Notas iniciais
Olá pessoal! Sei que vocês devem estar morrendo de raiva pela minha falta de compromisso e por parar uma história pela metade, porém, aqui estou eu para avisar-lhes que em meados de agosto "The Mission" estará de volta e, desta vez, sem enrolações. Postarei este capítulo apenas para dar fim a esta fase "pré-missão" da história. Tive fortes motivos para parar de escrever por um tempo, e isso não tem nada a ver com vocês, afinal, não posso reclamar de leitores tão dedicados. A grande e única culpada sou eu, porém, fiz uma reestruturação interna e agora me sinto motivada a escrever novamente. Tanto que estou com novos projetos. Quanto à "The Mission", tenho dois capítulos prontos, contudo, pretendo escrever pelo menos mais dois para começar com o pé direito.

Scorpius Malfoy

Ver a cara de espanto da Weasley ao se encontrar comigo na sua casa, com a sua família e ainda ao lado de uma linda mulher foi impagável. O melhor de tudo foi observar seu rosto se contrair de ódio ao ouvir da boca do próprio irmão que eu, Scorpius Hyperion Malfoy, sou um ser humano maravilhoso e um cara realmente maneiro. Sinceramente, é bom demais estar aqui, na casa em que Rose Weasley passou seus melhores e piores momentos da infância e adolescência, nesta linda noite de sexta-feira, acompanhado de uma mulher tão linda quanto. Jessica, uma das minhas melhores amigas, estudante de gastronomia e ótima pessoa, fez a gentileza de me acompanhar hoje. Meu propósito ao praticamente implorar ao Albus para vir junto com ele para cá não era simplesmente irritar Rose Weasley. Apesar de amar ver o seu lindo rostinho se converter numa careta de desgosto toda vez que me vê, tenho que admitir que vim até aqui movido por minha grande curiosidade. Sim, eu estou muitíssimo interessado no passado da Weasley. Sei que pareci não me importar quando ela quase desabou ao descobrir que teria que se passar por uma garota em evidência, ou como se chateou ao falar do retorno do irmão, mas a mais pura verdade é que meu faro de detetive falou mais alto que meu orgulho e de fato esse mistério todo me atraiu. Quais são os segredos que Rose tanto esconde? Deixo minha reflexão de lado por um instante quando ouço a voz da Weasley, porém, ela não se dirige a mim.

– Então você viria acompanhado não é Al? – disse em tom de deboche, mas logo seus olhos se estreitam e sua voz sugere que a próxima frase é, na realidade, uma ameaça – Que tal discutirmos sobre as suas companhias mais tarde?

Ela lança um breve olhar de desprezo para Jessica e eu, mas parece tentar ao máximo ignorar o fato de estarmos ali. Não me surpreendo quando a fera ruiva apenas suspira e se joga nos braços do irmão. Seria até uma cena fofinha se não fosse protagonizada pela Weasley. Pelo que me pareceu, a estratégia de Rose naquela noite era simplesmente me ignorar. Reparei nisso quando a megera ficou a maior parte do tempo sem nem fazer contato visual comigo, ficando a maior parte do tempo com a família e com o tal Robert. Juro que não sei como uma família tão inteligente, como eu sei que são os Weasley e Potter, podem simplesmente cair de amores por um homem daqueles. A caçula dos Potter, Lily, me pareceu muito íntima dele, mas isso não aparentou chatear Rose, já seu irmão, Hugo, não apresentava compartilhar da mesma opinião pois suas orelhas estavam extremamente coradas e eu posso apostas todos os meus fios de cabelo louro platinado de que tanto me orgulho que não era de vergonha, e sim de raiva. Ou devo dizer de ciúmes?

Durante o jantar todos se comportaram civilizadamente, ainda que Rose tivesse tratado a própria mãe com certo desrespeito e antipatia quando a mesma começou a falar para Jessica o quanto a filha cozinhava mal e que deveria, definitivamente, tomar algumas aulas com minha amiga.

Após a refeição que, devo expressar, estava divinamente maravilhoso, ou melhor, maravilhosamente divino, todos se espalharam pela casa. Os mais maduros se reuniram na sala de estar, já nós, os jovens, fomos para a parte superior da casa, mais especificamente para o quarto de Hugo. O objetivo era que conversássemos, mas, com Scorpius Malfoy e Rose Weasley dividindo o mesmo espaço, as provocações foram inevitáveis. É claro que ela até tentou desviar o assunto toda vez que eu o começava, e que queria definitivamente se mostrar superior a mim, mas também sou um belo jogador. Sem poder mencionar nossa profissão por Robert e Jessica estarem no local, ficou mais difícil poder atingir uns aos outros. Hugo, Lily e Albus pareciam meros telespectadores da discussão acirrada que ocorria ali, enquanto Robert e Jessica sequer percebiam nossa competição interna, tanto que não se importaram quando acabamos usando-os como armas na nossa luta.

– Robbie é um excelente conhecedor do corpo feminino. Conhece cada parte com precisão e sabe como destacar cada uma delas. Satisfaz a qualquer gosto, de qualquer tipo – dizia ela usando uma linguagem totalmente ambígua.

– Jess, além de cozinhar muito bem, tem um paladar muito aguçado. Suas mãos são sublimes e o tudo o que ela toca com elas fica extraordinariamente bom. Sua boca e sua língua sabem exatamente o que fazem. Parecem criar vida própria. Em termos profissionais, claro – retruquei à altura.

– Claro Malfoy, totalmente profissionais. E falando em termos profissionais, o que você acha do número 247 estar acima do 356? – agora essa vaca está passando dos limites. Ela quis dizer que é melhor do que eu? É isso mesmo? Para o bem dela mesma é melhor que não.

– Escuta aqui sua...

Albus pareceu finalmente perceber o que acontecia ali e resolveu interromper tudo antes que partíssemos para a agressão física.

– Ok pessoal, o papo está bom mas temos que ir não é Scorp? – disse. Eu ir embora? Por que a Weasley não vai embora? Tudo bem que essa é a casa da mãe dela e o jantar é para o irmão dela, mas isso é só um detalhe. Lanço a Albus um olhar inquisidor e ele me responde com uma expressão como se dissesse “não discuta”. Resolvi não discutir mesmo, então concordei apenas.

– Claro. Já está na hora. Vamos Jess?

Ela assentiu e foi se despedir dos demais presentes. Albus saiu do meio de nós para atender uma ligação que dizia ser importante enquanto eu me dirigi para o andar inferior. Quando terminei de me despedir de minha anfitriã e agradecer pelo jantar, fui em direção ao meu carro acompanhado de Jessica. Segundos depois, Albus veio correndo atrás de mim. Rose Weasley estava logo atrás dele.

– SCORPIUS! – gritou Al para que eu esperasse – Preciso falar com você e Rose – disse ofegante quando chegou mais perto ficando frente a frente comigo – A sós – falou sugestivamente para Jessica.

– Te espero no carro – ela fala. Em seguida me dá um beijo na bochecha e caminha até o veículo.

Quando ela está longe o suficiente me viro para Al e a galinha mais desagradável do planeta.

– O que foi agora?

– É sobre a missão – ele responde.

– Espero que seja importante.

– É importante.

– Albus, pare de gayzisse e fale logo o que é. Quero voltar para a minha casa – se manifesta a Weasley.

– Okay. A Central ligou – fala meu amigo como se aquilo resolvesse alguma coisa.

–E daí? – digo.

– Aconteceram problemas em relação ao funcionamento da escola. Eles não aceitam alunos depois do início do ano letivo.

– Al, qual a parte do “e daí?” você não entendeu – digo um pouco irritado.

– O ano letivo começa no dia primeiro de setembro.

Fico pasmo. Weasley solta uma exclamação.

– Mas isso é daqui dois dias! – fala indignada – Deveria ter dito isso antes Albus Severus Potter!

– Eu não sabia – responde – Me ligaram agora.

– Ta – falo voltando ao normal – O que acontece agora?

–Vocês dois têm que estar no prédio amanhã bem cedo, tipo, seis da manhã. Vamos ter que fazer as mudanças às pressas. Vocês devem voltar para casa e procurar dormir bem esta noite.

– MAS E A JESS?! – tudo bem, eu disse que ela é só minha amiga, mas isso não significa que não nos divertimos de vez em quando. A Weasley gargalha.

– Se ferrou loirinho – zomba ainda em meio às risadas.

– Weasley, juro por Deus que, se eu não prezasse tanto a minha carreira, te mataria agora – ameacei – Só não faço isso também porque acho que seria muito difícil para a sua mãe perder uma filha, por mais idiota que seja, pouco tempo depois de perder o marido.

Ela arregala os olhos e posso jurar que os vejo umedecerem. Olha com raiva para Albus, como se o culpasse por aquilo e vai em disparada de volta para a casa. A única coisa que escuto de Albus antes dele sair correndo atrás dela é:

– Cara, se você preza a nossa amizade, é melhor não fazer isso nunca mais. Você pode ser o melhor amigo do mundo, mas ainda assim é um grande idiota, e Rose é a minha família.

Quando disse aquilo gostaria de calar a boca da Weasley, mas não pensei que fosse tão doloroso para mim ver a “Muralha Weasley” desmoronar com tanta facilidade. Albus confiou em mim quando me confidenciou esse segredo e eu simplesmente o despejei em cima da pessoa que mais se sentia afetada por ele. Eu sabia que era crueldade, mas ainda assim o fiz. Al talvez nunca me perdoasse por isso e eu sei exatamente o motivo. Não interessava as circunstâncias, para Rose Weasley e Albus Potter, família era o mais importante. E, infelizmente, não poderia discordar daquilo.

Notas finais
E é isso pessoal. Espero que me perdoem e aceito tanto o carinho quanto a fúria de vocês aqui nos comentários. Obrigada por tudo. Kisses & bye.