The Music
2 Capítulo 1
Notas iniciais
POV — EMILY
Depois dessa "ótima" ligação da minha titia querida, resolvi me levantar logo já que sei que não irei conseguir dormir mais. Me rastejo em direção ao banheiro mas quando passo por minha mesa de estudos escuto meu celular vibrar.
"Acorda coisa feia, preciso de voce mais cedo no refeitório, preciso te contar o que descobri sobre o Gabe. Notícia bombástica!"
Li a mensagem de Bárbara e revirei os olhos. Ninguém merece. Essa mensagem só significa uma coisa: Passarei o dia inteiro ouvindo Barbie falar de como o Gabe é perfeito ( o que não concordo nem um pouco) e de como ela tem saudade do beijo dele. Aff's!
Esfreguei meus olhos, cocei meu bumbum por cima do moletom e entrei no banheiro. Me despi, fiz minhas higienes matinais e entrei no banho, quente como chamas queimando fortemente depois de cuspidas da boca de um dragão. Ok Emi, voce tá lendo muito livro de fantasia.
Nossa, quão mal educada eu sou. Vamos as apresentações enquanto me ensabouo na história. Me chamo Emily Housten e tenho 17 anos, sou nerd para muitos mas não me considero tal. Estudo no internato Abadiã High School o colégio mais caro e mais sofisticado da minha cidade, eca! Moro em Oxford no Reino Unido e sou orfã.
Meus pais morreram em um acidente de carro a 2 anos atrás, logo depois, como um dos pedidos feito por eles em seu testamento, eu vim estudar nesse colégio que nem é tão ruim, a não ser por uma criatura que eu odeio com TODAS as minhas forças.
Christoper Lengston, o filhinho do diretor. Um garoto mimado que se acha o rei do pedaço. Ele vive me enchendo o saco e eu já to ficando cheia disso, sempre que ele me enche eu abaixo a cabeça e finjo não ter ouvido, mas hoje não, CANSEI! Hoje se ele me encher, ele vai ver!
Bárbara, apelidada de Barbie por mim por amar maquiagens e coisas do tipo, é minha melhor e única amiga nesse lugar. Ela namorou Gabe — melhor amigo de Christoper — por uma semana, até ele meter o pé na bunda dela dizendo que não tava pronto pra namorar e blá blá blá. Garotos são tão estúpidos. Principalmente se forem amigo de Christoper Lengston. Aff's!
Mas enfim, saio do banho e vou me trocar depois de pronta pego minha mochila com meus materiais de hoje e vou em direção ao refeitório. Meu, hoje não é meu dia de sorte! Quando chego no refeitório lá está Chistoper e seus seguidores com seus skates nos pés conversando. Até aí tudo bem, mas as criaturas estão tampando a entrada do refeitório, eu mereço mesmo!
Passo por entre eles mas um certo idiota segura meu braço.
– Ora, ora, ora. O que temos aqui, Emily Housten, nossa querida colega meninos — todos os amigos idiotas dele riem. — Estudou tanto que nem dormiu né tampinha?
Por puro instinto abaixei a cabeça mas no mesmo instante a levantei, não mais idiota!
– Vai se fuder! — Rosnei me soltando de seu aperto e indo em direção a fila do café da manhã.
– Emily eu já disse que não posso estar nu na sua cama á meia-noite. — o idiota gritou essa palavras ridículas fazendo com que todos do colégio que estavam no refeitório direcionassem seus olhares para mim e rissem. Isso não vai ficar barato!
– Nunca desejei ter a visão do inferno querido. — disse olhando-o com desdém e todos riram e gritaram ao mesmo tempo. Christoper lançou um olhar mortal pra mim e veio em minha direção com passos firmes e duros. Todos se calaram esperando sua reação. Pronto! Agora o idiota vai me bater. Perfeito! Ele parou a minha frente e...
– POSSO SABER O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — escuto a voz do diretor na porta do refeitório e soltei o ar que nem sabia que havia prendido. Salva pelo gongo, mas será que ele realmente teria coragem de me bater? Seu ódio é assim tão grande? — ANDEM! ME RESPONDÃO! — ele tinha seu olhar fixo em mim e Christoper.
– Não aconteceu nada diretor. São só adolescentes, o senhor sabe, amam um barulho. — disse Jonathan o tiozinho da cozinha que é meu "parceiro" como diz ele.
– Não é o que me parece. — disse se aproximando de mim e Christoper com um olhar mortal.
– Mas posso lhe garantir que sei o que estou dizendo. — prosseguiu Jon.
– Ok. Irei acreditar. — disse tão perto do pescoço do filho, que jurei ver o garoto se arrepiar. — Porém, disse se direcionando a saída — não vim para isso. Senhor Lengston e senhorita Housten quero os dois na minha sala após o término do café. — Pronto! FUDEU!
Christoper seguiu o pai em direção a sala do mesmo, eu primeiro vou comer, depois, penso no que me espera naquela sala sombria. Como assim o que me espera?Ele com certeza ouviu o que eu falei, já era, to ferrada!
Quando me sento na mesa com minha bandeja cheia de comida (suco de laranja, bolo de iogurte de nutella, pão com queijo e presunto e dois mini pães de queijo) já sou recebida por Barbie com perguntas, que maravilha!
– O que foi isso? Voce nunca enfrentou o Chris. O que deu em voce?
– Tudo um hora cansa. — Foi tudo que disse e comecei a comer, ela como viu que eu não queria falar no assunto começou a falar do seu preferido. Gabe.
POV — CHRISTOPER
Eae galera, sou Christoper e tenho 18 anos. Estudo no internato Abadiã High School, o qual meus pais construiram juntos e formaram a melhor equipe de educação da cidade. Sou o garoto mais cobiçado do colégio, não estou me achando, é verdade. Enfim, sou o maioral aqui, ninguém nunca me desafiou, até hoje pelo menos.
Quem aquela banana nanica pensa que é pra me desafiar daquele jeito? Ah mais ela me paga! E muito caro por isso. Mas voltando a mim, tenho hobbie de andar de skate, tocar violão e quando estou chateado com a vida, eu bebo. Não me orgulho, mas bebo.
Qual o motivo de ficar chateado? Já te digo! Tem apenas uma palavra mas me tras muitos problemas: PAI. Meu pai depois da morte da minha mãe á um tempo atrás ficou meio paranoico. Sabe aquelas pessoas que quando perdem quem amam ficam loucas e tem que descontar a loucura em alguem? Pois então, meu pai tá assim e eu sou o saco de pancadas dele nesse ring. Ele quer que eu seja perfeito, mas não sou.
Mas voltando a Emily Housten, querem saber porque a odeio? Então aí vai, ela além de me lembrar minha mãe toda hora ainda é toda certinha, e por esse motivo meu pai fica me comparando a ela e dizendo que eu deveria ser igual a ela. CARAMBA! EU NÃO QUERO SER IGUAL A NINGUÉM! EU QUERO SER EU PRONTO E ACABOU! SERÁ QUE É TÃO DIFÍCIL ASSIM DE ENTENDER?!
...
Entramos na sala e ele se sentou na cadeira dele e eu em uma das cadeiras a frente de sua mesa. Ele virou de costas para mim e começou a olhar a vista de sua janela panorâmica. Parece que não quer muita conversa. Abaixei a cabeça e esperei que a cabeça de vento chegasse para ver se ele iria falar algo. Com certeza ele ouviu o que eu falei pra ela no refeitório. Já não bastava a prova, agora to ferrado mesmo!
Fale com o autor