The Mission
5 Visitas nem sempre são boas
Notas iniciais

Rose Weasley
Quem será?
Fui andando até a porta e a abri.
– Mãe?! – pergunto surpresa
– Boa tarde pra você também Rose – ela diz irônica – Como vai?
– Bem, obrigada – ofereço-lhe uma cadeira para se sentar e ela aceita – Mãe, não é por nada, mas... O que faz aqui?
– Não posso mais visitar a minha filhinha? É isso? – sarcasmo de novo.
– É que você nunca vem aqui mamãe. Aconteceu alguma coisa, não é? – pergunto receosa com a resposta. Minha mãe suspira.
– Sim, aconteceu, e espero que você aceite querida.
Fico com mais medo do que antes. Mamãe é uma mulher ocupada demais pra visitar a filha no trabalho no meio da tarde.
– Primeiro diga o que é, depois eu vejo se aceito.
Eu esperava qualquer coisa, menos o que ela disse em seguida.
– Encerraram as buscas Rose. Hugo está voltando pra casa.
Desabei em minha cadeira pela segunda vez naquele dia. Como assim “encerraram as buscas”? O que ela queria dizer com isso?
– Não podem fazer isso – foi o que consegui dizer, ainda em total estado de choque – Não podem simplesmente parar, mãe.
– Dois anos, Rose. Dois anos e nada do seu pai. Temos que aceitar querida, aceitar que ele não vai mais voltar.
As palavras da minha mãe me atingiram com a intensidade de uma bala, e, acredite, eu conheço a intensidade de uma bala. Meu pai, Ronald Weasley, um dos melhores e mais experientes agentes da CIA havia saído em uma missão em Londres há exatos dois anos, três meses e dezessete dias atrás. Com uma semana de investigações ele e sua equipe já haviam descoberto muita coisa, o que significava que logo voltariam pra casa, mas num certo dia, com doze dias desde o início missão, a central perdeu toda a comunicação com a equipe e depois disso, Ronald Weasley nunca mais foi visto. Os corpos dos homens que estavam com ele na missão foram encontrados três dias após o ocorrido. Todos eles, num terreno abandonado, mas o do meu pai não estava junto. Nunca encontraram o corpo dele, o que me faz pensar que...
– Ele não morreu mãe. Eu sinto que ele está vivo, mas não pode voltar.
Ela se levantou e ajoelhou-se na minha frente, do mesmo modo que fazia quando eu era criança, e disse:
– Rose, as provas são incontestáveis, se todos foram mortos, o seu pai...
Não deixei que ela continuasse a frase. Ouvir isso é bem pior do que concluir sozinha.
– Então por que não encontraram o corpo dele mãe? Por que, mesmo depois de meses procurando, não encontraram o corpo, ou nenhuma evidência dele?
– Não devia se iludir Rose.
– Não estou me iludindo mamãe. Eu só quero que você veja a verdade. O meu pai não está morto.
– Não vou discutir com você. Só quero que saiba que seu irmão volta na sexta. Vou fazer um jantar em casa e quero você lá. É uma coisa bem íntima, só nós e os Potter’s.
– Não sei se vou mamãe – digo desanimada.
– É seu irmão, Rose – ela diz como se isso não fosse óbvio – Ele sente falta de você.
Fico um tempo em silêncio, mas logo me vejo convencida pelo convite.
– Tem certeza que é só a gente? – pergunto desconfiada.
– Tenho. Agora preciso ir – ela se levanta e me abraça – Prometa que ficará bem.
– Vou tentar mamãe – digo sem convicção alguma
–Te amo querida
Dito isso ela se separa de mim e sai da sala me deixando sozinha novamente e, de novo, me derramo em lágrimas. Hugo estava voltando pra casa, o que me faz pensar que, assim como minha mãe, ele deixou de acreditar que papai estava vivo, e isso me faz ficar ainda mais triste. Hugo e eu éramos os únicos que ainda se agarravam à hipótese do desaparecimento, e não da morte de Ronald Weasley, nós, os filhos, ainda tínhamos esperança de ver nosso pai vivo, agora só eu continuo com essa ideia fixa na cabeça.
Depois de mais ou menos meia hora decido ir pra casa. Organizo meus papéis, junto minhas coisas, pego minha bolsa, porém meus planos são interrompidos por outra batida na porta. Geralmente não recebo muitas visitas em minha sala, no entanto, hoje não parece um dia comum. Me dirijo à porta e assim que abro dou de cara com uma cabeleira loira. Scorpius “doninha” Malfoy está parado na minha frente.
– Weasley, não me mate, não estou aqui de livre e espontânea vontade – ele se explica – O Al me mando até aqui. Tenho um recado pra você
– E por que o Al não veio aqui pessoalmente me dar esse recado? – pergunto já um pouco nervosa me apoiando ao parapeito da porta
– Bom, ele está conversando com o Rogers no momento então me mandou aqui
– E o que ele quer?
– Ele pediu pra que eu te convidasse pra sair com nós dois hoje à noite. Vamos ao Três Vassouras e por mais que eu seja contra essa ideia de sair nós três juntos, o Al disse que não aceita não como resposta
– Eu não vou – falo dando o assunto como encerrado e voltando pra dentro da sala
– O Al sabia que essa seria a sua resposta – ele disse entrando na sala também e se sentando na mesma cadeira onde, minutos atrás, minha mãe estava – Então ele me mandou dizer também que caso sua resposta fosse negativa ele lotaria seu closet de saias que mal tampam a bunda e mandaria a Roxy te deixar loira
– Que ordinário! – disse indignada. Respirei fundo, me acalmei e com muita relutância concluí – Estarei lá às oito. Agora, por favor, some da minha sala
– Com todo prazer
Malfoy sai e bate a porta com força. Crianção.
Recolhi minha bolsa que estava em cima da mesa e rumei para o estacionamento. Cheguei ao meu carro e segui para o meu apartamento. Precisava de um banho demorado e relaxante. A noite seria muito longa.
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