The Mission

7 Surpresas desagradáveis


Notas iniciais
Oi gente! Espero que não estejam chateadas comigo. Era pra eu ter postado semana passada mas peguei uma gripe horrível e fiquei muito mal. Queria agradecer a todas vocês que acompanham, comentam e favoritam The Mission. Um beijo do Scorp pra cada uma. E um obrigada especial para a Maria Malfoy, que me deu aquela ajudinha básica novamente. Vamos falar do capítulo agora. Ele é narrado pela Rose mas não tem hentai, se é isso que vocês esperavam. Não sou muito boa em escrever esse tipo de coisa ainda, mas venho aperfeiçoando a técnica. Essa é uma introduçãozinha básica do jantar pro Hugo. Boa leitura, nos vemos lá embaixo.

Rose Weasley

Acordo na manhã de sexta-feira com uma leve dor de cabeça. Abro os olhos e percebo que não estou em meu apartamento, como de costume. Os acontecimentos da noite passada voltam a minha mente e sorrio com as lembranças. É bom acordar e não se arrepender de nada. Me levanto com cuidado para não acordar Robert, que jaz a meu lado na cama absorto no mundo dos sonhos. Recolho minhas roupas espalhadas pelo quarto e começo a vesti-las. Encontro meu celular no meio delas e nele vejo a hora. Cinco e quinze da manhã. Graças aos céus tenho o hábito de acordar sempre cedo. Mesmo tentando ao máximo não fazer barulho acabo acordando Robert, que sempre teve sono leve.

– Rose? – diz ele sonolento – o que está fazendo?

– Me arrumando. Preciso voltar para casa agora. Tenho que chegar às sete no escritório*– respondo.

Ele se senta na cama.

– Fique pelo menos para o café da manhã.

– Não posso – chego perto dele e lhe dou um beijo no rosto – Quem sabe na próxima vez?

– E terá uma próxima vez? – diz malicioso.

–Talvez – respondo no mesmo tom.

Dou o assunto por encerrado, mas me lembro de uma coisa.

– Robbie – falo enquanto sento a seu lado na cama e arrumo meus cabelos. Ele me olha intrigado – Minha mãe disse que daria um jantar hoje à noite só para familiares e alguns amigos. Meu irmão está voltando de viagem e ela achou importante comemorar esse fato. Então eu pensei: você é novo na cidade, não conhece muita gente, nós nos conhecemos há um tempo. Talvez você queira ir.

Ele parece pensar no convite. Mordo meu lábio inferior em expectativa e ele logo responde.

– Se a mãe e o irmão forem tão bons quanto a filha, não vejo razão para não ir – ele me lança um sorriso e eu retribuo. Ficamos em silêncio por um tempo até que ele diz – Só tem uma coisa que eu queria saber antes.

– Pode falar – digo aflita.

– Como pretende me rotular nesse tal jantar Srtª Weasley? – diz rindo, mas detecto um pouco de nervosismo ali.

– Rotular?

– É. Amigo, ficante, namorado, amante. Me defina em sua vida Rose.

– Somos amigos Robbie – suspiro – Embora façamos algumas coisas que vão além do que a maioria dos amigos fazem, ainda somos só amigos. Não é como se houvesse sentimentos.

– Eu entendo, Rose. Só queria saber para não fazer feio na frente da sua família.

Dou outro beijo no rosto dele, me despedindo, pego minhas coisas e vou para a rua. Ainda não amanheceu, mas os raios de sol já começam a apontar no céu. Pego um táxi e vou até o Três Vassouras, que está fechado obviamente. Pego meu carro e dirijo até o meu apartamento. Eu sei que é irresponsabilidade deixar o carro assim no meio da rua, mas aquela rua é bem frequentada e não há tanto perigo. Além disso, não podia negar o pedido do Robert porque, convenhamos, aquele homem é maravilhoso.

Chego em casa às seis em ponto e começo a me arrumar para o trabalho. Não sei se alguém já reparou, mas tenho uma certa obsessão por horários, por isso possuo uma pequena coleção de relógios. Tomo banho, me visto, faço a maquiagem. Sou rápida, ou seja, às sete da manhã eu já estava acomodada em minha sala na CIA. O dia seria pesado. Pelo que Albus me disse, parece que a missão começaria no dia vinte de setembro — daqui vinte e dois dias- mas ele não sabe muito mais do que eu. Assim sendo, teria que me comunicar com alguém que estivesse a par dessa missão e soubesse me dar informações realmente esclarecedoras, mas como sou uma pessoa de muita sorte não precisei gastar minhas lindas perninhas procurando alguém que possuísse tal conhecimento porque às sete e nove Roxane Johnson praticamente invadiu minha sala deixando uma pilha de papéis em cima da minha mesa.

– Bom dia pra você também Roxy. Vou muito bem sim, obrigada por perguntar, e você? – digo a ela ironicamente.

A morena revira os olhos.

– Pare de drama Rose. Você vai ter que ralar muito hoje – bufo pelas palavras dela – Não adianta fazer cara feia e nem reclamar querida. Esses papéis contêm as informações que você precisa pra se passar por uma adolescente sem que ninguém desconfie.

– E o que exatamente tem aí?

– Nomes de bandas, cantores, atores, filmes, séries, enfim, tudo com o que esses desocupados desperdiçam seu tempo. E se isso te deixa mais feliz, o Malfoy recebeu uma pilha igualzinha.

– Isso me deixa mais aliviada, entretanto, acho que ele não vai ler nem duas páginas.

– Não o subestime Rose. Ele é um agente tão bom quanto você, agora, se me dá licença – diz se retirando da sala.

Encaro os papéis na minha mesa. Não estou nem um pouco animada para ler tudo isso, mas acho que não tenho opção. Começo a ler e só paro para almoçar com Al, que confirmou sua presença no jantar. Só achei estranho quando ele perguntou se podia levar alguém, afinal, Al não namora, pelo menos não que eu saiba. Passo a tarde toda tomando conhecimento sobre os adolescentes e noto que tudo mudou muito de seis anos pra cá, por exemplo, agora eles se comunicam por códigos. Existe sigla pra tudo e isso me confundiu um pouco. TWD, TVD, TW, PLL, AHS, e assim vai. Acabo confundindo algumas séries com filmes, bandas com cantores e isso me estressa, à vista disso, opto por terminar de ler tudo em casa. Por sorte, está quase na hora de ir embora. Arrumo meus pertences e saio tranquilamente rumo ao meu lar.

Quando finalmente chego já são cinco e quarenta e sete da tarde e o jantar é ás oito. Parece muito tempo, mas convenhamos, para uma mulher se arrumar depressa é um sacrifício. Tomo um banho relaxante na banheira, lavo meus cabelos, saio de lá, me seco, arrumo meus cabelos, faço a maquiagem, me visto. Escolho um vestido informal, mas apresentável. Quando decido que estou pronta saio em direção à garagem do prédio, pego meu carro e guio até a casa da família Weasley, casa essa que foi minha até os vinte anos de idade. Tenho lembranças incríveis de lá. Ás oito horas e cinco minutos paro o carro na frente da casa grande e iluminada. A porta está fechada. Entro sem bater, afinal de contas, morei ali por tanto tempo, não preciso ser anunciada. Encontro ali meus tios, primos, amigos de trabalho de mamãe, isto é, muito mais pessoas do que eu imaginava. Para minha surpresa, Lily estava ali. Cumprimentei todos, mas percebi que faltava alguém ali, e não, não era o Robert. Ele sempre chega atrasado nesse tipo de evento, diz ser seu charme. Quem eu não tinha visto era Hugo. Pergunto mamãe onde ele estava, afinal, aquela recepção toda era para comemorar sua chegada. Ela me diz que o ruivo estava em seu quarto mostrando alguma coisa aos amigos. Subi até lá. Não via meu irmão há um bom tempo e — apesar de não gostar nada do motivo de sua volta — não posso negar que estava morrendo de saudade dele. Vou em direção a seu quarto e me espanto com uma cena. O que me surpreende não é o fato de que, mesmo crescido, Hugo esteja orgulhoso mostrando sua coleção de gibis, nem que o quarto esteja uma bagunça, nem que ele tenha deixado a barba crescer. O que me surpreende é que junto com ele estão três pessoas: uma garota loira que não faço ideia de quem seja, meu querido primo Albus Potter e por último, mas não menos insuportável, Scorpius Malfoy.

Notas finais
* Para o Robert a Rose é advogada, até porque seria estranho ela dizer sua verdadeira profissão pra um cara desconhecido concordam? Se fosse assim, os agentes não seriam secretos. Espero que tenham gostado. Comentem, favoritem, recomendem, me deixem feliz! Bom fim de semana e, se der, amanhã eu to de volta aqui. Tchau