The Mystic Realm

2 Capítulo 2 - Vamos à la playa


Notas iniciais
Segundo capítulo. Não há muito sobre o que falar. Espero que gostem.

Depois, no meu quarto, instantaneamente, já tinha minhas coisas arrumadas. Minha mochila já tinha o suficiente. Maleta de primeiros socorros, sanduíches, Ruffles, Pepsi, e muito mais. Aproveitei e pus a caixa de voz do CCom dentro também. E minha Extreme Gear, a Kriminal, estava um pouco empoeirada, pois mal a usava. Tirei o pano que a cobria e limpei-a. Era um cubo colorido. Depois falei:

- Oi, Kriminal. Modo Air Rider, iniciar ativação!

Instantaneamente, o objeto saiu da forma de cubo e virou uma prancha aerodinâmica, pronta para voar, e quando em outra forma, deslizar sobre barras. Me dava orgulho lembrar que era eu quem tinha construído.

Meus amigos já estavam lá fora me esperando, gritando por mim.

- Anda, Kim! Precisamos achar seu irmão! – gritou Blizzard pra mim. – Quero achatar a cabeça dele. Anda logo!

Saí e me juntei a eles.

- Então, vamos lá. Ativem suas X-Gears! – falei.

Kari saiu correndo de dentro da casa, com um martelo enorme. Ela havia trocado de roupa. Estava usando uma saia cor-de-rosa, com uma calça legging preta. Sua blusa era um top azul, e a estampa dizia "Ain't I cute?". O cabelo dela tinha uns tons de roxo, constrastando com seu pêlo azul turquesa.

Os outros fizeram o mesmo, chamando por suas X-Gears. Logo estávamos flutuando sobre as águas do oceano, olhando para trás e vendo nossa ilha. De repente, tive uma visão. O ambiente era chuvoso lá dentro. Eu via Winky dentro de um cubo de vidro preso a uma corda a muitos metros do chão, sendo que nem dava pra ver o chão. A corda estava prestes a ser partida por alguém, de quem só se via a silhueta, a qual era semelhante à de... uma águia com corpo humano(!). De repente, este com garras gigantescas começou a se aproximar de Winky e soltar a corda. Ele soltou, e vi o cubo cair.

- Winky! – gritei desesperadamente. Não podia me mexer lá dentro. Algo me segurava.

De repente, a sombra olhou para mim, e deu um pulo sobre mim.
E então, eu tomo um banho. Um golfinho pulara sobre a minha cabeça. Ainda estávamos flutuando sobre o oceano, tentando chegar a Jade Coast.

- Ah, Kim, tu tá desligado, né? – reclamou Nightwolf. – Ele tá viajando. WTF, o cara apagou!
- Nightwolf, eu não apaguei, e antes que você pergunte, eu não estou dopado. E pare de dizer isso na frente da minha prima. Não gosto que ela aprenda isso. – respondi, bravo.
- O quê? – perguntou ele inocentemente. – WT...
De repente, Kari deu um chute na X-Gear de Nightwolf, que girou e foi impedido de terminar a frase.
- Deixa que eu me viro, Kim. – justificou ela.
Me tranquilizei e me equilibrei novamente. Liguei o piloto automático, coloquei no modo Fly e me sentei na Kriminal. Era realmente uma prancha grande, quando estava no modo Fly.
- Gente, acho que não iremos chegar logo agora, acho que devemos descansar. Levantem-se e equilibrem-se nas suas X-Gears. Dessa vez deixa que eu faço. – falei, calmo. Gritei o comando. – X-Gears, juntar!
E então, todas as nossas X-Gears começaram a se juntar e se tornar uma. De repente, estávamos num pequeno barco suficiente para que todos nós nos acomodássemos. Estávamos a bordo da X-Ship. Era como se fosse nosso veículo particular.
Já era pôr do sol, e nós estávamos cansados. Nico se levantou rapidamente.
- Gente, levantem-se. Há algo errado. X-Gears, separar!
E então todas elas tomaram seus pedaços de volta e voltaram à sua forma original.
- O que houve, Nico? – perguntei.
- Buzzes. Não sei de onde vêm. Deve haver algum lugar sólido próximo.

Buzzes eram robôs voadores que tinham juma grande velocidade. Seu ferrão elétrico dava choques em quem tocavam, e também soltavam bolas de plasma.

- Terra à pizza! – gritou Hank. Bem, o que Hank estava dizendo estava certo em sua parte lógica. Havia terra à vista. Os Buzzes vinham de lá. Jade Coast.

- Vamos, ataquem! – Nightwolf desligou Omegacluster, transformou-a em espadas gigantes – esqueci de mencionar, as X-Gears de Kari, Nightwolf podem se transformar – as quais girou e levantou voo na direção do enxame de Buzzes. Nightwolf possuía telecinese, e por isso, pôde ir com velocidade atrás dele. Desliguei minha X-Gear e saí atrás dele, seguido pelo Blizzard. Kari, Nico e Hank ficaram nas X-Gears, por que Kari e Nico não eram tão rápidos como nós, e Hank por que não daria um passo.
Buzzes atacavam de todos os lados, mas não eram só eles – havia um exércitos de Crawlas azuis, vermelhos e pretos, robôs esquisitos que apenas corriam sobre o chão. Todos dispostos a nos pegar. Eu atacava com toda a força que eu tinha, mas me desviava com muita rapidez. De repente, meus olhos se apagaram como um flash e meu corpo não respondia. Um Buzz havia encostado em mim e transmitiu uma descarga elétrica que me queimou e me congelou ao mesmo tempo por dentro. Eu caí no chão enquanto o Buzz avançava em mim, mas de repente a visão do Buzz foi substituída por um martelo gigante.
Tentei dizer "Valeu, Kari", mas eu estava com o corpo doído, e meus músculos, paralisados.
Kari pegou um pouco de água no cantil que levava e colocou sobre a minha queimadura.
- Se, Vixey estivesse ao meu lado, poderia fazer mais... Sinto muito, Kim. – falou ela, de cabeça baixa, de olho na queimadura.
E o que ela estava dizendo era verdade. Sem nossos Chao, perdíamos nossa capacidade de controle dos elementos. A essa altura, com Winky, já teria posto fogo em todo esse exército de robôs. Blizzard teria mudado as correntes de ar a nosso favor para ganhar mais tempo. Kari poderia ter usado a água para curar meu ferimento, que ardia seriamente. Pra falar a verdade, nem estaríamos aqui, se tivéssemos nossos Chao.
A boa notícia: Eu me sentia melhor.
A má notícia: A luta ainda continuava. Nico fazia tremer o chão com seus pés de metal, confundindo um pouco os exércitos de robôs. Então ele gritou pra mim.
- Kim, vá procurar Jim! Agora!
Fiz que sim com a cabeça. Kari concordou em ficar para cuidar dos outros. Parei para olhar onde estávamos. Já era noite. Não percebi a passagem do tempo. Estava numa praia rodeada por uma cadeia de montanhas repletas de cavernas. De repente, olhei para uma caverna e vi um vulto preto com olhos e duas caudas.
Espera um minuto.
Vulto preto com duas caudas.
Tentei correr em disparada para a caverna, mancando, e o vulto preto também. Na tentativa de alcançá-lo, vi o fundo da caverna. Pensei rapidamente que havia o encurralado. Quando vi, só havia uma névoa preta e roxa.
Só Jim sabia fazer aquilo. Tinha os poderes das trevas provenientes de uma força que eu não conhecia, e talvez nem ele, e então podia ser levado para qualquer lugar por uma viagem nas sombras. Reparei que no fundo da caverna havia uma caixa com pontos de interrogação nos lados. Mas no momento, a grande interrogação era eu.
Toquei a caixa e ela deu um pulo. Dela saiu um projetor que lançou uma luz no fundo da caverna. Começou a exibir um vídeo. Era Jim. Ria feito um maquiavélico.
- "Hahahaha! Eu sabia! Nigel, você me deve 20 pratas!" – Um monstro de dois metros e meio atrás de Jim fazia cara feia, enquanto Jim ria da cara dele. Parecia com o que estava na minha visão. Uma pequena sombra voava ao redor dele. Struckle, o Chao de Jim. — Eu sabia! Ele caiu feito um pato! Vo... você... hahahahaha! Ai, espera. Hehe... Ai, Kim, eu sabia que você vinha. Caiu feito um pato! Veio tão deseperado em busca do Chao... hahahahahaha! Engraçado... Uma raposa cair feito um pato... Ai, ai... Kim, os Chao de vocês não estão aqui. Vão ter de procurar. Burrinho. Hehehe... Você acha que está no lugar errado, mas está no lugar certo. Hahahahaha!"
Pisei no projetor quebrando tudo em pedacinhos.
Não sabia o que ardia mais. A queimadura ou a raiva de Jim.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.