Notas iniciais
Oi gente! O capítulo de hoje saiu pequeno assim porque eu estou sem muito tempo. A semana foi corrida demais, e como eu vou montando a história durante a semana, não deu pra fazer muita coisa, mas prometo recompensar depois. Agradeço a todos que comentaram e aos que não comentaram, por favor, o façam, eu fico muito feliz e inspirada com isso. Maria Malfoy, seja bem-vinda de volta amore. Você fez muita falta. Gostaria de agradecer especialmente à Naah Floro, que é uma ótima escritora e além de tudo uma pessoa maravilhosa. Tão maravilhosa que fez essa nova capa divônica para a fic. Vocês gostaram? Eu amei! Então Naah, este capítulo não está do seu nível, mas eu o dedico especialmente a você por causa de um detalhe que você vai entender na hora kkk. Obrigada lindeza.

Scorpius Malfoy

Logo ao alvorecer eu já estava de pé. Não sou habituado a dormir bem fora de casa, sempre acabo acordando antes ou depois do horário imposto por mim. Em resumo, ou eu desativo meu despertador antes mesmo dele tocar ou ele toca e eu não o ouço.

Quando me levantei, os primeiros raios de luz solar já invadiam meu quarto. Pelas minhas contas, devia ser lá pelas seis da manhã. Resolvi então aproveitar que a Weasley ainda não tinha acordado para fazer o que já me é de costume: banho gelado e café quente. Ambos me mantinham acordado e ativo. Desci até a cozinha, coloquei a cafeteira para funcionar e fui em direção ao banheiro. Demorei cerca de cinco minutos no banho, tempo suficiente para fortalecer minhas energias. Enrolei-me na toalha, escovei meus dentes e, ao sair, levei um baita susto ao dar de cara com uma Rose Weasley completamente descabelada, com a cara toda amassada e feição de poucos amigos. Mau-humor matinal, que maravilha.

– Pra que essa demora toda no banheiro? Eu tenho que tomar banho também! – queixou-se indignada.

– Bom dia para você também, foguinho. Dormiu bem? – debochei – A propósito, isso é TPM ou você já acorda irritada assim toda manhã mesmo?

– Te interessa por acaso? E que coisa é essa? Não pode sair por aí enrolado somente numa toalha. Isso é uma grande falta de respeito comigo e com os meus olhos, que não merecem se deparar com cenas assim logo pela manhã.

– Se estava olhando é porque gostou, não é? Pode admitir Weasley, eu sei que você morre de vontade de possuir este corpinho – falei enquanto passava a mão pela minha barriga a fim de evidenciar meu físico.

– Você é só um cara egocêntrico e narcisista. Além disso, já vi material bem melhor que esse.

– Assim você me magoa. Tirou toda a minha alegria agora.

– Me desculpe – fala cínica – Agora, será que dá pra dar licença? Eu quero tomar banho.

Saí da frente dela, mas reparei em seu pijama, que era rosa.

– Não disse que odiava a cor rosa? – alfinetei.

– Sim, eu disse – respondeu já sem paciência.

– Sabe que isso é irônico, não é? Por causa do seu nome.

– Sim, é irônico e você não tem nada a ver com isso. Será que pode me deixar em paz?

– Claro – discorri já andando pelo corredor em direção ao meu quarto – Só mais uma coisa, ruiva.

Quando ela virou para me encarar novamente, virei-me de costas e puxei a toalha da cintura. Entrei no quarto gargalhando enquanto ela soltava insultos de dentro do banheiro.

***

– Seu café é forte demais – reclamou a ruiva desgostosa enquanto tomávamos o café da manhã. Ela vestia um robe e seus cabelos estavam presos em um coque – Eu nem gosto de café.

– Tem suco na geladeira – sugeri bufando. Até quando ela iria ficar opondo-se a tudo? Manter a calma estava começando a ficar difícil demais.

Levantou-se e foi pegar o suco. A geladeira estava cheia, por isso haviam muitas variedades ali. Ela apanhou o de laranja.

– Se eu fosse você, tomava o de maracujá. Precisa se acalmar.

– Mas você não sou eu.

– Não precisa ser tão grossa, deveríamos pelo menos tentar tornar isso suportável Weasley – a este ponto meu tom de voz já havia se alterado – Eu me esforço, mas não dá se você não colaborar também.

Ela me olhou com um misto de surpresa e arrependimento.

– Me desculpe – clamou jogando-se de volta na cadeira – Eu não gosto de você, e tenho certeza que o sentimento é recíproco. Não dá para resolver tudo assim, do nada. Eu não consigo.

– Mantenha a pose e encarne a personagem – olhei para meu relógio – Temos dez minutos para sair, Elizabeth. É melhor se apressar.

Praguejou e saiu em disparada para o seu quarto.

***

Chegamos na escola ás sete e quarenta e cinco. Eu dirigi o carro até o local porque se dependesse da Weasley, teríamos chegado só depois do horário letivo. As aulas começavam às oito, mas tínhamos que passar na secretaria para pegar os horários. Estávamos em frente a um monumento. O prédio tinha sete andares e era absolutamente enorme. A arquitetura era moderna, mas ainda com um toque clássico.

Assim que saímos do carro pude reparar olhares curiosos em nós. As garotas cochichavam entre si e os garotos, descarados como sempre, não se preocupavam se ouvíamos suas provocações, e quando digo nós, quero dizer a Weasley. Um deles andou em nossa direção e parou defronte a Rose e desatou a falar:

– E aí, gata. Está perdida?

– Não, sabemos muito bem encontrar nosso caminho – respondi por ela. E saí andando puxando-a pelo braço.

Ela parou de solavanco e lançou-me um olhar de reprovação. Eu a protejo e ela me desaprova?

– Vish! Já vi que a felina é domesticada, uma pena – lamentou o rapaz.

– Domesticada? – perguntou a ruiva parecendo refletir sobre o que aquilo queria dizer – Ah! Você está sugerindo que ele é meu namorado? – o moleque assentiu – Não, ele é meu irmão.

– Vocês não se parecem em nada – comentou uma garota que se aproximava.

– É uma longa história – respondi simplesmente.

– Talvez você possa me contar um dia desses, lindinho.

– Claro, mas agora precisamos mesmo ir.

– E vocês também. Vão logo para suas salas, curiosos – ordenou uma mulher ao longe – Deixe seus novos colegas respirarem.

Assim, todos saíram dali e entraram no recinto. Aquela senhora de meia idade, apesar de baixinha, impunha autoridade. Quando se aproximou de nós, apresentou-se como Emilia Bulstrode, supervisora.

– É um prazer tê-los aqui. Vamos andando, o diretor quer vê-los.

Apesar de parecer gentil, ela exalava severidade. Ao longo do caminho foi explicando a importância de uma boa educação e todas as chatices sobre escola que me irritam imensamente. Falou que não conhecia nossos pais, mas adoraria conhecê-los e que o diretor era uma ótima pessoa, o que vindo dela me fez pensar que ele era uma péssima pessoa. E era mesmo. Todos dali deviam ser.

Quando chegamos à porta da sala do diretor, hesitamos um pouco, mas com a tal da Bulstrode nos empurrando, entramos.

Rabastan Lestrange. Era esse o nome esculpido numa plaquinha sobre a mesa. Ele me pareceu um homem por volta de seus cinquenta, quase sessenta anos.

– Ora, o que temos aqui? Dois novos pupilos para a nossa coleção – riu da própria piada – Gostaria de dar boas vindas a vocês pessoalmente, queridos. É um imanso prazer recebê-los. Tenho certeza de que o senhor e a senhora Banks sentem muito orgulho de vocês. Vocês foram criados juntos a vida toda?

– Não – respondi – Minha mãe morreu quando eu tinha cinco anos.

– E meu pai abandonou a minha mãe antes mesmo de eu nascer – Weasley repassou a história já memorizada.

– Me desculpem, não era minha intenção ter sido indelicado – mas pela sua expressão, não parecia se importar.

– Tudo bem – respondemos em uníssono.

Porém, a cabelos em chamas estava inquieta e parecia claramente incomodada, pois movimentava freneticamente suas mãos na parte inferior da mesa. Por sorte, apenas eu reparei nisso.

– Seus horários serão entregues pela secretária, é só pedirem a ela – continuou o homem – Tenham um bom ano letivo.

E assim saímos da sala, pegamos nossos horários e estávamos realmente afim de ir para a sala de aula, quando uma garota nos interrompeu. Estava com uma calça jeans um pouco larga e uma camisa cinza meio surrada. Seus cabelos loiros platinados estavam presos num coque no alto da cabeça e os óculos com armações simples não deixavam nada a desejar em seu visual nerd.

– Bom dia. Meu nome é Thalia MCMillan – apresentou-se um tanto tímida – Sou monitora e a responsável designada para guiá-los e acompanhá-los durante uma semana. Minha função é mostrar-lhes a escola e mantê-los informados quanto às regras. Alguma dúvida?

Mantemos silêncio por um tempo. A garota parecia desconfortável.

– Devemos nos apresentar também, não acha Josh? – propôs a ruiva.

– Claro – estendi minha mão para Thalia – Sou Josh Banks, 17 anos e meio.

– E-eu sei. Não precisam se apresentar. Sei quem são – comentou envergonhada. Depois completou – Me desculpe, eu não quis ser grossa.

– Está tudo bem, só relaxa – Rose sugeriu com um sorriso reconfortante – No momento só queremos saber onde vamos assistir à aula de álgebra.

– Claro. Acompanhem-me, por favor.

Ela seguiu o caminho comigo e a Weasley a seu encalço.

– Thalia – Chamou Rose.

– Sim?

– Você conhece bem os professores daqui não, é?

– Claro. Estudo aqui desde o primeiro ano. Por que?

– Queria saber como eles são. Para o caso de serem severos ou até mesmo estranhos.

Agora sim entendi a estratégia dela. Foguinho não estava perguntando aquilo por acaso, estava investigando, procurando falhas. Eu, particularmente, esperaria alguns dias para fazer isso, mas tenho certeza que ela sabe o que faz.

– Bom, já que tocou no assunto – cochichou a loira chegando mais perto – Eu e alguns alunos reparamos em algumas coisas meio... estranhas.

– Estranhas? – inquiro – Estranhas como?

– Prometem não espalhar?

– Claro – respondemos juntos.

– Há um tempo já estamos desconfiados da forma como os professores são selecionados para lecionar aqui. No ano passado o professor de história precisou ser substituído no meio do ano, ele era o mais legal daqui, não estou mentindo, até a Thifany, minha irmã, aprendia com ele e ela é bem, como posso dizer... burra. Mas isso não vem ao caso. Voltando ao foco, ele saiu da escola no fim de março e ninguém sabe o motivo. Então, com a vaga disponível, a mãe de um dos meus amigos, Amanda Krum, que é professora de história e deu aulas numa das melhores escolas da Bulgária viu nisso uma oportunidade de voltar a instruir jovens. Ela veio aqui, fez todas as provas necessárias, trouxe referências e mesmo assim, a escolhida foi uma mulher cujo diploma ninguém nunca viu.

– E quem é essa mulher? – indago.

– Uma pessoa que é conhecida por nós como vaca rosa, mas seu nome mesmo é Umbridge, Dolores Jane Umbridge.

Notas finais
Espero ansiosamente os reviews de vocês. Beijitos amores!