The Mission

6 Reencontrando velhos "amigos"


Notas iniciais
Heeey gente! Eu não demorei dessa vez, olha que lindo! Bom, como sempre eu gostaria de agradecer vocês por estarem lendo, comentando e favoritando. Amo todas vocês. Esse capítulo é dedicado à linda do twitter: Maria Malfoy, que me deu belas ideias.

Scorpius Malfoy

Quando a Weasley saiu do grande closet da CIA o Al me chamou para decidirmos o que eu vestiria. Não demoramos muito, já que era praticamente o mesmo estilo que costumava usar no colegial, só que agora as roupas são mais modernas, é claro.

Depois de escolhermos tudo, Albus veio com um papo estranho sobre sairmos a Weasley, ele e eu. Essa ideia não me agradou muito, porém fui ameaçado com tinta de cabelo. Não tinha muita escolha.

Passei na sala da Weasley e ela já estava pronta pra sair. Deveria ter demorado mais, assim não a encontraria e o Al não me castigaria, mas como esse mundo é muito injusto eu tive que fazer esse convite a ela, que não gostou muito, mas acabou aceitando.

Fui para casa, tomei banho, me vesti e às oito em ponto cheguei ao Três Vassouras. Al já estava numa mesa bebendo, mas a Weasley ainda não havia chegado.

– Hey cara – disse puxando uma cadeira e me juntando a Albus.

– Ah! Oi Scorp – ele diz – Rose ainda não chegou.

– Deu para perceber. Pelo visto sua prima não é tão pontual quanto diz ser – desdenho.

– Engano seu, Malfoy – ouço a voz da Weasley atrás de mim. Me viro para encará-la.

– Olha só! Não parece tão durona assim Weasley – digo analisando-a – Você fica até fofa deste jeito – falo referindo-me a seu vestido.

Antes que pudéssemos engatar uma discussão o Potter nos interrompe.

– Hey, parem com essa infantilidade. Não quero bancar a babá de vocês o resto da vida – diz olhando pra nós dois – Rose, você está linda. Senta aí.

A Weasley se senta e nós acompanhamos Al na bebida. Estamos há mais ou menos uma hora conversando sobre assuntos aleatórios quando a Weasley solta:

– Al, minha mãe te avisou sobre o jantar, certo?

– Jantar com a sua mãe? Não sei nada sobre – Al responde parecendo mais perdido no assunto do que eu.

– Ela vai fazer uma reunião familiar. Disse que chamaria todos da sua família. Seus pais, James, você, e é claro, a Lily, embora eu duvide que a mesma vá – a Weasley explica. Al parece interessado.

– E qual é o propósito desse jantar?

– Comemorar a volta do Hugo.

Após dizer isso Weasley tomou o resto do líquido de seu copo. Eu sabia, por alto, quem era esse Hugo. Era irmão dela, mas diante da expressão triste e desanimada que a ruiva apresentou e do silêncio constrangedor que se seguiu após sua última frase, comecei a considerar duas hipóteses:

Primeira: Ela não se dava bem com o irmão, por isso não está feliz com sua chegada de sei lá onde.

Segunda: Levando em consideração o fato de que a família Weasley é muito unida, mesmo eu não conhecendo todos os membros, mas ainda assim sabendo dessa informação por meio do Alvo, acho que o buraco é bem mais fundo.

Fiquei tanto tempo em minha análise particular que nem percebi que a Weasley se levantou da mesa, só fui reparar quando ela já estava se encaminhando para o balcão do bar.

– Hey, Scorp! – Al me chamava.

– Que foi cara? – respondi impaciente.

Por mais que eu não gostasse da Weasley, sou um cara curioso. Queria saber porque ela fica tão abalada quando falam da família dela. Eu escutei a conversa dela com Albus no prédio da CIA, por mais que estivesse fingindo não ouvir, e agora isso. Ela falava também ficou estranha quando Al mencionou o pai dela. Será que esses dois pontos têm alguma relação?

– Vê se não enche muito a Rose hoje. Eu sei que deixá-la na dela é meio complicado para você, mas dá um tempo, só por hoje – ele pediu.

– Não estou fazendo nada – disse indignado. Tudo bem que eu meio que a irritei quando ela chegou aqui, mas depois disso não fiz mais nada.

– Não é nem para começar está bem? Hoje foi um dia pesado para ela, então pega leve.

– Beleza cara, tudo bem, não falo nada com ela – prometi.

Dei mais uma olhada pro balcão por não ter o que fazer mesmo. De forma alguma estava procurando a Weasley, porém, por acaso, eu a vi e.... Espera aí, ela estava rindo? Há menos de dez minutos ela estava a ponto de chorar e agora está rindo?

Chamei Albus, que estava flertando com uma mulher da mesa vizinha. Ele não atendeu.

– Al! – falei mais alto e cutuquei-o. Ele se virou pra mim com uma cara nada boa – Por acaso sua prima tem problemas de bipolaridade?

Ele não entendeu nada. Também pudera né? Nem eu estava entendendo

– Como assim? – ele também se vira para onde a Weasley estava e eu pude reparar que ela voltava para a nossa mesa, mas não estava mais sozinha.

–Olá rapazes! – ela disse no plural? Estava se referindo a mim também? E ela estava sendo gentil? Francamente, ela tinha problemas, mas eu resolvi não reparar nisso e sim focar no moreno que estava de mãos dadas com ela – Esse é o Robert – disse apontando para o homem – Robert, esses são Albus Potter e Scorpius Malfoy, colegas de trabalho – disse apontando para nós desta vez.

– É um prazer conhecê-los – falou o tal Robert dando um aperto de mão em cada um de nós.

– Vocês se incomodam se ele se sentar aqui? – a Weasley pergunta, e antes que pudesse responder que sim, eu me incomodava, Albus se intromete.

– Claro que não! Fique à vontade – o Al disse com toda simpatia do mundo para este desconhecido. Como é que é? Vai querer que este sujeito se torne o melhor amigo dele agora também? Faça-me o favor.

Ele puxou a cadeira para a Weasley e sentou-se ao lado dela.

–Então, Robert, não é? – ele olha para mim – O que você faz da vida? – vou direto ao ponto.

– Eu possuo uma empresa. Não sei se já ouviu falar, provavelmente não, por ser homem. Chama-se Lewis. Fabricamos trajes de banho e roupa íntima feminina.

Tudo bem, devo admitir que fiquei meio chocado, afinal, ele não aparenta ter mais de 30 anos e já possui empresa própria. E, apesar de dizer a ele que não conhecia a tal marca, eu ouvira falar sim, e muito bem. Isso fez com que eu gostasse menos ainda dele.

O tempo foi passando e nós bebemos, jogamos conversa fora e eu descobri que a irmã do Albus, que é modelo, já havia fotografado com as roupas da Lewis; que o tal Robert tinha apenas 27 anos de idade e que a Weasley e ele se conheceram no Caribe, enquanto ela estava de férias e ele a trabalho, montando uma coleção especial direcionada para ruivas. Eles estavam hospedados no mesmo hotel e assim se conheceram. Segundo ele, as primeiras peças da coleção foram “testadas” em Rose. Sei bem como ele deve ter testado essas peças.

Por volta da meia-noite resolvemos ir embora para casa. Reparei que a Weasley estava bem altinha, mas ignorei esse fato, afinal, o que eu tenho a ver com o quanto ela bebe? Só espero que ela não acorde de ressaca amanhã e resolva faltar ao trabalho.

Já na porta do bar, depois de termos pagado a conta, Rose se despediu de Albus com um abraço, e de mim com um aperto de mãos. Segui-a com o olhar e vi que ela entrou em seu carro, pegou algo que, de longe, parecia um casaco, fechou o carro e se dirigiu para um outro veículo, o carro de Robert Lewis, e, junto com ele, a ruiva se foi.

Pelo visto Rose Weasley não passaria esta noite em casa, e muito menos sozinha, mas o que eu quero mesmo nesse momento é entender porque isso me incomoda tanto.

Notas finais
Por hoje é só pessoal! Comentem, favoritem e recomendem por favor, isso me deixa muito feliz e inspirada. Mais uma vez, quero agradecer a Maria Malfoy e dizer que se alguém aí, assim como ela, tiver alguma ideia pra fic é só me mandar uma MP. Beijooos e até a próxima