The Music
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Pov — Emily Housten
Minha mente está tão bagunçada quanto o meu caderno que no momento estou tentando arrumar pra mostrar ao professor. Ele já está na letra D.
Depois daquele beijo na sala de piano o Chris me beijou novamente antes de irmos dormir. Vocês me atirariam pedras se eu dissesse que acho, repetindo ACHO, que estou gostando dele?
Sei lá, o jeito que ele me beijou, como é fofo quando estamos sozinhos – isso quando não estamos brigando -, como ele consegue ser sentimental e profundo, sem contar sincero, quando fala de sua mãe, como seus olhos castanhos ficam tão claros á luz do sol que consigo diferenciar sua íris castanha avelã da pupila, como ele anda quando está com Jerry e como anda completamente diferente quando está com Gabe. Porque nunca vi isso tudo nele antes?
“- Porque quando estamos apaixonados, vemos tudo mais bonito, mais colorido!” – Disse a Barbie dançando que nem doida no meu quarto quando lhe disse essas mesmas palavras, e não, ela não me atirou uma pedra, muito pelo contrário, ela gritou bem alto pro Japão ouvir “- Eu já sabia! Eu já sabia!”.
– Senhorita Emily Housten – falou o professor Lancaster furioso – Por acaso está surda? Eu já chamei seu nome 3 vezes e você não me respondeu. – Shiiii! Fudeu!
Me levanto da mesa e como sou muito sortuda – sacaram a ironia?! – meu caderno vai direto para o chão e meus belos papéis caem todos no chão. Que bonito Emily! Que bonito.
Todos da sala começam a rir da minha cara. Já estou tão acostumada com meus desastres que me abaixei para catar as folhas, vejo duas mãos me ajudando e quando subo o olhar vejo aqueles olhos castanhos que de uns tempos pra cá tem me deixado sem fôlego ou palavras. Ele dá um sorrisinho pra mim e termina de me ajudar.
Todos estão atônitos, porque ele esta me ajudando?
~*~
– Ai Emi, aquilo foi tão fofo! – disse Barbie toda sonhadora enquanto íamos pro refeitório.
– Aquilo o que? – me fiz de desentendia.
– Você sabe muito bem do que estou falando ta querida! – falou ela com aqueles dentinhos de ramster pressionando o lábio inferior.
– Ta bom, dentinho de ramster!
– Aff’ não me chame assim porque sou diva ta querida. – disse ela jogando os cabelos e começamos a rir. Ela abri a mochila e dá um grito. Existe menina mais escandalosa?
– O quê que foi agora em Barbie? – disse com um olhar entediado.
– Meu celular. – falou que nem doida vasculhando a bolsa – não está aqui.
– Você deve ter deixado na sala.
– Ai meu Deus! Guarda meu lugar na cantina que vou lá buscar meu filho. – disse e saiu correndo pelo caminho que acabamos de fazer.
Ri do seu comentário histérico e sai andando. Algumas pessoas de minha turma passavam por mim com olhares estranhos, principalmente as meninas, que pareciam dizer “porque ele te ajudou hein estúpida?” e sinceramente, não duvido nada que tenham falado isso, mas claro, entre elas, pois depois que passavam por mim com cara de deboche, jogavam os cabelos e começavam a cochichar entre si.
Decidi sair do meio e começar a andar na beirada das salas e armários, prefiro evitar essas ceninhas ridi...
– Ahh! – dou um grito mas tampam minha boca. Aqueles olhos.
A criatura desnaturada havia aproveitado que ninguém no corredor prestava atenção em mim e me puxou pra dentro da sala de literatura, e logo depois me imprensou na parede e tapou minha boca. Fiz o belo favor de dar-lhe uma bela de uma mordida e ele tiro-a de lá resmungando.
– O que você está fazendo? – quando abri minha boca pra responder ele me interrompeu – ah, foda-se! – falou antes de grudar seus lábios nos meus.
Nos envolvemos em um beijo rápido, urgente, selvagem. Diferente de todos os outros dois beijos que trocamos. Ele me imprensava cada vez mais na parede, até que ficamos extremamente colados. Sinto suas mãos passarem por minha coxa e me erguer com um pulo. Eu agora estava em seu colo e ele distribuía beijos, lambidas e mordidas em meu pescoço, enquanto isso eu também massageava seus cabelos e arranhava sua nuca. Ele volta seus lábios para os meus e travamos uma guerra bruta entre nossas línguas. Sinto sua mão direita sair de minha coxa e ir para a barra de minha blusa e ele começa a levantá-la, seu beijo parece ter se tornando mais... Pêra ai, o que? Ele ta tentando tirar minha blusa? O empurro de leve e ele percebe meu desconforto e me solta de seus braços me pousando calmamente no chão e pousando suas mãos em minha cintura.
– O que houve? – perguntou confuso.
– Eu não vou ter relações com você aqui. – e em lugar nenhum. Completei mentalmente. – Você ficou louco? Me agarrando na sala de literatura?
– A culpa não é minha. Você que ficou me atiçando com essas suas pernas de fora na aula de biologia- a aula do desastre.
– Você estava olhando pra elas porque quis, não obriguei ninguém.
– É, eu sei disso. Em nenhum momento não disse que não queria olhá-las. – ele falou isso encarando minhas coxas como se fossem um pedaço de carne a mostra e ele fosse um coiote faminto.
– Enfim, me puxou aqui só pra isso? – disse cruzando os braços, suas mãos ainda estavam na minha cintura.
– E tem motivo melhor? – falou roçando seus lábios no meu pescoço.
Antes que eu pudesse responder essa pergunta nada discreta o sinal bateu. Salva pelo gongo. Escuto ele bufar no meu ouvido.
– Temos que ir. – falei me soltando de seus braços e pegando minha mochila que estava jogada no chão (havia caído quando eu fui “sequestrada”)
– Vamos matar aula? – pediu ele manhoso me abraçando por trás. Me virei.
– Quem é você e o que você fez com o Christoper? – disse brincalhona. Ele ficou sério do nada mas não me soltou.
– Acho melhor irmos! – falou me soltando, pegando sua mochila e abrindo a porta. Sai, ele veio logo atrás de mim e fechou a porta, e fomos juntos pra sala de Química.
A sala em que dormimos juntos.
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