedaços de sua carapaça.– Não, espera. Quero entender. Expliquem. – pedi eu. – Pausadamente, me digam que zona é essa aqui.– Tá bem – Nico se dispôs. – Blizzard acordou e viu que Brown não estava ao seu lado. Depois ele me acordou e disse que Chandelle não estava comigo também. – O nome do Chao do Nico me irritava. Pôr um nome de iogurte no seu Chao? — Resolvemos investigar e subimos à Floating Island. Chegamos só agora.– E então acordei e vi que Vixey não estava ao meu lado, por isso vim atrás de você!– Ei, que zona é essa, por que me acordaram? – Nightwolf reclamava, vindo na nossa direção. Não adiantou gritar, o ignoramos.Então concluí:A: Meu Chao e os dos outros foram sequestrados. Ou...B: Inexplicavelmente se perderam em Floating Island. Ou...C: Foram comidos pelo grande Monstro Devorador de Chao, mesmo sabendo que aquilo apenas se tratava de história de terror para Chao.Não importava, meu Chao estava desaparecido. Eu precisava fazer algo.Uma ideia veio instantaneamente voar na minha cabeça.– Esperem. O robô deixou uma caixa preta. – falei para os outros. – Deve haver alguma coisa gravada. Isso simplesmente não cheira bem.Recolhi a caixa e corri para dentro. Os outros me seguiram. Conectei a caixa preta ao K-Pad e ouvi a mensagem.– "Ora vejam só! Meu irmãozinho. Que bom que aceitou ver minha mensagem. – Eu queria não estar ouvindo isso. Meu irmão detestável me odeia e quer me matar. E agora faria isso com meu Chao. — Quero dizer-lhe algo. Estou com seus ultra-hiper-mega-fofos Chao. Eu sou demais, não sou? Claro, eu tinha que ter essa idéia. Você é patético, Kim Belacqua. Mamãe devia ter jogado você fora. Bem, voltando ao caso principal. Venha a Jade Coast pegar seu Chao e os dos seus amigos. Espero você. Do seu irmãozinho Jimmy."– Irmãozinho Jimmy? – perguntou Nightwolf.– Você tem irmão, Kim? – perguntou Kari.
– Tá, tá, Jim Belacqua. Meu irmão gêmeo. – apontei para um quadro que mostrava duas pequenas raposas bebê.– Irmãozinho Jimmy? – perguntou novamente Nightwolf.– Mas ele é preto. – Kari falou. – Por quê?– Somos bivitelinos. – justifiquei. – Ele me odeia. Razões ele tem.– Irmãozinho Jimmy? – Nightwolf parecia um telégrafo de tanto bater na mesma tecla.– Nightwolf, cala a boca! – gritou Blizzard.– Venha calar – respondeu ele. Blizzard ignorou e se manteve no seu lugar.– Quais? – perguntou Kari.Não respondi. Eu estava ardendo por dentro. Queria fazer Jim se arrepender. Só tinha uma coisa em mente. Iríamos atrás de Jim.– Kari, cala a boca! Que raposa chata! – ralhou Blizzard.– Ah, Blizz, qualé! – retrucou. – E você é um ouriço nojento.E então, Nico, meu amigo raposa, tocou o meu ombro.– Então, o que iremos fazer a respeito disso, Kim? – falou ele, calmamente. – Sei que existe um jeito.Levantei a cabeça.– Sim, Nico. – falei baixo. – Existe um jeito.
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