The Music
15 Capítulo 14
Notas iniciais
Pov – Christoper Lengston
– E foi isso que aconteceu, satisfeito? – disse jogando minha bola de beisebol autografada por um dos melhores jogadores de beisebol do mundo. Me lembro daquele jogo até hoje, meu pai e minha mãe me levaram e eu nem sabia o que era beisebol, meu pai sempre foi meio nerd, então ele nunca foi de muita sorte, foi ele abaixar a cabeça para olhar o relógio que a bola voou e pousou em sua testa o que rendeu um belo de um galo, aquele dia foi mágico.
– Nossa! Ela cortou o clima legal não? – disse enquanto estava jogado no tapete olhando pro teto.
– Pois é. Mas não foi nem isso que me deixou espantado.
Silêncio.
– Ué. E qual foi?
– A ta! – falei acordando de meus devaneios — Pensei que já sabia. Bem, a pergunta dela mexeu um pouco comigo.
– Mas você tem consciência que você está bem mudado de uns tempos pra cá, né?
– É né... Tenho que confessar que sinto um pouco de falta daquela minha fase bad boy.
– Então volte a ser um.
– Rum, minha vida melhorou tanto depois que mudei um pouco que acho até melhor deixar como ta.
– Faça como quiser. – Ta aí uma coisa que odeio no Jerry, ele não insiste nas coisas, tipo, ele pensa assim: você não é mais criança então sabe as decisões que tem que tomar. Mas tipo, eu posso não ser criança e tals, mas ás vezes um tapa na cara verbal é bom pra me trazer a realidade. – Posso te fazer uma pergunta?
– Já fez.
– Vai tomar banho! – disse e rimos. Ele se sentou e me encarou sério – Me empresta aquele seu Nike novo?
– O que? – disse e ele começou a rir descontroladamente, sério, com a seriedade que ele falou pensei que fosse algo sério.
– To zuando. Mas agora falando sério – suspirou acalmando seus últimos momentos de risada – Você ta apaixonado por ela?
– Acho que sim.
– Ta. Descreva o que você sente por ela. – disse sentando em perninhas de índio.
– Virou psicólogo?
– Quem sabe? Pode ser que tenha talento pra profissão... – falou alisando o topete.
– Ninguém merece. – rimos – respondendo a sua pergunta: Eu não sei como descrever meus sentimentos, eu sou homem, não viado.
– Então diga ás coisas que nunca diria pra ela, assim, você pega o que você disse transforma no inverso e vê o que realmente acha dela.
– Você é bom! – falei apontando pra ele.
– Eu sei que sou demais! – falou repetindo o gesto (alisou o topete). E rimos novamente.
– Bem, ela é... ela é... ah, sei lá cara! – disse tacando a bola de beisebol nele.
– Assim fica difícil. – dei de ombros. – Bom, então vamos fazer assim: Eu saio do quarto, entro de novo, pergunto quais são as novas e você detona ela com as primeiras palavras que vierem na mente.
– Ta né...
Ele saiu do quarto demorou uns cinco segundos e logo depois entrou gritando:
“E aí moleque quais as novas?” – disse eu e comecei a rir que nem louco.
– Assim não dá né mano. – disse rindo – vai do seu jeito mesmo, cara! – disse e ele saiu de novo.
“Fala aí , quais são as novidades” – disse entrando e se tacando no topete assim como fez quando chegou mais cedo.
– Aff. Ta tudo uma merda! – disse rindo um pouco com esse teatrinho.
– O quê que houve? Você não estava nas nuvens com a Emily?
– Ah, a Emily? Eu odeio aquela garota! Oh garotinha insuportável! É chata, ignorante, se acha a rainha do mundo, debochada, bruta, horrorosa, fedida e ainda por cima beija mal pra caramba! – disse fingindo ignorância.
Eu e ele nos encaramos por uns três segundos e começamos a rir descontroladamente. Rimos por um bom tempo mesmo, até que respiramos fundo.
E começamos a rir de novo!
– Somos ridículos! – falei pra ele.
– Com certeza! Somos ridículos!
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