Notas iniciais
Olá leitoras, como vão? Me desculpem por demorar tanto para atualizar, e mil desculpas mais caso o capítulo não esteja do nível que vocês merecem, mas eu posso justificar. Minha saúde não anda lá essas coisas e há uma semana mais ou menos eu não consigo respirar direito, coisa que só vai se agravando porque eu percebo que nem a bombinha faz um bom efeito mais. Eu iria atualizar ontem, mas a morte do Roberto Bolaños me desestabilizou toda. Minha infância foi embora, meu irmãozinho chorou um monte. Que dó gente. Enfim, tenham uma boa leitura, até as notas finais pessoal, e espero que vocês as leiam.

Scorpius Malfoy

Segunda-feira à tarde e eu aqui, preparando lanche para uma multidão de adolescentes esfomeados. Ninguém merece.

– Weasley, não passou pela sua cabeça me ajudar um pouquinho aqui, não? – reclamei.

– Para falar a verdade, não. A minha cabeça está ocupada demais tentando encontrar uma música para aquela porcaria de teste.

Saí da cozinha e fui até a sala, onde a ruiva encontrava-se esparramada no sofá com um tablet em mãos.

– E aquelas que vocês escolheram? Pensei que tudo estivesse resolvido.

– Beyoncé é passado, segundo a Thalia, já está muito “batido”. – respondeu com uma careta de desgosto.

– Faça com que ela encontre uma música descente e dançante para vocês então, oras.

– Este é o grande problema. Dançantes praticamente todas são, agora, descentes...?

– Deixe isso para depois, venha me ajudar logo.

– Está bem, seu chato.

E assim fomos os dois para a cozinha.

***

Já era quase noite quando a campainha tocou. Rose correu para atender a porta, e parada à sua frente estava quem já esperávamos. Thalia.

– Boa tarde. – desejou ofegante – O atraso não foi proposital, me desculpe, é que o trânsito estava de matar.

– Tudo bem, entre. – ouvi Rose dizer.

As duas passaram depressa por mim na sala, a loira sequer me deu um simples “oi”. Logo escutei a porta de um dos quartos do andar superior ser fechada, o de Rose, deduzi. Aí tem coisa.

Voltaram aos risos dez minutos depois.

– Eu adorei, você é perfeita para este tipo de coisa. Muito obrigada, Lizzy. – gratulou a Rose.

– Não foi nada, só temos que ensaiar agora.

– Então meninas, tudo bem aí? – expus a fim de ser notado. Thalia pareceu espantar-se de finalmente ter reparado em minha presença – Olá. – sorri sarcástico.

– Não vi você aí.

– Deu para perceber.

A garota enrubesceu-se de imediato.

– Não é como se ele fosse importante. – disse Rose querendo amenizar a situação – Só quer chamar atenção. – completou fitando-me com cara feia.

Apenas dei de ombros não querendo dar continuidade àquilo.

– Cadê o resto do pessoal? – Rose quis saber.

– Devem estar chegando, marquei com eles às seis, achei que fosse um bom horário.

– E quantos são? – demandei desta vez, estava preocupado da quantidade de comida não ser suficiente.

– Poucos, não se preocupe, apenas o suficiente para encher a sala, nada mais.

– Certo, é melhor que estejamos bem... – Rose dizia quando fora interrompida pelo som da campainha. – Eu atendo. – prontificou-se.

Continuei sentado confortavelmente à medida que Thalia andava de um lado para o outro do cômodo. Vi apontando atrás de Rose uma garota estranha com cabelo colorido. Taylor. E estava acompanhada de seu irmão Taylor.

– Casa legal. – comentou a garota analisando o local – Vocês moram sozinhos? – Rose e eu nos entreolhamos e assentimos – E não rola sexo?

Rose engasgou-se com a própria saliva e ficou vermelha como pimenta. Suas orelhas estavam num estado crítico, parecia que iam explodir.

– O quê? – indagou a ruiva ainda engasgada.

Taylor girl mantinha a expressão impassível, como se aquela pergunta não causasse nenhum tipo de rebuliço, coisa que instaurava-se no local no momento.

– É mais que óbvio que não rola nada. – afirmei com convicção, apesar de não achar má ideia. Reparando bem, até que a Weasley tem uma pele legal. Espere, no que estou pensando? Só pode ser carência.

– Claro que não, eu nunca iria querer nada com isso. – falou apontando para mim com repulsa. Ei, isso fere meu ego profundamente.

– Acho que vou aguardar o resto do pessoal na entrada. – anunciou Thalia visivelmente constrangida – Taylor, pode me acompanhar? – perguntou à morena, porém seu tom de voz soava mais como uma ordem.

E as duas saíram em direção à porta com a loira dando uma bela bronca na amiga.

– Peço desculpas pela minha irmã. Ás vezes ela é bastante... direta. – demandou o Taylor boy.

– Quer beber alguma coisa? – ofereceu Rose, ainda envergonhada com a situação. Parecia uma colegial em seu primeiro relacionamento, uma gracinha.

– Água, por favor.

A mulher, com sua fantasia de menina, dirigiu-se à cozinha. Sei bem porque se autodesignou para tal função. Estava encabulada e pelo que conheço dela, odeia quando isso acontece. Lembro-me de quando não conseguia palestrar sobre a matéria em questão quando estudávamos juntos, era realmente frustrante para ela.

Aos poucos chegavam mais e mais alunos. Todos assinavam uma lista como confirmação de presença. Haviam pelo menos treze jovens espalhados pela sala da casa. Meninos e meninas de quatorze a dezoito anos dispostos em cadeiras, sofás e poltronas. Alguns até sentados no tapete.

– Certo, acho que podemos começar, não? – sugeriu Thalia.

– Não está se esquecendo de ninguém, Lia? – incutiu Taylor.

O semblante da moça mudou por um instante, passou por algo parecido com decepção.

– Não. – asseverou simplesmente. Logo, seu rosto voltou a mostrar um pouco mais de alegria e entusiasmo, entretanto minha curiosidade ainda era fixa. Quem estava faltando? – Sejam todos bem-vindos. Esta é a primeira reunião da Armada este ano e graças aos novatos, que generosamente concederam a nós sua casa para uso em nossos encontros. Seria de bom tom que todos agradecêssemos a eles.

Todos os jovens ali reunidos, portanto, levantaram-se e lançaram a nós palavras de gratidão. As frases variavam entre “valeu, aí” e “meus agradecimentos a vocês serão eternos”.

– Organizem-se, por favor, temos muito o que discutir. – prosseguiu a loira e os adolescentes voltaram a seus devidos lugares – Como já é de conhecimento geral, desse a nossa primeira reunião, estamos aqui com um objetivo: acabar com a tirania imposta por Lestrange. Sabemos muito bem que Dumbledore nunca apoiaria seus atos horrendos e sua administração penosa. O estopim foi quando a Sra. Krum foi rejeitada pela escola mesmo com seu currículo impecável.

– Mamãe não merecia ter sido escorraçada daquela forma. – expressou um garoto de cabelos negros no meio de todos.

– Claro, Sebastian, essa foi uma atitude muito feia da direção e estamos dispostos a reverter esta situação, por isso o apoio dos alunos é tão necessário.

Fiquei de certa forma chocado da forma que a McMillan se mostrava desenvolta falando com seus colegas ao passo que, em qualquer outra situação, mantinha-se sempre tímida e acanhada. Sua facilidade ao discursar era impressionante.

– Ela fala bem. – cochichou Rose a meu lado.

– Estava pensando nisso agora mesmo. Chega a ser estranho.

– Nem tanto. Precisa vê-la dançando, é incrível. É como se outra pessoa comandasse os movimentos de seu corpo e ela apena obedecesse.

– Vai ver ela está sendo possuída e você nem percebe. – fiz graça.

– Deixe de besteira, você entendeu o que eu quis dizer.

– Sim, ninguém pode ser fechado em tudo.

O discurso se prosseguia e os alunos debatiam propostas de soluções para os problemas, tudo conforme as normas da escola e de acordo com as leis, obviamente. Até que a turminha era eficiente. Rose e eu apenas assistíamos e comentávamos entre nós sobre a dinâmica dos envolvidos. Até que a campainha toca novamente, o instrumento mais requisitado da casa inteira no dia em questão.

Todos se calaram. Seja lá quem fosse, estava atrasado para a reunião, contudo meu medo não era esse, e sim que fosse alguém que não fazia parte do grupo intitulado armada de Dumbledore.

Dispus-me a receber o visitante, ou, caso necessário, a enxotá-lo dali.

Espantei-me ao abrir a porta e me deparar com o garoto em minha frente. Era um estudante, sem dúvidas, só que o fato dele estar ali era, no mínimo, bizarro.

– Posso entrar? – inquiriu aturdido.

– Claro. – respondi dando-lhe espaço – Fique à vontade.

Ele entrou no recinto e imediatamente os olhares se direcionaram a ele.

– Desculpe-me pelo atraso, Lia. – pediu – Fugir de casa está cada vez mais complicado. – concluiu com um sorrisinho no final.

– Não tem necessidade nenhuma, mas de qualquer forma, está desculpado. – observei um pontinho de felicidade em sua voz – Bem vindo à Armada, Edward.

Notas finais
Então pessoas, a chata está de volta. Para quem ainda não sabe da novidade, eu estou com duas novas fics. Weasley's Love (http://fanfiction.com.br/historia/564406/Weasleys_Love/) e nunca Fui Beijada (http://fanfiction.com.br/historia/566591/Nunca_Fui_Beijada/). Espero que leiam, gostem, comentem, enfim, me deixem felizes. Até semana que vem amores!