Notas iniciais
Espero que gostem, demorei de postar o terceiro capitulo, estava na semana de prova

É ele como pode, é lindo igual ao que eu pensei ter visto no sonho louco que tive. Todos ficaram olhando para ele e então ele se sentou na fileira ao meu lado. A professora o chamou para apresentá-lo pra classe, mas a único lugar para onde ele olhava era os meus olhos, eu o encarava de volta. Ele voltou para o lugar, ainda me encarando, então Carla me cutucou e fui retirada de seu olhar.

- Nossa como ele é lindo — disse Carla em voz baixa para que ele não escutasse — você reparou nos olhos dele — “foi o único lugar que reparei” pensei comigo mesma. Eu olhei para o chão e depois me levantei e pedi para ir ao toalete. Quando estava quase entrando de novo na sala avistei Erick, que logo veio falar comigo.

- Oi tudo bem? — ele pergunto com um tom que não gostei muito, Não faz muito tempo que conheço ele, Erick chegou a cidade no começo do ano e desde que chegou já foi tentando fazer amizade comigo, e eu também adorei o jeito dele.

- Sim e com você? — respondi, ele dava em cima de mim mas eu não estava nem um pouco afim, mesmo ele sendo um gatinha, mas muito galinha para meu gosto, e também só o quero como amiga.

- Estou bem também, o que fez com aquele livro que a gente levou do porão ontem? — não iria contar para Erick sobre o que Rafael avia feito então inventei uma desculpa muito ruim e me despedi dele e voltei para minha sala.

Rafael olhou fixo quando eu adentrei a sala, como se estivesse vendo um fantasma, ou coisa assim. Não sei por que, mas ele me dava um pouco de arrepio quando eu o via, alguma coisa tinha de errado com ele, eu tinha certeza de que ele não era o que parecia.

Desde que eu era pequena, sempre tive esses pressentimentos e sonhos que às vezes se realizarão, desde então passei a pesquisar sobre isso, e quando descobri o que era não acreditei, eu era algum tipo de pessoa que tem poderes sobrenaturais, depois desta descoberta conheci um caçador que sabia tudo sobre isso, ele caçava esse tipo de coisa, fantasmas, demônios — todo mundo pensa que isso não existe, mas existe sim e aos montes — e passei a caçar essas coisas junto a ele.

Percebi que quando me sentei em minha carteira avia um bilhete debaixo de meu caderno, levantei-o e peguei o bilhete. O li, e vi que quem avia o deixado lá era Rafael, não acredito esse garoto, o acho muito estranho, o bilhete dizia que era pra mim me encontrar com ele depois das aulas, mas com certeza eu não ia.

Já na hora da saída, dei de encontro com ele, Rafael, tentando fugir e não consegui, o olhei e ele me olhou.

- Olá, sou Rafael, como é seu nome? — O que? Ele me chama para um encontro e nem sabe o meu nome, que hilário.

- olá, sou Nicole, por quê?

- Vamos até ali tomar água comigo? — concordei, mas com um pouco de suspeita, com as mãos dentro do bolso agarrei a água benta que estava em uma garrafinha de vidro, com certeza ele seria um demônio ou algum tipo de fantasma possuindo o corpo lindo daquele garoto,.

- Sim, vamos.

Andando até o bebedouro de água vi um leve tom de preto nos olhos azuis de Rafael, não poderia ser, mais um demônio.

Quando ele viu que eu me preparava para correr ele me agarrou pelo braço e me jogou contra a parede e disse:

- Fique quietinha, será melhor assim.

Enquanto tentava escapar vi um homem vindo em direção a Rafael e jogou-lhe no chão e bateu tanto até que ele não tivesse mais consciência, eu me recuperei e fui em direção aquele homem, loiro com a pele um pouco bronzeada, ele olhou para mim e disse:

- Fique tranqüila moça, já esta tudo sobre controle. — enquanto ele dizia mais alguma coisa vi que na parte superior esquerda do peito em que sua camisa estava um pouco rasgada tinha uma tatuagem de um símbolo usado contra a possessão demoníaca, ele era um caçador também, isso explica o modo como ele lutou contra Rafael, que no instante que retomou sua consciência, conseguiu se levantar e sair correndo, mas não deu tempo de que nem eu nem o homem que o segurava o seguissem.

- Você é caçador? — eu lhe perguntei com um pouco de medo da resposta, não sei por que, mas esse homem era diferente, parecia eu já o conhecia de algum lugar.

- Sim, como sabe? — disse ele

- Sua tatuagem. — eu disse apontando para o local. — como é seu nome?

- Sou Oliver e o como sabe sobre caçadores? É uma caçadora?

- Pensei que iria perguntar meu nome também, não gosto de conversar com gente que eu não sei o nome, meu nome é Nicole Amber, sim sou caçadora, como chegou até aqui tão rápido?

Quando eu disse o meu nome ele me olhou de uma maneira como se também já me conhecesse, mas depois desviou o olhar, e começou a andar de volta para seu carro.

Notas finais
quero comentários se gostaram ou não, e dicas tambem aceito.